Truz truz!

>> 20090904

Pé ante pé, vou entrando na Casa . A porta está aberta, virada para o mar azul de Timor.
Entro, está fresco e sinto-me bem. Respira-se um ar de serena liberdade. Pode parecer faltar muito nesta casa, mas tem o essencial: a simplicidade do acolhimento de cada viajante que chega, a frescura da água da sabedoria, um convite a reflectir, a sonhar.
Obrigada pelo convite! Justificar completamente
Visitar-te-ei mais vezes , casa sagrada,e serás também a minha casa.

4 comentários:

Margarida Az sexta-feira, 4 de setembro de 2009 às 18:28:00 WEST  

Bem-vinda, Margarida Alegria! A tua criatividade e dedicação serão uma mais valia para este blogue!
Abraço,
M.

Anónimo,  sábado, 5 de setembro de 2009 às 06:24:00 WEST  

No dia 04 de Setembro de 1999, a ONU tem a coragem "obrigatória" de dar os resultados do referendo de 30 de Agosto, antecipando uma possível data.

Parece que decidiram não esperar mais tempo pois avizinhava-se o previsto. O 04 de Setembro é de facto a data que dá "poder" oficial (ao mais alto nível) para a consequência daquilo que vem a seguir.

Se uns sabiam que o resultado do referendo era aquele que aconteceu, outros acham que ele deveria ser maior e mais real. Acontece que aquilo que se fez foi o que foi e quanto a isso papaias. A partir de 04 de Setembro O MUNDO SABE que o povo timorense, num processo de consulta popular, havia decidido que as patas do ocupante teriam de deixar o solo timorense.

Imagine-se a perplexidade, esperada! Aconteceu!

Estava dado o passo decisivo. Como decisivo foi também o cenário a que se assistiu a seguir. Intensificou-se a carnificina. O "animal" estava ferido e reage. Previsível. E, nesse cenário nada mais havia a esperar que a intervenção daqueles que neste processo estavam envolvidos. Uma vez mais se pensou no abandono repetido doutras épocas. Mas nada disso poderia acontecer uma vez mais ou, sendo assim, para quê ter havido um REFERENDO?

Quero apenas dizer que a postura estratégica de não reacção das FALINTIL (sobretudo neste iato de tempo) foi das coisas, seguramente, mais sofríveis para os envolvidos, mais sofríveis para os timorenses. Pese embora, haja havido gente de coração que não percebendo a estratégia também não desistia de acreditar.

Quem foram e quantos foram aqueles e aquelas que na Dili que se via horripilante não desistiram? Poucos foram, mas os suficientes para manterem o canal de informação em aberto.

A esses e essas, uma única palavra - valentes! São dessas pessoas e sobretudo de decisões que não "alinham" que se fazem momentos únicos de uma História que ainda haverá de ser contada.

Ao longe, distante mas de possível acompanhamento estava o resto do mundo que embrenhado na questão, meramente assistia e se revoltava.

Muitos (neste processo Setembro de 1999) estiveram a reboque daquilo que no terreno acontecia e ainda bem que alguns quiseram assinar termos de "responsabilidade", ficando por lá. São esses que mandam as crónicas, são esses que alimentaram "a máquina" que fez, sobretudo, permanecer alerta, no mínimo, o povinho português para acontecimentos que nos levantaram do sofá. E, ainda bem que assim foi.

Desculpem lá, mas onde estavam no dia 04 de Setembro de 1999? Estavam, quem estava, no sítio certo, a hora incerta mas tudo funcionou! Nenhuma máquina partidária se poderá porventura dar ao luxo de dizer que "fomos nós", nenhuma! A diversidade de gentes e feitios era de tal ordem que os próprios portugueses se esqueceram, e só nesta altura se lembraram, que foram para a rua gritar... 1º de Maio de 1974! É obra! Porque razão se levantou tanta gente? Não sei mas gostei de ver e de estar, foi um ar que passou transversal.

Tudo isto em redondo apenas para dizer que se se quer comemorar o dia 30 de Agosto? Mentira. Aquilo que os portugueses querem é provavelmente lembrarem-se que os valores a defender não são nenhuns, pois os próprios andam demasiado distraídos. Por eles mesmos, os portugueses, entertêm-se com aquilo que lhes é dado a fazer e com sombras (de algum poder reivindicativo mas inconsequentes...pergunte-se aos que manipulam massas de gentes amorfas e percebe-se)... mas acontece que com Timor-Leste a questão era e foi demasiado transcendente para a a conseguirem catalogar. Desemparedem (o termo existe?) a loja!

A partir deste dia o que aconteceu foi um "ó-tio-ó-tio que nada disto é justo" e acordaram. Repito, ainda bem. Não fosse faltarem motivos na sociedade portuguesa, agarra-se aquilo sobre o qual estamos em falha faz muito tempo... tempo de silêncio, de ignorância, de, pura e simplesmente não saber como.

(continua)

Anónimo,  sábado, 5 de setembro de 2009 às 06:29:00 WEST  

(continuação)


Resistir é mesmo vencer! Se isso servir os desígnios normais da anormalidade comesinha da vivência? Não sei. Sei que me enche as medidas pensar no que aconteceu entre o dia 5 de Maio de 1999 (a zona formal e final do compadrio) e a concretização do sonho. E, ele aconteceu. É um facto que, apesar dos receios, ELES tinham razão em lutarem da forma que o fizeram! Se pensarmos a forma como ofizeram, parece-me, restam muito poucas dúvidas quanto a acreditarmos. Receios há depois, quando o jogo convencional pende para a necessidade de cada um ter a sua razão.

Há coisas que nos transcendem.

Enviar um comentário

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP