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Timor-Leste / Eleições: Ramos-Horta reconheceu derrota

>> 20120321


19 de Março de 2012, 04:52


O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, reconheceu hoje a sua derrota nas eleições presidenciais de sábado e felicitou Francisco Guterres Lu Olo e Taur Matan Ruak, os dois candidatos que passam à segunda volta.

"No dia 19 de maio pela meia-noite um novo Presidente será empossado de entre os dois candidatos que vão agora à segunda ronda", afirmou em declarações aos jornalistas o chefe de Estado timorense.
"Felicito os dois por irem à segunda ronda e apelo aos seus apoiantes para que mantenham esse comportamento admirável de civilidade que todos testemunharam", acrescentou.
Na declaração, feita em tétum, português e inglês, o Presidente começou por felicitar os timorenses pela forma como decorreu o ato eleitoral.
"As minhas primeiras palavras são para felicitar o povo timorense pelo civismo, sentido de responsabilidade cívico em ter participado em esmagadora maioria neste processo eleitoral, apesar das chuvas, das intempéries, apesar das estradas, mais de 70 por cento do eleitorado foi às urnas", afirmou.
A seguir destacou o comportamento "admirável" de todos os candidatos e partidos políticos que participaram na campanha eleitoral e agradeceu o apoio das organizações internacionais, sublinhando que todos contribuíram para um processo pacífico e profissional.
Na declaração, o chefe de Estado timorense explicou que não fez campanha eleitoral, porque não queria fazer campanha contra algumas figuras que considera heroicas e históricas em Timor-Leste.
"Não são só os dois que vão à segunda ronda, presidente da Fretilin, Francisco Lu Olo Guterres, e general Taur Matan Ruak, mas também o vice-primeiro-ministro José Luís Guterres e o presidente do parlamento nacional, Fernando La Sama de Araújo", disse.
Aos seus apoiantes, José Ramos-Horta agradeceu por acreditarem em si.
"Deram-me uma lição de extrema generosidade. A todos eles agradeço publicamente aqui", afirmou.
O Presidente timorense concluiu, afirmando que vai entregar ao futuro chefe de Estado um país diferente do que aquele que recebeu em 2007.
"Um país tranquilo, o povo readquiriu a alegria, a fé e o otimismo, as ruas de Díli tranquilas, as nossas forças armadas, a nossa polícia razoavelmente organizadas", salientou.
Segundo os últimos resultados provisórios das eleições presidenciais, Francisco Guterres Lu Olo obteve 128.266 votos (28,45 por cento), seguido de Taur Matan Ruak com 113.553 votos (25,18 por cento) e de José Ramos-Horta com 80.291 votos (17,89 por cento).
As eleições presidenciais realizaram-se no passado sábado.
MSE.
Lusa/Fim

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Não percebi.

>> 20111217


 
15 de Dezembro de 2011, 09:09
 
De acordo com a Agência Noticiosa do Irão, o Presidente e prêmio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, expressou esperança no direiro ao acesso à energia nuclear para fins pacificos e obter os resultados desejáveis em negociação.  
O Presidente Ramos-Horta fez as declaraçoes durante a cerimonia de credenciais do novo Embaixador do Irão para Indonésia (que é igualmente acreditado para Timor-Leste), Mahmoud Farazandeh, ontem à tarde, terça-feira, dia 13, onde falou também na abolição dos arsenais nucleares, químico e biológico.
Sobre a paz no Médio Oriente, o presidente Ramos-Horta também expressou a esperança na implementação da democracia, paz e estabilidade na região."
 Quanto a mim ...


E o vermelhusco não deveria estar asorrir.

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Entrevista a José Ramos-Horta na Antena 1

>> 20101112

Para ouvir a entrevista, carregue na imagem / Antena 1


"O presidente de Timor-Leste, Ramos-Horta, recorda que estava em Portugal há precisamente 19 anos, na altura em que recebeu um telefonema a contar-lhe que estava a haver um massacre no seu país. 12 de Novembro de 1991 ficou para sempre marcado na História como o dia do massacre de Santa Cruz.

Nesta entrevista conduzida pelo jornalista Ricardo Alexandre, Ramos-Horta lembra as condições em que Timor-Leste se tornou independente e as dificuldades económico-financeiras que o país tinha na altura, fazendo uma comparação com a situação actual. O laureado com o Prémio Nobel da Paz admite que houve recuos e falhas na História recente de Timor-Leste, tal como em todos os processos desta natureza.

Ramos-Horta faz ainda um diagnóstico geral do estado do país, reconhecendo que há falta de quadros técnicos para resolução de problemas concretos. O presidente timorense aponta ainda críticas aos países doadores e à ONU pela falta de cumprimento dos compromissos que tinham assumido."

2010-11-12

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TL - Presidente da República contra “atalhos” no tratamento dos países frágeis

>> 20100409


Díli, 09 Abr (CPR) – O Presidente da República apelou hoje à comunidade internacional para evitar o caminho mais curto, dos “atalhos”, ao tratar com países frágeis em transição pós-conflito e chamou a atenção para o estigma que é a pobreza das populações.

José Ramos-Horta falava a centenas de participantes no primeiro de dois dias do Diálogo Internacional sobre a Construção da Paz e o Estado de Direito, a decorrer no Centro de Convenções de Díli, integrado na VIII Ronda dos Parceiros para o Desenvolvimento.

A intervenção do Chefe de Estado partiu de uma retrospectiva da história recente de Timor-Leste e esteve centrada na justiça e reconciliação, quer para os timorenses, quer para os povos que, em todo o mundo, foram e são vítimas de crimes de guerra e contra a humanidade.

O Nobel da Paz enalteceu o espírito tolerante e o ecumenismo da sociedade timorense, ao cumprimentar as autoridades eclesiásticas.

E saudou a presença do secretário-geral da FRETILIN, Dr. Mari Alkatiri, “um antigo combatente e camarada numa longa cruzada”, lembrando outros companheiros da mesma força política entre 1974-75 e, depois, no primeiro Governo Constitucional, entre 2002 e 2006.

Ramos-Horta recordou que a Guerra Fria, no seu auge, “afectou a vida de muitas pessoas, em Timor-Leste, na Ásia do Sul e em todo o mundo”.

Em Maio de 2002 – adiantou -, sob a égide do secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan foi formado o primeiro Governo Constitucional liderado pelo primeiro-ministro Mari Alkatiri, com um orçamento de escassos 70 milhões de dólares norte-americanos, para ir ao encontro das maiores expectativas da população e da comunidade internacional.

O Chefe de Estado prestou tributo aos países doadores e organizações não-governamentais (ONG), “desde o Norte rico, ao Sul menos rico” que, desde há uma década, tanto têm contribuído para o desenvolvimento nacional, “partilhando o que têm com os que nada possuem e dando, assim, uma ajuda inestimável à sociedade”.

Em matéria de Justiça, o Nobel da Paz afirmou que desde a II Guerra Mundial os tribunais penais internacionais “sempre estiveram ao serviço dos vencedores, da Alemanha ao Japão, dos Balcãs ao Ruanda”.

Inquirindo sobre se um Tribunal Penal Internacional para Timor-Leste julgaria apenas os crimes perpetrados pela Indonésia entre 1975 a 1999, discriminando os praticados pelos timorenses durante a agitação civil prévia à invasão e depois do referendo, Ramos-Horta defendeu o “caminho da reconciliação e a normalização das relações” com Jacarta e com os países vizinhos.

O Presidente da República apontou como exemplos as vias seguidas pela África do Sul, Portugal, ou Espanha, em relação aos autores de crimes cometidos durante o apartheid e os regimes ditatoriais nos dois países ibéricos.

Relativamente a Myanmar, sublinhou que “qualquer solução – em consonância com um roteiro definido - terá de passar por negociações” com a junta militar no poder.

“Em cada comunidade e país há complexidades próprias e, se não forem tidas em conta estas especificidades, a aplicação cega da justiça não trará paz e democracia, nem conduzirá a um Estado de Direito”, explicou, acentuando: “É preciso sermos sensatos e prudentes. Justiça, sim, mas a seu tempo, porque o problema não é o da sua aplicação, está antes em saber quando e como”.

Voltando ao caso de Timor-Leste, acrescentou: “Não nos digam que os dirigentes estão desligados do povo, o que não queremos é o papel de justiceiros”.

O Chefe de Estado terminou com um agradecimento às Nações Unidas pelo seu contínuo compromisso para com Timor-Leste.

Em 2012, quando o secretário-geral, Ban Ki-moon, iniciar o segundo mandato – concluiu – Timor-Leste estará em condições de avançar pelos seus próprios meios.

JHM


www.presidencia.tl

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PR inaugura Central Comunitária de Biogás no Suco Ponilala, Ermera

>> 20100330


COMUNICADO DE IMPRENSA


Díli, 29 Mar (CPR) – O Chefe de Estado, Dr. José Ramos-Horta, inaugurou uma central de biogás no Suco Ponilala, Ermera, projecto-piloto que deverá resolver as carências de electricidade numa das áreas mais remotas do país.



O Dr. Ramos-Horta esteve acompanhado pelos Secretários de Estados para a Política Energética, Avelino Coelho, do Ambiente, Abilio Lima, por autoridades locais  e representantes dos subdistritos de Ermera.



No discurso, o Presidente da República felicitou o Secretário de Estado para a Política Energética que, com um orçamento e recursos limitados, conseguiu levar por diante o projecto do biogás.



As obras, orçamentadas em US$181 295, tiveram a duração de um ano e ficaram a cargo da comunidade local.



A central de biogás beneficia 155 famílias, oferecendo energia eléctrica durante seis a oito horas diárias.
JP/CS/JHM




www.presidencia.tl

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Presidente Ramos-Horta -“Agradeço a Vossa Contribuição no Serviço à Comunidade”

>> 20100326



PRESIDÊNCIA  DA  REPÚBLICA
COMUNICADO DE IMPRENSA

O Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, entregou oficialmente hoje, dia 25 de Março de 2010, metade do seu salário às entidades que considera mais necessitadas, dada a sua dedicação às comunidades mais desfavorecidas desta nova nação.

Da lista de entidades que beneficiaram desta oferta constam as Madres Canossianas do subdistrito de Iliomar, distrito de Lautém; as Irmãs Franciscanas de Calcutá, do subdistrito de Lolotoe, Bobonaro; a Clínica do Bairro Pité e o grupo de jovens “Hadomi Ambiente”, ambos em Díli; e a Fundação Mota Bandeira, subdistrito de Atsabe, Ermera. O valor da oferta é de USD$500 que serão atribuídos mensalmente a cada entidade.

Numa cerimónia que reuniu as diversas entidades, o Chefe de Estado afirmou que o seu salário se destinava às comunidades mais desfavorecidas, garantindo que não haveria qualquer outra intenção para além da vontade de ser solidário para com aqueles que diariamente se dedicam aos necessitados.

“Em meu nome e do Estado, gostaria de agradecer toda a vossa contribuição e dedicação no serviço ao povo deste país”, disse o Chefe de Estado aos presentes.

O “Presidente dos Pobres” acrescentou ainda que frequentemente visita as áreas remotas, verificando que, de facto, estas entidades requerem apoio de forma a poderem servir as camadas mais pobres na base da pirâmide social.

As Madres Canossianas, sediadas em Iliomar, dedicam-se às viúvas, idosos e crianças pobres daquela área, enquanto as Irmãs Franciscanas de Lolotoe têm a seu cuidado um dormitório para estudantes do sexo feminino da Escola Pré-Secundária de Lolotoe e um Jardim-de-Infância no mesmo subdistrito.

Além de oferecer assistência médica às comunidades, a Clínica do Bairro Pité dá apoio aos que padecem de malnutrição, VIH/SIDA e tuberculose.

Em Atsabe, a Fundação Mota Bandeira apoia os estudantes da Escola Profissional Agrícola e o grupo de jovens “Hadomi Ambiente”, empenhado na plantação de árvores, especialmente na cidade de Díli.

De acordo com a lei, a partir de Janeiro de 2010 o Presidente da República passou a receber um salário no valor de US$5 000. Metade do montante será distribuído pelas entidades mencionadas para que as mesmas possam desempenhar o seu papel de assistência à população na base.

CPR/DF



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Ramos-Horta em visita oficial ao Japão

>> 20100316




East Timor President Jose Ramos-Horta  and Japanese Prime Minister Yukio Hatoyama arrive prior to their meeting at Hatoyama's official residence March 16, 2010 in Tokyo, Japan.

During his visit Ramos-Horta insisted that Indonesia needs to apologize for its 24-year occupation of East Timor even if relations between the neighbors have improved.

(March 15, 2010 - Photo by Pool/Getty Images AsiaPac)
 
DAQUI

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Presidente de Timor-Leste desmente comunicado da Amnistia Internacional

>> 20100311


COMUNICADO DE IMPRENSA

Díli, 10 Mar (CPR) – Em resposta ao comunicado distribuído no passado dia 08 pela Amnistia Internacional, segundo o qual o Presidente José Ramos-Horta apoiaria agora pedidos para a criação de um Tribunal Penal Internacional destinado a julgar os crimes cometidos entre 1975 e 1999, o Chefe de Estado Timorense esclarece:

“Continuo a descrer firmemente que as causas da paz e da democracia, e os interesses das vítimas do meu país sejam melhor servidos com um Tribunal Internacional”.

Segue abaixo a síntese das posições do Presidente José Ramos-Horta, expressas no encontro com representantes da Amnistia Internacional na Universidade de Bradford, Reino Unido, no passado dia 05, testemunhadas pela delegação presidencial e outras pessoas presentes:

O comunicado da AI foi impreciso e interpretou mal a conversa havida entre o Presidente e os representantes da Amnistia Internacional, no decurso do seu recente compromisso, no passado fim-de-semana, na Universidade de Bradford.

O comunicado da AI omitiu a referência à pormenorizada argumentação apresentada pelo Presidente José Ramos-Horta acerca da justificação para a sua oposição, desde há longa data, à criação de um Tribunal Penal Internacional para Timor-Leste.

O Presidente declarou que Timor-Leste, não sendo membro do Conselho de Segurança, não tem poder para influenciar decisões deste órgão das Nações Unidas. O Presidente não disse que apoia a criação de um Tribunal Penal Internacional. O Presidente deixou claro aos elementos da Amnistia Internacional que, se o Conselho de Segurança decidir criar um Tribunal Penal Internacional, ele não se oporá. O Presidente NÃO promoverá, ou fará qualquer pressão para a sua criação.

Os comentários do Presidente respondiam a uma alegação explícita da parte dos representantes da Amnistia Internacional de que, segundo alguns membros do Conselho de Segurança da ONU, o motivo para não haver um Tribunal Penal Internacional é a oposição de Timor-Leste. Os referidos membros da AI não foram capazes de sustentar as suas alegações.

O Presidente J.Ramos-Horta afirmou categoricamente, no decurso dessa conversa, não acreditar que haja um único membro do Conselho de Segurança, permanente ou não-permanente, que queira apoiar a criação de um Tribunal Penal Internacional para Timor-Leste. O Presidente acrescentou: “Vocês e eu vivemos em mundos diferentes!”.

 
Para tratar os crimes do passado, foram criados dois mecanismos, a Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (CAVR) ao nível nacional, e a Comissão conjunta para a Verdade e Amizade (CVA) entre Timor-Leste e a Indonésia, que deu por terminada a sua tarefa com integridade e probidade. Timor-Leste e o Presidente não vêem a necessidade de mecanismos adicionais.

/Fim

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Presidente de Timor-Leste em Bradford - Inglaterra

>> 20100309


 
COMUNICADO DE IMPRENSA

 

Presidente da República revela desafios do combate à pobreza e pela reconciliação


Díli, 09 Mar (CPR) – O Desafio do Combate à Extrema Pobreza e pela Reconciliação foi o tema da palestra proferida pelo Presidente da República na Universidade de Bradford, Inglaterra, enquanto convidado de honra da PeaceJam Youth Conference.

 
O Dr. José Ramos-Horta fez a sua intervenção no âmbito de uma visita de trabalho que decorreu entre sexta-feira e domingo e que teve o ponto alto no sábado, com a palestra proferida perante dezenas de participantes, seguida de uma sessão de perguntas e respostas de carácter geral, nos contextos político, social e cultural.



O programa do Chefe de Estado ficou marcado na sexta-feira por um encontro com os representantes da Amnistia Internacional Cláudio Cardone - secretário-geral interino - e Isabelle Arradon, em que se abordou a recorrente questão de um Tribunal Penal Internacional para julgar alegados crimes contra a humanidade cometidos em Timor-Leste, do estabelecimento de mecanismos para a busca de pessoas dadas como desaparecidas e dos indultos.



Relativamente à busca de pessoas dadas como desaparecidas, o Prémio Nobel da Paz apoiou a ideia de mecanismos que possam vir a ser promovidos pela Amnistia Internacional.



Quanto aos indultos, chamou a atenção para o seu enquadramento legal em Timor-Leste e para a necessidade de os conceitos de “justiça” ou “impunidade” serem vistos num plano mais vasto, para além do meramente académico.



O Dr. Ramos-Horta apontou a conveniência de analisar e estudar – nesta matéria – as experiências de outros países que passaram por ditaduras, como Portugal e o Chile, ou guerras civis, como Moçambique.



Num colóquio realizado no Salão Nobre da Universidade de Bradford, a que assistiram políticos e diplomatas, académicos e estudantes, o Prémio Nobel da Paz fez referência ao Myanmar e frisou que as soluções terão sempre de passar pelo diálogo entre as partes em litígio, e não por sanções penalizadoras para a população indefesa e inocente.



O Presidente da República recordou a luta de libertação de Timor-Leste e o princípio adoptado pela resistência de nunca atacar inocentes.



A recuperação económica e o crescimento sustentado de dois dígitos desde 2008 em Timor-Leste foram assinalados pelo Chefe de Estado, que divulgou as suas iniciativas para promoção da paz nomeadamente através de grandes provas desportivas internacionais, como sejam a Maratona de Díli, o Tour de Timor, ou a Competição de Pesca, tendo sempre presentes as vertentes da cultura e da arte.



Uma palavra especial foi deixada para as boas relações mantidas com a vizinha Indonésia, que também contribuem de forma acentuada para a paz e estabilidade em Timor-Leste.



O objectivo de Timor-Leste – indicou - é ter um papel cada vez mais activo às escalas regional e global, esperando no curto prazo aderir como membro de pleno direito à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).



A jornada fechou com uma reunião com jovens timorenses na Universidade de Bradford, a quem o Chefe de Estado explicou a situação em Timor-Leste e deu o bom conselho para aproveitarem a oportunidade de se encontrarem no Reino Unido para ganharem experiência necessária para a reconstrução nacional.



Os jovens apresentaram as suas preocupações sobre a educação, desporto e profissionalismo das instituições de segurança em Timor-Leste.



O Presidente da República concedeu ainda entrevistas a órgãos de comunicação social como a BBC- World Service Burma, Daily Telegraph e Agência Lusa.



No domingo, o Dr. Ramos-Horta esteve com os professores do PeaceJam e jovens colaboradores, tendo ficado ao corrente dos seus projectos antes da cerimónia de encerramento na Universidade de Bradford.



O Presidente da República iniciou no Reino Unido um périplo que o leva ainda à Irlanda, para uma Visita de Estado a decorrer entre segunda e quarta-feira, deslocando-se a seguir à Suíça, de 10 a 13, onde falará no Conselho dos Direitos Humanos, e finalmente ao Japão, para outra Visita de Estado, dos dias 14 a 20.




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Ramos-Horta na hora da despedida a Atul Khare...

>> 20091209



TIMOR-LESTE:
PAZ
DEPOIS DA TEMPESTADE




Discurso

Pelo Laureado com o Prémio Nobel da Paz,
Presidente José Ramos-Horta,
Na cerimónia de despedida em honra do Representante Especial
Do Secretário-Geral da ONU, Dr. Atul Khare,
No “Salão China” do Palácio Presidente Nicolau Lobato

Díli, 09 de Dezembro de 2009

Excelências
Senhoras e Senhores

Juntamo-nos aqui hoje para nos despedir do Dr. Atul Khare, que serviu durante três longos e intensos anos no nosso País enquanto Representante Especial do Secretário-Geral da ONU (SRSG, nas siglas em inglês).

Anteriormente, de Junho de 2002 a Maio de 2005, o Dr. Atul Khare serviu em Timor-Leste como chefe de gabinete do então SRSG, o Embaixador Kamalesh Sharma e, ainda, como Vice-SRSG durante seis anos de incansável devoção ao nosso Povo, defendendo os ideais da ONU.

Convido assim todos os presentes para, comigo, agradecermos ao Dr. Atul Khare e à sua estimada mulher, a Senhora Vandna Khare, a abnegação, infatigável dedicação e bondade demonstrada ao Povo de Timor-Leste, à minha própria pessoa, a todos os líderes políticos e religiosos, bem como aos responsáveis pelas nossas comunidades e aos dirigentes da sociedade civil.

O Dr. Atul Khare chegou a Díli no dia 17 de Dezembro de 2006, cerca de quatro meses depois de o Conselho de Segurança da ONU ter autorizado uma nova e mais robusta Missão das Nações Unidas para Timor-Leste, a UNMIT.

Então, o pior da crise política e de segurança interna já tinha passado. Contudo, em Dezembro de 2006 persistiam graves desafios; a situação ainda era muito volátil, marcada por violência esporádica, alguma dela com motivações políticas, mas na maioria devida a rivalidades entre grupos de artes marciais e a gangues de jovens. Em 2006, persistiam cerca de 150.000 deslocados dispersos por Díli e também fora da capital; enfrentávamos então o problema potencialmente explosivo dos chamados “peticionários” e dos elementos fortemente armados do grupo do Senhor Alfredo Reinado.

Passados quatro meses de o Conselho de Segurança da ONU ter autorizado a nova missão (Resolução 1704 de 25 de Agosto de 2006), dotada com uma força policial de 1.608 efectivos, 1.070 elementos civis da polícia chegaram a Timor-Leste. Este número incluía uma Unidade Formada de Polícia portuguesa, que fora mandada para Timor-Leste no início de Junho, ao abrigo de um acordo bilateral celebrado entre Timor-Leste e Portugal. Essa unidade transitou para a UNMIT em Agosto de 2006.

Quero fazer aqui uma pausa para prestar o devido tributo a Finn Rieske-Nielsen, responsável pela Missão das Nações Unidas em Timor-Leste nos meses mais difíceis de 2006; ele teve uma presença destemida e incansável, dia e noite durante esses problemáticos dias e semanas. A sua longa experiência em lidar com situações de crise humanitária, tanto em Timor-Leste – onde se manteve perto de sete anos -, como noutras partes do mundo, permitiu-lhe lidar muito bem com o que tinha pela frente.

Antes da chegada da UNPOL a Díli e do seu destacamento para os Distritos, o fardo da assistência às autoridades Timorenses para a restauração da lei e da ordem em Díli caíra sobre as tropas e polícia da Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Portugal, que tinham sido enviadas para Timor-Leste entre finais e Maio e princípios de Junho de 2006, em resposta aos apelos formais de líderes Timorenses (1).

Só a Austrália tinha no terreno uma força de 3.000 homens e mulheres, dotados com uma quantidade impressionante de equipamento como sejam viaturas armadas para transporte de pessoal, tanques e helicópteros. Porém, até uma força tão robusta era inadequada e incapaz de parar a violência, de neutralizar os grupos de artes marciais, ou de prevenir o incêndio e pilhagem de centenas de casas, armazéns do Estado e serviços públicos. Este não é o tipo de violência para a qual esteja preparada uma força convencional, em treino e equipamento (2).

Das quatro forças no terreno na segunda metade de 2006, só a GNR estava à altura, treinada e equipada, para lidar com a violência urbana. Mas em termos de capacidade, a GNR estava no limite e também não podia responder eficazmente a todos os incidentes graves que se registavam em qualquer parte da cidade.

A força mecanizada Australiana e soldados de infantaria pesadamente armados, impressionantes quando se deslocavam ruidosamente pelas artérias principais de Díli, poderiam ter sido dissuasores, mas a verdade era, e continua a ser, que forças convencionais, mesmo bem treinadas e equipadas, não são adequadas para prevenir, ou acabar com a violência urbana e com os tumultos sociais nos tortuosos e confusos becos dos subúrbios da cidade.

Sem ter a pretensão de querer estar a escrever História, ou mesmo modestamente a oferecer uma pormenorizada e conclusiva análise sobre a crise de 2006, julgo que poderemos, no entanto, reter algumas questões importantes.

Eu aceito que a crise de 2006 não fosse inevitável. Poderia ter sido prevenida se quem detinha posições de responsabilidade tivesse tratado a tempo dos numerosos problemas detectados e claramente identificados, através de soluções simples e não onerosas que só requeriam mais partilha de informação e um diálogo paciente.

Mas como as tensões e os ressentimentos não foram acautelados, acabaram por ser exacerbados por alguns indivíduos na nossa sociedade, que viram na crise uma oportunidade para aumentarem o seu magro pecúlio.

Nalguns bairros de Díli, a violência gerou-se essencialmente por causa de conflitos pela posse de terras e casas, da parte dos que se criam marginalizados, ou despojados. As raízes deste conflito emergiram na segunda metade da ocupação indonésia e multiplicaram-se a partir de 1999, à medida que cada vez mais pessoas regressavam, ou se aglomeravam em Díli pela primeira vez, todas elas a competir por um bocado de terra, ou por casas abandonadas pelos migrantes Indonésios de partida, ou pelos milhares de Timorenses que tinham fugido quando a sorte mudou.

O conflito teve muito pouco a ver com uma suposta clivagem regional, ética, ou tribal. Mesmo que Timor-Leste pode ser dividido geograficamente em três grandes regiões, nomeadamente as do Leste, Centro e Oeste, estas regiões não correspondem a grupos perfeitamente identificados e com coesão étnica.

A implosão na liderança da PNTL e na sua cadeia de comando, em Díli, em Abril/Maio de 2006, conduziu à ruptura da Lei e da Ordem. Em consequência desta ruptura na cadeia de comando da força policial, o governo viu-se compelido a ordenar a intervenção das F-FDTL em Díli. Mas esta decisão aprofundou a clivagem na cadeia de comando da polícia, entre elementos da polícia e as F-FDTL, e no seio das próprias F-FDTL.

Contudo, tendo a conta a situação que se vivia em Díli a 28 de Abril de 2006 - com a PNTL incapaz, ou sem vontade de actuar para prevenir o ataque ao Palácio do Governo e os que se seguiram em vários pontos da cidade -, julgo que o Governo não tinha outra hipótese senão chamar as F-FDTL.

Devo aqui adiantar que nem todos os oficiais, ou unidades da PNTL em Díli desertaram e não cumpriram o seu dever. Nunca me esquecerei de uma cena pungente no quartel da UIR em Díli, quando os visitei em finais de Maio de 2006. Estavam ali cerca de 40 homens e mulheres, de todas as regiões do País, a chorar em desespero, a sua amargura era visível, porque se sentiam completamente impotentes. Tinham permanecido firmes nos seus postos, mas cheios de receio de serem atacados e escorraçados.

A Academia de Polícia continuou a funcionar apesar de centenas de deslocados estarem alojados no recinto. Até foi realizada naquela altura uma cerimónia de graduação de cadetes. Mérito deve ser reconhecido ao Director da Academia de Polícia, o Senhor Inspector Júlio Hornay, que demonstrou profissionalismo e capacidade de liderança em tempos de crise.

Enquanto alguns elementos da PNTL abandonaram as suas funções nos Distritos e se uniram ao conflito em Díli, a vasta maioria não o fez. Os Serviços de Imigração da PNTL, chefiados pelo Inspector Carlos Jerónimo, também continuaram a funcionar quase sem percalços, ininterruptamente.

O problema básico na PNTL foi o resultante da criação à pressa de uma força, entre 2001 e 2003, com o número de polícias a aumentar significativamente depois de 2003; quem estava no comando parecia mais interessado em números do que na qualidade e não teve em conta todas as consequências devidas à não aplicação de critérios estritos de selecção, ao treino inadequado, à falta de incentivos materiais como sejam salários razoáveis, de equipamento e de infra-estruturas.

Havia uma liderança política muito débil e igualmente uma muito débil liderança policial.

A ONU e os doadores bilaterais terão de se perguntar por que não pensaram em ajudar o Governo Constitucional, providenciando infra-estruturas básicas e equipamento ao embrião da nossa força policial. Além do treino, não é o fornecimento de equipamento básico uma condição sine qua non para levantar o moral, manter o brio e a capacidade de acção de uma força policial?

Quando as F-FDTL foram estacionadas em Díli, havia muito pouca violência, fogo posto ou pilhagens. Havia um medo palpável das F-FDTL e a percepção generalizada de que os elementos das F-FDTL não teriam constrangimentos em usar a força, ou em disparar, foi efectivamente dissuasória.

Enquanto as ISF iam ocupando posições em Díli, em finais de Maio de 2006, tive um debate com o Senhor Major-General Taur Matan Ruak sobre o acertado que seria as F-FDTL saírem de Díli, recolhendo aos quartéis. O general anuiu plenamente e após consultar o então Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, os soldados das F-FDTL e oficiais voltaram para as casernas em Tasi-Tolu, Hera, Metinaro e Baucau.

Mas quando foi dada a notícia da evacuação das F-FDTL de Díli, o pânico alastrou e o êxodo da cidade começou quase imediatamente, com dezenas de milhar de pessoas a fugirem para o leste, em direcção a Hera, Metinaro, Baucau, etc.

A minha propriedade e a minha casa também foram transformadas em campo de deslocados, porque mandei abrir os portões a quantos quisessem buscar refúgio junto de mim. Muitas centenas de homens desesperados, idosos, mulheres e crianças acamparam no meu terreno durante as semanas seguintes e eu aprendi em primeira mão o que é o drama dos deslocados.

A saída das F-FDTL encorajou os arruaceiros, porque já não havia impedimento para os seus actos, nem motivo para medo. Cresceu uma vaga de incêndios de casas e pilhagens, enquanto as amistosas forças internacionais eram incapazes de impedir a orgia dos incendiários, apesar dos seus melhores esforços.

Estando as F-FDTL em Díli, houve uma campanha concertada e persistente, de alguns sectores, para denegrir os soldados e oficiais das nossas Forças Armadas com alegações de matanças indiscriminadas e massacres em grande escala perpetrados em particular na noite de 28 de Abril de 2006. Mas não apareceu nem uma testemunha ocular, nem um parente de uma das alegadas vítimas. Portanto, não ocorreu qualquer massacre de civis indefesos, ou entre os elementos do grupo dos ditos “peticionários” na noite de 28 de Abril de 2006, ou nas semanas seguintes.

Senhoras e Senhores

Não tenho a intenção de vos oferecer uma detalhada retrospectiva, ou uma reflexão sobre o que aconteceu nos últimos três anos. Talvez o faça quando acabe o meu mandato como Presidente da República.

Mas estando aqui presentes para dizer adeus a um amigo, o Dr. Atul Khare e a sua estimada mulher, a Senhora Vandna Khare, quero simplesmente recordar a todos onde estávamos em 2003, reflectir sobre algumas das principais causas da crise de 2006, e chamar a atenção para onde estamos agora, hoje, em Timor-Leste, que se afastou depressa e bem da recente violência e está a atravessar o seu melhor período de paz e de crescimento económico.

Quando assumi o cargo, em Maio de 2007, estipulei como prioridades da minha Presidência a restauração da paz e da segurança, a reforma do sector da segurança e o alívio da pobreza.

No que respeita à reforma do sector da segurança, a minha preocupação era a de que a visão da liderança Timorense fosse unificada e ficasse coesa. Criei um Fórum de Alto Nível que compreende o Chefe de Estado, o Primeiro-Ministro e o Presidente do Parlamento Nacional. Instituí um Grupo para a Revisão do Sector da Segurança no meu gabinete, com ligação às agências governamentais e à UNMIT. O trabalho desta equipa e o do Governo tem ido ao pormenor, tem sido exaustivo e conclusivo.

O Conselho de Segurança da ONU irá rever a situação em Timor-Leste na sua reunião de Fevereiro de 2010. E porque o Dr. Atur Khare nos vai deixar, quero que todos saibam dos nossos pontos de vista e preferências para os próximos dois a três anos, no que respeita ao papel UNMIT/UNPOL e da ISF.

O que vos vou revelar decorre da revisão exaustiva feita pela minha equipa para a Reforma do Sector da Segurança, dos encontros regulares mantidos com o Primeiro-Ministro e com os seus dois Secretários de Estado com responsabilidades no sector, com o Presidente do Parlamento Nacional e com os Membros da Comissão-B do PN, com o Major-General Taur Matan Ruak e com o Comandante-Geral da PNTL, Dr. Longuinhos Monteiro.

Como sabem, convoquei muitos encontros no decurso do ano com o Conselho de Estado e com o Conselho Superior de Defesa e Segurança e, em Outubro, procedi a uma consulta com as partes interessadas, depois de lhes mandar um detalhado questionário com o objectivo de recolher as suas análises e respostas.

Face ao exposto, quero declarar o seguinte:

1 – Os Timorenses e a sua liderança estão em dívida e agradecidos aos povos e dirigentes da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, que rapidamente responderam ao nosso pedido de assistência, quando foi preciso, em finais de Abril de 2006;

2 – O contributo das quatro forças foi nuclear na ajuda prestada para conter a violência em 2006, e para devolver aos cidadãos a paz e a segurança;

3 – O Povo Timorense e os seus líderes estão reconhecidos e em dívida para com a ONU, em particular para com o Secretário-Geral e para com o Conselho de Segurança, por terem respondido sem hesitações à nossa Nação em tempos de dificuldade extrema.

Chegados ao termo de 2009, propomos as seguintes metas para 2010:

1 – Que a plena responsabilidade pela Lei e pela Ordem no Distrito de Díli seja devolvida às autoridades Timorenses até Junho de 2010, com a passagem do testemunho policial da UNPOL para a PNTL;

2 – As Unidades Formadas de Polícia no quadro da UNPOL actualmente destacadas em Díli devem ser reduzidas à metade e destacadas para Baucau e Maliana, deixando apenas cada uma um pelotão na capital do País, para dar assistência aos programas de treino e apoio à PNTL;

3 – A passagem de testemunho das responsabilidades policiais da UNPOL para a PNTL nos Distritos onde ainda não foi feita tem de estar concluída até Dezembro de 2010;

4 – As unidades da UNPOL em cada Distrito e Sub-Distrito compreendidas na redução de forças decidida pela ONU deveriam continuar a prestar toda a assistência requerida pela parte Timorense, nomeadamente para orientação e apoio à administração e gestão, monitorização contínua e treino. Porém, tal como em Díli, os elementos da UNPOL já não poderão fazer patrulhas móveis e intervir, a não ser quando necessário;

5 – O ano de 2011 terá de ser o da consolidação dos processos de revisão e reforma, correcção e melhoramento em todos os aspectos;

6 – O Governo terá de garantir que em finais de 2011 todos os requisitos da infra-estrutura e logística básica da PNTL e das F-FDTL estejam preenchidos;

7 – Caberá às Nações Unidas decidir o ritmo e o volume da redução dos contingentes policiais em Timor-Leste, entre 2010 e 2012.

No que respeita à ISF, no seguimento dos meus encontros habituais com os Embaixadores da Austrália e da Nova Zelândia, bem como com os comandantes da ISF, em consonância com o nosso desejo esta força terá a sua missão substancialmente reduzida e com nova orientação, em 2010:

- De agora até ao final de Dezembro, a ISF reduzirá o número dos seus efectivos em aproximadamente uma companhia;
- A ISF deverá retirar-se da sua base avançada de operações em Baucau;
- A ISF assegurará uma presença permanente em Díli e Gleno;

- A ISF continuará a trabalhar com as F-FDTL, garantindo presença nos Distritos, através de patrulhas, para estar em contacto com a população e monitorizar o ambiente de segurança.

A ISF continuará em Díli. Porém, esperamos que a ISF coloque mais ênfase no acompanhamento das comunidades e não efectue patrulhas de segurança. É preferível que não vejamos muito armamento pesado e militares na nossa cidade.

Espero que estas actividades sejam planeadas em consultas com as nossas autoridades competentes, nomeadamente os dois Secretários de Estado e o Comandante-Geral da PNTL, incluindo também os chefes de “suku” locais.

Terão notado, os presentes, que a Guarda de Honra neste Palácio Presidencial é feita por guerreiros tradicionais e pela nossa segurança civil, desarmada. Os portões do Palácio Presidencial estão em geral abertos e dentro dos seus muros há um jardim infantil cheio de vida. Também terão notado que há uma parcela no jardim presidencial coberta por internet sem fios e aberta ao público. E como podem ver, sinto-me muito confortável com tão pouca segurança, ou até nenhuma.

Sinto-me confortável com o caminho empreendido pela ISF e muito confiante na sua capacidade para corresponder às necessidades tanto do Governo, como do Povo de Timor-Leste.

As mudanças de que venho falando são de certo modo subtis e resultam das aturadas consultas entre o nosso Governo, os Governos Australiano e Neo-Zelandês, e a ISF. Mas o mais importante é que estas mudanças põem em destaque os significativos progressos por nós realizados no sector da segurança desde 2006. Acredito que as mudanças chegam na altura certa, reflectem os progressos feitos no nosso sector de segurança, sem excluir que ainda há trabalho por fazer, e que a ISF e a UNMIT continuarão connosco até 2012.

Como já disse, no auge da crise de 2006 a ISF tinha mais de 3.000 efectivos destacados em Timor-Leste. Este número cairá para menos de 600 em 2010, reflectindo os enormes progressos ocorridos no sector da segurança nacional.

Enquanto avança o processo de reforma nas duas agências de segurança, que deverá estar concluído em finais de 2011, será preciso manter uma pequena, mas robusta força no terreno.

Temos dois anos para empreender grandes esforços e alcançar notáveis progressos na transferência de competências e na capacitação em cada área, e também para dar às nossas forças os meios razoáveis necessários para manterem o seu moral, auto-estima, auto-confiança e eficiência.

Timor-Leste é um País do Sudeste Asiático, intrincada e orgulhosamente ligado a esta dinâmica região. Espero que o Governo explore as oportunidades para melhorar a segurança regional e a cooperação no sector da defesa, com amigos e vizinhos como a Indonésia, a Malásia, Singapura, Tailândia, Filipinas, Austrália e Nova Zelândia, em áreas que vão desde o treino policial e militar, aos exercícios conjuntos, formação em serviços de informação e partilha de dados, segurança marítima, etc.

Se Timor-Leste quiser participar futuramente em qualquer missão humanitária, ou de manutenção de paz no estrangeiro, acho que o deverá fazer no quadro regional, sob uma estrutura e um comando regionais.

Por isso acredito que nos teremos de empenhar para envolver mais os nossos vizinhos nos sectores de defesa e segurança, para aprender e melhorar o nosso ajustamento e adaptação à região.

Estou muito satisfeito com os progressos registados pela nossa cooperação no sector da defesa com Portugal, um amigo distante, mas leal.

A recente visita ao nosso país de um grupo de 2.000 fuzileiros norte-americanos teve grande êxito e foi alvo de imensa simpatia popular. Pela sua presença e actividades desenvolvidas, os U. S. Sea Bees – “Abelhas do Mar” – são um dos melhores exemplos do ideal da cooperação bilateral no sector da defesa, abrangendo as vertentes militar e civil, por prestarem a tão necessária assistência às comunidades locais. Timor-Leste deseja um incremento desta frutuosa relação com os Estados Unidos.

Timor-Leste tem de se aguentar por si próprio. Não podemos continuar dependentes de amigos e vizinhos, ou da ONU para ver garantida a nossa segurança interna, a paz e a estabilidade. A comunidade internacional e a ONU foram sempre simpáticas e generosas, contribuindo com mais recursos per capita para esta pequena Nação do que para nenhuma outra no mundo.

Não será preciso dizer que nem todos estes recursos foram aplicados criteriosamente e em benefício dos mais carenciados, que são a maioria dos pobres. Todavia, não poderemos negar esta extraordinária boa vontade por parte da comunidade internacional. E tenhamos presente que há muitas comunidades e nações em todo o mundo ainda com maiores dificuldades e carências do que nós.

Nós não somos os eleitos de Deus, ou da ONU. Até Deus abandona os seus filhos e filhas que vivem em conflito permanente e em pecado. Portanto, mais facilmente a comunidade internacional desistiria se os líderes Timorenses, os políticos, os da sociedade civil, religiosa, académica, ou do sector privado, não percorrerem metade do caminho que os separa uns dos outros para, juntos, contribuírem para aliviar o nosso povo da extrema pobreza, dando-lhes a paz e a tranquilidade que tanto deseja e merece.

Quando em Fevereiro falei no Conselho de Segurança das Nações Unidas, prometi ao Secretário-Geral e a este órgão que a UNMIT será a última missão da ONU em Timor-Leste; disse ao nosso bom amigo o Secretário-Geral Ban Ki-moon que, quando terminar o seu actual mandato e iniciar o segundo, em 2012, Timor-Leste estará em paz e relativa prosperidade. Então, ele poderá pensar em Timor-Leste como um problema resolvido.

Enquanto alguns pseudo-intelectuais e jornalistas medíocres insistem em que Timor-Leste é um Estado falhado, eu digo, com a sabedoria de quem teve uma vida intensa e rica, e foi testemunha de triunfos e sobrevivente de tragédias: Timor-Leste está no bom caminho. Recuperámos da crise de 2006; depois de anos de estagnação, ou lento crescimento, a nossa economia registou um crescimento real de 12,7 por cento em 2008 e, de novo, de quase dois dígitos este ano. O País está em paz. Vemos sorrisos permanentemente, e alegria nos rostos e nos olhos das pessoas, sobretudo nos das nossas mulheres e crianças, o grupo mais vulnerável: Díli é uma cidade em crescimento exponencial, para o melhor e para o pior.

Há uma fé renovada na liderança política e nas instituições, de acordo com uma sondagem independente realizada há um ano pelo International Republic Institute, dos Estados Unidos, que dá ao Governo uma nota muito alta e ao Primeiro-Ministro uma margem de aprovação de 80 por cento; as F-FDTL e a PNTL obtiveram uma percentagem semelhante. A todos dou os mais sinceros parabéns.

Dr. Atul Khare, ao partir de Timor-Leste, fique seguro de que a UNMIT, sob a sua liderança, deu uma significativa contribuição para o bem-estar generalizado do nosso Povo, para o clima de paz e segurança em que hoje se vive no nosso País. A sua excelência profissional, humildade e honestidade, a sua sabedoria acumulada, com milhares de anos, vinda de uma antiga civilização, fê-lo querido de todos e merecedor da nossa confiança.

Como enviado da ONU, ou diplomata de um país, considero que quem é investido de uma missão para representar uma instituição, ou o seu próprio país, se quiser ter êxito tem de ser capaz de ganhar o respeito e a confiança da comunidade de acolhimento e dos seus líderes, através da discrição, humildade, honestidade e trabalho duro. O Senhor triunfou.

A si, meu amigo, Dr. Atul Khare, e Senhora Vandna Khare, não direi adeus, porque nos voltaremos a ver uma e outra vez. Desejo-lhe boa saúde, felicidade e prosperidade nos anos vindouros. Desejo ao seu grande país, a Índia, berço do imortal Mahatma Gandhi, paz e prosperidade. Possam os dirigentes indianos ser ungidos da sua antiga, rica e benevolente civilização para ajudar a levar a paz ao Sudeste Asiático e a toda a Ásia.

FIM
________________________________________________

(1) O Presidente Xanana Gusmão, o Primeiro-Ministro Mari Alkatiri e o Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres “Luo Olo”, escreveram cartas aos Primeiros-Ministros da Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Portugal para os informar que a República Democrática de Timor-Leste pedia urgentemente assistência militar e da polícia. A 24 e 25 de Maio, a Austrália, Nova Zelândia e Portugal mandaram cartas ao Presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário-Geral das Nações Unidas assegurando prontidão para o envio de forças de defesa e segurança para Timor-Leste, com o objectivo de dar assistência para a restauração da estabilidade, conforme o pedido do Governo de Timor-Leste. A 25 de Maio houve ainda uma troca de cartas entre Timor-Leste e a Austrália, convidando este país a mandar forças armadas para ajudar Timor-Leste. No dia seguinte foi celebrado um Acordo sobre o Estatuto das Forças, definindo os seus ”objectivos, direitos e privilégios”. O objectivo do destacamento da ISF era: a) dar assistência a Timor-Leste para a restauração da segurança, confiança e paz, compreendendo a reposição e manutenção da ordem pública; b) dar assistência à segurança e protecção de pessoas e propriedades em Timor-Leste, e supervisionar as ocorrências violentas e intimidatórias; c) se necessário, dar assistência para a evacuação de cidadãos Australianos e de terceiros países, incluindo pessoal das Nações Unidas; d) a pedido da UNOTIL, dar protecção e apoio a esta missão, substituindo-se nas suas tarefas; e) facilitar operações de assistência humanitária. A 26 de Maio, forças internacionais recém-chegadas fizeram a segurança no perímetro do aeroporto e em outras instalações sensíveis, incluindo a da UNOTIL, onde se refugiavam muitos Timorenses.

(2) A Força Internacional de Estabilização, liderada pelo Comandante Australiano Brigadeiro-General Michael Slater, foi formada por tropas da Austrália, Nova Zelândia e Malásia; integrava, ainda, uma companhia de reacção rápida da polícia Portuguesa com 140 elementos; ao todo, era constituída por 3.500 efectivos. A contribuição dada no auge da crise de 2006 é assim resumida:

Austrália – 3.000 efectivos: Brigada de Infantaria da Força de Defesa Australiana com 1 x Batalhão de Infantaria, mais duas companhias de infantaria, Esquadrão de Comando, Esquadrão de Engenharia no terreno, apoio armado (33 viaturas armadas para transporte de pessoal), apoio aéreo (8 x helicópteros Blackhawk, 4 x helicópteros Kiowa e reabastecimentos diários assegurados por um avião Hércules), apoio aos Serviços de Combate (logística, transporte, administração, etc.); presença da Marinha Real Australiana (3 navios).

Destacamento Internacional da Força de Reacção Rápida da Polícia Australiana, com 200efectivos aproximadamente, incluindo equipas “especiais”.

Nova Zelândia - 200 soldados
Força de Defesa da Nova Zelândia – Presentes, na maioria, tropas de Infantaria, com elementos suplementares para apoio.

Malásia - 300 soldados
Forças Armadas da Malásia - 300 comandos da 10/a Brigada de Pára-quedistas, incluindo viaturas armadas para transporte de pessoal. Presença da Marinha Real da Malásia (rotação de unidades navais no porto de Díli).

Portugal – 140 polícias GNR, com um total de 51 viaturas, seis delas APCs.



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Concurso Internacional de Pesca em Timor-Leste

>> 20091201



C O M U N I C A D O D E I M P R E N S A

Resultados Preliminares da Primeira Competição Internacional de Pesca Desportiva de Timor-Leste

Manatuto ganha nas equipas por Distritos

A organização da Primeira Competição Internacional de Pesca Desportiva de Timor-Leste realizada entre 27 e 29 de Novembro ao largo da Ilha de Ataúro, a norte de Díli, anunciou hoje os resultados preliminares da prova.

ESTATÍSTICA

265 participantes
125 participantes Internacionais
143 participantes Timorenses, com 33 pescadores em representação de 11 dos 13 Distritos do País
136 número de peixes apanhados, o maior um Wahuu – 136cm

RESULTADOS
Pescador Campeão – pesca à cana com molinete Silas Everett
2/o lugar – pesca à cana com molinete Reiner Quiel
Pescador Campeão – pesca à linha Mario Diaz
2/o lugar – pesca à linha Gregorio Soares
Pescador Campeão – classe Reiner Quiel
2/o lugar – classe-canoas Luke Burton
Pescador Campeão – outras embarcações Silas Everett
2/o lugar – outras embarcações Scott McNair

Equipa Campeã por Distrito
Manatuto – Gregório Soares (skipper), Domingos da Silva & António da Silva Soares

O evento teve a alta promoção de S.E. o Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, inserida no seu programa Díli-Cidade da Paz. Entre os patrocinados estão a Timor-Telecom ($30.000 USD), o banco CGD-BNU ($15.000 USD) e a empresa de construção Ensul ($10.000 USD)


Para mais informações, contactar:
Assessor de Imprensa do Presidente da República – Sr. Joel Pereira: +6707230160
Rel. Públicas da Competição Internacional de Pesca Desportiva - Sean Borrell:+670 7382208/
borrellsean@hotmail.com


Visite o website da Competição Internacional de Pesca Desportiva em http://www.islandofadventure.tl/



CPR – Díli, 01 DEZ-. 09




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Opinião | Ramos-Horta e D. Ximenes Belo sobre Nobel da Paz

>> 20091010

"O presidente timorense, Ramos-Horta, entende que a atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama tentou comprometer o presidente dos EUA para que leve «avante a realização das suas promessas». Já D. Ximenes Belo diz que a galardão «está muito bem entregue». ...

Por seu lado, D. Ximenes Belo, que ganhou o Nobel da Paz de 1996, ao lado de Ramos-Horta, considerou que este galardão «está muito bem entregue», pois é uma «pessoa muito preocupada com o respeito dos Direitos Humanos».
" (Notícia completa com áudio aqui)
Fonte: TSF

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"Alta Comissária da ONU pede a Ramos-Horta que clarifique entrega de Bere à Indonésia "

>> 20090906

"Díli, 06 Set (Lusa) - A Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navanethem Pillay, pediu ao Presidente de Timor-Leste, Ramos-Horta, que clarifique as circunstâncias em que Maurtinus Bere, implicado no massacre da Igreja de Suai, foi entregue à Indonésia.

"Apreciaria que me fossem enviadas clarificações mais detalhadas das circunstâncias da libertação de Martinus Bere", solicita Navanethem Pillay, em carta enviada a Ramos-Horta, a que a Lusa teve hoje acesso.

Na missiva, a Alta Comissária salienta que os esforços de reaproximação entre os dois países não se podem sobrepor às obrigações internacionais a que Timor-Leste está vinculado.

"Aprecio o desejo de desenvolver relações saudáveis com a Indonésia e quero saudar o progresso que foi feito nessa área. Porém, confio que terá presente que o Governo de Timor-Leste não deve eximir-se às suas obrigações internacionais, em nome da cooperação bilateral", escreve a Alta Comissária.

Na carta enviada ao Chefe de Estado e datada de 02 de Setembro, aquela representante da ONU manifesta a sua "profunda preocupação" pelas informações que dão conta de que as autoridades timorenses libertaram Martinus Bere, acusado de crimes contra a humanidade, relacionados com o massacre de Suai, ocorrido em 1999.

"Esta decisão não só é extremamente lamentável, como terá consequências sérias para o apuramento de responsabilidades nos graves crimes que aconteceram em 1999", refere Navanethem Pillay, na carta enviada ao Presidente da República.

A Alta Comissária sublinha ainda que tal decisão contraria sucessivas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a responsabilização por crimes passados, ao mesmo tempo que garante que a ONU manterá uma posição firme no sentido de não haver impunidade para crimes graves, como os crimes de guerra, contra a Humanidade e genocídio.

Martinus Bere, referenciado por crimes graves pelas Nações Unidas, cometidos em Suai após ser conhecido o resultado da consulta popular de há 10 anos, foi preso pela Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no dia 08 de Agosto, depois de ter passado a fronteira.

Permaneceu em prisão preventiva até dia 30, data em que se comemorou solenemente o 10.º aniversário do referendo que determinou a independência e nesse mesmo dia terá sido entregue às autoridades indonésias.

Na carta enviada ao Presidente da República, Pillay aproveita para "felicitar Timor-Leste na ocasião da celebração do 10.º aniversário da consulta popular de 30 de Agosto de 1999", lembrando o apoio do Alto Comissariado a Timor-Leste, no fortalecimento do Estado de Direito e incremento de uma sólida cultura de respeito pelos direitos humanos.

A Lusa tentou obter junto dos serviços da Presidência da República de Timor-Leste uma reacção à carta da Alta Comissária para os Direitos Humanos, o que ainda não foi possível." (MSO. Lusa/Fim | (Expresso))

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Ressentimento em relação a relatório da Amnistia Internacional | Ramos-Horta

>> 20090828

Totalmente de acordo! Força Timor-Leste e IV Governo!

Ramos-Horta reafirma recusa a um Tribunal Criminal para os crimes cometidos em Timor-Leste 

"O Presidente timorense, José Ramos-Horta, manifestou-se ressentido com um comunicado da Amnistia Internacional a solicitar que o Conselho de Segurança das Nações Unidas estabeleça um Tribunal Criminal com jurisdição sobre todas as graves violações aos direitos humanos cometidas por altura do referendo em que, há 10 anos, a população de Timor-Leste optou pela independência.

"Na devida altura, os indonésios, com a sua própria agenda, julgarão eventualmente os que na Indonésia são responsáveis por crimes cometidos na Indonésia, em Aceh, em Irian e em Timor-Leste", disse o chefe de Estado, hoje citado pela Radio Australia.

Na linha do que muitas vezes já afirmou, Ramos-Horta disse agora, uma vez mais, que não apoia nenhuma investigação internacional ao que se passou no seu país.

"Os indonésios fizeram um tremendo progresso nos últimos dez anos, afastando-se da ditadura e da impunidade para uma democracia mais robusta", disse ainda o Presidente, citado desta vez por outro órgão australiano, o ABC Online.

"Se fossem comigo, por todo o país, como o tenho feito durante tantos, tantos meses, ao encontro das pessoas de pé descalço de todo o país, milhares delas, nem uma só, nem uma, levantou os assuntos de 1999, nem uma só falou de se julgar os indonésios", insistiu José Ramos-Horta.

"Tudo o que me perguntam, a toda a hora, é quando é que vão ter electricidade, quanto é que vão ter uma rede telefónica", afirmou o Presidente, segundo o qual existe apenas um pequeno número de activistas dos direitos humanos que pede um tribunal internacional para julgar as atrocidades que foram cometidas antes de Timor-Leste ter conseguido garantir a sua independência.

Dentro do espírito de boa vizinhança actualmente existente entre Jacarta e Díli, o ministro indonésio dos Negócios Estrangeiros, Hassan Wirajuda, é aguardado em Timor-Leste no dia 30 de Agosto, para as cerimónias do décimo aniversário do referendo, quando a maioria da população votou a favor da independência." (Público.pt)

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Um scan apressado e uma entrevista 'a la felícia'

>> 20080728




Nota: são 3 imagens (clique em cada uma para ampliar)

Fonte: Expresso, 26 de Julho de 2008, página 30 (mais aqui)

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Na primeira página do SOL... a alavanca das vendas...

>> 20080702

"Timor: Alkatiri acusa Xanana

MARI Alkatiri, antigo 1º-ministro de Timor-Leste, faz graves acusações, implicando-o em vários acontecimentos ocorridos no país. As acusações são feitas num extenso trabalho de Felícia Cabrita sobre a evolução política no território e o atentado contra Ramos-Horta" TABU





in
edição nº 94 do SOL 28 Junho 2008

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Na continuidade do post anterior

Lembro de episódios ao longo do tempo em que os portugueses tinham e têm uma facilidade muito grande em condenar rapidamente... para depois emendarem a mão. A principal personagem em causa no discurso do sr. Vitor Rainho deu exemplos concretos ao longo dessa mesma história de luta pela independência de Timor-Leste e que sempre nos levaram a repensar.

Ao que parece mantêm-se esquecidos numa tentativa, talvez, de vender mais jornais. Parece-me a mim que ganhariam muito mais e venderiam seguramente ainda mais jornais se fizessem investigação mais profunda sobre as coisas, se seguissem os acontecimentos.

Era pedir muito?

Quanto custa a capa da TABU? Estará tabelada?

Qual é a imparcialidade deste artigo? Nenhuma como se lê...



in edição nº 94 do SOL, revista TABU

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Sem comentários...

Porque a informação deve estar ao alcance de todos, um artigo da edição nº 94 do SOL, levado à estampa na revista TABU do passado dia 28 de Junho de 2008... uma grande "investigação" da jornalista Felícia Cabrita, com chamada na primeira página do Caderno 1.
































in
edição nº 94 do SOL, revista TABU


Porquê meias verdades e tanta mentira? Muita coisa não foi dita, porquê? A quem serve tudo isto? O formato encaixa lindamente naquele que tem vindo a ser ventilado por sectores destabilizadores em Timor-Leste que não descansam em cativar "apoios" por esse mundo fora. Venha lá a verdade que esta história já cansa.

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