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Timor: Mais professores portugueses a trabalhar no país em 2012

>> 20120214

Foto: www.portugal.gov.pt



O número de professores portugueses em Timor-Leste vai duplicar a partir deste ano, “dos atuais 80 para aproximadamente 170”, anunciou recentemente o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal (MNE). O aumento de docentes para aquele país é o resultado de um novo protocolo, assinado entre o MNE e o Ministério da Educação de Timor-Leste.

Estes docentes “serão colocados em todos os 13 distritos do território timorense” e a cooperação portuguesa contribuirá ainda “para a formação de 7000 candidatos a professores timorenses, bem como de professores que lecionam atualmente nos níveis básico e secundário, num universo escolar que compreende 300 mil alunos”, refere um comunicado emitido pelo MNE e enviado à Lusa.

O protocolo apresenta um elemento “inovador”, que passa por “um papel mais ativo” da parte de Timor-Leste, traduzido “num cofinanciamento em 59 por cento do esforço orçamental e numa partilha das responsabilidades de gestão”.

O acordo “visa apoiar o setor educativo timorense durante o período 2012-14 e, ao mesmo tempo, reforçar o uso da língua portuguesa em Timor-Leste”, comunica o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a partir de Lisboa. “Uma melhor educação” é “o objetivo prioritário”, considerando a diplomacia portuguesa que “tal é vital para a redução da pobreza, e consequente desenvolvimento social e económico, da sociedade timorense”. Instituições de ensino superior portuguesas e timorenses vão participar na aplicação prática do protocolo, refere o mesmo comunicado.

O ministro da Educação português deslocou-se a Timor-Leste no final de Janeiro para dar sequência a protocolos anteriores assinados entre os dois países. Acompanhado pela presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, Nuno Crato realizou uma visita oficial de cinco dias àquele país, com o objetivo de dar “maior força” à língua portuguesa.



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Timor: Novo sítio da Presidência já inclui língua portuguesa

>> 20120130



O novo sítio na Internet da Presidência de Timor-leste, disponível no endereço www.presidenttimorleste.tl, já inclui a língua portuguesa, apesar de as traduções ainda estarem "em andamento".


Na passada sexta-feira, em comunicado, foi dado a conhecer o novo sítio na Internet -www.presidenttimorleste.tl - da Presidência timorense, mas as informações só estavam disponíveis em tétum e inglês, prescindindo do português, que é uma das línguas oficiais do país.

Durante o fim de semana a situação foi corrigida e hoje o sítio já disponibiliza a língua portuguesa, mas com indicação de que as "traduções em português ainda estão em andamento".

O novo sítio na Internet vai "divulgar comunicados à imprensa, notícias, fotografias e vídeos sobre a Presidência e os assuntos do Palácio Presidencial".
A nota à imprensa refere também que as actividades de Ramos-Horta podem ser seguidas no Facebook e no twitter.

Timor-Leste é membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa desde 2002.


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Ministros da Educação português e timorense inauguram primeira de cinco Escolas de Referência















Díli, 26 jan (Lusa) - O ministro da Educação de Portugal, Nuno Crato, e o seu homólogo timorense, João Câncio, inauguraram hoje no distrito de Ermera a Escola de Referência de Gleno.
O estabelecimento de ensino de Gleno é a primeira de cinco Escolas de Referência a inaugurar pelo ministro da Educação português, seguindo-se a de Same, Baucau, Maliana e Oecussi.
Recebidos por centenas de alunos e populares, o ministro da Educação português, Nuno Crato, destacou o seu "contentamento" por Timor-Leste ter decidido continuar a usar a língua portuguesa.
"Para nós é com muito contentamento que vemos que agora Timor Lorosae, país independente, continua a usar português como língua de ensino, por decisão própria, por decisão vossa", afirmou o ministro Nuno Crato.
"Devo dizer-vos que uma das primeira decisões que tomei como ministro foi continuar o acordo com o ministro João Câncio e aprovar a nossa colaboração com a Escola de Referência de Ermera", sublinhou.
O ministro da Educação timorense, João Câncio, disse que o projeto das Escolas de Referência é de "fundamental importância para o desenvolvimento do sistema de ensino em Timor-Leste".
"Serão estas escolas que servirão para impulsionar o desenvolvimento de todas as outras escolas do nosso sistema de ensino aqui no nosso país", salientou.
O objetivo de ambos os governos é ter uma Escola de Referência em todos os distritos de Timor-Leste até 2014.
As Escolas de referência são escolas oficiais timorenses, onde será estudado o currículo nacional timorense e que serão geridas por professores portugueses e de Timor-Leste.
Naquelas escolas vão lecionar professores portugueses e timorenses.
As escolas de referência vão servir de referência para todas as outras escolas do sistema de ensino timorense, ajudando-as a melhorar para que, segundo o ministro da Educação de Timor-Leste, todo o sistema de ensino possa ter os "níveis internacionais de qualidade".
O projeto da Escolas de Referência, assinado em setembro entre os ministérios da Educação de Portugal e de Timor-Leste, inclui 50 professores portugueses e está orçado em 2,4 milhões dólares, 1,5 milhões de dólares garantidos pelo Estado português.
MSE.
Lusa/Fim

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Nuno Crato | Sobre a língua portuguesa

>> 20120128

"(...) Em relação à utilização da língua portuguesa em Timor, o ministro lembrou que o país esteve ocupado pelos indonésios e que "durante esse tempo o ensino do português não era permitido".
"Há toda uma geração que regressou a línguas locais, sem apoio da língua portuguesa. Portanto, houve aqui um buraco na história de Timor-Leste, mas é muito emocionante ver, por exemplo, quando estamos na inauguração de uma escola que a população local canta o hino português e percebe português", disse.
Segundo Nuno Crato, há uma geração a partir dos 40, 50 anos que "percebe o português, gosta muito de ouvir e de falar o português e há uma geração intermédia entre os 25 e os 35 que tem muitas dificuldades com o português".
O ministro da Educação de Timor-Leste, João Câncio, disse em novembro à Lusa que os últimos dados indicam que cerca de 35 por cento da população fala português.
A relatora especial da ONU para os Direitos Humanos e Extrema Pobreza, Magdalena Sepúlveda, alertou também em novembro que mais de 40 por cento da população timorense não saber ler nem em tétum, nem em português, as duas línguas oficiais do país.
"É muito fácil aprender português e essa aprendizagem é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Esta é a visão do ministro João de Câncio (ministro da Educação de Timor-Leste) e é uma visão que apoiamos por completo", salientou.(...)" (Sapo | Lusa)

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Leituras | Sobre a língua portuguesa em Timor (e não só)

>> 20120106

An elementary school in Manatuto, East Timor, is among just a few in the country to formally make the community's indigenous tongue the main language of instruction in early grades

"(...)The reality of Portuguese's limited reach in the country is most conspicuous in schools. After independence, many teachers scrambled to learn Portuguese so they could follow the rules, though Tetum and other indigenous languages are often used de facto. "Almost all of the teachers here have a problem with the Portuguese language, [but] Portuguese is what's mandated," says the principal of Colegio San Miguel, a primary school in Dili. Joao Marsao, who at 58 is older than most of his fellow teachers and learned Portuguese when the European country still ruled, says many of his colleagues approach him with basic questions about how to talk with their students in Portuguese. (See "World Bank to East Timor: We Messed Up.")(...)"

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Plenário no parlamento pela primeira vez em português : )

>> 20110323

A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.

Aprovada em Outubro pelo parlamento de Timor-Leste, a resolução torna obrigatório o uso da língua portuguesa nas sessões plenárias e nas reuniões das comissões parlamentares, pelo menos uma vez por mês. "A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.

Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli. (Leia a notícia completa em Plenário no parlamento pela primeira vez em português | ionline | por André Rito com Lusa)

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Timor-Leste aposta em futuro promissor para o português, diz Xanana Gusmão

>> 20110226

Em entrevista à Rádio ONU, Xanana Gusmão argumentou que 'o idioma ajudou a afirmar' a jovem nação do sudeste da Ásia, após a independência da Indonésia em 2002, e deve crescer com as novas gerações.
Da Redação
Nova York - O futuro da língua portuguesa no Timor-Leste é promissor, na opinião do primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão. A oitava nação a adotar o português, o Timor-Leste, no sudeste da Ásia, também tem o tétum como outra língua oficial do país.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova York, Xanana Gusmão disse que a língua portuguesa ajudou o Timor a se afirmar como nação, logo após a sua independência da Indonésia, em 2002.

"O português parece-me mais como um instrumento de identidade. Somos diferentes pela história e pela cultura e aí é que nós nos apegamos. Somos Timor-Leste por causa da presença portuguesa, que nos deu uma identidade e o direito de sermos um povo", disse.

O primeiro-ministro reconheceu que o ensino da língua para a geração jovem, que fala principalmente indonésio e tétum, ainda é um desafio. Mas ele contou que o governo tem investido no ensino do idioma a longo prazo.

Xanana Gusmão disse ainda que metade da população timorense tem menos de 15 anos, e que as próximas gerações já deverão falar português com mais facilidade. 

Fonte: África 21 - DF | 25/02/2011 - 08:00 | Lusofonia

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Muito bem dito! Parabéns, Sr. Presidente : )

>> 20100720

Dili, 10 de Abril de 2010
 Foto de arquivo © Uma Lulik 
A Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) deve ter um papel de defesa proativa, criativa e dinâmica da língua portuguesa, defendeu o Presidente de Timor-Leste.

“O papel da CPLP, para além de várias áreas de cooperação, ele deve ser também de defesa proactiva, criativa, dinâmica de uma das línguas seculares que existem em vários países do mundo”, disse José Ramos-Horta, durante uma visita à Expo 2010, em Xangai, China.

Para o Presidente timorense, a importância de instituições como a CPLP é a de “preservar as línguas diversas que existem no mundo”, caso contrário, “cada vez mais, pela via da força económica, do comércio, o inglês obscurece, prevalece sobre todas as outras línguas”.


“Seria uma grande perda para a humanidade que algumas das línguas mais importantes do mundo se percam”, observou ainda, admitindo, contudo, que “esta é a realidade que está a acontecer em muitos países do mundo”.

O Presidente de Timor-Leste lembrou que a língua portuguesa não é apenas falada nos oito países que integram a CPLP, apontando que existem comunidades “em vários países, desde o Canadá aos Estados Unidos, Venezuela, África do Sul, onde existem milhões de descendentes de portugueses, ou de Moçambique, de Angola, que estão nesses países e que deveriam continuar a preservar a língua dos seus antepassados”.

O chefe de Estado considerou ainda que Timor-Leste está a entrar numa nova dimensão da introdução da língua portuguesa, apontando a proposta que lançou ao secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, de abrir mais escolas portuguesas, além da de Díli, que tem 700 alunos.

“Eu sugeri que se abrissem uma em cada um dos treze distritos de Timor-Leste. Este ano já vão começar mais quatro”, afirmou, congratulando-se com a “resposta rápida do Estado português” num projeto que tem, também, o “compromisso financeiro timorense”, anotou.

Reconhecendo que na CPLP Timor-Leste é um “caso especial”, pois ainda está na “fase de reintrodução, consolidação e expansão do português como língua oficial”, Ramos-Horta lembrou: “Herdámos Timor-Leste em que a língua portuguesa praticamente tinha desaparecido devido ao quarto de século de ocupação indonésia e da sua proibição”.

Segundo o Presidente timorense, com o trabalho de reintrodução do português, 12 por cento da população, de cerca de 1,1 milhões de habitantes, fala a língua, “e isso em oito anos apenas de independência”, observou.

“Estes números significam que daqui a 20, 30 anos Timor-Leste pode contar com 50 por cento [da população] que fala português”, afirmou.

A promoção e divulgação da língua portuguesa foi a prioridade estabelecida pela presidência portuguesa nos últimos dois anos.

Angola passa a exercer a presidência da organização lusófona a partir de sexta feira na VIII Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, em que a língua portuguesa será um dos temas em discussão.

Timor-Leste ainda não anunciou quem vai representar o país na cimeira de Luanda.
Autoria: Sílvia Reis, da Agência Lusa
Número de Documento: 11293792
URL: http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=11293792

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Alguma comemoração em Timor? A propósito de um tal Dia da Língua Portuguesa

>> 20100508

Eu não sei de nada mas lá está, não tenho acesso à TVTL. Posso ver filmes americanos com legendagem em bahasa mas não vejo a televisão local. Enfim ... E em contrapartida anda por aí, melhor dizendo, continua a andar por aí uma osga (vide imagens da dita no final deste post) ... Essa, também posso vê-la todas as noites pelo que hoje decidi fotografar.

Voltando ao assunto inicial, a celebração do Dia da Língua Portuguesa, deparei-me com o seguinte artigo: Missões diplomáticas celebram Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP

Fiquei a pensar ... em quando se diz que:
(...) "o carácter multicultural e multi-continental da língua portuguesa confere-lhe um estatuto especial no contexto das nações" e que "a língua portuguesa tem jogado um papel importante na intermediação das relações entre o Oriente e alguns países africanos, e entre o Oriente e o Brasil" e que "o universo da lusofonia está composto por mais de 240 milhões de falantes distribuídos pelos cinco continentes, estando 191,9 milhões no Brasil, 21,2 milhões, em Moçambique, 12,5 milhões em Angola, 10,6 milhões em Portugal, 1,5 milhões na Guiné-Bissau, 1,1 milhão em Timor Leste, 427 mil em Cabo Verde, 206 mil em São Tomé e Príncipe e os restantes 5 milhões espalhados pelo mundo." (encarregada de negócios da Embaixada de Angola no Canadá, Sofia Pegado da Silva)
Hummm ... será que noto uma pontinha de exagero? Já parece aquela estória que se ouve por aqui de que Ataúro já não tem analfabetos :-)))
"Timor Leste's Education Minister Joao Cancio Freitas affirmed on Thursday more than 15,000 people have learned to read and write in his country, thanks to the collaboration of Cuban teachers." (in Cubans Help Fighting Illiteracy in Timor Leste)
Mas também ... o que há de novidade? O português não é uma língua DEVIDAMENTE utilizada por estas bandas, com grande pena minha e de muitas outras pessoas especialmente aquelas que não usufruem do seu direito à aprendizagem de uma das línguas oficiais timorenses. Note-se que não tenho nada a ver com o assunto e que se Timor preferir adoptar o Inglês como a SUA língua, é com ele e só tem é de ser respeitado e porque não, ajudado.
 
*****
Voltamos então à lagartixa que afinal é uma osga!!!
 
Imagem à esquerda: "A famosa osga do Facebook continua tranquila na parede do ... meu quarto" | Imagem à direita: "A mesma osga, já menos tranquila procura esconder-se numa parede falsa na parede do ... meu quarto"

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Em destaque | Blogue 'Professores de Português em Timor-Leste'

>> 20100504

Num dia em que [tristemente] se podem ler notícias como esta "Timor-Leste: A língua Portuguesa em Dúvida" (Jornal de São Tomé, IBINDA.COM (c) PNN Portuguese News Network) não deixe de visitar o blogue 'Professores de Português em Timor-Leste', descrito pelos seus autores como um espaço para partilhar experiências e reflectir sobre o ensino da língua portuguesa em Timor-Leste.

No post "O ensino e a aprendizagem do português, hoje, em Timor-Leste" é referido o programa "Páginas de Português" de José Manuel Matias e José Mário Costa, transmitido pela Antena 2 da RDP, produzido pelo Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e realizado pela Universidade Aberta de Lisboa.
Em destaque, o programa do dia 13 de Dezembro de 2009, dedicado ao tema "Abordagem à Aventura da Divulgação e Aprendizagem da Língua Portuguesa em Timor-Leste"(Conselho de Edição do blogue Professores de Português em Timor-Leste).


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Timor-Leste: Portugal investe 15 M€ na defesa da língua portuguesa

>> 20100416



Portugal vai investir mais 15 milhões de euros (M€) no biénio 2010/2011 para a defesa e promoção da língua portuguesa em Timor-Leste, disse hoje à Lusa Manuel Correia, presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD).


O protocolo que regulamenta esta ação de cooperação, denominada Capacitação da Língua Portuguesa em Timor-Leste, foi assinado hoje em Lisboa, no âmbito da visita a Portugal do ministro da Educação de Timor-Leste, João Câncio Freitas.

Outro protocolo que foi hoje assinado entre as autoridades timorenses e o IPAD regulamenta as obrigações e deveres da cada uma das partes na execução de outras ações relacionadas com a promoção da língua portuguesa.


Diário Digital /Lusa

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Timor e Moçambique defendem maior difusão do português nestes países

>> 20100330


Os chefes das delegações de Moçambique e Timor-Leste defenderam hoje, no âmbito da Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa, que decorre em Brasília, mais investimentos para a difusão do idioma nos seus próprios países.

"É preciso mais investimento e maior difusão da língua portuguesa, sobretudo dentro das comunidades locais e nos meios de comunicação social", disse à Lusa o secretário de Estado da Educação e da Cultura de Timor-Leste.
Virgílio Smith disse que mais de 50 por cento da população timorense não fala português e pediu apoio dos outros membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para o "grande esforço" que o governo de Timor-Leste está a empreender neste campo.
Segundo Smith, o português deve ser ensinado juntamente com o tétum, a outra língua oficial do país.

Esta opinião é partilhada também pelo vice ministro da Educação de Moçambique. "Nós não queremos que as nossas línguas africanas em Moçambique desapareçam, porque elas representam igualmente um património cultural", afirmou Arlindo Gonçalo Chilundo.
O vice ministro moçambicano defendeu ainda a difusão da língua portuguesa não só ao nível internacional e nas diásporas, mas também dentro das fronteiras do seu país.

"Na altura da independência, tínhamos 97 por cento de analfabetos, e o analfabetismo estava associado ao não conhecimento da língua portuguesa. Nos últimos 35 anos, conseguimos difundir mais o português do que em todo o tempo da presença colonial portuguesa. Mas ainda temos muito que fazer", assinalou.

Segundo Chilundo, 47 por cento dos moçambicanos ainda não estão alfabetizados. "Gostaríamos de ver, portanto, mais apoio da CPLP em livros para a educação básica, para a alfabetização e para que os cidadãos moçambicanos tenham maior acesso à língua portuguesa", concluiu.


DAQUI


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As legislativas de 2012 serão o grande teste político à estabilidade em Timor-Leste

>> 20100221

Entrevista a Zacarias da Costa, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste e líder do Partido Social-Democrata Timorense. O governante timorense classifica como áreas essenciais na cooperação a educação, o reforço da presença da língua portuguesa no território, a formação profissional e o apoio técnico no âmbito da Justiça. No plano político considera que as próximas eleições não irão conceder a maioria absoluta a uma só formação partidária.

Está em curso a retirada das forças australianas, aproxima-se do fim o julgamento dos acusados dos ataques de Fevereiro de 2008 e a questão dos deslocados internos foi ultrapassada. Timor aproxima-se da estabilidade?



Estamos num ponto de viragem. Os dois primeiros anos do actual Governo foram para a resolução dos problemas que enfrentávamos para estabilizar o país e recuperar a confiança dos timorenses e da comunidade internacional. Creio estarmos no bom caminho para consolidar os ganhos destes dois anos e partirmos para nova fase, que chamaria de intensificação das reformas.



Mantém-se 2012 como data para o termo da missão da ONU?



O Conselho de Segurança avalia a situação e aprova ou não a extensão do mandato da missão, o que será feito dia 23. A nossa posição é clara: gostaríamos que a ONU continuasse até 2012 - até às próximas eleições. Isto permitir-nos-ia consolidar as instituições, fazer a reforma da defesa e segurança, pôr em marcha outras reformas importantes, como a que resulta da criação da comissão anticorrupção, para maior transparência no funcionamento das instituições, que são ainda frágeis.



Referiu a comissão anticorrupção, essencial para combater um fenómeno que Mário Carrascalão, em 2009, considerou responsável pela perda de "20% dos dinheiros públicos". É possível antecipar algumas medidas da comissão?



O estabelecimento da comissão é um passo significativo, mas todos sabemos que as coisas não irão mudar da noite para o dia. Mas lembro que há uma Inspecção-Geral do Estado, a Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça que têm actuado nesta área.


Existem condições para o ciclo eleitoral de 2012 decorrer sem sobressaltos?



Em 2009 realizámos eleições para os líderes comunitários - sucos e aldeias - e isto mostrou que a nossa máquina eleitoral está operacional. Estamos a preparar para Outubro as primeiras autárquicas, que vão realizar-se por etapas. E depois temos o grande teste político à estabilidade, em 2012, que serão as eleições legislativas. E creio estarmos todos preparados, em especial no âmbito da coligação governamental, que o meu partido integra, para essas eleições.



A coligação vai apresentar-se em conjunto nessas eleições?



Temos conversado sobre o tema. Mas temos a experiência que uma coligação a seis partidos é um exercício muito difícil, sobretudo para quem é primeiro-ministro, que tem de gerir esses equilíbrios. Pessoalmente, prefiro que nas próximas eleições haja uma coligação de dois ou três partidos. Mas gostaria principalmente que não houvesse novamente Governo de um só partido. Até por que creio que o mapa político não irá permitir que um só partido ganhe as eleições.


Que áreas considera mais relevantes para o desenvolvimento da cooperação luso-timorense?



Temos um programa indicativo de cooperação, que está na fase final, e vamos iniciar discussões sobre as prioridades do próximo programa. Devo dizer que Timor representa o maior investimento de Portugal em recursos humanos e financeiros, em matéria de cooperação. Um dos nossos objectivos é continuarmos a merecer a atenção portuguesa. Quanto às áreas, essas continuam a ser a educação, a consolidação da língua portuguesa, a área da Justiça, a cooperação técnico-militar. Também a área da Comunicação Social, para complementar a consolidação do português, e formação profissional são importantes. Estas são as áreas que consideramos importantes para o próximo triénio.



in DN Sapo aqui / Imagem Umalulik

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Livros portugueses nas escolas timorenses

>> 20100207



Ler Mais distribui obras de autores portugueses adequadas aos 2.º e 3.º ciclos, além de lendas e histórias em tétum e português

Malas de livros portugueses vão viajar pelas escolas de Timor-Leste, no âmbito do programa Ler Mais, lançado ontem na Escola Portuguesa de Díli. A cerimónia contou com a presença do ministro da Educação timorense, João Câncio, e da directora-geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular portuguesa, Alexandra Marques, entre outros.

Os livros, escolhidos por uma equipa especializada do Plano Nacional de Leitura, correspondem a obras de autores portugueses adequadas aos 2º e 3º ciclos, mas também lendas timorenses e histórias infantis em tétum e português.

Alexandra Marques disse esperar que o projecto Ler Mais em Timor-Leste possa servir também aos professores portugueses que estão a dar formação aos colegas timorenses, e que as malas com livros possam estar presentes nas salas de aula das escolas timorenses para que os alunos as utilizem.

"Este projecto nasce dos grandes objectivos da cooperação portuguesa de apoio à Educação em Timor-Leste, nomeadamente apoio à formação em Língua Portuguesa dos professores timorenses", sublinhou Alexandra Marques. "O aumento das escolas portuguesas enquanto estabeleci- mentos de referência para as escolas timorenses, o lançamento do ensino à distância (dia 1 de Março) e o desenvolvimento de uma rede da Universidade Nacional que responda às necessidades de desenvolvimento socio-económico, fazem parte do plano estratégico integrado, para edificar um sistema de ensino de qualidade também em Timor-Leste", afirmou.

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7ª Cimeira da CPLP - Portugal assume presidência de dois anos

>> 20080724


A língua portuguesa como tema central

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito Estados que integram a CPLP reúnem-se hoje em Lisboa para preparar a cimeira de sexta-feira, que tem como tema a afirmação da Língua Portuguesa na cena internacional.

A promoção do português

Em relação à presidência portuguesa, Luís Amado, numa entrevista à Agência Lusa, indicou que vai incidir no objectivo "essencial" da organização, a promoção do Português, algo que, disse, "foi descurado" nos 12 anos de vida da comunidade.

"O que Portugal pretende é dar um novo impulso e uma maior dinâmica para atingir os objectivos importantes que estão traçados para os próximos dois anos", sublinhou Amado, lembrando que, para tal, foi criado um Fundo para a Promoção e Valorização da Língua Portuguesa, com um montante de 30 milhões de euros e aberto a contribuições de outros países.

Na cimeira, estarão presentes seis chefes de Estado - Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Pedro Pires (Cabo Verde), João Bernardo "Nino" Vieira (Guiné-Bissau), Aníbal Cavaco Silva (Portugal), Fradique de Menezes (São Tomé e Príncipe) e José Ramos-Horta (Timor-Leste) - e os primeiros-ministros de Angola (Fernando Dias dos Santos Piedade "Nandó") e de Moçambique (Luísa Diogo).

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'Bispo de Díli defende difusão do Português em Timor'

>> 20080512

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Feira do Livro Português 2008 em Díli

>> 20080418

Vai decorrer, entre os dias 19 e 30 de Abril, no edifício adjacente ao Ministério da Educação, a Feira do Livro em Português, uma iniciativa conjunta organizada pela Embaixada de Portugal em Díli, pelo Ministério da Educação de Timor-Leste, pelo IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e pelo ICA – Instituto Camões, em colaboração com a Embaixada do Brasil, a RTP - Rádio e Televisão Portuguesa, a UNTL, Universidade Nacional de Timor Lorosa’e e o Arquivo e Museu da Resistência Timorense. Conta ainda com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, da Timor Telecom, da ENSUL, do Hotel Timor, da Fundação Oriente, da Fundação Mário Soares e da Timor MegaTours. Para além da exposição e venda de livros, que decorre da parte da tarde, entre as 14h00 e as 18h00, a Feira do Livro em Português integra uma série de iniciativas, conforme consta do programa :


Actividades / Horário Geral de Funcionamento

DIA 19 – Sábado 10h30 – Cerimónia oficial de Abertura• Grupo de Dança e Musica Kakusan Camea;• Actuação Musical de Sandrina Azóia
14h Abertura ao Publico
16h – Conferência e Apresentação do livro:Requiem para um Navegador Solitário
Autor: Luís Cardoso
Local: Salão da Feira

DIA 20 – Abertura 10h – Actuação da Escola Portuguesa
14h Abertura ao Publico
14h30 – Actuação Musica - Arte MorisLocal: Salão da Feira
16h – Conferência e apresentação do livro: Timor na 2ª Guerra Mundial: As crónicas do Tenente Pires
Autor: Prof. Doutor António Monteiro Cardoso

DIA 21 – Das 9h às 12h – Actividades permanentes destinadas às Escolas
14h Abertura ao Publico
14h30 – Actuação do Grupo Foin Sa`e Culau Local: Salão da Feira
16h – Conferência e Apresentação do livro: Timor – Leste, interesses Internacionais e actores locais
Autor: Prof. Doutor António Barbedo de Magalhães
Local: Auditório no Liceu Francisco Machado, UNTL

DIA 22 – Das 9h às 12h – Actividades permanentes destinadas às Escolas
14h Abertura ao Publico
14h30 – Actuação do Grupo Musical Bemori
Local: Salão da Feira
16h – Conferência e Apresentação do livro Madre Cacau
Autor: Pedro Rosa Mendes
Participante Especial: Luís Cardoso

DIA 23 – Das 9h às 12h – Actividades permanentes destinadas às Escolas (ver *)
14h Abertura ao Publico
14h30 – Actuação do Grupo Musical Remack StickLocal: Salão da Feira
15H – Videoconferência com o escritor João Pedro Méssender
Local: Banco Mundial
16h – Conferência Timor – Leste, que futuro?
Participantes: Luís Cardoso, António Monteiro Cardoso, AntónioBarbedo de Magalhães, Pedro Rosa Mendes e Abe Barreto
Local: Auditório do Liceu Francisco Machado, UNTL

Actividades Permanentes • Rádio (Rádio Difusão Portuguesa, “Conversas em Português”);• Exposição de Fotografia “Detalhes” da autoria de Nelson Turquel;• Cyber Café (Timor Telecom);• Balcão do Banco BNU;• Banca Etimológica (3 palavras por dia em placard).(*)
Visita das Escolas – dias 21, 22 e 23 de Abril - 1º turno: das 9h às 10h15; 2º turno: das 10h30 às 12hØ No local da Feira do Livro• Visita geral à Feira;• Hora do Conto (vários colaboradores);• Atelier de Expressão Plástica (Coordenador: Rui Menezes);•
Atelier de Ilustração de Histórias (Coordenadora: Rute Grilo).
Ø Visita ao Museu da Resistência

Programa sujeito a eventuais alterações

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'Boas Novas' do Natal (é sempre tempo)

>> 20071225

«Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

Texto antigo para copiar para outros blogues

Este é um texto originalmente publicado por duas amigas minhas - e ex-alunas - no jornal literário do Departamento de Língua Portuguesa da UNTL. Foi depois incluído por nós no nosso livro colectivo “O que é a lusofonia – Saida maka luzofonia”.

Lisensiatura kona-ba Lia-Portugés no Kultura Luzófona sira

Ita hotu hatene katak ita-nia nasaun iha lian ofisiál rua, tetun no portugés. Ne’e desizaun matenek husi ita-nia na’i-ulun sira, tanba hanesan ne’e timoroan sira ne’ebé seidauk hatene portugés mós bele komunika ho Estadu. Porezemplu, tia ida iha foho ne’ebé laeskola bele hakerek surat – ka husu ba ema ruma atu hakerek – uza de’it tetun no haruka ba Ministériu ida ka ba Tribunál kona-ba problema ruma ne’ebé nia hetan. Maibé ita mós hatene katak tetun sei tuir hela prosesu atu dezenvolve an, no lia-portugés maka nia belun istóriku no lia-portugés maka lian nasaun Timór Lorosa’e nian ne’ebé ita uza hodi hatene kultura aas. Ita seidauk bele lee ho tetun Mahabarata ka Odisseia ka testu sira husi Stephen Hawking ka António Damásio, Santu Agostiñu ka Karl Marx, Shakespeare ka Camões, José Saramago ka George Orwell. Ita seidauk bele uza tetun hodi koñese Literatura Boot husi mundu ne’e, ka hatene kona-ba siénsia foun oioin, no importante tebetebes ba intelektuál sira atu lee kona-ba buat hirak-ne’e hotu. Selae ita sei sai nasaun ida ke la iha matenek-na’in. No matenek-na’in sira de’it maka bele hatene porezemplu oinsá atu prodús eletrisidade, halo operasaun ba ema moras, ke’e mina-rai iha tasi-kidun, ka dezenvolve ita-nia ekonomia... Ita timoroan sei bele uza lia-portugés atu estuda kona-ba asuntu hirak-ne’e.
Tebes duni, ema barak seidauk hatene portugés moos. Tia husi foho ne’ebé ita temi tiha ona bele komprende fraze ida hanesan ne’e “Maria konta ke Domingu-Domingu, depoizde misa, avó bá merkadu halo kompras. Nia presiza kafé, repollu, pepinu, alfase, mostarda, agriaun, tomate, kouve, salsa, ervilla i senoura.” Maibé tia ida-ne’e la bele lee A última morte do Coronel Santiago, husi hakerek-na’in timoroan Luís Cardoso. Hanesan de’it tia mós bele ko’alia “bahasa pasaran” maibé nia la hatene lee Bumi Manusia, husi autór indonéziu Pramoedya Ananta Toer. Ema ne’ebé hakarak estuda atu hatene portugés moos iha oportunidade oioin. Labarik sira hotu oras-ne’e estuda ona iha eskola primária, profesór sira iha Dili no iha distritu tuir daudaun Baxarelatu atu aprende lian ida-ne’e, no foin-sa’e sira ne’ebé remata eskola sekundária no iha intensaun atu buka matenek bele mai estuda iha ami-nia Lisensiatura kona-ba Lia-Portugés no Kultura Luzófona sira.
Universidade Nacional de Timor Lorosa’e maka hala’o Lisensiatura ida-ne’e, iha Faculdade de Ciências da Educação, hahú tiha ona iha tinan akadémiku 2001/2002. Iha kursu ne’e ami estuda buat oioin interesante tebetebes: lia-portugés, literatura husi Portugál, Brazíl, rain oioin iha Áfrika no Timór Lorosa’e, kultura Timór nian no rain seluk nian, gramátika, linguístika, Istória Timór Lorosa’e nian no seluseluk tan. Ami-nia kursu mós fó atensaun maka’as ba lia-tetun, no ami tuir kadeira (ho lia-indonézia katak mata kuliah) hanesan Padronizasaun no Ortografia Tetun nian, no Gramátika Tetun nian. Bainhira ami-nia Lisensiatura hotu ami sei bele buka serbisu nu’udar profesór, durubasa, tradutór, sekretária, jornalista, ka funsionáriu iha fatin sira ne’ebé ezije ema atu hatene momoos lian ofisiál rua ita-nia nasaun nian. Ami-nia profesór barak mai husi Portugál no rain sira seluk ne’ebé mós iha lia-portugés nu’udar lian ofisiál, liuliu husi Instituto Camões. Ami mós hala’o atividade oioin hanesan jornál kona-ba literatura “Várzea de Letras”, teatru, tradusaun, nsst...
Joven timoroan, mai estuda ho ami!


Testu husi Icha Bossa ho Irta Araújo, publika tiha iha Várzea de Letras, Suplemento Literário mensal do jornal Semanário, nº 4 [5], Julho 2004


Licenciatura em Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas

Todos sabemos que a nossa nação tem duas línguas oficiais, o tétum e o português. Isto foi uma decisão inteligente dos nossos líderes, porque desta forma os timorenses que ainda não sabem português também podem comunicar com o Estado. Por exemplo, uma tia não-escolarizada na montanha pode escrever uma carta – ou pedir a alguém que lha escreva – usando apenas o tétum e enviá-la para um Ministério ou para o Tribunal sobre um problema qualquer que ela tenha. Mas nós também sabemos que o tétum ainda está num processo de desenvolvimento, e que o português é que é o seu aliado histórico e a língua portuguesa é que é a língua da nação leste-timorense que usamos para ter acesso à alta cultura. Ainda não podemos ler em tétum o Mahabarata ou a Odisseia ou os textos de Stephen Hawking ou António Damásio, Santo Agostinho ou Karl Marx, Shakespeare ou Camões, José Saramago ou George Orwell. Ainda não podemos usar o tétum para conhecer a Grande Literatura mundial, ou para saber sobre as ciências modernas, e é muito importante que os intelectuais leiam sobre tudo isto. Se não seremos uma nação sem intelectuais e sem especialistas. E só estes é que podem saber por exemplo como se produz electricidade, se fazem operações cirúrgicas, se extrai petróleo do fundo do mar, ou se desenvolve a nossa economia... Nós timorenses poderemos através da língua portuguesa estudar sobre estes assuntos.
Claro que é verdade que muita gente ainda não domina o português. A tia da montanha que já mencionámos pode compreender uma frase como esta “Maria konta ke Domingu-Domingu, depoizde misa, avó bá merkadu halo kompras. Nia presiza kafé, repollu, pepinu, alfase, mostarda, agriaun, tomate, kouve, salsa, ervilla i senoura” (A Maria conta que aos Domingos, depois da missa, a avó vai ao mercado fazer compras. Ela precisa de café, repolho, pepino, alface, mostarda, agrião, tomate, couve, salsa, ervilha e cenoura). Mas esta tia não pode ler A última morte do Coronel Santiago, do escritor timorense Luís Cardoso. Da mesma forma, a tia também pode falar “bahasa pasaran” (língua malaia “do mercado”), porém não é capaz de ler Bumi Manusia, do autor indonésio Pramoedya Ananta Toer. Quem quer estudar para saber português correctamente tem muitas oportunidades. Todas as crianças actualmente o aprendem na escola primária, os professores em Díli e nos distritos seguem actualmente um Bacharelato para aprenderem este idioma, e os jovens que terminaram a escola secundária e têm intenção de aprofundar os seus conhecimentos podem vir estudar connosco na nossa Licenciatura em Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas.
Esta Licenciatura foi criada na Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, na Faculdade de Ciências da Educação, no ano académico de 2001/2002. Neste curso estudamos muitas coisas interessantes: língua portuguesa, literatura de Portugal, Brasil, países africanos lusófonos e Timor-Leste, cultura timorense e de outras nações da lusofonia, gramática, linguística e história de Timor-Leste, entre outras coisas. O nosso curso também dá uma grande atenção ao tétum, e temos cadeiras como Padronização e Ortografia do Tétum, e Gramática do Tétum. No final da Licenciatura poderemos procurar trabalho como professores, intérpretes, tradutores, secretárias, jornalistas, ou funcionários em locais que exijam o domínio das duas línguas oficiais da nossa nação. Muitos dos nossos professores vêm de Portugal ou de outros países lusófonos, principalmente do Instituto Camões. Levamos também a cabo diversas actividades como o jornal literário “Várzea de Letras”, teatro, traduções, etc...
Jovem timorense, vem estudar connosco!


A versão original em tétum, de Icha Bossa e Irta Araújo, foi publicada no Várzea de Letras, Suplemento Literário mensal do jornal Semanário, nº 4 [5], Julho 2004
Recebido via John Macdougall

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Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

>> 20071214

«Petição: Não ao Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

As alterações à ortografia da língua portuguesa incluem, por exemplo, passar a ser correcto escrever palavras com a seguinte ortografia: "umor", "úmido", "oje", "ato", "açao", "fato", "aver", etc.

Se quiser preservar a Língua Portuguesa com a integridade e complexidade que a tem caracterizado, se estiver de acordo com a petição, por favor, assine-a." ( Magda Nieto Reprezas @ 22:22

Na minha perspectiva, não há necessidade de qualquer acordo já que todos nos entendemos razoavelmente bem.
A Língua é um factor de identidade. Se a homogeneizarmos perderemos traços culturais.
Se a questão assenta numa perspectiva facilitadora não me parece que vá simplificar o que quer que seja.

Sou absolutamente contra a globalização. Qualquer dia somos todos iguais e perdoem-me mas, nada como a diversidade e o respeito pela individualidade de cada um.

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