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Xanana Gusmão vestiu pela última vez a farda de guerrilheiro

>> 20110822



Dezanove anos depois de ter sido detido pelo exercito indonésio, Xanana Gusmão recuperou os seus pertences pessoais, entre os quais uma bandeira de Portugal. Um gesto simbólico dos militares indonésios, no dia em que o carismático comandante vestiu pela ultima a sua farda de guerrilheiro.

 


http://tv2.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=7&t=Xanana-Gusmao-vestiu-pela-ultima-vez-a-farda-de-guerrilheiro.rtp&article=471551&source=mail









Hasta Siempre, Comandante!...

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Political Earthquake: Major General Taur Matan Ruak to Run for the Presidency

>> 20110713

in: Tempo Semanal-14/07/2011


Taur Matan Ruak Xefe Estadu Maior das Falintil
(philip Blenkinsop)


Reliable Tempo Semanal  souces said that the Chief of the East Timorese Defence Force, FALINTIL-FDTL has strongly indicated in public and in private that it is his intention to soon resign from the defence force because he intends to run in the 2012 Presidential election.
Ruak’s most serious competition on the Presidential elections likely includes FRETILIN’s President Fransisco “Lu Olo” Guterres, current President Jose Ramos-Horta, and the President of the National Parliament Fernando Lasama.  Some indications include that Deputy Prime Minister Jose Luis Guterres will also candidate himself.

According to Tempo Semanal sources General Ruak will resign from the national defence force by the end of the year and quickly announce his candidacy as a civilian citizen for the Presidency in early 2012.

According to Tempo Semanal sources, General Ruak informed the President of the Republic Jose Ramos-Horta in late June 2011 that it was his intention to run for the Presidency.  President Ramos-Horta indicated to General Ruak that it was 90% certain he would not run for the Presidency again.  According to TS sources President Ramos-Horta shortly afterward met with Prime Minister Xanana Gusmao and the Secretary-General of FRETILIN Mari Alkatiri and informed them that General Ruak intended to resign from the defence force and candidate himself for Presidency.
After hearing that General Ruak intends to run for the Presidency on 22 June 2011 President Ramos-Horta indicated that he is almost certain he will not seek re-election.

Taur Matan Ruak with Falintil Guerrilla 1998
 (photo: Philip B)

General Ruak is known to have strong popularity in the ranks of the FRETILIN Opposition but is also known to have strong ties to Prime Minister Xanana Gusmao based on common experience in the guerrilla struggle.  General Ruak’s position as a military officer has been carefully independent of political party position, but it is known that he privately questions the agendas of many civilian political leaders.  According the TS sources General Ruak understands that he can only play a role in national politics as a civilian, so he must resign from the defence force.

Major-General Taur Matan Ruak is a 24-year veteran of the armed struggle against Indonesian occupation between 1975 and 1999.  However, he is not of the older generation who played leadership roles in the 1975 civil war.  He is both of the past and the present and the future.

General Ruak was a field commander in FALINTIL during the 1980s and 1990s.  After Xanana Gusmao the commander of FALINTIL was captured in 1992 and later on Konis Santana was declared field commander in 1993 Ruak was appointed Chief of Staff of FALINTIL with responsibility for military operations.

(L) L-7, (C) Xanana Gusamao (R) Taur Matan Ruak 1999 in Remexio

After Santana died in March 1998 Ruak was appointed field commander of FAILINTIL.
In 2000 upon the resignation of now Prime Minister Xanana Gusmao from FALINTIL, Ruak became commander of FALINTIL.
On 1 February 2001 FALINTIL was transformed into the modern defence force FALINTIL-FDTL.
Between 2001 and 2006 Ruak was the lead uniformed defence leader in Timor-Leste under the civilian leadership of the FRETILIN government. Ruak came under considerable pressure in 2006 and 2007 for the real and perceived mistakes made by the defence force during the crisis.

Since 2007 under the civilian leadership of Prime Minister Xanana Gusmao and the Secretary of State for Defence Julio Pinto, Ruak has made many changes in the defence force. Numerous soldiers have been rewarded from professional success and a large number have been dismissed for misconduct and even crimes that the civilan justice system cannot process.  The defence force is also in a stage of advanced development regarding naval and even air components and is soon the join international peacekeeping efforts in Lebanon in the UN peacekeeping mission UNIFIL.
General Ruak “Jose Maria Vasconselos” is from Baguia subdistrict in Baucau.  He speaks Makassae, Naueti, Tetun and Portuguese.  He is also a self-taught English speaker.  He is known, as being a strong-minded frontal personality who has conviction is positions.  General Ruak was recommended for prosecution by the UN Independent Commission of Inquiry into the event of the crisis of 2006.  He is also known to have fully cooperated with this commission in its fact-finding efforts.  He was subsequently cleared of allegations.

General Ruak is married to Isabel Ferriera of Manufahi District and has three children, two daughters and one son. (***)


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Major Ular sepultado nos "Jardins dos Heróis", Metinaro

>> 20100109



Dili: Major Ular sepultado nos "Jardins dos Heróis", Metinaro

Dili - (08/01/2010) Virgílio dos Anjos, conhecido por Ular Rihik, nome adquirido na era da luta armada pela auto-determinção de Timor Leste, actualmente, com divisa de Major nas F-FDTL, morreu esta quarta-feira 6 de Janeiro de 2010 em sua casa em Dili por razões por conhecer (morte súbita na casa-de-banho). Segundo dizem, todos os esforços foram reunidos para o levar até Hospital Guido Valadares na Capital Timorense mas o destino lhe provou o contrário.
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No tempo da resistência, Ular era Comandante da Região 2 da Zona Leste depois tornou-se Comandante da Regiao 4/Zona Fronteira, com base no Distrito de Ermera até 1999. Depois da Restauração da Independência no dia 20 de Maio de 2002, Ular Rihik decidiu continuar nas F-FDTL assumindo a função do Chefe de Divisão de Pessoal das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste.

Em 2007, a crise político-militar e o défice da liderança notória verificada no I Governo de Dili, Timor Leste, foi obrigado a criar uma operação conjunta, na qual, o Major Ular designado comandante operacional da "Operação Halibur" F-FDTL/PNTL contra Tenente Gastão Salsinha e o seu grupo no Distrito de Ermera com êxito sem disparar uma única bala contra os militares ditos "rebeldes".

Em 2010, Major Virgílio dos Anjos (Ular Rihik) deixou para trás a mulher com 5 filhos, a família e obviamente, a sua família de profissao "F-FDTL" e hoje sepultado nos "Jardins dos Herois" em Metinaro, Leste de Dili.
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Para muitos e muitas, o Major Ular é um filho da nação, um grande amigo de boas causas e um excelente exemplo, um herói nacional da luta pela Independência.
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Jardins dos Heróis, Metinaro, 08/01/2010
Corespondente Forum Haksesuk em Dili

publicada por FORUM HAKSESUK @ 7:07 AM

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Dia das FALINTIL - 20 de Agosto

>> 20090820


Honra e Glória a todos os que deram a vida pelo sonho da liberdade para Timor-Leste e a todos os que corajosamente lutaram sob esta bandeira!

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A Leste do Paraíso

>> 20090104

Foto: Correio da Manhã

Malas de Cartão
A Leste do Paraíso

Roma e Pavia levaram vários anos a fazer-se e o mesmo acontece com os jovens países. Não é fácil passar para o papel uma identidade que nunca foi própria, apanhar o passo do mundo internacional. Sobretudo, quando ainda se vivem conflitos de personalidade. Timor podia ser um paraíso mas, por enquanto, fica a leste.

Sentada à janela da carrinha que galga estradas de montanha e de mar em direcção à fronteira, penso que é a segunda vez que deixo Timor com a sensação de não ser um adeus definitivo. Nem à paisagem abrupta e verde, nem ao povo caloroso e pachorrento, nem a amigos que já são de sempre. Ao meu lado vai Amália Rodrigues, mulher de polícia e estudante universitária, que não fala português e não sabe cantar o fado, mas que conhece bem a sua homónima e gosta muito de uma canção 'chamada estranha vida'.

Hoje de manhã, ao despedir-me da família Caeiro Alves, senti isso mesmo. Estranha vida esta que nos põe no caminho gente com a coragem de Mário, a alma de Fátima, as vidas adolescentes de Dicha e de Puppy, a rebeldia de Kury, o sangue latino de Abubo, ou a tranquilidade da avó Isabel. Ninguém diria que um dos filhos foi apunhalado e por pouco não morreu no dia em que mataram Manelito Carrascalão. Ou que estiveram cercados por homens cheios de ódio na casa do bispo Ximenes Belo: 'os indonésios deram-lhes dinheiro, vinho e a cápsula do demónio para que conseguissem matar até pais e irmãos'. Por 'já não ter esperança de vida', Mário fugiu com a família para o aeroporto e conseguiram escapar in extremis para a Indonésia. Ninguém diria que, confortavelmente sentado naquela que foi a sala do restaurante Maubere, trocando histórias com um guerrilheiro das Falintil que viveu 24 anos no mato, houve tempos em que Mário viu a família a dormir em tendas e a comer arroz da ajuda internacional em folhas de bananeira: 'Nem tínhamos pratos.'

Foi há oito anos, mas outra vida aconteceu entretanto. Para eles e para o país. Díli cresceu e vai recompondo as mazelas. Há pequenos jardins, ruas em obras, um festival de cinema a decorrer na Casa da Europa, novas infra-estruturas e empreendimentos, uma árvore de Natal gigante à entrada da cidade. Por causa das transformações passo a tarde à procura da casa de Dina, onde fiquei da última vez que aqui estive. Não a encontro e há muito que perdi a morada. Fica para a próxima, consolo-me, bebendo água de coco fresca na despedida de César que garante: 'quem bebe isto, volta de certeza.'

Amália Rodrigues e as duas africanas das Nações Unidas que partilham comigo o banco da carrinha voltam daqui a uns dias. Eu apanho o barco que me leva de Kupang, capital de Timor Ocidental, até à ilha das Flores, onde fazemos uma paragem breve para apanhar carga e passageiros. Esta ilha, que visitei demoradamente há seis anos e que mantém orgulhosamente o nome português, é de uma beleza estonteante. Em Moni, aldeia no meio do nada, visitei o monte Kelimutu com as suas três crateras vulcânicas ocupadas por lagos, paisagem do outro mundo. As águas têm cores diferentes, 'uma turquesa, outra verde e outra negra', explicara-me John – guia improvisado – na tarde em que me levou a conhecer a sua aldeia natal 'onde vivem alguns topasses', os descendentes dos portugueses. E onde a coisa mais lusitana que encontrei, entre cabanas de palha, teares, um poço, porcos e galinhas, foi um santuário a Nossa Senhora e o sorriso doce de Maria Lúcia Dema.

Porém, na ilha das Flores, perduram várias marcas da nossa importante presença de há 400 anos. Canhões, uma dança chamada Taja Bobu ainda hoje praticada na região de Sikka e a famosa ‘Semana Sancta’ que atrai, todos os anos, milhares de católicos indonésios. Estes, por influência portuguesa, têm no arquipélago de Nusa Tenggara a sua maior expressão. Nove por cento num país com 220 milhões de muçulmanos espalhados por 13 mil ilhas.

Nada fáceis de atravessar por sinal, considero debruçada sobre a amurada do barco onde vou viajar mais dois dias acampada no colchão que tive de comprar ao passageiro anterior, a comer cabeças de peixe frito em tabuleiros tão gordurosos que me escorregam das mãos e a tomar banho ‘de panela’ em cabinas cheias de bagos de arroz e cabelos. Uma brincadeira de crianças, recordo, comparando com a viagem que fiz há seis anos entre Moni e Labuanbajo na companhia de Brian, americano do Tennessee. Nessa altura, por não termos lugar no único autocarro que fazia o percurso, conseguimos que nos deixassem sentar no tejadilho com várias cabras, galinhas e outros passageiros. Apesar de ser difícil manter o equilíbrio, o mais desagradável da aventura era suportar o frio cortante que fazia de madrugada. Um frio subitamente aplacado pela sensação de calor que nos invadiu costas e pernas e que depressa descobrirmos ser o fétido e pegajoso resultado de uma mijadela de cabra. Pelo menos no barco só há baratas do tamanho de ratos e o tubarão-cinzento que vejo passar por baixo da minha cabeça nas águas translúcidas do mar, concluo optimista.

Patrícia Brito

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20 de Agosto - DIA das FALINTIL

>> 20080820


Excerto do discurso do Presidente da República, José Ramos-Horta, no 33º Aniversário da criação das FALINTIL


"Celebra-se hoje o trigésimo terceiro aniversário das Forças Armadas de Libertação de Timor-Leste, as FALINTIL, e, nesta data, não posso deixar de prestar a minha mais sentida homenagem aos homens e mulheres que, ao longo de 24 penosos anos, se bateram heroicamente pela libertação da Pátria.


Durante um quarto de século, a defesa de um Timor independente, livre e democrático, fez-se em três frentes: a diplomática, exercida principalmente junto das Nações Unidas as chancelarias de muitos países; a clandestina, protagonizada por aqueles que, residindo em solo pátrio e, na sua grande maioria, trabalhando junto da administração pública indonésia, puseram frequentemente em perigo as suas vidas, e as dos seus familiares, para poderem prestar o indispensável apoio àqueles que combatiam com armas; e a resistência armada, agrupada no seio das FALINTIL, que enfrentou uma guerra desigual, em meios humanos e materiais.


Todas as frentes desempenharam um papel crucial para a obtenção do sucesso que constituiu a independência nacional. O fracasso de qualquer uma delas teria representado a inviabilidade da libertação do povo timorense. No entanto, é justo reconhecê-lo, deve-se, em primeiro lugar, à luta armada, a circunstância de hoje podermos estar todos aqui, livremente, a comemorar esta data histórica da Nação de Timor-Leste.

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A Xanana Gusmão se deve a despartidarização das FALINTIL em 1986, acto com grande alcance e visão de Estado, que iniciou a cultura democrática da subordinação das Forcas Armadas ao poder civil eleito.

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Para terminar, deixo o meu sincero reconhecimento a todos os veteranos das FALINTIL aqui presentes, bem como a todos quantos, por limitações diversas, não se puderam deslocar a esta parada, por tudo quanto fizeram pela nossa Pátria.
Sem o vosso sacrifício de anos vividos nos mais inóspitos locais, a independência jamais teria sido conquistada.
Todos nós, bem como as gerações vindouras, estaremos eternamente gratos e em permanente dívida para com o vosso nobre gesto.
Muito obrigado."

Honra e Glória aos homens e mulheres que heroicamente lutaram sob a bandeira das Falintil !


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Timor: Parque Natural Konis Santana inaugurado hoje

>> 20080802



Fotos: Helena Espadinha



O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, inaugurou hoje, 1 de Agosto de 2008, o primeiro parque natural do país, uma vasta região com florestas virgens, aves e plantas raras, colónias de macacos, zonas costeiras livres de construções, águas cristalinas, areias finíssimas e belos maciços de corais.

O Parque Nacional Nino Konis Santana, com uma superfície de 68.000 hectares de terras e 55.600 hectares de mar, foi um bastião das Falintil durante a ocupação indonésia (1975-1999) e está situado na ponta mais oriental da ilha, que inclui o ilhéu de Jaco, um dos locais mais belos e virgens de Timor-Leste.


«Este parque tem de ser protegido porque os nossos filhos e netos dependerão dele como meio de existência», declarou Xanana Gusmão no momento da inauguração.


O parque é gerido conjuntamente pelo governo e pelas comunidades locais, com a assistência do Birdlife International e do estado australiano de Nova Gales do Sul.


O nome do Parque é uma homenagem a Nino Konis Santana, um destacado comandante das Falintil, que nasceu na aldeia de Tutuala, situada dentro do próprio parque.

Continuamente ocupada, por mais de 40.000 anos, a área é também rica em património arqueológico, nomeadamente as grutas de Ilekerekere, e possui muitos vestígios do período colonial Português e da ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial.

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Honrar a nemória da Luta da Libertação!

>> 20080513


Timor-Leste distingue quinze "figuras proeminentes" da luta de libertação

O Governo de Timor-Leste distinguiu 15 "figuras proeminentes" da luta de libertação nacional, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, em Díli.

O anúncio-surpresa da concessão de uma pensão superior foi feito pelo primeiro-ministro na cerimónia que assinalou no arranque do processo de pagamento das pensões pelo Estado aos combatentes e mártires da luta contra a ocupação indonésia.
O Governo fixou em 750 dólares norte-americanos (cerca de 480 euros), com efeitos retroactivos a 01 de Janeiro de 2008, o valor da pensão a quinze das figuras mais importantes da resistência timorense, ou aos seus herdeiros.
A lista é encabeçada por Francisco Xavier do Amaral, fundador da Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e da Fretilin e efémero chefe de Estado antes da invasão indonésia, em Dezembro de 1975. Francisco Xavier do Amaral receberá a pensão como "Proclamador da República e Primeiro Presidente da República".
Os nomes seguintes da lista lida hoje por Xanana Gusmão são dois dos heróis tombados da luta timorense: Nicolau Lobato, primeiro primeiro-ministro e segundo Presidente da República, e Domingos Ribeiro, chefe do Estado-Maior das Falintil.
Outros heróis da luta distinguidos na lista dos mais importantes pelo Governo são David Alex ("Dai Tula"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Antonino Dias Santana (Nino "Konis" Santana), secretário da Região Fronteira e chefe do Conselho da Comissão Executiva da Luta, da Frente Armada/Frente Clandestina.

Outras quatro figuras já falecidas recordadas hoje pelo primeiro-ministro são Sebastião Maria Doutel Sarmento ("Kakoak"), primeiro comandante da Brigada de Choque Nacional, José da Costa ("Mau Hudo"), comissário político e vice-secretário do CDF, António Duarte Carvarino ("Mau Lear"), ministro da Justiça e segundo primeiro-ministro, e Vicente dos Reis ("Sahe"), ministro do Trabalho e Previdência Social e comissário político nacional.
A pensão superior distingue também José António da Costa Gomes ("Ma'Huno"), subchefe do Estado-Maior das Falintil, António Maria de Vasconcelos, nome original de Taur Matan Ruak, vice-comandante-em-chefe e depois chefe do Estado-Maior das Falintil, actual comandante das Forças Armadas timorenses, Tito da Costa, ou Lere Anan Timur, subchefe do Estado-Maior das Falintil, e Francisco Guterres "Lu Olo", secretário do Conselho Directivo da Fretilin e secretário da Frente Política Interna.
O processo de pagamento das pensões iniciou-se com a entrega formal aos administradores distritais dos editais com os nomes dos potenciais beneficiários.
O número de pensões a atribuir é de 12.538, dos quais 631 destinadas a combatentes vivos e 11.907 a combatentes tombados durante a resistência à ocupação indonésia (entre 1975 e 1999).
O valor mensal das pensões varia entre 85 e 550 dólares norte-americanos (54 e 354 euros), em função do tempo de militância e cargo ocupados na luta de libertação nacional.

Lusa/AO online

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NINO KONIS SANTANA

>> 20080312

Herói da Luta pela Independência de Timor morreu há 10 anos

Nino Konis Santana (1957-1998) foi comandante das FALINTIL, forças de guerrilha que lutaram contra a invasão da Indonésia e pela independência de Timor-Leste.

Nino Konis Santana nasceu em 1957 na aldeia de Veru, subdistrito de Tutuala, perto de Lospalos, distrito de Lautém, sendo baptizado com o nome de Antoninho Santana. Enquanto jovem, Nino foi dirigente da UNETIM (União Nacional dos Estudantes Timorenses). Foi membro da comissão que preparou o processo eleitoral em Lospalos em 1974 e foi professor, na mesma localidade, até à invasão indonésia de Dezembro de 1975.

Após a invasão e a ocupação indonésia, Konis Santana buscou refúgio nas montanhas e ingressou na luta armada, na Região Militar de Lospalos.

Em 1981 foi nomeado membro do grupo de ligação liderado por Xanana Gusmão. No início de 1992, após a captura de José da Costa, aliás "Mau Hodu Ran Kadalak", passou a adido político de Xanana Gusmão. Com a prisão de Xanana em Novembro de 1992, Konis Santana foi nomeado membro do Comité Político-Militar liderado por António João Gomes da Costa, conhecido pelo nome de guerra "Ma'Hunu", que acabou também por ser capturado pelas forças indonésias no ano seguinte em Manufahi.

Nino Konis Santana ascendeu, então, a comandante operacional das FALINTIL tendo reorganizado a resistência com o estabelecimento do Conselho Executivo da Luta Armada e da Frente Clandestina, coordenando toda a actividade da resistência dentro do território. Nino Konis Santana foi ainda Secretário do Comité Directivo da FRETILIN.

Com o objectivo de levar a guerra à parte ocidental da ilha, Konis Santana fixou-se em Ermera em 1991, com a ajuda de familiares que viviam na zona, construiu um pequeno oratório dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Por baixo, ficava um esconderijo que incluía uma pequena sala, um quarto de dormir e um quarto de banho, onde Konis viveu os últimos seis anos da sua vida.

Apesar da presença constante do exército indonésio nas redondezas, o esconderijo nunca foi descoberto. Konis acabou por falecer a 11 de Março de 1998 na sequência de complicações de saúde e da falta de assistência médica à altura. Com a sua morte a liderança da luta armada de Timor-Leste passou a ser assumida por Taur Matan Ruak, até à realização do referendo que decidiu a independência do território.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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ARQUIVO e MUSEU da RESISTÊNCIA TIMORENSE

>> 20071204


Timor-Leste [Memória]

Não deixem de visitar este site pois, para além da história do próprio Arquivo/Museu, poderemos encontrar lá uma pequena "amostra" documental da Luta da Resistência Armada e seus principais protagonistas ao longo dos negros anos da ocupação indonésia.


"O Arquivo & Museu da Resistência Timorense abre hoje a sua página na Internet, dois anos após a abertura ao público, em Timor-Leste. Trata-se de um passo significativo que esperamos possa contribuir para a consolidação deste projecto.
Construída com o apoio da Fundação Mário Soares, esta página pretende dar notícia das actividades do Arquivo & Museu, disponibilizar documentação da Resistência Timorense, ilustrar o trabalho realizado na sua recolha e tratamento e fornecer elementos de contextualização sobre a história de Timor-Leste.


A abertura em Dili, no dia 7 de Dezembro de 2005, do Arquivo & Museu da Resistência Timorense representou a concretização de um projecto da maior relevância para a preservação da memória da heróica luta do povo de Timor-Leste pela sua independência. "

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