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Simão Barreto: “Enquanto Mari Alkatiri dirigir a Fretilin, esta não ganhará”

>> 20120618


A música antes da política ou em pé de igualdade?
Como cidadão, evidentemente que sou político, isso é inerente à própria condição da pessoa. Mas acontece que sou músico, a minha vida é preenchida de música e para a música.

Aceitaria acumular a música ao exercício de um cargo político? Candidatar-se a deputado, por exemplo.
Se for convidado e perfilhar ideias que defendo, sou capaz de aceitar.

Como observa a actualidade política timorense em vésperas de eleições?
Logo a seguir à independência, não houve verdadeiramente eleições para o parlamento, porque o então representante máximo das Nações Unidas, Sérgio Vieira de Melo, decidiu, parece que para poupar dinheiro, aproveitar as eleições para a Assembleia Constituinte e do resultado delas erguer-se a Assembleia da República. Até certo ponto justificou-se, terá sido confortável, mas também até certo ponto foi, politicamente, uma decisão errada.

E a seguir, nas presidenciais, o eleitorado votou Xanana Gusmão…
Certo. Mas insisto, deviam ter promovido eleições legislativas e não fizeram. Se tivessem criado essas eleições, deixando os cidadãos elegerem os parlamentares, a Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) não teria ganho com maioria absoluta e Mari Alkatiri talvez não fosse chefe do governo. Para a Constituinte, o povo votou maioritariamente na Fretilin, ainda a pensar no fantasma da Indonésia. Nada prova que, para as legislativas, o sentido de voto fosse exactamente o mesmo.

A Fretilin, nas eleições de 2007, foi novamente vencedora.
Ganhou, mas não com maioria absoluta! Para formar governo andou a tentar fazer coligações, só que nenhum partido aceitou coligar-se com a Fretilin. Foi quando Xanana Gusmão criou o CNRT (Conselho Nacional da Reconstrução de Timor), juntou uns partidos e lá se fez uma maioria parlamentar para que a Fretilin conseguisse governar.

Têm-se entendido?
Fizeram um esforço para isso. Mas já todos sabemos que a Fretilin, embora sendo um partido grande, não tem a força e a influência que alguns supunham, até pela razão de se ter vindo a fragmentar, dando origem a vários partidos. Por exemplo, grande parte da juventude, sector da sociedade que maioritariamente apoiava a Resistência e a Fretilin, foi para o PD (Partido Democrático), dirigido por La Sama. Sem esquecer que outra significativa dissidência é a Fretilin Mudança, que não aceita a linha dura imposta por Mari Alkatiri. Fretilin Mudança que se coligou com Xanana e o CNRT.

Nota algum desgaste nos partidos ou alguma carência de pedagogia política, por parte de políticos e cidadãos?
Tentam exercer pedagogia, mas não é fácil. Veja-se em Portugal e na Europa, que pedagogia política existe?

O que diz do panorama político em Timor-Leste a poucos dias das eleições?
Chegados a este tempo, o panorama mudou bastante. Por exemplo, os partidos que fizeram parte da chamada maioria parlamentar que tem governado já não possuem tanta influência no eleitorado. O novo cenário, com forças políticas novas que se formaram e estão a formar-se, irá agora ter uma palavra decisiva, nestas eleições que se avizinham.

Qual é a novidade político-partidária em Timor?
Sem dúvida, a coligação das formações políticas lideradas pelo antigo presidente Ramos Horta, pelo PD, dirigido pelo presidente da Assembleia da República, Fernando La Sama, e pelo PNT (Partido Nacionalista Timorense), de Abílio Araújo. Esta frente política eleitoral será ainda mais reforçada com outros partido políticos, como se espera. A Fretilin, a da linha dura, também queria coligar-se, mas não foi aceite, pois como condição impunha Alkatiri para primeiro-ministro, no caso de vitória eleitoral. Isso não foi aceite.

Qual a figura indicada por esta nova coligação para o cargo de primeiro-ministro?
Naturalmente que Ramos Horta!

Pelo que diz, parece que a Fretilin, perdeu um pouco da sua imagem de indiscutível, por força da sua estreita ligação à Resistência.
Sobre isso, repito o que tenho ouvido a muitas pessoas, inclusivamente a militantes desse partido: enquanto Mari Alkatiri estiver à frente da Fretilin, esta força não ganhará a maioria absoluta. No fundo, quem está prejudicando a Fretilin é ele. No dia em que Alkatiri sair da Fretilin, o partido sairá beneficiado.

Nas eleições de 7 de Julho os timorenses fora do país continuam a não poder votar?
Sim, infelizmente. Dizem que é tudo uma questão técnica, segundo o actual ministro dos Negócios Estrangeiros. Não somos muitos, mas temos direito a fazer ouvir a nossa vontade através do voto. Se em Portugal, por exemplo, somos mil ou 2 mil, na Austrália somos 40 mil. No meu entender é falta de eficiência. Espero bem que não seja intencional esta lacuna inconcebível que se arrasta no tempo e que os timorenses da diáspora não gostam nada. Não devo dizer que é intencional esta falha grave. Mas digo que esta morosidade, este horrível atraso, é imperdoável.

Algumas notícias dão conta de uma aparente fragilidade no actual governo. A ministra da Justiça anda a contas com a própria Justiça… Está turvo o ambiente no governo?
Não está turvo, a situação é clara: quem ganhará as eleições é quem irá governar. Os tribunais e a Justiça é que condenam os que prevaricam, eu não posso dizer nada, desconheço pormenores.

O Fundo do petróleo, qual a situação?
Está depositado na América, destinado a um fundo de investimento.

Será intocável?
Por 20 anos, sim. Faltam 10.

O povo timorense já sentiu alguns frutos oriundos da exploração petrolífera?
Já, sim, felizmente está a sentir. Houve quem, sucessivos governos, pretendesse mexer nesse Fundo, directa ou indirectamente. O que lá está, pertence ao Estado timorense. Quando legalmente tiver de ser tocado, deverá ser sempre em favor do povo, do país.

Como vê o papel da igreja católica?
A igreja católica fez o seu papel durante a resistência. Actualmente, faz um esforço por não se imiscuir na política.

Mas mantém bastante influência junto das populações?
Sim, mas as populações também já aprenderam como devem comportar-se perante as eleições e a política na generalidade. Podem não saber ler nem escrever, mas as pessoas sabem bem o que querem.

A propósito, ciclicamente tem-se conhecimento de polémicas sobre a propagação da língua portuguesa em Timor-Leste, a forma da sua utilização…
A língua portuguesa é também língua oficial, juntamente com o tétum. Alguns dizem que com a utilização da língua portuguesa há coisas que não funcionam. Não é bem assim, e as que não funcionam um dia destes vão funcionar, para tudo há uma questão de tempo. O que nós não queremos é abdicar do português, nem do tétum, em favor do inglês ou do bahasa indonésio que nada tem a ver connosco. Certas personalidades é que queriam impor coisas anti-naturais.

Existem factores que contrariam a perfeita evolução do ensino da língua portuguesa em Timor-Leste?
Existem, pois. Desde logo a televisão indonésia, que entra fortemente pelo nosso país. Evidentemente que há casos de necessidade de falar bahasa indonésio, é um dos meus materiais de trabalho, como será o de muitas pessoas. As crianças, não. No entanto, muitas crianças andam falando mais o bahasa e o inglês do que outras línguas, do que português.

O que diz sobre a aceitação dos professores portugueses em Timor?
Evidentemente que são bem aceites, porque os portugueses são sempre bem aceites. Eu sou timorense e português, tenho os dois passaportes com muito orgulho. Conheço muito bem e gosto muito dos portugueses, mas de muitos daqueles professores não gosto da maneira como resolvem viver em Timor-Leste. Isolam-se, vivem num gueto, somente entre eles, não se misturam com o povo, ficam longe da realidade autêntica do país onde trabalham. Muito daquele povo timorense fala português e quer aprender a falar cada vez mais. E essa gente que ensina língua portuguesa deve também aprender a falar tétum, até porque é uma língua oficial.

As relação institucionais e afectivas entre Timor-Leste e Portugal permanecem em alta?
São óptimas. Não esquecemos que o povo português sempre foi muito amigo do povo timorense.

Sendo um timorense de gema, mas também um português autêntico, o seu coração divide-se por duas pátrias?
No meu coração cabe tudo. Os meus dois passaportes viajam sempre comigo. E sou do maior clube do mundo que é o Benfica!

Metendo música na política. A 30 de Maio, em Pequim, o maestro esteve presente, dirigindo um concerto de celebração do 10º Aniversário da Restauração da Independência de Timor-Leste. Como foi?
Momentos inesquecíveis! Fui convidado pela Embaixada de Timor-Leste em Pequim, através da nossa embaixadora Vicky Tchong. Esteve presente o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Costa. Dirigi o Quarteto Lafaek, que significa Crocodilo e tem a ver com o nosso símbolo, uma antiga lenda. Juntamente com a célebre soprano chinesa Xia Yu, interpretámos peças de minha autoria, temas tradicionais timorenses e de autoria de Xian Xing Hai. Destaco que foram cantados poemas em português, de Miguel Torga, Ricardo Reis e do poeta e prosador natural de Díli Fernando Sylvan. Foi uma cerimónia lindíssima e muito emocionante, de homenagem a Timor-Leste, e também de homenagem a Portugal, pois eu também sou português, somos povos amigos e irmãos.

E tudo isso na capital da China.
A China sempre foi um país nosso amigo. Esta celebração é também uma homenagem à China e ao povo chinês que nunca nos abandonou durante a luta até hoje, que somos nação independente. Mesmo quando outros nos abandonaram. É com mágoa que dizemos que Portugal nos abandonou. Não o povo português, mas Portugal como instituição formal, quando a Indonésia, não o povo, mas quem deu ordens, nos invadiu e massacrou. A China nunca nos abandonou, continua a dar-nos valiosos auxílios, com o seu dinheiro e com os seus técnicos. Timor-Leste deve muito à valiosíssima ajuda da República Popular da China.

O seu sonho, o desejo maior neste momento, em relação a Timor?
Que fosse possível construir um edifício que alojasse a Escola de Música em Díli. Tenho enorme esperança de que em breve seja possível.

Qual é o seu político timorense de referência?
Há um homem que muito respeito, por ser um grande político, com gigantesca capacidade. Esse homem é Ramos Horta.

http://hojemacau.com.mo/?p=35274



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Xanana tem uma dívida política a pagar a ...? What? OK : /

>> 20110908

Gostaria de saber quem é que diz o quê. Passo a citar:

(...) Dito de outra maneira, Xanana tem uma dívida política a pagar a Ramos-Horta que colide com a sua eventual intenção de apoiar Matan Ruak. Se mesmo assim Xanana apoiar Matan Ruak, em detrimento de Ramos-Horta, a possibilidade de a FRETILIN apoiar este último não me parece fácil, ainda que isso não seja impossível. Todavia, com ou sem apoio do CNRT ou da FRETILIN, se quiser concorrer às próximas presidenciais, Ramos-Horta tem um peso pessoal e político em Timor-Leste que, em circunstâncias normais, lhe assegura a reeleição.(...) (por Paulo Gorjão)

Jornalismo é isenção mas ... Nem tudo o que as pessoas escrevem, nos media, é jornalismo.

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Ramos-Horta diz que ainda não decidiu se se recandidata às presidenciais de 2012

>> 20110701

Foto: J. Tolentino
Lisboa, 01 jul (Lusa) - O presidente timorense, José Ramos-Horta, disse hoje que ainda está a ponderar se se recandidata às eleições presidenciais do próximo ano, mas garantiu que continuará a trabalhar por Timor-Leste.

"Ainda não tomei a decisão definitiva. Já estou há 40 anos envolvido na luta por Timor-Leste, há 10 anos, desde a independência, como ministro dos Negócios Estrangeiros, ministro da Defesa, primeiro-ministro, presidente...o país hoje está tranquilo, economicamente robusto e talvez seja altura de continuar por Timor-leste, mas em outro estatuto", disse.

Caso não se candidate, um lugar no Conselho de Estado ou na universidade são hipóteses no horizonte do ainda presidente timorense, que garante continuará a trabalhar pela consolidação da paz em Timor-Leste.

O Presidente da República de Timor-Leste falava aos jornalistas à saída de um encontro com a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, "uma amiga de muitos anos" que, lembrou, nos tempos da luta pela independência "lhe abriu muitas portas".

Ramos-Horta está em Lisboa até sábado e hoje de manhã teve um pequeno-almoço de trabalho com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, depois de na quinta-feira se ter encontrado com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Proveniente de Angola, onde efetuou uma visita de Estado, durante a qual foi assinado um acordo bilateral no domínio da Defesa, Ramos-Horta deixa Lisboa no sábado de manhã, em direção a Cabo Verde, onde efetuará igualmente uma visita de Estado e assistirá às comemorações do 36.º aniversário da independência daquele país.
CFF.
Lusa/Fim


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PR de Timor diz que o seu país deve assumir encargos com segurança e educação para "aliviar" Portugal


Lisboa, 01 jul (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que está na hora de aliviar Portugal dos encargos que tem tido com o seu país nas áreas da segurança e educação.

"Uma forma de verdadeiramente ajudar Portugal é Timor-Leste começar a assumir maior responsabilidades nas áreas da educação e segurança para que não seja Portugal a assumir essa responsabilidade", disse José Ramos-Horta.

O Presidente de Timor-Leste falava aos jornalistas após um pequeno-almoço de trabalho com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.

O chefe de Estado timorense garantiu que tudo vai ser feito para que a presença portuguesa em Timor-Leste nas áreas da educação, justiça e segurança não seja um encargo para Portugal.

"Portugal já fez muito por nós durante 24 anos de luta e nos últimos 10 anos. É altura de Timor-Leste assumir os encargos financeiros, Portugal emprestando apenas o know-how", disse.

"Esta sim seria a parceria mais honesta neste momento e não estar sempre a pedir ajuda a Portugal", sublinhou.


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"Coligação só foi mantida através da visão, autoridade e paciência de Xanana"


O Presidente de Timor-Leste proferiu, na passada terça-feira uma palestra na faculdade de direito da Universidade Agostinho Neto, em Angola. Ramos-Horta, formado em direito internacional, falou da constituição timorense, da vida política e do papel da mulher no desenvolvimento de Timor-Leste, assim como da actual situação política económica e social do seu país.

“Uma das condições «sine qua non», para o desenvolvimento, modernização do país e luta contra a pobreza é a estabilidade política. Há uma necessidade de ter maiorias que possam governar com conforto. O actual Governo é constituído por cinco partidos e só com a visão, a autoridade e a paciência do actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, é que conseguiu manter esta coligação até hoje, já lá vão quatro anos. Actualmente temos nove partidos e no parlamento 30% são mulheres”.

De acordo com a Rádio Nacional de Angola, Ramos-Horta, disse ainda que na emenda da lei eleitoral que irá entrar em vigor no próximo ano, um em cada três candidatos às listas partidárias é mulher, não havendo tabus relativamente à possibilidade de posições de chefia de Estado serem ocupadas por elementos do sexo feminino.

SAPO TL com Rádio Nacional de Angola
 

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Ramos Horta anuncia alteração legislativa para Timor-Leste poder comprar dívida portuguesa

>> 20110630




O Governo de Timor-Leste está a preparar alterações legislativas que permitam a compra de dívida soberana portuguesa a juros «honestos e não especulativos», anunciou esta quinta-feira o Presidente José Ramos-Horta.

O governante timorense, que falava à imprensa no final do encontro com o Presidente Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém, acrescentou ser consensual em Timor-Leste a necessidade de diversificar as aplicações financeiras resultantes do Fundo de Petróleo timorense.

«O governo (timorense) neste momento está a estudar uma alteração da lei do Fundo de Petróleo, para permitir subir a margem de 10 por cento para 50 por cento, o que permitiria ao governo poder comprar dívida externa e obviamente qualquer dívida externa para nós, de países da zona Euro ou da OCDE é vantajosa. É um investimento seguro”, salientou Ramos Horta.

Timor-Leste «nunca deverá alinhar com os especuladores de Londres ou Nova Iorque, aproveitando a situação difícil de países como Portugal, Grécia ou Irlanda, e fazer compras de dívida a seis meses ou um ano, a juros totalmente insustentáveis. A aplicação seria de cinco ou dez anos», acrescentou o presidente timorense.
19:47 - 30-06-2011 - A BOLA

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Medalha Solidariedade de Timor-Leste para 8º Contingente da GNR

>> 20100224




PRESIDÊNCIA DA RDTL

COMUNICADO DE IMPRENSA



Díli, 24 Fev/2010 – O Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, agraciou hoje com a Medalha Solidariedade de Timor-Leste 140 efectivos dos três pelotões do 8/o contingente da GNR, que ainda receberam a Medalha das Nações Unidas numa cerimónia realizada no Quartel de Caicoli, Díli.

O Chefe de Estado começou por dar as boas-vindas ao Comandante-Geral da GNR, Tenente-General Nelson dos Santos: “A sua atenção para com o meu país é um sinal do apoio que o Governo Português e os portugueses dedicam a Timor-Leste e é testemunho da profunda amizade que une os nossos países”, afirmou.

Um agradecimento especial foi para os militares do Sub-Aagrupamento Bravo: “Têm revelado uma cultura de profissionalismo, de competência, de empenhamento e de dedicação, que são os valores da corporação”, disse.

Outra palavra de reconhecimento foi para os Oficiais da GNT: “Em cooperação bilateral, têm contribuído para conceptualizar o Sistema de Ensino da PNTL e apoiado o Comandante-Geral da PNTL no exercício das suas funções”, acrescentou.

O Prémio Nobel da Paz foi claro: “A Segurança é um valor essencial numa sociedade democrática e é um pilar da confiança nas instituições e na capacidade do Estado para proteger os cidadãos, os seus direitos, liberdades e garantias fundamentais”.

“A GNR - precisou - constitui o modelo policial de referência para a nossa polícia como uma estrutura hierarquizada assente na disciplina consentida, na prontidão ininterrupta para o serviço, no respeito mútuo entre militares, num exigente grau de formação contínua, na subordinação à tutela civil e na defesa dos direitos fundamentais dos cidadãos”.

O Presidente da República lançou um pedido: “Apelamos a Portugal, e em particular à GNR, a continuidade da sua colaboração na área da Formação da PNTL por a considerarmos tão necessária e proveitosa”.

E concluiu: “Aos militares da GNR que hoje são condecorados deixo uma palavra de apreço pelo empenho, dedicação e profissionalismo com que exercem a vossa missão. Estou absolutamente convicto de que serão bem sucedidos nas novas missões que vos forem confiadas”.

O discurso do Chefe de Estado foi precedido por intervenções do Comissário da UNPOL, Luís Carrilho, do Tenente-General Nelson dos Santos e do Vice-Representante do Secretário-Geral das Nações Unidas, Finn Reske-Nielsen.

O 8/o contingente da GNR, agraciado quando se completou um semestre de missão, está integrado na Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).

Participaram na cerimónia designadamente o Vice-Presidente do Parlamento, Vicente Guterres, a Procuradora-Geral da República, Dra. Ana Pessoa, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major-General Taur Matan Ruak, o Comandate-Geral da PNTL, Dr. Longuinhos Monteiro, e corpo diplomático, com relevo para o Embaixador de Portugal, Dr. Luís Manuel Barreira de Sousa, e para o seu colega da União Europeia, Juan Carlos Rey.


CPR/JHM


Disponível para consulta em www.presidencia.tl

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Escolas Portuguesas em Baucau, Same, Maliana e Oe-cusse em Setembro

>> 20100210


PRDTL - C O M U N I C A D O D E I M P R E N S A



O Presidente da República recebeu hoje as visitas do Embaixador de Portugal, Dr. Luís Manuel Barreira de Sousa, e da Directora-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular, Dra. Alexandra Marques, que o informaram do plano para a abertura de Escolas Portuguesas em Baucau, Same, Maliana e Oe-cusse, já em Setembro.

O Dr. Ramos-Horta foi posto ao corrente dos progressos registados no âmbito da assistência técnica prestada pelo Ministério da Educação de Portugal ao seu congénere de Timor-Leste.

O projecto “Ler Mais”, que visa promover o interesse pela leitura entre os Timorenses, conta com a dotação de 35 000 livros numa biblioteca itinerante.

A abertura das quatro Escolas Portuguesas – Ensino Primário e Secundário - em Baucau, Same, Maliana e Oe-cusse, faz parte de um plano que prevê a cobertura gradual do País.

A partir de 2018, o custo global anual estimado para as Escolas Portuguesas em Timor-Leste rondará os US$ 24 milhões, foi dito ao Dr. Ramos-Horta.

O plano de cooperação bilateral neste sector, que tem estado centrado no Desenvolvimento Curricular e na Administração Escolar, identificou como novas oportunidades a Educação Pré-Escolar, a TV Educativa, o Planeamento de Recursos Humanos, os Estudos sobre o Sistema Educativo e as Bibliotecas, a ter em conta nos próximos programas de apoio a Timor-Leste.

O Presidente da República ficou ainda a saber da intenção de ser aumentada a capacidade da Escola Portuguesa de Díli.
O Dr. Ramos-Horta mencionou finalmente a possibilidade de vir a ser recuperada a escola do antigo seminário de Soibada, sua Terra Natal, que poderá servir não só como entro de Formação, mas também como um pólo dinamizador do Turismo na região.


CPR - Díli, 10.FEV-10
Ver também em http://www.presidencia.tl/



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Presidente da República declara “Ataúro Livre de Analfabetismo”

>> 20091223



C O M U N I C A D O D E I M P R E N S A


O Presidente da República declarou “Ataúro – Livre de Analfabetismo” perante milhares de Timorenses que assistiram à cerimónia realizada terça-feira neste sub-distrito de Díli, por ocasião do Dia do Educador.

O Dr. Ramos-Horta foi recebido em apoteose para entrega de diplomas a adultos graduados no programa trimestral ministrado pelos professores Cubanos responsáveis pela Campanha de Alfabetização em Timor-Leste.

“Parabéns aos diplomados” – declarou o Chefe de Estado perante centenas de pessoas que assistiram à cerimónia na Escola Primária Pública-1 Mru-Meta, em que marcaram presença o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, e vários membros do Governo, o Vice-Presidente do Parlamento Nacional e Deputados, representantes do Corpo Diplomático, o Comandante-Geral da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e autarcas.

“A Nação agradece à equipa Timorense e Cubana”, adiantou o Dr. Ramos-Horta, que enalteceu “o esforço e o sacrifício” dos 36 elementos da Brigada de professores assessores da Campanha de Alfabetização a trabalhar com o apoio do Ministério da Educação de Timor-Leste para a formação de colegas locais.

“A alfabetização é uma causa nacional (…), uma obrigação moral do Estado, que deve providenciar todos os recursos possíveis para dar uma oportunidade aos adultos que não a tiveram”, afirmou o Prémio Nobel da Paz, acrescentando: “Espero que antes de 2012 Timor-Leste – como a Venezuela, a Bolívia ou a Nicarágua – também possa anunciar o fim do analfabetismo no país”.

O Dr. Ramos-Horta insistiu no importante papel complementar dos jornais, rádio e televisão para a alfabetização.

O Prémio Nobel da Paz lembrou: “Ataúro é um modelo de solidariedade desde o tempo dos Portugueses e durante a ocupação da Indonésia, nunca enveredou pela violência, nem mesmo durante a crise de 2006”.

O Dr. Ramos-Horta recebeu grandes aplausos ao revelar ter mantido conversações com o seu homólogo Indonésio, o Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, para que Ataúro venha a ser uma “”ilha de comércio livre”.
Ao concluir, o Chefe de Estado pediu – em língua espanhola - para ser transmitido “el más profundo reconocimiento del Pueblo de Timor-Leste, por tanta solidaridad recibida, al Presidente Raúl Castro y al querido Comandante Fidel Castro”.

O Ministro da Educação, João Câncio de Freitas, frisou que Ataúro “é a primeira área livre de analfabetismo no País” e valorizou esta “mudança profunda na vida das pessoas, com grandes benefícios para toda a população”.

“Em Ataúro a campanha abrangeu 2.005 educandos e esperamos poder anunciar também a erradicação do analfabetismo em Oecussi, em 2010”, disse o Ministro da Educação, recordando estar adstrita para este fim uma verba de 4,5 milhões de dólares norte-americanos aprovada pelo Parlamento Nacional.

“O objectivo é erradicar o analfabetismo em Timor-Leste até 2012, com o apoio da Brigada Cubana, das igrejas Católica e Protestante, e das organizações não-governamentais (ONG) no terreno”, concluiu.

O Embaixador de Cuba em Timor-Leste, Ramón Hernández Vázquez, salientou o papel dos professores assessores da Campanha de Alfabetização colocados nos 13 distritos de Timor-Leste e agradeceu a plena colaboração dos líderes tradicionais, chefes de aldeia e de suco (conjuntos de aldeias) para o sucesso do programa “SIM EU POSSO (LOS, HÁU MOS BELE)”.

O êxito do método Cubano é tal, porque realmente ensina a ler e a escrever em apenas 12 semanas, que está implantado em 29 países, indicou.

Com um saldo de 43.000 alfabetizados até à data, o diplomata Cubano terminou com o desejo de que em 2010 esteja erradicada a iliteracia em metade da população Timorense ainda analfabeta.

CPR.23.DEZ-09

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José Ramos-Horta lança livro “Sou o Futuro”

>> 20091201



Dr.José Ramos-Horta lança livro “Sou o Futuro” e saúda juventude como “prioridade imediata” da Presidência

O Presidente da República, Dr.José Ramos-Horta, lançou o livro “Sou o Futuro”, com textos de Hanne Eide Andersen e fotografias de Ken Oppramm, numa cerimónia realizada no Palácio Nicolau Lobato, em Díli.

“O desenvolvimento da juventude ‘e uma prioridade imediata da minha Presidência”, afirma o Dr. José Ramos-Horta no prefácio da obra, onde recorda os trágicos acontecimentos do massacre do Cemitério de Santa Cruz (1991) e a crise de 2006.
Em 1991, “os nossos jovens mostraram ao mundo que a arma do opressor nunca poderia silenciar o ensejo de viver com dignidade e de decidir sobre o futuro da Nação”, sublinha o Chefe de Estado.

Em 2006 – acrescenta – foi devido aos “infatigáveis esforços” da juventude que”a Nação conseguiu ultrapassar uma crise (que parecia) interminável”.

“A juventude exige ser ouvida por quem toma as decisões”, acrescenta o Prémio Nobel da Paz, assegurando o “redobrar de esforços para a escutar”, até porque a juventude constitui a maioria da população Timorense.

De facto, metade da população Timorense, em números oficiais, tem menos de 18 anos de idade.

O livro “Sou o Futuro”, produzido no âmbito da Conferência Internacional de Díli sobre a Identidade Juvenil e a Reconstrução Nacional (2008), “é um meio de participação da juventude no processo de tomada de decisões e na promoção da unidade para o desenvolvimento do país”, realça S.E. no prefácio.

“Não nos podemos permitir seguir um modelo de desenvolvimento que ignore a participação da juventude (…) e, portanto, teremos de melhorar os nossos recursos humanos tendo em conta este vasto potencial”, adianta.

O Presidente da República aplaudiu esta iniciativa da Noruega, que “faz cair a noção de que a juventude de hoje é passiva face ao processo de desenvolvimento e de que está tão só à espera de receber do Estado aquilo a que aspira”.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Jonas Gahr Store, também prefacia esta obra de 180 páginas a cores, cheias de entrevistas e factos recolhidos em todo o País.
A
ssistiram à cerimónia o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Major-General Taur Matan Ruak, o Secretário de Estado de Juventude e Desportos, Miguel Manetelu, os Embaixadores da Austrália, Nova Zelândia e República da Coreia, bem como diplomatas das Embaixadas da Noruega e da Indonésia.

Na cerimónia estiveram igualmente presentes representantes dos Comandos da UNPOL e ISF, bem como a ex-Primeira Dama, Kirsty Gusmão.

Fonte: CPR – Díli, 01 DEZ-. 09

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PR Ramos-Horta fala sobre 'caso Wideform´

>> 20091027

Foto: autor desconhecido

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DA RDTL

Dili, 27 October, 2009

Press statement


President Praises Mr. Fernando Ferreira

A certain Mr. Chris Ray writing in the Australia (17 October 2009), (Doubts Cling to Dili deal”, alleges that then Prime Minister Mr. Jose Ramos-Horta (2006-2007) favored an Australia businessman, Mr. Fernando Ferreira and his company Wideform, in granting them a long term lease of a prime land in central Dil

President JOSE RAMOS-HORTA comments:

As Prime Minister (July 2006 – May 2007) during the most critical period in our country’s young history, I did my very best to pacify and stabilize the country, restore people’s faith in the Government, while the same time, trying to improve investment environment. I pushed for timely decisions by the government on business registration, streamlining procurement procedures, fast track decisions on leasing land to suitable investors, national and international.

As soon as I took office as Prime Minister in July 2006, I asked the World Bank and the IMF to assist in simplifying our procurement procedures, business registration, and work on a whole new tax law that would make Timor-Leste more attractive for foreign investors. In 2006, Timor-Leste was embarrassingly way down, just one point above the Democratic Republic of Congo in the World Bank annual report on “Doing Business” around the world. We have gone up many points according to the Bank’s 2010 report.

The then government’s reputation with business was not a favorable one. It was known as not credit worthy as it would not pay its bills.

There were millions of dollars due to business. For instance To Timor Telecom alone it owed US$1 million. The then Prime Minister, Dr M. Alkatiri was conscious of this and appealed to cabinet members to pay up their bills. Yet when I took office as Prime Minister, we were deluged with unpaid bills to the private sector, national and international.

I have known Mr. Fernando Ferreira for over 20 years. His story is not different from the many young men and women who left their native countries, Portugal, Greece, Italy Lebanon, China, etc in search of a better life elsewhere. Mr. Ferreira arrived in Australia from Portugal in the 70’s with very little cash in his pocket and began work as a bricklayer.

Today Australia Business Review ranks his Wideform group of companies among the 300 largest companies in Australia

In 2008 Mr. Ferreira was honored by the President of Portugal as “Entrepreneur of the Year”. In 1989 he was awarded with the prestigious “Ordem de Merito”, equivalent to a knighthood, and carries the little “Comendador” or “Sir”.

Mr. Fernando Ferreira’s relationship with Timor-Leste dates back 20 years when we first met. I understand that Mr. Chris Ray might never heard of Mr. Ferreira then. Back then who really cared about the plight of the East Timorese? Very few people in Australia cared about our struggle. In fairness, newspapers like The Australian, Sydney Morning Herald, The Age, TV networks like SBS and ABC, did cover from time to time and I am grateful to them for this.

Mr. Fernando Ferreira, a very humble and discrete gentleman, tried to help in different ways, for instance, paying for my travels to Europe and the US in the early 90’s to undertake my diplomatic work. In 1996-97 I asked and Mr. Ferreira paid out tens of thousands of dollars to print and distribute worldwide graphic pictures of torture that had been smuggled out of the country.

What impressed me most then was that Mr. Fernando Ferreira never wanted any public recognition. He kept on supporting our struggle, even though he personally did not believe that we stood a chance to reverse Indonesia’s occupation of Timor-Leste. But for him, in his own words then to me, “for me the issue is not whether I believe you will get rid of the Indonesians. They are far too powerful. But this is an issue of justice, fairness and anyone with a conscience must try to help”.

On 30th August 2009 I honored Mr. Ferreira and several other businessmen, Timorese and non-Timorese, not so much for their success as businessmen, but for their integrity and for showing a heart.

Mr. Fernando Ferreira and Mrs. Estela Ferreira have been generous sponsors of numerous Church projects in Timor-Leste, working closely with Bishop Basilio do Nascimento of Baukau, and Fr. Jojo who looks after 100 orphans in Baguia, and street children in Dili.

Mr. Fernando Ferreira and his Wideform group came to Timor-Leste in 2006 not because they saw a major business opportunity in my country. Who would? They came because I pleaded with them to come and help. Through me, via way, of my contacts in the region, I try to bring investors to Timor-Leste. Few are here because they trust me, in my leadership.

To conclude, if Mr. Ray had cared to read our laws and regulations, he would know that the Law does not require any public tender for purposes of granting leases to national and foreign investors. This is done based on individual expressions of interest, on the Government discretionary privilege. There was never a single case from 2000 on, under the United Nations, the Government led by Mr. Mari Bin Amude Alkatiri, or the current, of a land lease signed off on the basis of public tender.
I did put pressure on the then Minister of Justice to expedite the process. As today I put pressure on current Government to fast- track decisions on investment. Unfortunately, even though our tax regime is now one of the most attractive in the world, second only to Hong Kong, it still takes far too long for a business to register.

Potential investors are still given a hectic run around by officials. Investors have to arm themselves with endless patience. However, overall, Government budget execution has improved quite significantly, business confidence improved, with hundreds of millions of dollars in new investments pouring into the country, including a US$.300 million 5-star hotel project from Malaysia.

If Mr. Ray had contacted me (he did not) I would have explained all the above. He would have met Mr. and Mrs. Ferreira and would have been touched by their great heart and compassion. But it seems Mr. Ray was more interested in doing yet another political service for his former employers. END.

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Timor-Leste: Bombeiros portugueses distinguem responsáveis timorenses

>> 20091009

IMAGEM: © Liga dos Bombeiros Portugueses.

"O presidente da República de Timor-Leste, Ramos Horta, e o primeiro-ministro daquele país, Xanana Gusmão, foram distinguidos pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) com a Medalha de Serviços Distintos, Grau Ouro.

As distinções foram entregues em 31 de Agosto e 1 de Setembro últimos. No caso do chefe do Governo, a cerimónia decorreu no quartel dos Bombeiros de Díli, no dia 31. O presidente Ramos Horta foi condecorado em acto solene que decorreu no palácio presidencial, no dia 1 de Setembro, com a presença de uma formatura de bombeiros timorenses.

Estes actos culminaram a participação de uma delegação da LBP nas cerimónias realizadas em Timor para assinalar uma década sobre a missão humanitária liderada por Portugal em defesa da população daquele país, incluindo a criação, formação e instalação dos seus bombeiros. " ( © Liga dos Bombeiros Portugueses)

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Lost touch with the people??? Tá bem tá ...

>> 20080804

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Imagem: PrtSc de uma notícia da ABC News

Comentário: Para quem quer manter a estabilidade, o Presidente Ramos-Horta anda a dizer coisas estranhas ... Primeiro, aquela entrevista ao Expresso (2008/07/26, pág. 30 [mais aqui]) e agora, diz que Xanana 'lost touch with the people'...

Tá bem tá ... Das duas uma: ou são efeitos das anestesias ou os media andam muito concertadinhos (tipo SOL) a repescar e recolocar à sua maneira determinadas 'afirmações'. É óbvio que não coloco uma terceira hipótese ...

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Ramos-Horta visitou o Expresso

>> 20080725


Fonte: ExpressoMultimedia
"O Chefe de Estado timorense aproveitou a viagem a Portugal para recordar a época em que foi colaborador do Expresso." ( ExpressoMultimedia)

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