GNR vai continuar a apoiar formação da polícia timorense - Xanana Gusmão
>> 20121031
MSE // HB
Sumário Executivo
É essencial considerar no presente momento os direitos das pessoas com deficiência, uma vez que Timor-Leste está a construir a sua nação e está empenhado em tornar-se um líder regional em matéria de direitos humanos.
O cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência poderá ter um papel fundamental na garantia do desenvolvimento nacional inclusivo em Timor-Leste e na região da Ásia-Pacífico.De 2010 a 2011, a Secção de Direitos Humanos e Justiça Transicional da UNMIT (HRTJS) realizou uma pesquisa sobre os direitos das pessoas com deficiência. Os resultados preliminares desta pesquisa e as recomendações são partilhados abaixo para facilitar a discussão sobre a forma como o governo, a sociedade civil e os intervenientes internacionais podem trabalhar em conjunto para promover e proteger os direitos das pessoas com deficiência. Sendo o primeiro relatório público de uma missão de manutenção da paz sobre os direitos das pessoas com deficiência, requer uma maior reflexão e acção por parte das Nações Unidas.
As pessoas com deficiência de Timor-Leste participaram na pesquisa e elaboração das recomendações do relatório. As suas vozes e visão vão ditar o caminho para um futuro no qual os direitos de todas as pessoas serão cumpridos - em Timor-Leste e além.
Principais Conclusões
Timor-Leste tomou medidas progressivas para o cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência, mas maiores investimentos são necessários para proporcionar igualdade de oportunidades e proteger os grupos de alto risco contra violações de direitos humanos graves, especialmente em relação a pessoas com deficiência mental, mulheres e crianças.
Timor-Leste agiu com eficácia para o cumprimento do direito de participação na vida cultural das pessoas com deficiência. <> O actual quadro jurídico nacional exige maior desenvolvimento para proteger as pessoas com deficiência contra a discriminação e para garantir-lhes acesso aos serviços públicos. <> As pessoas com deficiência não têm beneficiado suficientemente nem têm sido incluídas no planejamento do acesso a edifícios públicos, transportes e a outras formas de infra-estrutura nacional.
O governo e a sociedade civil tomaram medidas para aumentar o acesso à educação das pessoas com deficiência, mas a educação é a área que as pessoas com deficiência identificam como a que necessita de mais melhorias. <> As crianças com deficiência são vulneráveis à discriminação no acesso à educação. <> O acesso à informação pública não tem sido devidamente facultado às pessoas com deficiência.
Apesar de alguns intervenientes do governo estarem a envidar esforços para atender às necessidades das pessoas com deficiência, as políticas eleitorais e a legislação têm de abordar melhor a acessibilidade e garantir em todas as leis o direito de voto de todas as pessoas com deficiência, incluindo as pessoas com deficiência mental.
Por vezes, as pessoas com deficiência são vítimas de agressões físicas e verbais no interior das suas próprias comunidades. A linguagem estigmatizante é comumente utilizada em Timor-Leste na referência a pessoas com deficiência.
A monitorização e implementação das políticas governamentais sobre a deficiência têm de ser reforçadas de modo a estarem em conformidade com as normas internacionais já adaptadas nas políticas nacionais. <> Uma maior regulamentação e monitorização da prestação de cuidados de saúde às pessoas com deficiência mental é essencial para protegê-las contra o tratamento cruel e a privação da liberdade. <> As mulheres com deficiência são particularmente vulneráveis à agressão sexual e devem ser incluídas nos esforços de âmbito nacional de combate a violência baseada no gênero.
Recomendações de Prioridades
Pelo Governo:
Emitir declarações públicas e materiais educativos que afirmem que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos das outras pessoas e que esses direitos têm de ser promovidos e cumpridos.
Complementar o quadro jurídico e político actuais, dando prioridade à legislação sobre a saúde mental e às medidas que protegem o direito de voto, uma política nacional para a deficiência que promova a não-discriminação e a adesão e ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
Promover e proteger os direitos das pessoas com deficiência de alto risco, especialmente as pessoas com deficiência mental, mulheres e crianças.
Aumentar a capacidade da sociedade civil e dos intervenientes do governo de monitorizar e de comunicar sobre a prestação de serviços às pessoas com deficiência, em conformidade com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e com outras leis e políticas pertinentes.
Pelo Ministério da Saúde:
Garantir cuidados de saúde adequados, protecção e libertação de pessoas mantidas com restrições permanentes.
Criar opções públicas de reabilitação que possam satisfazer totalmente as necessidades e proteger os direitos das pessoas com deficiência mental.
Pelo Ministério da Justiça:
Garantir que as pessoas com deficiência recebem reconhecimento igual perante a lei e o pleno acesso aos recursos de justiça, incluindo a prestação de serviços de apoio judiciário, tradução, interpretação, reabilitação e protecção.
Pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE):
Desenvolver planos de cumprimento dos direitos das pessoas com deficiência para as eleições de 2012, incluindo a acessibilidade à informação do eleitor, recenseamento e secções de voto.
Pelo Ministério das Infra-estruturas:
Garantir a protecção dos direitos das pessoas com deficiência na legislação futura, regulamentando as normas de construção e implementando progressivamente elementos de desenho universal que criam um melhor acesso à infra-estrutura pública.
Pelo Ministério da Solidariedade Social:
Defender aumentos de orçamento, de pessoal e de recursos, especialmente em relação a gabinetes que cobrem áreas distantes.
Pela Secretaria de Estado para a Promoção da Igualdade (SEPI) e a Comissão Nacional dos Direitos da Criança:
Incluir as mulheres e as crianças com deficiência em todos os programas.
Pelo Provedor de Direitos Humanos e Justiça e a Direcção Nacional dos Direitos Humanos e de Cidadania do Ministério da Justiça:
Desenvolver mecanismos de monitorização, denúncia e programas de educação sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Pelos Doadores:
Integrar os direitos das pessoas com deficiência, incluindo a insistência num modelo universal, igualdade de oportunidades de emprego e orçamentação para proteger esses direitos. <> Dar prioridade ao apoio para formação e "mentoring" no país para o pessoal da saúde, intervenientes judiciais e professores relativamente aos direitos das pessoas com deficiência e aos serviços que lhes prestados.
Pelas Nações Unidas:
Tomar medidas imediatas para garantir a sensibilização do pessoal em relação aos direitos das pessoas com deficiência e a acessibilidade às instalações e ao emprego das pessoas com deficiência, inclusive em operações de manutenção da paz.
| Imagem daqui |
As autoridades timorenses estão dispostas a pagar para que a GNR continue no país depois da saída da Missão das Nações Unidas (UNMIT), em 2012, disse o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
Em declarações à margem da cerimónia de condecoração da GNR com a medalha da Missão da UNMIT e a medalha da solidariedade de Timor-Leste, o chefe de Estado salientou a importância do papel da força policial portuguesa na formação da polícia timorense (PNTL).
«A formação de uma polícia não se faz em dois ou três anos e por isso acredito que essa cooperação bilateral pode continuar por muitos mais anos e terá que ser, obviamente, financiada pela parte timorense. Não podemos sempre esperar que seja Portugal a arcar com as responsabilidades», disse.
«Afastada a continuidade das Nações Unidas, e havendo a necessidade de uma presença operacional aqui da GNR para apoiar a PNTL, terá de ser no âmbito de uma cooperação bilateral e directa entre Portugal e Timor-Leste», defendeu Ramos-Horta. (LEIA A NOTÍCIA COMPLETA NO SOL ONLINE)
18 February 2010 – Many of the underlying causes that contributed to the 2006 political crisis in Timor-Leste remain, despite recent encouraging signs, Secretary-General Ban Ki-moon warns, calling the country’s security and justice institutions fragile and possibly unable to withstand another major crisis. A dispute within the Timorese military in 2006 spread throughout the country, leaving dozens of people dead and driving some 155,000 people, or roughly 15 per cent of the population, from their homes.
Secretary-General Ban Ki-moon, in his latest report on the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), says tensions among the political elite, difficulties within the security institutions, poverty, persistent unemployment, and the lack of an effective land and property regime were the underlying causes of that crisis.
“Whatever weight is attributed to the various factors contributing to the 2006 crisis, it is unlikely that they will be fully resolved by 2012,” he writes. “A reasonable goal is to ensure that the democratic institutions and processes established are robust enough to continue addressing those issues without regression to violence.”
In the report, Mr. Ban took note of the successful elections last October for village (suco) council members, which he called “a further democratic milestone and a tribute to the growing capacity of the country’s electoral management bodies.”
The suco elections were particularly important as local leaders resolve disputes and problems within the community that are at the centre of life in Timor-Leste.
On a wider scale, the Secretary-General noted the continued difficulties involved in establishing accountability for past crimes.
“I remain concerned, as conveyed in my previous report, that the prolonged delay in delivering justice and providing repatriations to victims and their families may further adversely affect public confidence in the rule of law,” he said.
He added that UNMIT will continue to play an active role in addressing these challenges.
The Secretary-General noted the efforts of his Special Representative Ameerah Haq, who took office on 5 January, to continue tackling challenges through inclusive dialogue at the local, regional and national levels.
“National and local leaders, as well as many civil society actors, continue to have faith in the resolve of the United Nations to serve as an impartial arbiter that also shares their goals of sustainable stability, rule of law, democratic governance and socio-economic development,” the Secretary-General wrote.
He also recommended that the mandate of UNMIT be extended for 12 more months. The current mandate is due to expire at the end of this month. The Security-Council is scheduled to discuss the topic next week, including any possible changes to the mandate, which includes providing assistance to the security sector, strengthening support for protection of human rights and supporting the Government and relevant institutions to stabilize the country.
In his report, the Secretary-General noted the “broad desire of the Timorese leadership and other national stakeholders for the United Nations to maintain the integrated support provided through UNMIT in all major areas of the mandate,” while also planning “the downsizing of UNMIT during the period through 2012 and the transition of functions, where appropriate, to the Government, the United Nations country team and bilateral partners.”

"Díli, 05 Out(Lusa) - A missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) condecorou hoje 56 polícias portugueses que integraram a unidade de polícia da ONU (UNPOL) pelo contributo para a segurança e estabilização do país.
A cerimónia, que contou com a presença de várias individualidades, nomeadamente Atul Khare, representante especial do Secretário-geral da ONU, foi presidida pelo vice-primeiro-ministro, Mário Carrascalão.
Em nome do governo de Timor-Leste, Mário Carrascalão disse que "a melhor indicação de que a condecoração é merecida é revelada pela prática e não apenas pelas estatísticas que dizem que Timor é dos países mais seguros do Mundo e com menos crimes". (Visão | Lusa)
Imagem: Distrito de Lautém | Wikimedia
Edição: J. Patrick Fischer
"A Polícia Nacional de Timor-Leste assume quinta-feira a autoridade no distrito de Lautem (nordeste), um dos 13 do país, na sequência de um processo de avaliação em que foram seleccionados os de Manatuto (centro) e Oe-Cussi (enclave na Indonésia)." (JHM |Lusa |Expresso)
Foto: António Dasiparu, EPA Após quatro semanas de aprontamento, os 140 militares que integram a missão voarão para Díli a 26 deste mês.
Em período de treino está ainda o terceiro contingente da missão da Guarda na Bósnia-Herzegovina, que deverá chegar a Sarajevo (capital daquele país ) na primeira semana de Abril.
A nova Unidade de Intervenção da GNR, constituída a 1 de Janeiro, dá a principal ‘fatia’ de militares para estas missões. O actual contingente sediado no bairro de Caicoli, em Díli, será rendido por 140 militares (106 operacionais e 34 elementos de apoio).Integrado na missão das Nações Unidas para Timor (UNMIT), o subagrupamento Bravo da GNR será comandado pelo capitão Nuno Simões, um oficial de Infantaria que já tinha cumprido uma missão em Díli.
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Read more..."East Timorese place great value on their sacred houses, uma lulik.The uma lulik are used to store sacred ancestral heirlooms and are often the site for traditional ceremonies. In the eastern part of the contry, the uma lulik is built on posts roughly 2 meters high. An uma lulik in Raca Village, Lospalos. " (Martine Perret / UNMIT)
"O secretário-geral das Nações Unidas afirmou hoje em Díli que a lenta reconciliação de Timor é responsável pela “impaciência e frustração” da comunidade internacional. Ban Ki-moon lembrou aos timorenses que “é muito mais difícil construir do que demolir”.
(...)
O secretário-geral das Nações Unidas clarificou o discurso proferido no Parlamento Nacional de Timor-Leste onde apelou a este órgão “e a toda a liderança timorenses para trabalharem em conjunto e dar primazia aos interesses colectivos do povo timorense”.
(...)
O Presidente da República de Timor-Leste pediu ao secretário-geral a presença da UNMIT “pelo menos até 2011 ou 2012”. José Ramos-Horta não quer uma “retirada precoce” da ONU do país." (notícias.rtp.pt em 2007-12-14)
“O Timor-Leste ainda enfrenta desafios consideráveis. Contudo, o compromisso assumido pelo Governo Timorense no tocante aos direitos humanos ajudará a criar um ambiente benéfico para todos os cidadãos”, disse o Representante Especial do Secretário Geral no Timor-Leste, Sr. Atul Khare.
“A UNMIT está pronta para apoiar o Governo e o povo Timorense neste processo,” conclui o Sr. Khare.
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