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Partido de Xanana Gusmão reunido para discutir cenários de governação

>> 20120711


O Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), partido de Xanana Gusmão, que venceu sem maioria absoluta as eleições legislativas de sábado no país, disse hoje que a sua formação continua reunida a discutir cenários de governação.

Segundo os resultados distritais provisórios divulgados domingo pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) timorense, o CNRT obteve 30 dos 65 lugares do parlamento timorense, não conseguido a maioria absoluta desejada para governar.
"Continuamos a discutir", disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do CNRT, Dionísio Babo.
Na segunda-feira, Dionísio Babo explicou que o partido iria em primeiro lugar discutir possíveis cenários e só depois contactar os partidos políticos para uma eventual coligação.
À primeira vista uma eventual coligação poderá ocorrer com o Partido Democrático (PD), de Fernando La Sama de Araújo, que faz parte do atual executivo de Aliança de Maioria Parlamentar, liderado por Xanana Gusmão, que governou o país nos últimos cinco anos.
Nas legislativas de sábado, o PD conseguiu eleger oito deputados e já admitiu que poderá fazer uma coligação com o CNRT.
Contactado hoje pela Lusa, António da Conceição, secretário do Conselho Político Nacional do PD, disse que o partido mantém a posição de "andar" com o CNRT, mas que ainda não houve contactos formais entre os dois partidos.
A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), do antigo chefe de Governo Mari Alkatiri, e que conseguiu 25 assentos parlamentares, também já disse estar disponível para contribuir para uma aliança programática.
Na segunda-feira, Mari Alkatiri disse que a Fretilin está pronta para contribuir para uma governação de aliança que seja credível.
"Tão cedo não haverá novidades. Isto não dá para tratar de um dia para o outro", disse hoje Mari Alkatiri.
A Frente Mudança, do vice-primeiro-ministro José Luís Guterres, partido nascido de uma cisão da Fretilin, foi o último que conseguiu representação parlamentar nas legislativas de sábado, elegendo dois lugares no hemiciclo.
A Comissão Nacional de Eleições iniciou hoje o apuramento nacional dos resultados das eleições, tendo até sexta-feira para os remeter para o Tribunal de Recurso.
O Tribunal de Recurso terá depois também um prazo de 72 horas para se pronunciar sobre os resultados.
Só depois de anunciados os resultados oficiais pelo Tribunal de Recurso e publicados no Jornal da República é que o Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, deverá convocar os partidos para encontros e pedir ao partido mais votado ou à aliança de partidos com maioria parlamentar para formar governo.
A Constituição de Timor-Leste não define prazo para a tomada de posse dos membros do Governo, mas o mandato do executivo termina a 08 de agosto, precisamente cinco anos depois da sua posse.
Depois de divulgados os resultados em Diário da República, o parlamento tem 15 dias para dar posse aos novos deputados.
MSE.
Lusa/Fim
@ Agência Lusa

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Simão Barreto: “Enquanto Mari Alkatiri dirigir a Fretilin, esta não ganhará”

>> 20120618


A música antes da política ou em pé de igualdade?
Como cidadão, evidentemente que sou político, isso é inerente à própria condição da pessoa. Mas acontece que sou músico, a minha vida é preenchida de música e para a música.

Aceitaria acumular a música ao exercício de um cargo político? Candidatar-se a deputado, por exemplo.
Se for convidado e perfilhar ideias que defendo, sou capaz de aceitar.

Como observa a actualidade política timorense em vésperas de eleições?
Logo a seguir à independência, não houve verdadeiramente eleições para o parlamento, porque o então representante máximo das Nações Unidas, Sérgio Vieira de Melo, decidiu, parece que para poupar dinheiro, aproveitar as eleições para a Assembleia Constituinte e do resultado delas erguer-se a Assembleia da República. Até certo ponto justificou-se, terá sido confortável, mas também até certo ponto foi, politicamente, uma decisão errada.

E a seguir, nas presidenciais, o eleitorado votou Xanana Gusmão…
Certo. Mas insisto, deviam ter promovido eleições legislativas e não fizeram. Se tivessem criado essas eleições, deixando os cidadãos elegerem os parlamentares, a Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) não teria ganho com maioria absoluta e Mari Alkatiri talvez não fosse chefe do governo. Para a Constituinte, o povo votou maioritariamente na Fretilin, ainda a pensar no fantasma da Indonésia. Nada prova que, para as legislativas, o sentido de voto fosse exactamente o mesmo.

A Fretilin, nas eleições de 2007, foi novamente vencedora.
Ganhou, mas não com maioria absoluta! Para formar governo andou a tentar fazer coligações, só que nenhum partido aceitou coligar-se com a Fretilin. Foi quando Xanana Gusmão criou o CNRT (Conselho Nacional da Reconstrução de Timor), juntou uns partidos e lá se fez uma maioria parlamentar para que a Fretilin conseguisse governar.

Têm-se entendido?
Fizeram um esforço para isso. Mas já todos sabemos que a Fretilin, embora sendo um partido grande, não tem a força e a influência que alguns supunham, até pela razão de se ter vindo a fragmentar, dando origem a vários partidos. Por exemplo, grande parte da juventude, sector da sociedade que maioritariamente apoiava a Resistência e a Fretilin, foi para o PD (Partido Democrático), dirigido por La Sama. Sem esquecer que outra significativa dissidência é a Fretilin Mudança, que não aceita a linha dura imposta por Mari Alkatiri. Fretilin Mudança que se coligou com Xanana e o CNRT.

Nota algum desgaste nos partidos ou alguma carência de pedagogia política, por parte de políticos e cidadãos?
Tentam exercer pedagogia, mas não é fácil. Veja-se em Portugal e na Europa, que pedagogia política existe?

O que diz do panorama político em Timor-Leste a poucos dias das eleições?
Chegados a este tempo, o panorama mudou bastante. Por exemplo, os partidos que fizeram parte da chamada maioria parlamentar que tem governado já não possuem tanta influência no eleitorado. O novo cenário, com forças políticas novas que se formaram e estão a formar-se, irá agora ter uma palavra decisiva, nestas eleições que se avizinham.

Qual é a novidade político-partidária em Timor?
Sem dúvida, a coligação das formações políticas lideradas pelo antigo presidente Ramos Horta, pelo PD, dirigido pelo presidente da Assembleia da República, Fernando La Sama, e pelo PNT (Partido Nacionalista Timorense), de Abílio Araújo. Esta frente política eleitoral será ainda mais reforçada com outros partido políticos, como se espera. A Fretilin, a da linha dura, também queria coligar-se, mas não foi aceite, pois como condição impunha Alkatiri para primeiro-ministro, no caso de vitória eleitoral. Isso não foi aceite.

Qual a figura indicada por esta nova coligação para o cargo de primeiro-ministro?
Naturalmente que Ramos Horta!

Pelo que diz, parece que a Fretilin, perdeu um pouco da sua imagem de indiscutível, por força da sua estreita ligação à Resistência.
Sobre isso, repito o que tenho ouvido a muitas pessoas, inclusivamente a militantes desse partido: enquanto Mari Alkatiri estiver à frente da Fretilin, esta força não ganhará a maioria absoluta. No fundo, quem está prejudicando a Fretilin é ele. No dia em que Alkatiri sair da Fretilin, o partido sairá beneficiado.

Nas eleições de 7 de Julho os timorenses fora do país continuam a não poder votar?
Sim, infelizmente. Dizem que é tudo uma questão técnica, segundo o actual ministro dos Negócios Estrangeiros. Não somos muitos, mas temos direito a fazer ouvir a nossa vontade através do voto. Se em Portugal, por exemplo, somos mil ou 2 mil, na Austrália somos 40 mil. No meu entender é falta de eficiência. Espero bem que não seja intencional esta lacuna inconcebível que se arrasta no tempo e que os timorenses da diáspora não gostam nada. Não devo dizer que é intencional esta falha grave. Mas digo que esta morosidade, este horrível atraso, é imperdoável.

Algumas notícias dão conta de uma aparente fragilidade no actual governo. A ministra da Justiça anda a contas com a própria Justiça… Está turvo o ambiente no governo?
Não está turvo, a situação é clara: quem ganhará as eleições é quem irá governar. Os tribunais e a Justiça é que condenam os que prevaricam, eu não posso dizer nada, desconheço pormenores.

O Fundo do petróleo, qual a situação?
Está depositado na América, destinado a um fundo de investimento.

Será intocável?
Por 20 anos, sim. Faltam 10.

O povo timorense já sentiu alguns frutos oriundos da exploração petrolífera?
Já, sim, felizmente está a sentir. Houve quem, sucessivos governos, pretendesse mexer nesse Fundo, directa ou indirectamente. O que lá está, pertence ao Estado timorense. Quando legalmente tiver de ser tocado, deverá ser sempre em favor do povo, do país.

Como vê o papel da igreja católica?
A igreja católica fez o seu papel durante a resistência. Actualmente, faz um esforço por não se imiscuir na política.

Mas mantém bastante influência junto das populações?
Sim, mas as populações também já aprenderam como devem comportar-se perante as eleições e a política na generalidade. Podem não saber ler nem escrever, mas as pessoas sabem bem o que querem.

A propósito, ciclicamente tem-se conhecimento de polémicas sobre a propagação da língua portuguesa em Timor-Leste, a forma da sua utilização…
A língua portuguesa é também língua oficial, juntamente com o tétum. Alguns dizem que com a utilização da língua portuguesa há coisas que não funcionam. Não é bem assim, e as que não funcionam um dia destes vão funcionar, para tudo há uma questão de tempo. O que nós não queremos é abdicar do português, nem do tétum, em favor do inglês ou do bahasa indonésio que nada tem a ver connosco. Certas personalidades é que queriam impor coisas anti-naturais.

Existem factores que contrariam a perfeita evolução do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste?
Existem, pois. Desde logo a televisão indonésia, que entra fortemente pelo nosso país. Evidentemente que há casos de necessidade de falar bahasa indonésio, é um dos meus materiais de trabalho, como será o de muitas pessoas. As crianças, não. No entanto, muitas crianças andam falando mais o bahasa e o inglês do que outras línguas, do que português.

O que diz sobre a aceitação dos professores portugueses em Timor?
Evidentemente que são bem aceites, porque os portugueses são sempre bem aceites. Eu sou timorense e português, tenho os dois passaportes com muito orgulho. Conheço muito bem e gosto muito dos portugueses, mas de muitos daqueles professores não gosto da maneira como resolvem viver em Timor-Leste. Isolam-se, vivem num gueto, somente entre eles, não se misturam com o povo, ficam longe da realidade autêntica do país onde trabalham. Muito daquele povo timorense fala português e quer aprender a falar cada vez mais. E essa gente que ensina língua portuguesa deve também aprender a falar tétum, até porque é uma língua oficial.

As relação institucionais e afectivas entre Timor-Leste e Portugal permanecem em alta?
São óptimas. Não esquecemos que o povo português sempre foi muito amigo do povo timorense.

Sendo um timorense de gema, mas também um português autêntico, o seu coração divide-se por duas pátrias?
No meu coração cabe tudo. Os meus dois passaportes viajam sempre comigo. E sou do maior clube do mundo que é o Benfica!

Metendo música na política. A 30 de Maio, em Pequim, o maestro esteve presente, dirigindo um concerto de celebração do 10º Aniversário da Restauração da Independência de Timor-Leste. Como foi?
Momentos inesquecíveis! Fui convidado pela Embaixada de Timor-Leste em Pequim, através da nossa embaixadora Vicky Tchong. Esteve presente o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Costa. Dirigi o Quarteto Lafaek, que significa Crocodilo e tem a ver com o nosso símbolo, uma antiga lenda. Juntamente com a célebre soprano chinesa Xia Yu, interpretámos peças de minha autoria, temas tradicionais timorenses e de autoria de Xian Xing Hai. Destaco que foram cantados poemas em português, de Miguel Torga, Ricardo Reis e do poeta e prosador natural de Díli Fernando Sylvan. Foi uma cerimónia lindíssima e muito emocionante, de homenagem a Timor-Leste, e também de homenagem a Portugal, pois eu também sou português, somos povos amigos e irmãos.

E tudo isso na capital da China.
A China sempre foi um país nosso amigo. Esta celebração é também uma homenagem à China e ao povo chinês que nunca nos abandonou durante a luta até hoje, que somos nação independente. Mesmo quando outros nos abandonaram. É com mágoa que dizemos que Portugal nos abandonou. Não o povo português, mas Portugal como instituição formal, quando a Indonésia, não o povo, mas quem deu ordens, nos invadiu e massacrou. A China nunca nos abandonou, continua a dar-nos valiosos auxílios, com o seu dinheiro e com os seus técnicos. Timor-Leste deve muito à valiosíssima ajuda da República Popular da China.

O seu sonho, o desejo maior neste momento, em relação a Timor?
Que fosse possível construir um edifício que alojasse a Escola de Música em Díli. Tenho enorme esperança de que em breve seja possível.

Qual é o seu político timorense de referência?
Há um homem que muito respeito, por ser um grande político, com gigantesca capacidade. Esse homem é Ramos Horta.

http://hojemacau.com.mo/?p=35274



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As convicções 'democráticas' de Mari A.

>> 20110801

"Díli - O secretário-geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri, afirmou que o seu partido irá alterar o sistema governamental, caso vença as eleições legislativas do próximo ano.

Durante a sua campanha em Manatuto, este sábado, 30 de Julho, Mari Alkatiri afirmou aos seus seguidores que o actual Governo não dispõe de um bom sistema governamental. O secretário-geral da FRETILIN é de opinião que o Governo que liderou anteriormente deixou um bom sistema mas o actual Chefe de Estado, Xanana Gusmão, removeu-o.

Imagem daqui
Mari Alkatiri é o único candidato a concorrer às eleições directas de 20 de Agosto para secretário-geral do FRETILIN. Durante a campanha, referiu que os militantes apenas o querem a si ou a Francisco Guterres na liderança da FRETILIN, uma vez que são os únicos que não querem tornar a dividir o partido. Mari Alkatiri afirmou ainda que não é favorável que a liderança seja escolhida pelos próprios líderes, em congresso.

«A liderança deve ter legitimidade para enfrentar desafios. A democracia não necessita de muitos candidatos. O processo mostrará o que é e o que não é democracia», afirmou Mari Alkatiri. (...)" (Jornal Digital)

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Partido FRENTI-MUDANÇA constituído e pronto para as eleições de 2012

>> 20110721


Foto: Arquivo UMALULIK


A FRENTI-MUDANÇA irá competir com o partido FRETILIN nas eleições em 2012



Dili – O Partido Frente Reconstrução Nacional Timor-Leste–Mudança (FRENTI-MUDANÇA), foi oficialmente notificado, pelo Tribunal de Recurso (TR), como partido politico para concorrer às eleições gerais em 2012, como força política. Segundo as notícias do Jornal Nacional Diário (JND), na sua edição de Terça-Feira (19/07), ”a decisão final do Tribunal de Recurso institui a FRENTI-MUDANÇA como partido, para competir nas eleições gerais em 2012 (JND,19/07/2011, pag. 1 e 15)”.


Por outro lado, o Secretario-Geral do Partido Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Mari Alkatiri, afirmou, no último congresso Distrital de Dili, do partido: “A Fretilin irá garantir a vitória esmagadora com uma maioria de 60% nas eleições gerais em 2012 (in Timor Post, 19/07/2011, pág.19) ”.


A esta afirmação, responde o fundador do Partido Frenti-Mudança, Vicente Maubocy, dizendo que “O Partido FRENTI-MUDANÇA irá competir com o partido FRETILIN, da liderança de Mari Alkatiri, nas eleições de 2012”.



Continua Vicente Maubocy: “O dr. Mari Alkatiri fez afirmações que são apenas um discurso político para desviar as atenções dos problemas internos e satisfazer-se psicologicamente. Na verdade, ele (Mari Alkatiri) apresenta dados ao efectuar uma análise sobre a sua previsão de alcançar uma vitória de 60% nas legisltaivas em 2012”, questiona o Fundador do Partido FRENTI-MUDANÇA.


“Como é que o Partido FRETILIN, liderado por Mari Alkatiri poderá ser vencedor e recuperar os votos perdidos dos que não votaram na FRETILIN nas eleições legislativas de 2007? Ainda por cima, com a existencia legal da FRENTI-MUDANÇA, sendo esta uma alternativa credivel e um espaço político para os eleitores da FRETILIN, que não se identifcam com o rumo do partido e a liderança de Mari Alkatiri, eles irão votar na FRENTI-MUDANÇA”.


No congresso do Partido FRETILIN em Maio de 2006, existiam duas listas que foram concorrentes à liderança do partido. Uma lista liderada pela dupla Lu´olo/Mari Alkatiri e outra lista, liderada por José Luis Guterres, que se candidatou ao cargo de Secretario-Geral e grupos da Fretilin Mudança (GFM), com destacados membros, como Vitor Costa, Vicente Maubocy, Jorge Teme, Cesar Moreira e entre outros. Naquela altura, a mesa do congresso, liderado por Estanislau da Silva, não deu à lista alternativa oportunidade de intervenção no congresso. O GFM desistiu do combate político contra a facção de Lu´olo/Mari Alkatiri. Também surgiram rumores de que haveria grupos armados infiltrados no congresso para intimidar os opositores à liderança de Mari Alkatiri. Nas eleições de 2007, o GFM suportou a candidatura do José Ramos Horta para as Presidenciais e alinhou com o CNRT, de Xanana, nas eleições legsilativas. O GFM, depois de efectuar uma longa consulta aos militantes e simpatizantes, finalmente constitui-se como um força política que irá concorrer às eleições gerais de 2012.






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Lê-se no blog Eça que Rogério Lobato se vai candidatar

>> 20110109


Num post editado no blog Eça, de sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011, pode ler-se:

"Rogério Lobato candidato a Secretário-Geral da Fretilin?

Segundo consta, Rogério Lobato - irmão de Nicolau Lobato, morto em combate a 31 de Dezembro de 1978, cuja efeméride o Estado timorense assinalou pela primeira vez no passado 31/12, no Palácio Presidencial - está a iniciar contactos para se candidatar a Secretário-Geral contra a recandidatura do actual SG da Fretilin, Mari Alkatiri, no próximo Congresso da Fretilin.

Consta ainda que Rogério Lobato se candidata ao cargo de SG a fim de ter um palco para denunciar interesses de - segundo dizem - um pequeno grupo que está e sempre esteve a aproveitar-se do sofrimento de outros para sobreviver.

Consta também que no próximo Congresso da Fretilin 2011, Rogério Lobato vai esclarecer - de entre outros assuntos - quem decidiu mandar distribuir armas e criar milícias na crise de 2006, e vai dizer ao Congresso quem autorizou a entrada de homens armados em pleno congresso do partido de 2006 para inviabilizar a candidatura de José Luís Guterres e coagir os congressistas a votarem, de braço no ar, no único candidato Mari Alkatiri.

"

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Abram-se estradas, faça-se luz e que a água corra tranquilamente!

>> 20100504


Atitude sensata, parece-me a mim que até sou estrangeira ... Já vi a falta que a água, a luz e o isolamento fazem sofrer ... pelo que espero que a tal lei seja mudada e dinheiro investido devidamente. Este povo merece viver à altura da sua dignidade e força.




 (...) Já Manuel Tilman, que preside à comissão parlamentar de Economia, Finanças e Combate à Corrupção, defendeu no debate ser mais prudente manter o Fundo Petrolífero como está, afirmando não ver necessidade de rever a Lei
“Neste momento não é preciso alterar a Lei, porque está a funcionar bem”, disse. (...)" (Notícias de Timor-Leste)
***** :/ *****

Observação:
  • Hummmm ... e que tal ... umas semanitas em locais que não sejam capitais de distrito e então ver como é não ter água e/ou luz, nem meio de transporte ou comida?! ...

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Há ratitos que aproveitam qualquer migalhita, não será???

>> 20090911

My God ... Dai-nos paciência ... que eles lá se entretêm ... :-|

"Mari Alkatiri, líder da Fretilin, principal força da oposição timorense, pediu ontem ao Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que organize eleições legislativas antecipadas para pôr fim à polémica provocada pela amnistia de crimes ligados à luta pela independência do pequeno país.

"Nós não queremos a demissão do Presidente Ramos-Horta, mas reclamamos a dissolução do Parlamento e a organização de eleições antecipadas", disse, em Díli, numa conferência de imprensa que foi citada pela AFP.

O ex-primeiro-ministro lembrou "a grande confusão que reina" após a decisão do Governo liderado por Xanana Gusmão ter libertado Martenus Bere sem qualquer intervenção da justiça. Bere pertenceu à milícia responsável em 1999 pelo massacre do Suai, onde morreram civis e religiosos." (Lusa|DN)

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Referendo/10 anos: Ana Gomes (e não só) sobre Alkatiri

>> 20090830

 Foto: Ana Gomes no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República.  
(26 Jun 2009 © Margarida Az)
"A eurodeputada socialista Ana Gomes disse hoje estar convicta de que as declarações de Mari Alkatiri sobre alegadas negociações com a Indonésia quanto aos resultados da consulta popular de Timor-Leste, de 1999, "não têm qualquer fundamento"." ( Lusa | Visão)
Last but not least, não deixe de ler o excelente texto Referendo à la Mari, por Sebastião no blogue O Eça . Transcrevemos um trecho hilariante:
" [...] Hoje, 29/8, quiça para comemorar (também?!) o décimo aniversário do Referendo libertador da opressão e ocupação indonésia, Mari Alkatiri dá uma entrevista a Francisco Pedro, difundida pelo Sapo Notícias (29/8/2009), em que defende um 'referendo' para auscultar a opinião dos timorenses sobre se querem ou não 'eleições antecipadas'. Cá para mim, ou Alkatiri está tão desesperado, tal qual uma criança que perdeu o seu brinquedo preferido, deixando de ter a noção de razoabilidade política e não sabe o que diz, ou  ... " (ACEDA AO TEXTO COMPLETO)

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¿Por qué no te callas?

>> 20090416

"Mari Alkatiri afirma que Xanana Gusmão faz concessões para se manter no poder.

O antigo primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri acusou o actual chefe do Governo de Timor-Leste, Xanana Gusmão, de fazer concessões para se manter no poder e referiu que na aliança "há aqueles que querem tudo e aqueles que querem tudo mais o poder e então tem que se ir fazendo concessões para se manter no poder". Alkatiri salientou no entanto, em entrevista à Agência Lusa, que "é uma pena para mim quando se fala de uma figura como Xanana Gusmão. Porque Xanana ainda é necessário para o país por mais 10 ou 15 anos. A enterrar-se nisso, nessas alianças autodestruidoras (...). Xanana tem de tomar consciência rapidamente. Deve-se libertar disso", defendeu, apontando como saída a demissão." (RTP, 2009-04-16)

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Grande Xanana!

>> 20090303

Fotografia de Pedro Vilela (blogue pedro vilela photography) em D200, LX-3, D70 (lisboa, novembro 2008)

Dois parágrafos, frases brilhantes :-)
Xanana dixit:

"[...] "Decidimos que teremos um enviado-especial de Timor-Leste e contactámos com Mari Alkatiri, um enviado de peso, que está disposto (a aceitar)", afirmou Xanana Gusmão.

[...] Sobre a existência de algum paralelo entre os acontecimentos em Bissau e o duplo ataque contra a liderança timorense em 11 de Fevereiro de 2008, Xanana Gusmão respondeu que "se existe similaridade é apenas no acto: um atentado contra o Presidente da República". [...]" (Angola Press)

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O Eça: 'Alkatiri: mordomias e benesses de um ex-titular!'

>> 20090127

...AQUI
...

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'Mari Alkatiri não pretende voltar a integrar o Governo da RDTL'

>> 20081210

Comentário de A. Almeida Serra no TL

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De um Blog que visitamos com frequência...

>> 20081029



O Eça

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

«O dia D aproxima-se.»

Consta que este é o teor da mensagem via telemóvel do Secretário-geral da Fretilin Mari Alkatiri enviada, em jeito de ameaça, ao Primeiro-ministro Xanana Gusmão.

A ser verdade esta informação então a "coisa" parece ser mais grave do que suspeitava!

Publicada por Sebastião em 17:36 0 comentários

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008


Este blogue foi o primeiro a falar da projectada manifestação da Fretilin maputense a chamada e muito falada "Marcha da Paz" para Outubro. Soube deste facto, nas minhas férias de verão em Díli, através de amigos meus. Disseram que a mensagem dos organizadores da "marcha" não estava a passar na população habitualmente votante de Mari Alkatiri porque coincidiu com o início de pagamento de pensões à terceira idade, aos veteranos e às viúvas e órfãos de guerra.


Os destinatários da mensagem fizeram orelhas moucas à proposta da realização da manifestação contra a política do Governo de Xanana porque chegaram à conclusão que em cinco anos de governo fretiliniano Alkatiri nada fez por eles, apenas os desprezou, ridicularizando o seu passado de resistente - gozando com a terminologia "caixa" (estafeta que fazia a ligação entre os vários núcleos da Resistência nas montanhas e vilas), declamando "caixa, caixote, caixão" - e do seu aspecto físico - apelidando-os de porcos e sujos ao referir-se ao cabelo comprido que ostentavam "fuk naruk la fase".


Escrevi em 2/9 o seguinte: «A Fretilin de Alkatiri vai convocar uma Marcha da Paz em Outubro. Será um teste à popularidade e capacidade de mobilização da Fretilin. Na minha opinião, Alkatiri não irá conseguir mobilizar nem um milhar para esta manifestação. Fico à espera para ver a banda passar.»


E em 14/9 retomo o tema com o seguinte texto: «A programada Marcha da Paz fretiliniana para Outubro vai ser um fiasco. Ou pode não ser! Pelas informações a que tive acesso irão participar, por distrito, umas dezenas de manifestantes a desfilarem frente ao Palácio do Governo, cada distrito a sua vez, por vários dias seguidos.»


Parece que acertei na 'mouche' com esta postagem.


Desistiram de querer teimosamente juntar os sonhados 50 mil para marchar sobre Díli e derrubar o governo do Primeiro-ministro Xanana Gusmão. Contentam-se agora em recrutar umas dezenas por distrito para esta manifestação anti-Xanana.


Já se sabia que Mari Alkatiri não iria conseguir os milhares com que sempre sonhou para a sua "marcha" rumo à vitória, mas apenas umas centenas para a "marcha" da sua desgraça política, da sua queda política. Já todos viram que o "rei" Alkatiri "vai nu".


Só Mari e sua entourage continuam a insistir que é uma nova e melhor roupagem do mundo. Boa sorte, camarada!


Publicada por Sebastião em 10:46 2 comentários

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MARI ALKATIRI e ROGÉRIO LOBATO ausentes de TIMOR

>> 20081007

No decorrer de mais uma passagem pelos nossos Blogues de estimação, descobrimos este artigo do "Forum Haksesuk" que mereceu a nossa atenção:


Mari Alkatiri em Maputo

http://forum-haksesuk.blogspot.com/
"Terça-feira, Outubro 07, 2008

Enquanto os Militantes da Fretilin estão a ser mobilizados para a Marcha da Paz

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, chegou a Maputo na passada sexta feira (03/10), enquanto, em Timor-Leste, os militantes da Fretilin estão a ser mobilizados para a Marcha da Paz, por ordem do próprio Mari Alkatiri.

Fonte do FH apurou, na capital moçambicana, que Mari Alkatiri está em Maputo com os seus familiares que se encontram naquele país.
A saída de Mari Alkatiri, numa altura em que a realização da Marcha da Paz estava prevista para este mês, chegando a estar marcada para o Domingo passado (05 /10), é tudo menos normal.

Entretanto, tudo indica que a data irá ser mudada, novamente, para o dia 12 ou 18 de Outubro.
Os discursos de MA, incitando os militantes à participação na Marcha, provocando o receio das populações, com base na experiência recente, e ainda fresca na sua memória, sobre os efeitos da crise de 2006, temendo que as suas casas voltem a ser queimadas e os seus bens a ser destruídas. Essa recente experiência traumática que provocou ondas de violência e obrigou a milhares de deslocados internos.

Porquê adiar a Marcha da Paz?

A Marcha da Paz estava inicialmente prevista para o mês de Outubro, mas foi adiada, segundo informações a que o FH teve acesso, junto dos organizadores da marcha.

Adiada porquê?
Por várias razões. Em primeiro lugar, avizinha-se a estação das chuvas, o que torna difícil mobilizar 20.000 apoiantes, como adiantou Mari Alkatiri ao DN (12/09). Em segundo lugar, as dificuldades logísticas de mobilizar um tão grande número de apoiantes (20.000 ou 50.000 mil).

Enquanto a Fretilin e Mari Alkatiri, estiveram no poder, tinham capacidade para mobilizar os apoiantes em grande número. Agora, já não é assim tão fácil.

Em terceiro lugar, não tem sido fácil, para os organizadores da Marcha da Paz, passar a sua mensagem e atrair as pessoas para a Marcha.

Segundo alguns observadores, o sucesso da política social do Governo da AMP, torna ainda mais difícil, para o maior partido da oposição, organizar a Marcha da Paz e trazer multidões para Díli, para aderir à marcha.

A Marcha da Paz e a 1ª visita oficial do PM XG a Portugal

A Marcha da Paz, coincidia no tempo com a 1ª visita oficial do PM Xanana Gusmão a Portugal, uma vez que esta visita estava, inicialmente, prevista para o dia 27/28 do corrente mês.

No entanto, devido a compromissos inadiáveis, de agenda, do Presidente da República Portuguesa e do PM de Portugal, que estarão ausentes do país nessa data, a visita do PM XG teve de ser adiada, como noticiou o FH: “A visita inicialmente agendada para os dias 27 e 28 de Outubro próximo, teve que ser adiada devido as ausências do Presidente da República Portuguesa, Prof. Aníbal Cavaco Silva e do PM de Portugal, Eng. José Sócrates, que irão participar na XVIII Cimeira Ibero-Americana, a realizar-se em Brasília (FH, 25/09)”.

A visita do PM XG vai, assim, realizar-se na 2ª quinzena de Novembro e, por coincidência, a Marcha da Paz foi também adiada, não tendo ainda um calendário certo.

Em declaração à Agência Lusa (07/10), o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, admitiu que “A Marcha da Paz, que estava prevista para Outubro, acontecerá talvez apenas em Janeiro”.

De acordo com a experiência anterior, quando Mari Alkatiri era PM, aproveitou a ausência do então Presidente da República, Xanana Gusmão, para tomar as decisões difíceis de apoiar a resolução do Comando das Forças Armadas (F-FDTL) de exonerar um terço (1/3) dos elementos das FA.

Assim, pode bem acontecer que a marcha só venha a realizar-se quando o PM Xanana Gusmão estiver ausente do país…

Insucesso da Marcha da Paz e a demissão de MA

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, ameaçou demitir-se caso a Marcha da Paz não venha a atingir os seus objectivos. Em declarações recentes à imprensa, admitiu que, “se os militantes não aderirem e a marcha se transformar em violência, admito resignar ao cargo de secretário-geral da Fretilin (in DN, 12/09)”.

Mari Alkatiri, colocou, pois, a fasquia bastante alta. A mobilização pode atingir 20.000 a 50.000 apoiantes da marcha da paz e tornar-se numa oportunidade para a Fretilin “show force”, obrigando o Presidente da República a convocar eleições antecipadas para 2009.

Se a Marcha da Paz se transformar em marcha da Violência, significa que o objectivo da marcha não foi atingido. Cabe a Mari Alkatiri, honrar as suas palavras e resignar-se ao cargo secretário-geral da Fretilin.

Maputo, Fórum Haksesuk (FH)"


NOTA:

O UMALULIK soube também, de fonte muito segura, que Rogério Lobato se encontra em Portugal, bem próximo de Lisboa, desde o passado dia 5...

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