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Partido FRENTI-MUDANÇA constituído e pronto para as eleições de 2012

>> 20110721


Foto: Arquivo UMALULIK


A FRENTI-MUDANÇA irá competir com o partido FRETILIN nas eleições em 2012



Dili – O Partido Frente Reconstrução Nacional Timor-Leste–Mudança (FRENTI-MUDANÇA), foi oficialmente notificado, pelo Tribunal de Recurso (TR), como partido politico para concorrer às eleições gerais em 2012, como força política. Segundo as notícias do Jornal Nacional Diário (JND), na sua edição de Terça-Feira (19/07), ”a decisão final do Tribunal de Recurso institui a FRENTI-MUDANÇA como partido, para competir nas eleições gerais em 2012 (JND,19/07/2011, pag. 1 e 15)”.


Por outro lado, o Secretario-Geral do Partido Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri, afirmou, no último congresso Distrital de Dili, do partido: “A Fretilin irá garantir a vitória esmagadora com uma maioria de 60% nas eleições gerais em 2012 (in Timor Post, 19/07/2011, pág.19) ”.


A esta afirmação, responde o fundador do Partido Frenti-Mudança, Vicente Maubocy, dizendo que “O Partido FRENTI-MUDANÇA irá competir com o partido FRETILIN, da liderança de Mari Alkatiri, nas eleições de 2012”.



Continua Vicente Maubocy: “O dr. Mari Alkatiri fez afirmações que são apenas um discurso político para desviar as atenções dos problemas internos e satisfazer-se psicologicamente. Na verdade, ele (Mari Alkatiri) apresenta dados ao efectuar uma análise sobre a sua previsão de alcançar uma vitória de 60% nas legisltaivas em 2012”, questiona o Fundador do Partido FRENTI-MUDANÇA.


“Como é que o Partido FRETILIN, liderado por Mari Alkatiri poderá ser vencedor e recuperar os votos perdidos dos que não votaram na FRETILIN nas eleições legislativas de 2007? Ainda por cima, com a existencia legal da FRENTI-MUDANÇA, sendo esta uma alternativa credivel e um espaço político para os eleitores da FRETILIN, que não se identifcam com o rumo do partido e a liderança de Mari Alkatiri, eles irão votar na FRENTI-MUDANÇA”.


No congresso do Partido FRETILIN em Maio de 2006, existiam duas listas que foram concorrentes à liderança do partido. Uma lista liderada pela dupla Lu´olo/Mari Alkatiri e outra lista, liderada por José Luis Guterres, que se candidatou ao cargo de Secretario-Geral e grupos da Fretilin Mudança (GFM), com destacados membros, como Vitor Costa, Vicente Maubocy, Jorge Teme, Cesar Moreira e entre outros. Naquela altura, a mesa do congresso, liderado por Estanislau da Silva, não deu à lista alternativa oportunidade de intervenção no congresso. O GFM desistiu do combate político contra a facção de Lu´olo/Mari Alkatiri. Também surgiram rumores de que haveria grupos armados infiltrados no congresso para intimidar os opositores à liderança de Mari Alkatiri. Nas eleições de 2007, o GFM suportou a candidatura do José Ramos Horta para as Presidenciais e alinhou com o CNRT, de Xanana, nas eleições legsilativas. O GFM, depois de efectuar uma longa consulta aos militantes e simpatizantes, finalmente constitui-se como um força política que irá concorrer às eleições gerais de 2012.






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As legislativas de 2012 serão o grande teste político à estabilidade em Timor-Leste

>> 20100221

Entrevista a Zacarias da Costa, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste e líder do Partido Social-Democrata Timorense. O governante timorense classifica como áreas essenciais na cooperação a educação, o reforço da presença da língua portuguesa no território, a formação profissional e o apoio técnico no âmbito da Justiça. No plano político considera que as próximas eleições não irão conceder a maioria absoluta a uma só formação partidária.

Está em curso a retirada das forças australianas, aproxima-se do fim o julgamento dos acusados dos ataques de Fevereiro de 2008 e a questão dos deslocados internos foi ultrapassada. Timor aproxima-se da estabilidade?



Estamos num ponto de viragem. Os dois primeiros anos do actual Governo foram para a resolução dos problemas que enfrentávamos para estabilizar o país e recuperar a confiança dos timorenses e da comunidade internacional. Creio estarmos no bom caminho para consolidar os ganhos destes dois anos e partirmos para nova fase, que chamaria de intensificação das reformas.



Mantém-se 2012 como data para o termo da missão da ONU?



O Conselho de Segurança avalia a situação e aprova ou não a extensão do mandato da missão, o que será feito dia 23. A nossa posição é clara: gostaríamos que a ONU continuasse até 2012 - até às próximas eleições. Isto permitir-nos-ia consolidar as instituições, fazer a reforma da defesa e segurança, pôr em marcha outras reformas importantes, como a que resulta da criação da comissão anticorrupção, para maior transparência no funcionamento das instituições, que são ainda frágeis.



Referiu a comissão anticorrupção, essencial para combater um fenómeno que Mário Carrascalão, em 2009, considerou responsável pela perda de "20% dos dinheiros públicos". É possível antecipar algumas medidas da comissão?



O estabelecimento da comissão é um passo significativo, mas todos sabemos que as coisas não irão mudar da noite para o dia. Mas lembro que há uma Inspecção-Geral do Estado, a Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça que têm actuado nesta área.


Existem condições para o ciclo eleitoral de 2012 decorrer sem sobressaltos?



Em 2009 realizámos eleições para os líderes comunitários - sucos e aldeias - e isto mostrou que a nossa máquina eleitoral está operacional. Estamos a preparar para Outubro as primeiras autárquicas, que vão realizar-se por etapas. E depois temos o grande teste político à estabilidade, em 2012, que serão as eleições legislativas. E creio estarmos todos preparados, em especial no âmbito da coligação governamental, que o meu partido integra, para essas eleições.



A coligação vai apresentar-se em conjunto nessas eleições?



Temos conversado sobre o tema. Mas temos a experiência que uma coligação a seis partidos é um exercício muito difícil, sobretudo para quem é primeiro-ministro, que tem de gerir esses equilíbrios. Pessoalmente, prefiro que nas próximas eleições haja uma coligação de dois ou três partidos. Mas gostaria principalmente que não houvesse novamente Governo de um só partido. Até por que creio que o mapa político não irá permitir que um só partido ganhe as eleições.


Que áreas considera mais relevantes para o desenvolvimento da cooperação luso-timorense?



Temos um programa indicativo de cooperação, que está na fase final, e vamos iniciar discussões sobre as prioridades do próximo programa. Devo dizer que Timor representa o maior investimento de Portugal em recursos humanos e financeiros, em matéria de cooperação. Um dos nossos objectivos é continuarmos a merecer a atenção portuguesa. Quanto às áreas, essas continuam a ser a educação, a consolidação da língua portuguesa, a área da Justiça, a cooperação técnico-militar. Também a área da Comunicação Social, para complementar a consolidação do português, e formação profissional são importantes. Estas são as áreas que consideramos importantes para o próximo triénio.



in DN Sapo aqui / Imagem Umalulik

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