Blogue em destaque | Embaixadora da Boa Vontade para os Assuntos da Educação
>> 20110508
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'Kirsty Sword Gusmao reads to the children of Timor-Leste'
>> 20110408
© CARE |
Huddled together in a crowded room at the Tetum Language Book Fair in Dili, children as young as three waited with great anticipation to hear a story about their homeland. Adding to their excitement, Kirsty Sword Gusmao, the First Lady of Timor-Leste, was there to read to them in their native language, Tetum.
Stories were read to 40 eager primary school students from one of CARE’s Pen Pal schools in Dili, with many well-wishers and supporters looking on. Kirsty kept the children engaged as she playfully read stories symbolising the nation’s identity and culture.
As she reflected, ‘I loved this experience – the fun of it, the excited reaction of the children, the subtle cultural symbolism of the stories, the pride involved in reading – and listening to – stories in the Tetum language…the Storybook is a winner.’
Story reading is part of CARE’s Haburas Labarik Children’s Rights Promotion & Protection project, which promotes children’s rights through educational initiatives aimed at primary school children, teachers and women throughout Timor-Leste. The recently launched Child Rights Storybookis one of these.
In addition to stories about children’s rights from Lafaek Magazine, the storybook also includes activities for children and classroom resources for teachers. These help to provide Timor-Leste’s youngest citizens with an understanding of their fundamental human rights and, in the process, deepen their experience of the fun of learning.
‘Self-esteem is important to any child. Fostering pride in one’s country, a love of learning and an understanding of the rights and obligations involved in being a citizen helps build that self-esteem. These projects make a wonderful contribution to this goal’, Kirsty continues.
Kirsty’s reading was complemented by a live performance of Radio Lafaek from CARE’s partner Creche Foundation and a lively set of activities by the children, using the storybook. Overall, the day culminated a very rewarding three years for CARE’s Haburas Labarik project in the promotion of children’s rights and CARE’s passion and commitment to the fight for social justice for all in Timor-Leste.
Over 27,000 storybooks have been distributed to over 1,100 schools across Timor-Leste, with an additional 4,300 books for libraries and other children’s groups.
'Interview with Kirsty Sword Gusmão of Timor Leste '
>> 20110106
Documentário em produção Alias Ruby Blade
>> 20101022
"In 2005 they produced, photographed the film “Kbiit” (Courage) the story of the United Nations role in partnering with the Timorese to build a stable democracy out of the rubble that remained after the 1999 violence. In the production of this film they traveled throughout East Timor and created the film entirely on location with high-powered laptop computers and digital camera equipment. This experience left an indelible mark on the Meilliers and they have sought ever since to find a vehicle for expression of the story of the Timorese struggle that can play to a wider Western audience that is largely still unaware of what has happened.
In 2007 they travelled again to East Timor to meet with the former first lady, Kirsty Sword Gusmão and hatched a plan to collaborate with her to make a film based largely on the events of her remarkable life which intersects through the heart of the story of the struggle for independence for the Timorese. Kirsty’s unique story is one of ordinary individuals brought together under extraordinary circumstances. It is a love story of epic proportions against the backdrop of unimaginable adversity and intrigue worthy of a John le Carré novel.
This film began shooting in July 2010 and is scheduled for completion early 2012."
Read more...Ramos Horta recebeu Vieira, hoje é o encontro com Xanana
>> 20100516
Luís Filipe Vieira e Nuno Gomes seguem com digressão em Timor-Leste. Depois dos encontros com o presidente Ramos Horta e com os soldados da GNR, em Dili, presidente e capitão do Benfica seguem em direcção às montanhas para se encontrarem com o primeiro-ministro Xanana Gusmão.
Bem-humorado, embora a exprimir-se num tom bastante baixo — as marcas do atentado que lhe ia custando a vida fazem-se ainda sentir —, o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, explicou com uma blague a razão para ter esperado por Luís Filipe Vieira no aeroporto: «foi o presidente do Sporting que me pediu», afirmou com um sorriso nos lábios. Mas a conversa, embora breve (será retomada hoje ao jantar), entre os dois homens, abordou outros temas, passando pelo atentado de há dois anos, prosseguindo com o papel das Nações Unidas e terminando com a esperança de que a visita de Luís Filipe Vieira a Timor possa desenvolver o desporto no país.
Ramos Horta teve estas palavras para o presidente do Benfica, mas não esqueceu Nuno Gomes: «a sua vinda vai inspirar muitas pessoas.» Antes, tinha-se mostrado surpreendido com o ar desenvolto de Luís Filipe Vieira, que se confessou emocionado por partilhar o palco com o Prémio Nobel da Paz. «Você está muito bem conservado, pela TV pensei que era mais velho», disse o presidente timorense. Sempre de salenda de tais (o cachecol maubere...) ao pescoço, Vieira e Nuno Gomes estiveram, ao longo do dia, ao nível da simpatia timorense. E às seis da manhã de domingo em Timor (dez da noite de sábado em Portugal) já estarão a alinhar em nova e difícil etapa...
Xanana na montanha
Xanana Gusmão, líder histórico da resistência, primeiro presidente da República de Timor-Leste e actual chefe do Governo, é o responsável da estadia de Luís Filipe Vieira e Nuno Gomes nos antípodas. Foi a um convite deste benfiquista de gema que o presidente encarnado não quis dizer não e é esta figurada história que vai levar a comitiva da Luz a fazer duzentos quilómetros numa estrada de montanha cheia de curvas e contracurvas [vide fotografia, em baixo`], a que os locais chamam de super-ming, em honra de uma massa muito em voga cheia de voltas.
Read more...De Díli a Maubisse a viagem é agreste mas o prémio é bom. Estar com Xanana e, acima de tudo, corresponder ao apelo feito pelo primeiro-ministro de Timor no sentido do Benfica ajudar o desenvolvimento do desporto local, é um desejo de Vieira que não esquece que, por exemplo, quando a australiana Kirsty Sword Gusmão, mulher de Xanana, esteve há menos de um ano em Lisboa, uma das missões que o marido lhe confiara — e que ela cumpriu a rigor — foi a de fazer os três filhos do casal sócios do Benfica." (Fonte: A Bola online )
Transparência e clareza | Isabel Feijó
>> 20100515
Passo a citar:
"Caros amigos,
Chamo a vossa atenção para a carta de resposta ao artigo publicado no passado dia 3 de Maio na PNN, intitulado Timor-Leste: a língua portuguesa em dúvida.
Isabel Feijó"
Exmo Senhor Director PNN,
Tomo a liberdade para chamar a vossa atenção para um texto em anexo que pretende esclarecer algumas inverdades e afirmações abusivas contidas no vosso artigo Timor-Leste: a língua portuguesa em dúvida, publicado no passado dia 3 de Maio. Se for possível agradeço que este esclarecimento seja divulgado da mesma forma que o artigo que lhe deu origem.
Esta mensagem segue com cópia para a Sra. D. Kirsty Sword Gusmão, uma vez que a sua pessoa é visada no vosso artigo e no meu texto de resposta e esclarecimento.
Sou cidadã portuguesa, intérprete de conferência. Fui responsável por um projecto de formação de tradutores e de intérpretes para as instituições da Justiça em Timor-Leste em 2004-2005 e membro de uma missão PNUD de avaliação da situação linguística e das necessidades de tradução e interpretação na Administração Pública de Timor-Leste, Outubro-Dezembro de 2008. Acompanho diariamente a situação em Timor-Leste através do vosso site, bem como de outras publicações online, diversos blogs e contactos pessoais.
Exmo. Senhor Director,
A Portuguese News Network (PNN) publicou no passado dia 3 de Maio, um artigo intitulado Timor-Leste: a língua portuguesa em dúvida onde se afirma que a manutenção do português como língua oficial de Timor-Leste tem vindo a ser questionada nos últimos meses. O artigo contém uma série de afirmações não fundamentadas, erros e imprecisões que podem criar nos leitores menos conhecedores da realidade leste-timorense a impressão de que existe um qualquer movimento recente contra a língua portuguesa.Apresentam-se de seguida algumas correcções e esclarecimentos relativamente ao texto publicado:
1.
Dizer que a manutenção do português como língua oficial de Timor-Leste tem vindo a ser questionada “nos últimos meses” por “várias vozes” é incorrecto. Não houve, em meses recentes, declarações nesse sentido por figuras da sociedade timorense.Houve, isso sim, declarações de algumas figuras públicas timorenses a favor de uma maior utilização da língua tétum, língua nacional e co-oficial de Timor-Leste. Foi o caso, nomeadamente, do CEMGFA Taur Matan Ruak, que se referiu especificamente à situação nos tribunais e do Ministro da Educação João Câncio, que falava na cerimónia de lançamento de um grupo de trabalho criado no âmbito da Comissão Nacional da Educação para a elaboração de uma política linguística para o sector do ensinoO Major-General Ruak fez eco de preocupações sobre a situação linguística no sector da justiça de Timor-Leste que são partilhadas por diversos especialistas e observadores. Essas preocupações relacionam-se com a necessidade de garantir um mais fácil acesso dos cidadãos às leis e à justiça através do recurso ao tétum e outras línguas nacionais e têm sido referidas ao longo dos anos em diversos relatórios sobre o sector. Ainda recentemente, tais preocupações foram reiteradas no relatório de uma comissão independente mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para analisar o sector da justiça, presidida por um juiz luso-americano e que incluía uma juíza portuguesa e formadora no Centro de Estudos Judiciários.O Ministro da Educação João Câncio, nas suas declarações públicas, reafirmou princípios que constam do documento orientador da política educativa de Timor-Leste em vigor desde Outubro de 2008 (Lei nº 14/2008 de 29 de Outubro, a Lei de Bases da Educação) onde se afirma que o português e o tétum são as línguas de ensino do sistema educativo (artigo 8º).
2.
Também não é correcto dizer que o o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, “questionou, de forma aberta, o uso da língua portuguesa em Timor-Leste” numa conferência internacional em Díli. O Sr. Reske-Nielsen, que falava em nome das agências, fundos e programas das Nações Unidas na conferência dos parceiros de desenvolvimento de Timor-Leste, afirmou que as questões linguísticas são essenciais para a construção de uma nação e a sua estabilidade a longo prazo e que esperava que as disposições constitucionais se traduzissem em breve numa política linguística a médio- e longo-prazo. Acrescentou que se tratava de uma questão importante que cabia unicamente aos Timorenses resolver, manifestando a disponibilidade das entidades que representa para operacionalizar e implementar qualquer política que fosse adoptada.
3.
Quanto à Sra. Kirsty Sword-Gusmão, é igualmente incorrecto afirmar que “tem usado como estratégia para a defesa do Tétum o ataque à língua lusa”, uma estratégia que o autor do artigo qualifica de “perigosa”.
Em primeiro lugar, porque o articulista lhe atribui pessoalmente uma “estratégia” que, a existir, seria partilhada pelos demais membros do Conselho Nacional da Educação (CNE), órgão consultivo do Ministro da Educação. Com efeito, a iniciativa atrás referida de criação de um grupo de trabalho para a definição de uma política linguística para o sistema de ensino é uma iniciativa da CNE, e o grupo de trabalho agora constituído inclui representantes do ministério, sociedade civil, instituições ligadas ao ensino, Igreja Católica, etc.Depois, porque sugere a existência de uma “estratégia” quando, na verdade, o objectivo do grupo de trabalho é precisamente discutir e delinear uma estratégia que permita melhorar o desempenho escolar das crianças.Em seguida, porque a atitude da Sra. Sword-Gusmão não é de “defesa” da língua tétum que, quer se queira quer não, é crescentemente utilizada na sociedade timorense desde que o país se tornou independente, mas de “promoção” da sua utilização correcta, nomeadamente recorrendo ao padrão ortográfico conhecido como tetun ofisiál que foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Linguística com o contributo fundamental do Prof. Geoffrey Hull.E ainda, porque não são conhecidas afirmações públicas da Sra. Sword-Gusmão de “ataque à língua portuguesa”, nem o autor do artigo apresenta quaisquer citações que sustentem tal afirmação.Finalmente, porque para quem conhece a língua tétum e a fala fluentemente, como é o caso da Sra. Sword-Gusmão, não faz qualquer sentido defender o tétum atacando o português.
Com efeito, Timor representa um caso único no contexto dos territórios colonizados por Portugal. Ao contrário das restantes colónias, onde nenhuma língua indígena conseguiu disseminar-se por todo o território, as características específicas da colonização em Timor fizeram com que fosse uma língua local, e não uma variedade de português, a transformar-se numa quase língua franca.
Essa quase língua franca foi o tétum-praça, variedade do tétum que nasceu do contacto entre as formas pré-existentes de tétum e a língua portuguesa, da qual assimilou um vocabulário muito significativo bem como formas e estruturas gramaticais. O actualmente designado “tétum oficial”, cuja ortografia e gramática foram fixadas pelo INL, inspira-se numa variante (acrolectal) do tétum-praça, enriquecida com sons, formas gramaticais e vocabulário das formas indígenas do tétum e do português, a que recorre para novos vocábulos e formas. Ao fazê-lo, o INL mantém-se fiel à génese e natureza do tétum-praça, consciente de que a associação renovada de ambas as línguas será positiva e frutífera, tanto no que se refere ao seu desenvolvimento como à sua aprendizagem.
Em Timor-Leste é pois pertinente falar de um “binómio tétum-português”, reflexo da cultura híbrida leste-timorense, onde se misturam elementos indígenas e latinos numa síntese que é elemento essencial da identidade de Timor-Leste. Assim sendo, a língua tétum, na sua variante praça ou oficial pode, com propriedade, ser considerada também “património da lusofonia”, pelo que não faz sentido dizer de alguém que a conhece e fala fluentemente que “para a defesa do Tétum [promove] o ataque à língua lusa”.
4.
Tendo em conta o que atrás ficou dito, torna-se difícil sustentar a existência, por parte das figuras nomeadas no artigo e, em particular, da Sra. Sword-Gusmão, de um plano de “abolição da língua portuguesa e de defesa do inglês e do bahasa indonésio”. Um plano que, como defende o articulista, “sob o véu de uma estratégia para a educação” configuraria um “ataque” ao português destinado a conseguir seu “afastamento” do tétum, resultando na “vulnerabilidade” deste e podendo mesmo “abrir as portas à implosão de todo o esforço de preservação da herança cultural e histórica”.
É inegável que o grupo de trabalho atrás referido tem pela frente uma tarefa complexa e terá de lidar com uma questão delicada, o recurso às línguas maternas na fase inicial do processo de escolarização. No entanto, e ao contrário do que afirma o autor do artigo, a diversidade linguística de Timor-Leste é considerada uma parte essencial da “herança cultural e histórica” do país e não um fenómeno que “subsiste” ou que se pode “agravar ainda mais”.
_______________A concluir
Do que acima ficou escrito pode-se concluir que as “várias vozes” que recentemente se manifestaram sobre questões linguísticas em Timor-Leste o fizeram sobre problemas muito reais e sérios que afectam a sociedade leste-timorense (no sector da justiça, no sistema de ensino), e que preocupam não apenas os responsáveis do país mas também a comunidade internacional.Em momento algum, porém, qualquer das figuras públicas mencionadas no artigo da PNN se referiu ou pôs em causa a opção constitucional de Timor-Leste por duas línguas oficiais – o português e o tétum.Dito isto, a questão do português em Timor-Leste, seja qual for o modo como for apresentada – reintrodução, consolidação, manutenção – é suficientemente importante para merecer um tratamento ponderado e rigoroso. Nesse sentido, sugere-se à PNN, enquanto agência noticiosa independente, generalista, e de difusão global em língua portuguesa, a realização de um trabalho de investigação jornalística sério e imparcial acerca da situação das línguas em Timor-Leste.
Em falta: Notas de Rodapé
Read more...Isabel Feijó
Cidadã portuguesa, intérprete de conferência, responsável por um projecto de formação de tradutores e de intérpretes para as instituições da Justiça em Timor-Leste em 2004-2005, membro de uma missão PNUD de avaliação da situação linguística e das necessidades de tradução e interpretação na Administração Pública de Timor-Leste, Outubro-Dezembro de 2008.
LAUNCH OF THE "LANGUAGE IN EDUCATION WORKING GROUP"
>> 20100428
MEDIA RELEASE28 April, 2010
The National Education Commission, a consultative body of the Ministry of Education of Timor-Leste, is proud to today launch the “Language in Education Working Group”. The objective of the Group, comprising 18 representatives of the Ministry of Education, members of parliament and of civil society organizations, is to guide the process of development of a national policy on “Language in Education” for Timor-Leste.
At the request of the Minister for Education, Dr João Cancio Freitas, the National Education Commission has undertaken to initiate a process whereby a policy on language use in schools is drafted, focussing upon the 9 years basic compulsory education mandated by the Ministry in late 2009 and taking into account best practice in language use in multilingual settings in the region and around the world.
Supported by a team of international policy experts, the “Language in Education Working Group” will consult broadly with community and national leaders, students and educators, to define a policy framework for the use of official and national languages in Timor-Leste schools by the end of 2010. The experience of other countries with a similarly complex linguistic panorama shows that children learn to read and write faster when the language of instruction in early primary schooling is the one they speak at home, i.e. their mother tongue.
The working group will undertake to draft:
· A policy firmly rooted in the reality of the lives and competencies of East Timorese children, families and teachers;· A plan for gradual implementation of the policy which takes into account budgetary constraints, existing and new partnerships in the education sector;· Models for Early Childhood Education and Professional Development of Teachers;
“The Minister of Education is to be congratulated for taking the initiative to look into the issue of language of instruction in schools in Timor-Leste”, says National Education Commission President and Goodwill Ambassador for Education, Ms Kirsty Sword Gusmão. “It is a vital step on the road to realising the Millennium Development Goals relating to universal access to primary education”, says Ms Sword Gusmão.
To obtain further information on the work of the “Language in Education Working Group”, please contact:
Kirsty Sword GusmãoPresident, National Education Commission of Timor-LesteEmail: kne.timor@gmail.com
Director-General meets Kirsty Sword Gusmão, Chairperson of the Timor-Leste National Commission for UNESCO
>> 20091019
On 14 October 2009, the Director-General of UNESCO, Mr Koïchiro Matsuura, received Ms Kirsty Sword Gusmão at UNESCO Headquarters.
The Director-General congratulated Ms Sword Gusmão for launching the National Commission on 23 April 2009, welcoming the participation of the new body in both the Ministry of Foreign Affairs and the Ministry for Culture. Mr Matsuura also paid tribute to the support provided by Ms Margaret Austin, former Member of Parliament of New Zealand, in terms of capacity building. He applauded the progress made so far in the functioning of the new National Commission, welcoming the commitment made to strengthen cooperation with other Commissions in the region.
In his discussion with Ms Sword Gusmão, the Director-General presented the Timor-Leste-UNESCO Country Programme Document, which had just been finalized and printed. Elaborated with the support of the Jakarta Office, this document defines UNESCO’s strategic interventions in Timor-Leste for the next five years.
Among the urgent needs facing the country, the question of language policy was highlighted, including the promotion of education in mother tongue. The Director-General confirmed that literacy would continue to receive support in the next biennium at UNESCO. In the field of heritage, the Director-General encouraged Timor-Leste to start the procedure to ratify the 1972 World Heritage Convention and the 2003 Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage. After the ratification, Timor-Leste should prepare a tentative list of cultural and natural properties, which is a preliminary step to the nomination for inscription of properties on the World Heritage List. UNESCO could also assist in the identification of intangible heritage using the intangible Heritage Fund, once the 2003 Convention is ratified. The Director-general also took note of the needs expressed in the field of science education.
Finally, Mr Matsuura congratulated Ms Sword Gusmão for the joint project with UNESCO to establish a National Museum. This project, entitled “Rebuilding Social Cohesion of Communities through National Museum of Timor-Leste and Cultural Heritage Education” had been developed with the Ministers of Education and Culture and donors were currently being approached, including from the private sector. Mr Matsuura expressed his hope that the project would soon be up and running, saying that this would be an important step forward for building stability and peace in the region.
Inauguração do Acervo Bibliográfico do Instituto Internacional para o Intercâmbio e Estudos Asiáticos
>> 20090825
"A Biblioteca da Faculdade de Engenharia do Porto passa a albergar cerca de 2500 obras sobre Timor Leste, a Indonésia e a Política Internacional relacionada com a questão Timorense. A inauguração do acervo decorre no dia 18 de Junho, pelas 11h00, e conta com a presença de Kirsty Sword Gusmão, presidente da ALOLA Foundation, Antoninho Baptista Alves, Director do Arquivo & Museu da Resistência Timorense, e representantes da Fundação Mário Soares [Alfredo Caldeira] e da Galp Energia [Fernando Gomes], entre outros. [...]" (site da Faculdade de Belas Artes | Universidade do Porto)Na imagem: Professor A. Barbedo de Magalhães, Presidente do IASI; Professor Carlos Costa, Director da FEUP; Drª. Kirsty Sword Gusmão, ; Dr. Fernando Gomes, Administrador da GALP Energia; Antoninho Baptista Alves, "Hamar", Director do Arquivo & Museu da Resistência Timorense e; Dr.ª Ana Azevedo, Directora da Biblioteca da FEUP. (Foto © Uma Lulik | Margarida Az)
pela altura da inauguração do Acervo Bibliográfico do IASI ** FEUP ***
Porto, 18 de Junho de 2009
É para mim um prazer e uma grande honra estar hoje aqui, na presença de um dos mais reverenciados e admirados amigos, o Professor António Barbedo de Magalhães, e na companhia dos estudantes da Universidade do Porto.
Os amigos de Timor-Leste e a sua aposta na autodeterminação são originários de muitas partes do mundo, incluindo Portugal e Austrália. No caso da Austrália, o principal alvo da nossa campanha pela justiça para o povo de Timor-Leste foi o nosso governo, e a sua cumplicidade na anexação e ocupação desde o princípio.
No caso de Portugal, sucessivos governos e o povo tinham um objectivo comum e ombreavam no seu objectivo de libertar Timor-Leste da opressão e ditadura. O movimento de solidariedade global uniu povos, comunidades e organizações de todo o mundo, fomentando amizades duradouras, parcerias e alianças, muitas delas intactas e florescentes ainda hoje.
A minha primeira visita a Portugal em 1995 aconteceu como resultado do meu envolvimento pessoal no movimento da resistência e deu origem a toda uma série de ligações, pessoais e organizacionais, que continuam a beneficiar-me e a Timor-Leste até hoje. O evento em que eu participei em 1995, em Lisboa, foi a Conferência Inter-Parlamentar sobre Timor -Leste, organizada pelo meu amigo António Barbedo de Magalhães.
Tal como a independência trouxe novos desafios ao povo e aos líderes de Timor-Leste, assim também ter amigos do país obriga a adaptar o seu apoio e intervenções a todo um conjunto de novas circunstâncias e necessidades. O meu marido tem dito, em muitas ocasiões ao longo dos últimos 10 anos, que a independência exige que o povo timorense desenvolva uma nova marca de patriotismo, uma melhor adequação às necessidades actuais do nosso país. Hoje em dia exigimos dos nossos amigos muito mais do que apenas paixão e indignação pelas injustiças sofridas no passado.
Precisamos de assistência concreta para o nosso processo de construção da nação sob a forma de assessoria técnica, formação e reforço das nossas instituições nacionais. Muitos de vós aqui presentes forneceram o apoio tão desesperadamente necessário, pelo qual vos agradeço em nome do povo do meu país de adopção. Desde a independência, alguns dos nossos amigos por todo o mundo convenceram-se de que as suas competências e orientação não combinavam com as nossas novas circunstâncias, e optaram por voltar a sua atenção para outras lutas nacionais pela paz e pela liberdade.
Infelizmente, muitas nações por todo o mundo ainda aspiram à libertação e nacionalidade alcançada pelo pequeno Timor-Leste e não faltam causas para apoiar.
Permitam-me, por um momento, focar-me na actualidade de Timor-Leste. Trata-se das realizações dos últimos 12 meses que eu gostaria de focar e partilhar convosco neste ponto. Como estou consciente de que, para alguns de vós, pelo menos, as últimas notícias que leram sobre Timor-Leste relatam histórias de turbulência, de raiva, de juventude descontente e toda uma litania de, aparentemente, irresolúveis problemas sociais.
No mês passado, Xanana, eu e os nossos filhos, juntamente com membros do Governo, funcionários públicos, jovens e crianças, fizemos uma marcha que começou no Palácio do Governo e terminou num parque no centro de Díli, em frente ao Hotel Timor, para celebrar a sua inauguração. Para aqueles de vós que estejam familiarizados com Díli, recordar-se-ão que este parque acolheu durante dois anos, a seguir à crise de 2006, muitas centenas de deslocados internos. Era um dos mais vergonhosos campos de IDP, com incidentes quase semanais, envolvendo jovens do campo que apedrejavam os transeuntes. Hoje, o parque denominado ‘Parque 5 de Maio’, é um belo e ajardinado local de diversões, com escorregas, baloiços e outros equipamentos para brincar, com recantos que convidam ao descanso e à reflexão. A transformação dum local evocativo de medo e conflitos numa zona de tranquilidade e recriação para as crianças e famílias é um símbolo das mais amplas mudanças e alterações ocorridas em Timor-Leste, que passa do conflito para a Paz e da Assistência de Emergência para o caminho do Desenvolvimento.
Em Timor-Leste, hoje, existe uma nova e crescente confiança pública nas nossas instituições democráticas.
Embora eu considere não ser minha função fazer a promoção do governo do meu marido, acho justo dizer que ele e os membros do 4º Governo Constitucional de Timor-Leste estão a fazer um bom trabalho. O país apresenta um crescimento sem precedentes de 12%, apesar da crise económica global, uma realização impressionante para um país que apenas tinha conhecido taxas de crescimento negativas ou muito baixas desde 2002. O Governo conseguiu executar mais do seu orçamento em um ano e meio do que a combinação de todos os governos ao longo dos cinco anos anteriores. Um sistema de acreditação das nossas instituições terciárias foi posto em prática e um plano de descentralização da administração do governo em todos os sectores tem sido gradualmente implementado. A formação de professores tem sido implementada a nível nacional e um programa escolar obrigatório de 9 anos foi anunciado. O Investimento em saúde, educação e agricultura duplicou em 2008.
Mas, o mais significativo de tudo tem sido a estabilidade do Governo para consolidar a Paz.
Agora, permitam-me voltar, por um minuto, ao assunto das mulheres e crianças em Timor-Leste uma vez que são a minha principal preocupação e paixão hoje em dia.
Existem enormes expectativas sobre as mulheres e as suas capacidades de contribuir para a vida económica e social das suas famílias e comunidades mas ainda não lhes são concedidos o reconhecimento e poder na vida pública e política. Desiguais relações de género, dentro da família, perpetuadas por valores tradicionais e patriarcais e costumes que contribuem também, significativamente, para a grande incidência de violência doméstica. Medo, falta de confiança no sistema judicial, falta de conhecimento dos direitos das vítimas e serviços de apoio limitados, tudo contribui para o facto de um largo número de casos de violência doméstica tendam a não ser divulgados. Tendo dito isto, a violência dentro de casa é hoje o mais reportado crime em Timor-Leste, representando aproximadamente 50% de todos os crimes que são alvo da atenção da nossa Força de Polícia Nacional. Eu fundei a Fundação Alola em Março de 2001com o objectivo de chamar a atenção local e internacional para os problemas da violência baseada no género em Timor-Leste. Entre outras coisas, a Fundação procura impulsionar a capacidade de um largo número de organizações de mulheres de aceder aos fundos e recursos que necessitam para responder às necessidades imediatas das mulheres na comunidade.
Como mãe de três filhos pequenos, tenho lutado contra a alta taxa de mortalidade materno-infantil, outra prioridade das minhas actividades. Como meio de apoio aos esforços do nosso Governo para melhorar a saúde das mães e crianças, fundei a Associação Nacional da Amamentação de Timor-Leste em Novembro de 2003. As vidas de um largo número de recém-nascidos podem ser salvas, todos os anos, se for praticada a amamentação exclusiva, uma vez que muitos deles morrem com má nutrição e infecções gastrointestinais causadas pela preparação de substitutos do leite materno em condições de insalubridade.
Como professora de formação e agora como Embaixadora da Boa-Vontade para a Educação, tenho dado particular atenção ao sector da educação no nosso país, em particular no que toca à participação das raparigas na escolaridade. Infelizmente, devido a pressões económicas e culturais, uma larga percentagem de raparigas não completam a escolaridade secundária. O programa de bolsas de estudo da Fundação Alola já apoiou centenas de jovens mulheres, por todo o país, para obterem uma educação básica e, portanto, competirem em pé de igualdade, com os homens, no mercado de trabalho e em lugares de educação superior.
Constitui uma grande preocupação minha e do nosso Ministro da Educação a qualidade dos serviços de educação que são prestados aos nossos jovens, que são a grande parte da população de Timor-Leste. Juntamente com o problema de infra-estruturas e recursos de ensino inadequados, enfrentamos um enorme desafio na capacitação dos nossos professores. Aproximadamente 85% dos nossos professores não têm formação ou qualificação formais, foram recrutados à pressa em 2000, para preencher o vazio deixado pelo êxodo no final de 1999 da maioria dos professores de origem indonésia. A complexidade da nossa realidade linguística também constitui um enorme impedimento para que as nossas crianças obtenham óptimos rendimentos educacionais. A nossa Constituição define o Português e o Tétum como as duas línguas oficiais da nossa nação, e ainda só uma pequena percentagem da nossa população, incluindo os nossos professores, fala, lê e escreve bem um destes idiomas. Para a maioria das crianças de Timor-Leste, o Português é a terceira ou quarta língua, e embora o desejo de aprender Português seja enorme entre os nossos professores e jovens, a realidade é que levará talvez uma geração para que a língua de Camões se enraíze na nossa sociedade e nas nossas escolas. Pela primeira vez na história o nosso povo está a ser encorajado a escrever e ler na sua língua nacional, Tétum. Uma ortografia normalizada para o Tétum tem sido desenvolvida pelo nosso Instituto Nacional de Linguística, mas os nossos jornalistas, professores, funcionários públicos e estudantes só agora estão a começar a aplicá-la.
Existe uma falta de recursos escolares de toda a espécie, mas particularmente trágica, a meu ver, é a escassez de materiais de leitura para jovens, em Tétum, a língua franca entre as nossas 16 línguas nacionais. Variadas instituições, principalmente em Portugal e na Austrália, estão a ajudar-nos a resolver esta situação, com currículos e textos relacionados e manuais de ensino desenvolvidos nos seus países para as nossas escolas primárias e secundárias e um conjunto de leituras para os alunos da pré-primária publicadas na Austrália pelo Instituto Mary MacKillop. Em Janeiro passado, a Fundação Alola publicou uma edição traduzida para Tétum do livro infantil, da famosa autora Australiana, Mem Fox, “Quem quer que sejas”. É nosso objectivo publicar pelo menos um título em cada ano, incluindo algumas edições bilingues de Tétum-Português. Os membros da nossa equipa do Programa de Educação conduzem acções de formação com professores de todo o país ensinando a ler para crianças e a usar livros na sala de aula. Mas, ainda temos um longo caminho a percorrer até que as nossas crianças e jovens tenham acesso a toda a gama de materiais de leitura e de aprendizagem que eles necessitam para fomentar uma cultura de leitura, para abrir os seus olhos para o mundo à sua volta e para melhorar drasticamente a qualidade da sua experiência educacional. Isto é vital se quisermos atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénium com a inscrição universal em e conclusão da escolaridade primária até 2015.
Como Australiana de nascimento, preocupa-me que estes problemas da língua, escolhas de língua e desenvolvimento da língua parece ter conduzido a uma clivagem entre Austrália e Portugal, pelo menos no que diz respeito às relações e cooperação com Timor-Leste. A Austrália é frequentemente entendida como querendo impor a língua Inglesa em Timor-Leste e a verdade é que muitos australianos, na sua ignorância sobre a importância do legado do Português em termos culturais, históricos e linguísticos para o nosso povo, questionam a escolha do Português como língua oficial. Contudo, como dois dos mais importantes parceiros de Timor-Leste, as duas nações beneficiarão se abandonarem este debate e explorarem vias em que ambos possam cooperar mais eficazmente em direcção à conquista daquilo que é o nosso objectivo e sonho comum para Timor-Leste: uma vida de dignidade e verdadeira independência para o seu povo.
Obrigada."
** International Institute for Asian Studies and Interchange/ Instituto Internacional para o Intercâmbio e Estudos Asiáticos
*** Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
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ADENDA | "Relembrando! Xanana em Lisboa"
>> 20090811
Imagem: Pormenor | Xanana Gusmão ! 26 NOV 2008 | Lisboa | Reitoria da UL | Todos os direitos reservados
Reparei hoje que faltavam muitas fotografias no slideshow apresentado no post anterior (Relembrando! Xanana em Lisboa), ou seja, o FLICKR não terminou o upload das fotos dos dias em que Xanana Gusmão e comitiva estiveram em Lisboa (2008). Desse modo, actualizarei o blogue assim que for possível. A tarefa seguinte será a inserção de algumas fotos representativas da visita de Kirsty Sword Gusmão a Portugal (Junho de 2009).
Amanhã, na Fundação Mário Soares | Apresentação do filme "Onde o Sol Nasce"
>> 20090624
Onde o Sol Nasce
25 de Junho de 2009 18,00
Projecção do filme "Onde o Sol Nasce" de Grace Phan, com apresentação de Kirsty Sword Gusmão.
Read more...Local: Auditório da Fundação Mário Soares
Bem-vinda a Portugal, Kirsty Sword Gusmão!
>> 20090612
Porto, 24/10/2001(todos os direitos reservados)
Timor-Leste: País ainda tem longo caminho para "verdadeira independência" - Kirsty Sword Gusmão
Lisboa, 12 Jun (Lusa) - A mulher do primeiro-ministro timorense, Kirsty Sword Gusmão, considerou hoje que Timor-Leste ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir a "verdadeira independência", apontando a falta de recursos humanos como um dos principais obstáculos.
Em entrevista à agência Lusa, Kirsty Sword Gusmão, que chegou hoje a Portugal para uma visita de duas semanas, considerou que desde a consulta popular sobre a independência, em 30 de Agosto de 1999, o país tem vivido "um período muito intenso, de muito trabalho e de muitos desafios".
Acrescentou que, apesar de se notarem muitas mudanças, "é ainda muito longo" o caminho para Timor-Leste "poder conseguir prosperidade e verdadeira independência para o povo".
"Fala-se muito do petróleo e do gás de Timor-Leste e que é uma fonte de riqueza para o país, mas, sem recursos humanos profissionais formados, esta riqueza não tem valor. Ainda temos muito trabalho para fazer até termos pessoas capazes de defenderem os princípios, os ideais da independência", frisou.
Kirsty Sword Gusmão sublinhou o facto de o país viver em paz e estabilidade, adiantando que os timorenses estão optimistas e com esperança no futuro.
"À noite há festas nas ruas de Díli, há famílias a passear, não existe aquele medo que havia em 2006 e 2007. São bons sinais, mas é preciso um esforço muito grande para manter e consolidar a base desta estabilidade", reforçou.
Kirsty Sword Gusmão está em Portugal para promover o trabalho da fundação que dirige, a Alola, com actividades nas áreas da saúde materno-infantil, educação, apoio jurídico e desenvolvimento económico.
"O lema da fundação é "mulher forte, nação forte", porque acredita que, quando as mulheres têm boa qualidade de vida e gozam de um estatuto melhor, há mais desenvolvimento, considerou.
Apoiada por agências e programas da ONU e também pela Fundação Gulbenkian, a Alola desenvolve programas de promoção do aleitamento infantil, formação de professores e edição de manuais escolares, concede bolsas de estudo a raparigas e ajuda ao desenvolvimento económico da mulheres timorenses.
Para Kirsty Sword Gusmão, o trabalho da Fundação passa muito por mudar mentalidades.
"As mulheres deixam de amamentar muito cedo por causa das pressões dos familiares que dizem que o bebé precisa mais do que leite materno para sobreviver", exemplificou, acrescentando que, no caso da saúde materno-infantil, gostava "que as mudanças fossem mais rápidas".
"Em 2005 inaugurámos um projecto chamado "pacotes de maternidade" como forma de encorajar mais mulheres a darem à luz num hospital, porque muitas morrem no parto por não terem um profissional de saúde ou uma parteira. Agora 24 por cento das mulheres dão à luz numa clínica ou num hospital, em 2001 só 10 por cento o faziam", referiu.
Questionada sobre como lida com a dualidade de, por um lado ser mulher do primeiro-ministro, e por outro liderar uma organização que coloca questões e exige soluções do Governo, Kirsty Sword Gusmão afirma encarar a situação com normalidade.
"Este foi sempre o meu papel, de activista. Para mim é uma coisa normal, é normal o Xanana quando chega do trabalho ouvir de mim estas coisas. É uma tradição", disse.
Sobre a candidatura de Xanana Gusmão à liderança do Governo depois de ter sido Presidente da República, a mulher do primeiro-ministro adianta que na origem da decisão esteve a preocupação com o "andamento das coisas" durante a crise de 2006.
Apesar de considerar que era hora de surgir em Timor-Leste uma nova geração de políticos, Kirsty Sword Gusmão acredita que isso será difícil por falta de recursos humanos e não tem certeza de que no final deste mandato Xanana Gusmão possa descansar.
"Gostava de pensar que depois deste mandato de cinco anos vai poder plantar aquelas famosas abóboras... ele gostava de descansar... mas não tenho certeza absoluta... Timor-Leste para mim ainda é um enigma", descreveu. "Às vezes penso que já sei interpretar os sinais e prever as situações, mas..."
Ainda a propósito da independência de Timor-Leste
>> 20090520
Imagem: Capa do livro
Título: Uma Mulher da Independência
Autor: Gusmão, Kirsty Sword
Editora: Quetzal Editores
ISBN: 9725646193
Número de Páginas: 360
Idioma: PORTUGUÊS
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2004
"Apaixonada por Timor Leste desde que o visitou pela primeira vez em 1990, a australiana Kirsty Sword Gusmão teve um papel decisivo no movimento de independência leste-timorense. Operacional da resistência a partir de Jacarta durante uma década, Kirsty conheceu em 1994 Xanana Gusmão, o carismático líder da resistência maubere a cumprir a pena de 20 anos de prisão decretada pelo governo indonésio. O amor nasceu entre ambos e foi alimentado por correspondência clandestina. A perseguição dos serviços secretos fê-la mesmo fugir da Indonésia onde só regressou após a queda do Presidente Suharto para se juntar ao líder independentista com quem casou em 2000. Ao lado de Xanana, Kirsty viveu e participou nos eventos épicos que levaram em 1999 à libertação da ocupação indonésia: o voto pela auto-determinação, os subsequentes tumultos assassinos das milícias, a intervenção das forças australiana e internacional de manutenção de paz e a lenta e dolorosa reconstrução de um país devastado. Actualmente, o ex-comandante de guerrilha e a activista vivem juntos como Presidente e Primeira Dama, com os seus dois filhos, num país em que o medo deu lugar à esperança. A história de um extraordinário caso de amor e da paixão e coragem necessárias para libertar uma nação.Prefácio à edição portuguesa de Margarida Sousa Uva." (Bertrand Livreiros)
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'Launch of Timor-Leste UNESCO National Commission - 23 to 25 April, 2009'
>> 20090417
"Dear Friend,
It is with great pleasure that I extend to you an invitation to be present at the ceremony of the inauguration of Timor-Leste’s National Commission for UNESCO at 9:30 am on 23 April, 2009. This occasion and the associated activities outlined in the attached Program mark an historic moment in Timor-Leste’s life as a member nation of the United Nations and of the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO).
The Democratic Republic of Timor-Leste announced its membership of the UNESCO in June 2003. Whilst political upheavals and crises in the intervening years delayed the formation of our UNESCO National Commission, we are now proud and pleased to formally invite you to join us in celebrating the beginnings of our work aimed at supporting our government in the advancement of the following priority goals:
• Curriculum development for the 9 years basic education, with emphasis upon science education,
teacher accreditation, development of science laboratory facilities, professional development for
teachers, language policy and cultural development;
• Cultural and Educational Institution Development – Establishment of a National Library and Museum;
National Music and Fine Arts Schools; Regional Cultural Centres.
• Preservation of the Natural and Cultural Heritage of Timor-Leste;
• Early Childhood Education as the first educational entry point for children, with focus upon the
importance of parental involvement in the same.
We hope that you will join us for the inauguration ceremony and also take the time to participate in our exciting “Science and Culture Festival” which will feature a Tetum Book Fair, interactive science displays, cultural events and workshops for schools. A reception for invited guests on the evening of 23 April is an opportunity to witness a unique blend of modern and traditional Timorese dance and music.
We look forward to your participation.
Yours sincerely,
Kirsty Sword Gusmão
Chair, TImor-Leste National Commission for UNESCO"

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'A Unique Insight into East Timor'
>> 20080821
a Holding Redlich Distinguished Visiting Fellow
'A Unique Insight into East Timor'
Fonte: © 2007 Monash University

















