DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA CERIMÓNIA DE DOUTORAMENTO HONORIS CAUSA ATRIBUÍDO PELA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
>> 20110929
Reitor Cancelário da Universidade de Coimbra,
Prof. Doutor João Gabriel Silva
Ilustre Director da Faculdade de Letras,
Prof. Doutor Carlos André
Prof. Doutor Eduardo Lourenço
Excelências
Prezados Convidados
Caríssimos amigos
É com incontrolável emoção que me encontro aqui perante vós.
A surpresa, como imediata resposta a um ‘sms’ que me foi dado a ver, acariciou o ego, que cada ser humano possui como reduto intocável, do bem e do mal, e afligiu a minha mente com uma curiosidade incrédula.
E, um ‘não, não, não é possível’ esboçava a busca do porquê deste imprevisto da vida, na tentativa de desvendar que potencial teria transparecido à magnânima leitura da Faculdade de Letras, para a induzir, assim, a uma escolha, talvez pouco merecida.
E em remorsos, descobri-me na consciência vagante de aluno ‘ad eternum’ da Faculdade de Direito, como cidadão latente de Conímbriga, munido de um passaporte de cumplicidades.
E foi assim nessa simples interacção, no repositório dos tempos, que uma pessoa, como eu, podia sentir-se integrada, por coação do acaso ou por suposição de mérito.
Infelizmente, a vida é esta interacção, do indivíduo com o colectivo, desde a sua dimensão ínfima à grandeza e expansão do macro, neste cosmos que se revolta contra si mesmo, por ineficácia das virtudes idealizadas e por acção das desvirtudes cumpridas.
A vida é, afinal, esta relação do indivíduo com o exterior de si mesmo, na rotina da sua proximidade ou imbuída de elementos que abraçam a lonjura do espaço e dos tempos.
E é aqui que a vida ensina, numa dialéctica de buscas e encontros, de exigências e respostas, de aspirações e compromissos. A vida, que absorve e transforma os actos, pode ainda equilibrar juízos, ou não, e temperar ou despoletar emoções e, assim, moldar o sentido que cada um dá à própria vivência... de si, para si e para fora de si.
Mas a vida dispõe, ao indivíduo e ao colectivo, de opções que se afiguram modelarmente como ideais, princípios e valores, traduzidos em ética, moral, justiça, direitos... e também todo o reverso, a que chamamos mal - para as consciências, pecado - para as almas, erro – para os intocáveis e crime - para os indivíduos comuns.
A liberdade é, tão somente, a escolha de opções, por parte do indivíduo, mas que pode perdê-la, sem se dar conta, quando essa escolha não se resguarda da estandardização fácil que o colectivo adopta... e assume... e impõe. E quando isso acontece, esse colectivo de indivíduos, que é a sociedade, vive... uma existência de inacção do espírito e de conformismo de atitudes, sacudidos apenas quando, no dia-a-dia, se sente oprimido pela angústia... de não poder encontrar solução aos seus desencantos.
Um dos elementos que avivavam a chama da resistência, no país que me fez indivíduo, foi o slogan de uma nova ordem mundial. Quatro décadas depois, a nova ordem mundial ficou subordinada à globalização de ideias, formuladas por um pequeno grupo de indivíduos... à globalização de actos, comandados por um reduzido número de indivíduos... à globalização de políticas, decididas por um pequeno grupo de indivíduos... à globalização de regras e critérios, estabelecidos por um reduzido número de indivíduos... numa globalização real da ... atrofia das mentes.
Hoje, o mundo, no seu colectivo maior, perdeu o rumo... porque só age por reflexo e perdeu a subtileza de ser humano, e se tornou refém da padronização do seu activo íntimo, que é o acto de pensar, de conhecer e de entender... para inspirar acções.
Defende-se a violência para se criar uma paz impossível, condenam-se os fracos para mitigar a absolvição das próprias culpas, preza-se a hipocrisia para dar sentido a ideologias ortodoxas de supremacia, recorre-se à falsidade para se dar valor à livre expressão.
A liberdade ficou subjugada pelos interesses dos poderosos, a democracia violentada para a defesa dos mais fortes, os direitos humanos espezinhados pelos interesses económicos e, a justiça, restrita aos segmentos mais frágeis de colectivos, compartimentados em cada país, por obediência a outros.
O mundo necessita de coragem para romper com as barreiras dos interesses que, pretensamente globais, conduzem a actos de injustiça, com que nos deparamos ou testemunhamos directa ou indirectamente. Hoje, o colectivo das pessoas reage, numa similaridade confrangedora aos revolucionários da década dos sessenta, que devoravam as máximas e as vomitavam, incendiando os ares de um outro fenómeno global... da ignorância inocente de uma humanidade, ainda descalça e analfabeta, isolada e sub-desenvolvida.
Mas o indivíduo, como o colectivo de hoje, está intoxicado pelo avanço da ciência de que ficou escravo, e continua descalço porque os sapatos estão sempre a pedir reciclagem; e continua analfabeto, porque não percebe que já percebeu que os problemas são sistémicos e estruturais.
O indivíduo, como o colectivo de hoje, preenche cada momento do seu dia no consolo das novas tecnologias, que transpõem fronteiras, mas continua isolado, porque embora se comunique com outros à distância, as palavras já nem confortam as suas penúrias; e continua sub-desenvolvido, porque ou lhe pagam para não produzir ou não tem emprego e lhe negam oportunidades.
O indivíduo, como o colectivo de hoje, ficou reduzido ao automatismo do pensar e tornou-se adicto à droga do ‘marketing’, tornou-se escravo da especulação dos grandes capitais e ficou refém da subida e descida das bolsas de valores, que não são suas, porque as suas magras carteiras só acumulam cartões de dívidas.
Num retrato amalgamado de indivíduos... sem rosto, sem cor, sem origem, sem futuro... o colectivo de hoje encontra-se estilizado nos mais altos ideais da ditadura moderna... que faz vénia aos poderosos de dinheiro e influentes na política. Sob outro ângulo, já numa dispersão espacial, vemos indivíduos... com rosto, com cor, com origem e com futuro, de promessas de miséria... tornados números adoptivos de grandes Organizações, que se pagam bem, para perpetuar a ajuda a pobres de participação e a esfomeados da justiça social.
Numa referenciação a grandes e pequenos colectivos, onde uns são dadores de sangue, enquanto outros, dependentes desse sangue, eles todos se confundem em ideais que se transformam em campos de batalha, que geram desconfianças e alimentam incertezas, que exaltam ódios e motivam vinganças.
Houve já demasiados debates sobre a não proliferação de armas. As empresas de armamento arrecadam triliões de dólares de lucro, com as guerras que não perspectivam um final decisivo, em tempos menos próximos.
Milhões de seres humanos estão sob a ameaça de morrerem de fome. As ajudas humanitárias vão chegando para distribuir comida e tendas, sem uma perspectiva clara de água para a agricultura que não existe, e assim dar força à apregoada sustentabilidade... na pobreza de milhões e milhões de crianças, mulheres e homens.
No mínimo, retenho a liberdade de pensar em voz alta: os indivíduos no poder perderam o sentido humanista no tratamento dos problemas do colectivo. No mínimo também, não estou impedido de perceber que a decisão desses indivíduos ficou enjeitada
nos volumosos relatórios dos ‘so called’ proeminentes grupos, prestigiados por analisar os outros. E responsabilizar os outros. Somente os outros.
Só assim, indivíduos, no colectivo, já podem dizer: nós e eles! E, em situações imperfeitas, onde não há aceno a alternativas, a doutrina da chantagem: ou nós... ou eles!
Hoje em dia, onde o fanatismo se agudiza para marcar supostas diferenças... em nada mais que aberrações ideológicas, nesta aldeia global onde todos somos chamados cidadãos do mundo, as Universidades seriam a escola de referência de cidadania. Os jovens de hoje são a promessa do futuro. Um futuro necessariamente diferente, um futuro de maior humanismo e de maior justiça social, um futuro de maior respeito mútuo e de verdadeira paz... em todo o globo e para todos os seres humanos.
E esse futuro já deveria ter dado início... como reparação do presente!
Deste presente... onde a vida já não é mais que uma previsão devastadora do imprevisível da aliciante ciência política e financeira, onde a tecnologia de mercado faz o ‘merger’ da necessidade com a dependência.
Peço desculpas por a ‘oração’ não ter sido nem ‘breve’ e muito menos ‘elegante’, como seria da praxe.
Foi apenas um rascunho no ócio do tempo e do espaço, no singular de um indivíduo, que quer sua integração ao tempo e ao espaço do colectivo. Retomei, por força das circunstâncias, o melancólico e o rústico mas reconfortante canto das aves, do meu país, que invariavelmente anunciavam, todos os anos, a chegada da época das chuvas, mas precisamente dessas aves que desapareceram, por acção e obra do ‘climate change’ que, afinal, nós os timorenses não provocámos.
Agradeço à Faculdade de Letras e à Universidade de Coimbra esta honra e agradeço também a presença de todos e o carinho dos amigos.
Muito obrigado.
Kay Rala Xanana Gusmão
28 de Setembro de 2011
Galaxy em Coimbra | JN
>> 20100807
A juventude deTimor está em movimento. É esta a principal mensagem dos Galaxy, uma banda timorense que surpreendeu o público português com sonoridades reggae e rock, com temas cantados em tétum e fataluku. Em Coimbra, fizeram uma grande festa.
“As coisas estão a mudar em Timor-Leste. Somos um país novo, livre e a nossa juventude quer viver essa liberdade”, comentou ao JN o vocalista dos Galaxy, uma banda timorense que se estreou em Portugal no Festival Músicas do Mundo, em Sines. Anteontem, actuaram em Coimbra e, ontem, no Porto. No próximo dia 11 apresentam-se em Lisboa, no Clube Ferroviário.
Em Coimbra,o concerto dos Galaxy foi especial, pois na cidade universitária reside a maior comunidade de estudantes timorenses em Portugal. E foram muitos os que se juntaram aos portugueses para uma noite de festa no Salão Brazil. Para um espectáculo que surpreendeu pela dinâmica e qualidade dos músicos. Com temas originais, alternando sonoridades de reggae com rock, por vezes pesado, com guitarras a debitarem “riffs” próximos do “hard rock”. E o mais surpreendente: tudo cantado em tétum e fataluku, duas da línguas mais faladas em Timor-Leste. Canções que se estão a tornar hinos para a juventude timorense. Em Coimbra, os jovens timorenses acompanharam em coro muitos refrões dos temas da banda.
Apesar do português ser a língua oficial do país, poucos jovens falam o nosso idioma, o que “é um obstáculo para eles, pois sem falarem português não conseguem arranjar trabalho”, disse ao JN Melchior Fernandes, cantor dos Galaxy.
“As nossas canções reflectem os problemas dos jovens timorenses, as suas ansiedades, mas também a sua rebeldia, que cresceu durante a ocupação indonésia”, comentou o vocalista.
“Gostamos de provocar, para que as pessoas pensem sobre as questões”, disse numa conversa em inglês pois, como grande parte dos jovens timorenses, os Galaxy também não falam português.
Com dois discos editados,o grupo desenvolve ainda outros projectos de dinamização cultural, fazendo parte da “Arte Moris”, uma escola de arte em Díli. Melchior acredita que o futuro pode ser “bom, pacífico”, num país em crescimento. Em crescimento está também claramente a reputação artística desta surpreendente banda de Timor Lorosae.
Via Salão Brazil | Galaxy em Coimbra | 5 de Agosto, 21h45
>> 20100709
Nascido numa casa desfeita pela guerra na cidade de Lospalos, o mais destacado projecto da música moderna do seu país é uma história exemplar do Timor pós-independência. Nem sempre compreendidos pelos mais velhos, mas idolatrados pela nova geração, os Galaxy são:
Os Galaxy vão apresentar a sua música pela primeira vez em palco europeu. Depois da estreia no Festival de Músicas do Mundo no dia 31 de Julho em Sines irão passar por Coimbra, Porto e Lisboa numa tour acompanhada pela Moving Cause.
A banda Galaxy nasceu de um projecto de empreendedorismo social e cultural de Timor Leste – Arte Moris (Arte Viva). Esta escola de arte sem fins lucrativos é uma comunidade sustentável que foi criada em 2003 por artistas suíços, como abrigo para jovens no pós-conflito da recém criada nação, que queriam prosseguir estudos artísticos: pintura, escultura, desenho e música. Hoje em dia são os mesmos jovens que trabalham na manutenção e crescimento da única escola de arte no país.Querem saber mais sobre a banda?
Ouçam a entrevista da ABC Radio Australia: Timor Art Builds Nation “Art can unite youth, can show their identity, show the culture of our nation.”
Leiam a entrevista na ABC AustraliaWide com o vocalista, Mely.
Explorem este blog, visitem o MySpace e vejam a entrevista de Suai Media Space “Hangover“.
E venham aos concertos!!
“Todos podem desenvolver Timor” | Natália Carrascalão
>> 20091215
"O presidente do Governo Regional recebeu, ontem, na Quinta Vigia, a embaixadora da República Democrata de Timor-Leste em Lisboa.
À saída do encontro, Natália Carrascalão, que ocupa o cargo de embaixadora desde Setembro passado adiantou aos jornalistas que um dos seus objectivos é acompanhar todos os estudantes timorenses que se encontram em Portugal, para saber das suas dificuldades.
Este acompanhamento é tão mais importante porque” sair de uma terra pequena para um país grande como Portugal, não é fácil, de início”, sublinhou.
Natália Carrascalão pretende, também, e no que diz respeito à diplomacia económica visto que Timor é um país que se está a desenvolver e que tem potencialidades muito grandes, atrair investidores para que possam lá trabalhar.
“Timor é um país que hoje se recomenda, é um país estável, portanto, já estamos naquela fase de diplomacia económica, de tentar que as pessoas venham investir no nosso país que estamos a construir”, apontou tendo reiterado que “todos poderão nos ajudar, nesse sentido”.
No que diz respeito a Portugal, recordou que teve um papel importante, não só na luta pela independência de Timor-Leste como continua a ter ao nível da cooperação, agora de uma forma faseada porque já começa a fornecer quadros e estudantes, que são pagos pelo Governo Timorense, para além das relações afectivas.
Afirmou que estes laços “são cada vez mais fortes” e que fortalecer os laços entre dois países é uma das suas obrigações."
"Coimbra: uma centena solidária com Aminatu Haidar"
"Mais de uma centena de pessoas reuniram-se, esta segunda-feira, em Coimbra, numa vigília de solidariedade para com a activista em greve de fome Aminatu Haidar e com os sarianos ocidentais. Nem o frio demoveu os apoiantes da activista dos direitos humanos.
Com duas faixas no solo, contornadas por velas acesas, os cidadãos, onde se encontravam alguns estudantes de Timor-Leste, mantiveram-se em vigília na Praça da República durante duas horas, até por volta das 20:30. «Queremos solidarizar-nos com Aminatu Haidar e com o povo sariano ocidental, no sentido de pressionar os governos de Portugal e Espanha e o rei de Marrocos para que a situação se possa resolver o mais rapidamente possível e sem resultados mais trágicos do que já é o estado de saúde em que ela se encontra», declarou a dinamizadora da acção, Sandra Silvestre.
«Vamos estar aqui a concentrar os nossos esforços e as nossas energias para lhe dar força, para nos associarmos à sua resistência, e juntar pessoas interessadas em lutar pelos direitos humanos», declarou Sandra Silvestre.
Nas faixas ladeadas por velas acesas quem se aproximasse poderia ler: «Solidariedade com Aminatu Haidar e com o seu povo» e «Temos saudades do futuro porque a paz pode acontecer».
Para esta dirigente da Acção para a Justiça e Paz (AJPaz), uma organização não governamental que luta pela defesa dos direitos humanos, Portugal, por pertencer à comunidade internacional e pela sua experiência no caso similar de Timor-Leste, «tem um papel importante a desempenhar».
A vigília em Coimbra, que contou com o envolvimento de outra organização, a Saúde em Português, realizou-se no dia em que a activista sariana ocidental Aminatu Haidar entrou na quinta semana de greve de fome, no aeroporto de Lanzarorte, em Espanha, a reivindicar o direito de regressar ao Sara Ocidental." (Por: Redacção/ MM IOL Diário)
SE Coimbra encanta ... o que dizer desta partilha?!
>> 20091212
Agio Pereira interpreta:
'Maubere Timor', tema "de um dos guerrilheiros das Falintil" e 'Um minuto de silêncio', de Borja da Costa (letra)
'Of a guerrilla that fell' - Letra de Kay Rala Xanana Gusmão
Estudantes no estrangeiro são os "novos heróis" do país
>> 20091208
O secretário de Estado e porta-voz do Governo de Timor-Leste considerou hoje os jovens estudantes no estrangeiro como "os novos heróis", de quem se espera um forte contributo para o desenvolvimento do país e consolidação da democracia.
Ao participar esta tarde, em Coimbra, num conjunto de enventos culturais dedicados ao seu país, Ágio Pereira, secretário de Estado do Conselho de Ministros timorense, disse que a experiência destes jovens, de viver em democracias consolidadas como a portuguesa, será importante para a consolidação de um Estado soberado de direito democrático.
“O papel dos ‘novos heróis’ é essencial. Edificar um Estado de valores de democracia liberal é um desafio”, frisou, acrescentando que a vivência em democracia implica a “arte de concordar e de discordar”.
No entendimento de Ágio Pereira, o papel que Timor-Leste espera destes jovens, com as suas competências técnicas e vivências, não ofusca o contributo dos ‘antigos heróis’, daqueles que lutaram para alcançar a independência, assumida em 2002.
“O quão difícil é edificar um Estado a partir do zero. É preciso muita coragem e patriotismo, para regressar a Timor-Leste com muitas incertezas, mas é um acto sagrado que todo o timorense tem de assumir”, observou.
Para Ágio Pereira, regressar ao país “é apenas o primeiro passo”, mas “é com os ‘novos heróis’ que se ganham alicerces a longo prazo”.
“Quando olho para a Guiné-Bissau doi-me muito. Ainda está à procura do seu caminho”, observou, ao realçar que em Timor-Leste, apesar dos problemas vividos, tem sido possível encontrar vias para a democracia.
Élio Guterres, presidente da associação de estudantes timorenses em Coimbra, que afirmou o propósito de regressar a Timor-Leste no próximo ano após concluir o mestrado em Geologia do Petróleo, disse que os principais problemas com que se defrontam estão relacionados com o mau domínio da língua portuguesa.
Realçou que o problema está relacionado com o facto de só a partir de 1999 a língua portuguesa ser ensinada nas escolas timorenses, após o domínio indonésio.
A embaixadora de Timor-Leste em Portugal, Natália Carrascalão, disse que isso exige uma melhor preparação dos estudantes que vêm para o ensino superior em Portugal, o que já está a ser feito com a abertura de novas escolas portuguesas.
O programa cultural dedicado a Timor-Leste, além de um encontro entre responsáveis políticos e estudantes, compreendeu a inauguração de exposições de fotografia e uma “noite de música”.
Há felicidade espalhada por Coimbra :)))
>> 20091206
Vamos receber, na nossa cidade, o Exmo. Sr. Dr. Hermenegildo ‘Ágio’ Pereira, secretário de Estado do Conselho de Ministros e Porta-voz Oficial do Governo de Timor-Leste.
Pessoalmente, estou feliz e se Coimbra inteira não está, ... ainda vai a tempo :).
Um abraço estreito para Timor!
Obrigadu barak
Vídeo - Dom Carlos Filipe Ximenes Belo em Coimbra [Parte II]
>> 20090315
Vídeo - Dom Carlos Filipe Ximenes Belo em Coimbra [Parte I]
Encontro Nacional de Quadros Timorenses [aconteceu hoje em Coimbra]
>> 20090314
Bispo Dom Carlos Filipe Ximenes Belo
Coimbra, 14 Março de 2009. Faculdade de Letras, Anfiteatro VI, Universidade de Coimbra
«Coimbra, 14 Mar (Lusa) - O Prémio Nobel da Paz D. Ximenes Belo defendeu hoje, em Coimbra, que a eliminação da pobreza deve continuar a ser uma prioridade em Timor-Leste e a nível internacional.
"A eliminação da pobreza deve permanecer uma prioridade tanto a nível nacional como internacional", preconizou D. Ximenes Belo, ao frisar que "Timor-Leste é um dos países mais pobres do mundo".
O bispo emérito de Díli foi um dos oradores no Encontro Nacional de Quadros Timorenses, que decorreu hoje num dos anfiteatros da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Para o prelado, a pobreza constitui "uma injustiça primordial" e "a pobreza extrema também gera conflito e violência".
"Não se pode tolerar um mundo onde vivem super-ricos e miseráveis. Tais contrastes são um atentado à dignidade da pessoa humana", sublinhou.
Na sua intervenção, D. Ximenes Belo defendeu também uma "educação para a paz", nas famílias, nas escolas e em todos os sectores da sociedade, para "mostrar uma outra visão da guerra e para evitar que o fenómeno bélico seja considerado normal".
"Deve ser uma tarefa de todos, em primeiro lugar do Estado timorense", sublinhou.
Na sua óptica, a independência "é uma realidade a ser construída dia a dia com sacrifício e preserverança".
"A luta continua, com as armas da inteligência, da capacidade de respeito pelos direitos humanos, do trabalho pelo bem comum, contra o analfabetismo, a intolerância, a preguiça, o ganho fácil", frisou D. Ximenes Belo.
Também orador na sessão da tarde do encontro, José Barreto Martins, embaixador da Missão Permanente de Timor-Leste junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, considerou que o regresso a Timor "deve estar sempre no horizonte" dos timorenses na diáspora.
"Somos poucos para reconstruir o país", sustentou o diplomata, ao intervir perante os cerca de quatro dezenas e meia de estudantes e quadros que participaram no encontro.
Na sessão, participaram também Antonito de Araújo, encarregado de negócios da Embaixada de Timor-Leste em Portugal, e os presidentes da Associação dos Académicos Timorenses de Coimbra (ATC) e da Associação Timorense (AT), Félix de Jesus e Alberto Araújo, respectivamente.
Organizado pela ATC em colaboração com a AT, o encontro decorreu subordinado ao lema "Pensar a paz é pensar numa sociedade justa/Construir Timor-Leste de fora, dentro, de fora para dentro, de dentro para fora".» (MCS, D. Ximenes Belo defende que eliminação da pobreza deve continuar a ser prioridade, Lusa/Expresso Online, 2009-03-14 20:17:57).
Coimbra | SSS-2009
>> 20090303
Dia 28 | Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 | Dia 4 | Dia 5 | Dia 6 | Dia 7
Divulgação | Convite
>> 20090228
ENCONTRO NACIONAL DE QUADROS TIMORENSES
Convite
A Associação dos Académicos Timorenses de Coimbra (ATC) e a Associação Timorense (AT) vêm por este meio convidar V.Excelência a estar presente no “Encontro Nacional de Quadros Timorenses” que se realizará no próximo dia 14 de Março de 2009, entre as 10h00 e as 18h00, no Anfiteatro V do 6º piso da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O cenário a abordar será: "COMO PARTICIPAR NA CONSTRUÇÃO DO ESTADO NAÇÃO TIMORENSE: DENTRO, FORA, DE FORA PARA DENTRO E DE DENTRO PARA FORA".
A presença de V.Excelência neste encontro será muito desejada por todos.
A bem da nação
NB: Agradecemos confirmação até ao dia 07 de Março de 2009 para os seguintes contactos:
Organização:
Félix de Jesus (Coimbra)
Rua Padre António Vieira, nº1 3000 Coimbra
TMN: 967330553 ou 963177315
E-mail: direccao.geral.atc@gmail.com
Website: www.uc.pt/atc
Dr. Alberto de Araújo (Lisboa)
TMN: 962349014
E-mail: timordiaspora@gmail.com
'Bonecas de Ataúro' em Coimbra
>> 20090214
Bonecas de Ataúro V10mn by Margarida is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal License.
A Rota das Bonecas!
>> 20090209
"Após a passagem das Bonecas de Ataúro na CONCEPTA / I Feira Internacional de Arte, Cultura e Indústrias Criativas na Exponor que decorreu entre 5 e 8 de Fevereiro, eis que as Bonecas de Ataúro vêm por aí abaixo na expectativa de que o projecto seja o mais divulgado possível. É nesse sentido que o Salão Brazil abre portas à realização de uma conferência de imprensa/encontro com Coimbra." (Salão Brazil . Amigos)
11 de Fevereiro - 15h30
Infos Salão Brazil . Amigos Tel. +351 933 452 145
...
Mais informação em Bonecas de Ataúro BLOGUE
Em destaque!
>> 20080805
Imagem: PrtSc do site ATC - ONLINE
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>> 20080729
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"Timor-Leste: Ser Cidadão Sem Exclusão" [XI]
"Timor-Leste: Ser Cidadão Sem Exclusão" [XII]
Nota 1: Tendo sido a primeira vez que a Moriae trabalhou em edição de vídeo, pedimos desculpa por 'qualquer coisa' … enfim, é com muito carinho que procedemos a esta 'mostra' :-)
Nota 2: Para visualizar os vídeos todos, seguidos, clique aqui .









