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CERIMÓNIAS OFICIAIS DO FIM DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DAS ISF E DA UNPOL em TIMOR-LESTE

>> 20121031

http://db2.stb.s-msn.com/i/D1/4289E371D9F497F0F926A68C13FF_h299_w430_m2_q80_ckodmcVLR.jpg

ALOCUÇÃO
DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO
KAY RALA XANANA GUSMÃO

POR OCASIÃO DAS CERIMÓNIAS OFICIAIS DO FIM DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DAS ISF E DA UNPOL
31 de Outubro de 2012
Palácio do Governo
Díli

Exmo. Senhor Presidente da República,
Exmo. Senhor Presidente do Parlamento Nacional,
Exmo. Senhor Presidente do Tribunal de Recurso,
Exma. Senhora Procuradora-Geral da República,
Exmo. Senhor Representante Especial Interino do Secretário-Geral da ONU,
Exmo. Senhor Comandante da UNPOL,
Exmo. Senhor Comandante das ISF,
Exmos. Senhores Membros do Parlamento Nacional,
Exmos. Senhores Membros do Governo,
Exmo. Senhor Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL,
Exmo. Senhor Comandante-Geral da PNTL,
Exmos. Senhores Representantes do Corpo Diplomático acreditado em Díli,
Distintos Convidados,

A construção de um Estado, particularmente quando iniciada após um conflito, como consequência de uma longa luta pela libertação, é um processo que não poderia obviamente estar isento de erros, já que também, em nenhuma parte do mundo, se pode exigir que processos assim se concluam em curto espaço de tempo.

Assim, esta primeira década de soberania não nos trouxe apenas alegrias, porque fomos confrontados com dificuldades próprias de quem dá os primeiros passos na tarefa de condução dos destinos de uma jovem Nação.

Todos sabíamos que um dos mais exigentes desafios seria, por um lado, o de transformar uma força de guerrilha numas Forças Armadas modernas e profissionais, e, por outro, o de estabelecer de raiz uma Polícia capaz de, por si só, garantir a segurança interna e a tranquilidade das populações.

A modos de uma retrospecção necessária, temos de reconhecer que houve falhas fundamentais, nomeadamente ao nível da formação básica dos polícias que então ingressaram na PNTL. Este facto contribuiu, em grande escala, para que esta instituição crescesse com grandes deficiências, tendo-se provado incapaz de assegurar a ordem pública, quando, em 2006, mais se lhe estava a ser exigido, tornando-se quase inoperacional.

As próprias F-FDTL, por problemas que se geraram no seu seio, viram sair das suas fileiras quase um terço do seu efectivo, envolvendo-se, posteriormente, muitos deles em acções de desafio à autoridade do Estado, criando-se assim uma situação de grave conflito, principalmente em Dili e que se estendeu a todo o País.

Reconhecendo a incapacidade momentânea de, por meios próprios, restabelecermos a ordem pública, e estando em causa a sobrevivência do Estado de direito democrático e independente, vimo-nos, naquele ano, na contingência de recorrer ao auxílio externo, decisão partilhada pelos órgãos de Soberania.

Foram extremamente valiosas a solidariedade e prontidão de quatro países amigos, a Austrália, a Nova Zelândia, a Malásia e Portugal, que não hesitaram em enviar, para cá, as suas forças militares e de segurança, as quais, progressivamente, foram ajudando no retorno à normalidade.

Entretanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas também respondeu ao nosso apelo e prontificou-se pelo envio de uma missão detentora da responsabilidade executiva pela segurança interna do País, passando a UNPOL a assumir essa tarefa.

Durante estes últimos seis anos, o Estado timorense não pôde exercer a sua competência exclusiva pela segurança das pessoas e dos seus bens. Contudo, deve-se reconhecer que foi necessário assim, para se permitir a correcção dos erros do passado, particularmente no que toca a uma formação mais adequada a diversas unidades da PNTL, principalmente às vocacionadas para lidarem com situações de criminalidade mais complexas.

Ao mesmo tempo, e num trabalho conjunto com a UNPOL, fez-se uma profunda remodelação na PNTL, permitindo-se clarificar situações e proceder a saneamentos necessários, melhorando assim gradualmente a imagem da Instituição.

Foi, com persistência e determinação, que se conseguiu resolver as situações provocadas pela crise, que ameaçavam a estabilidade e o bem-estar das populações, nomeadamente a questão dos peticionários e o problema dos deslocados.

Em 2008, na sequência dos atentados perpetrados contra titulares de órgãos de soberania, a Operação Halibur foi a oportunidade para se evidenciar a aptidão dos militares e polícias em trabalharem em estreita coordenação e cooperação, sempre que são orientados a atingir um objectivo comum. Desde que aquela acção conjunta obteve um sucesso significativo, em termos de paz, estabilidade e segurança no país, não havia maior razão para que as Forças de Defesa e de Segurança não se esforçassem a assumir, com maior consciência, as suas respectivas missões.

Foi-se dando início, nos diversos distritos do País, ao processo gradual de transferência das operações policiais para a responsabilidade da PNTL, culminando, em 27 de Março de 2011, com a entrega do Comando-Geral.

Fomos observando, com satisfação, que, progressivamente e com firmeza, as Forças de Defesa e Segurança foram provando estarem já capacitadas para garantirem a segurança interna e a defesa das populações, embora tenhamos continuado a contar com o apoio generoso das ISF e da UNPOL.

Tendo as F-FDTL e a PNTL provado estarem aptas a cumprir, com profissionalismo e competência, as obrigações que constitucionalmente lhes estão atribuídas, a situação de apoio externo não poderia, obviamente, perdurar no tempo. Assim, com o envolvimento de todos, acordámos que, no final deste ano, as Nações Unidas cessariam definitivamente a sua missão em Timor-Leste e as ISF retirariam as suas tropas de solo timorense.

O dia de hoje constitui, assim, um marco capital para a História, recente mas gloriosa, da nossa Pátria. É um motivo de júbilo e de orgulho para todos os timorenses, não porque os polícias e militares que generosamente se prontificaram em vir para nos ajudarem, vão deixar Timor-Leste. É, antes, um motivo de regozijo porque, com essa mesma ajuda, conseguimos corrigir os nossos erros e melhorar as nossas capacidades técnicas e profissionais.

Precisamente por isso nos juntamos, aqui e agora, nesta cerimónia que visa, sobretudo, reconhecer o papel meritório que a UNPOL e as ISF desempenharam em Timor-Leste, em prol de uma sociedade mais segura e mais justa. A condecoração com a Ordem de Timor-Leste, que as duas instituições acabaram de receber, representa o nosso genuíno agradecimento a todos quantos, ao longo destes últimos seis anos, serviram a UNPOL e as ISF, servindo também, dessa forma, Timor-Leste e o seu Povo.

Aos Comandantes da UNPOL e das ISF o meu muito obrigado, em meu nome e no do Governo que chefio, e muitos parabéns por todo o trabalho a que aqui se dedicaram. Às Nações Unidas, na pessoa do Representante Especial do seu Secretário-Geral, e aos Governos da Austrália e da Nova Zelândia, uma palavra de reconhecimento por terem permitido ser possível a assistência que agora termina.

Sabemos que novos desafios nos esperam. Reconstruídas as forças de segurança, urge agora direccionarmos todo o esforço para a formação dos seus membros, garantindo-se, assim, que o passado recente nunca mais se repita e que a Polícia esteja sempre à altura das suas responsabilidades.

A cooperação futura com forças policiais de países amigos, com cujo modelo de polícia a PNTL se identifica, será executada no âmbito bilateral, assim como sucede com relação à cooperação militar.

A todos os polícias e militares internacionais, as maiores felicidades no futuro que vos espera, em cada um dos vossos países, e bom regresso a casa.

Muito obrigado.


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Political Earthquake: Major General Taur Matan Ruak to Run for the Presidency

>> 20110713

in: Tempo Semanal-14/07/2011


Taur Matan Ruak Xefe Estadu Maior das Falintil
(philip Blenkinsop)


Reliable Tempo Semanal  souces said that the Chief of the East Timorese Defence Force, FALINTIL-FDTL has strongly indicated in public and in private that it is his intention to soon resign from the defence force because he intends to run in the 2012 Presidential election.
Ruak’s most serious competition on the Presidential elections likely includes FRETILIN’s President Fransisco “Lu Olo” Guterres, current President Jose Ramos-Horta, and the President of the National Parliament Fernando Lasama.  Some indications include that Deputy Prime Minister Jose Luis Guterres will also candidate himself.

According to Tempo Semanal sources General Ruak will resign from the national defence force by the end of the year and quickly announce his candidacy as a civilian citizen for the Presidency in early 2012.

According to Tempo Semanal sources, General Ruak informed the President of the Republic Jose Ramos-Horta in late June 2011 that it was his intention to run for the Presidency.  President Ramos-Horta indicated to General Ruak that it was 90% certain he would not run for the Presidency again.  According to TS sources President Ramos-Horta shortly afterward met with Prime Minister Xanana Gusmao and the Secretary-General of FRETILIN Mari Alkatiri and informed them that General Ruak intended to resign from the defence force and candidate himself for Presidency.
After hearing that General Ruak intends to run for the Presidency on 22 June 2011 President Ramos-Horta indicated that he is almost certain he will not seek re-election.

Taur Matan Ruak with Falintil Guerrilla 1998
 (photo: Philip B)

General Ruak is known to have strong popularity in the ranks of the FRETILIN Opposition but is also known to have strong ties to Prime Minister Xanana Gusmao based on common experience in the guerrilla struggle.  General Ruak’s position as a military officer has been carefully independent of political party position, but it is known that he privately questions the agendas of many civilian political leaders.  According the TS sources General Ruak understands that he can only play a role in national politics as a civilian, so he must resign from the defence force.

Major-General Taur Matan Ruak is a 24-year veteran of the armed struggle against Indonesian occupation between 1975 and 1999.  However, he is not of the older generation who played leadership roles in the 1975 civil war.  He is both of the past and the present and the future.

General Ruak was a field commander in FALINTIL during the 1980s and 1990s.  After Xanana Gusmao the commander of FALINTIL was captured in 1992 and later on Konis Santana was declared field commander in 1993 Ruak was appointed Chief of Staff of FALINTIL with responsibility for military operations.

(L) L-7, (C) Xanana Gusamao (R) Taur Matan Ruak 1999 in Remexio

After Santana died in March 1998 Ruak was appointed field commander of FAILINTIL.
In 2000 upon the resignation of now Prime Minister Xanana Gusmao from FALINTIL, Ruak became commander of FALINTIL.
On 1 February 2001 FALINTIL was transformed into the modern defence force FALINTIL-FDTL.
Between 2001 and 2006 Ruak was the lead uniformed defence leader in Timor-Leste under the civilian leadership of the FRETILIN government. Ruak came under considerable pressure in 2006 and 2007 for the real and perceived mistakes made by the defence force during the crisis.

Since 2007 under the civilian leadership of Prime Minister Xanana Gusmao and the Secretary of State for Defence Julio Pinto, Ruak has made many changes in the defence force. Numerous soldiers have been rewarded from professional success and a large number have been dismissed for misconduct and even crimes that the civilan justice system cannot process.  The defence force is also in a stage of advanced development regarding naval and even air components and is soon the join international peacekeeping efforts in Lebanon in the UN peacekeeping mission UNIFIL.
General Ruak “Jose Maria Vasconselos” is from Baguia subdistrict in Baucau.  He speaks Makassae, Naueti, Tetun and Portuguese.  He is also a self-taught English speaker.  He is known, as being a strong-minded frontal personality who has conviction is positions.  General Ruak was recommended for prosecution by the UN Independent Commission of Inquiry into the event of the crisis of 2006.  He is also known to have fully cooperated with this commission in its fact-finding efforts.  He was subsequently cleared of allegations.

General Ruak is married to Isabel Ferriera of Manufahi District and has three children, two daughters and one son. (***)


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Navio-escola Sagres mostra-se aos timorenses

>> 20100913

Díli, 12 set (Lusa) - O navio-escola Sagres aportou hoje em Díli, para completar mais uma etapa na viagem, a terceira que faz de volta ao Mundo, e a sua maior viagem de sempre, numa missão que começou em Janeiro, em Lisboa.

Timor-Leste, onde vai permanecer até ao dia 18, é escala obrigatória pelos laços de cooperação que se desenvolvem entre a Marinha Portuguesa e a componente naval das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

Alguns dos elementos da componente naval das F-FDTL integram a tripulação, durante a estadia, sendo de referir que o tenente timorense Nicolau de Sousa, já havia embarcado na Sagres, fazendo a viagem entre Tóquio e Díli.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.


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Dia das Gloriosas FALINTIL

>> 20100820



DISCURSO DE S.E.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
JOSÉ RAMOS-HORTA

NO 35º ANIVERSÁRIO DAS FALINTIL
Díli, 20 de Agosto de 2010



Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Senhor Primeiro-Ministro
Senhor Presidente do Tribunal de Recurso
Senhor Ex-Presidente Xavier do Amaral
Senhor Ex-Presidente do Parlamento Nacional Francisco Lu-Olo
Senhor Ex-Primeiro Ministro Mari Alkatiri
Senhoras e senhores Deputados
Senhoras e senhores membros do Governo
Senhor Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas
Senhor Comandante-Geral da PNTL
Senhora Representante do Secretário-Geral das NU
Membros do Corpo Diplomático e Consular
Reverendíssimos Bispos
Veteranos das FALINTIL
Ilustres convidados
Excelências
Militares das FALINTIL-FDTL


Nicolau Lobato afirmou, várias vezes, que a nossa vitória era uma questão de tempo. Esta foi sempre a sua confiança profunda no futuro livre do nosso povo.

A história deu razão ao nosso irmão Nicolau, fundador e primeiro líder das Falintil.

Mas a vitória não foi só uma questão de tempo. A nossa vitória foi o resultado da visão de futuro e da capacidade da liderança. Da visão e capacidade de Nicolau e dos líderes que enriqueceram as lições do fundador e continuaram a luta.

Há 35 anos, a nossa terra e o nosso povo viviam momentos de grande perigo. O perigo nascia da instabilidade causada pela crispação e o confronto da guerra fria entre a ex-União Soviética e os Estados Unidos e dos seus efeitos na nossa região. Mas o perigo foi agravado pela divisão entre nós, timorenses.

As Falintil foram criadas para defender o povo. A vida provou que a criação das Falintil foi uma decisão acertada que mostrou grande visão da liderança para alcançar um futuro independente para a nossa Nação.

Foi uma decisão que revelou coragem. E revelou capacidade de decidir bem, num momento muito difícil da nossa história. Na pessoa do nosso irmão Mari Alkatiri, único fundador vivo aqui presente das Falintil, eu honro todos os que tornaram realidade a decisão da liderança e lançaram as Falintil.

Em 1979/1980 e nos anos seguintes, o nosso irmão Xanana Gusmão restaurou as Falintil, quando a resistência corria o risco de desaparecer. A sua inteligência e a sua vontade deram um rumo às Falintil. Quando tudo parecia perdido, Xanana acreditou. A força da sua vontade ajudou os homens e mulheres da resistência a acreditarem também. Na verdade, a nossa vitória foi uma questão de tempo.

Xanana compreendeu que, para a resistência sobreviver, além de reorganizar as Falintil ele tinha de reorganizar a própria forma de resistir. Ele decidiu criar uma nova frente – a frente clandestina – para apoiar a frente militar e a frente diplomática.

Com Xanana, a resistência soube construir a unidade do povo, para além dos partidos. Este combate novo, em três frentes, criou problemas graves aos ocupantes.

A estratégia do nosso irmão mais velho revelou-se a chave para a vitória final. Mas a frente militar, as Falintil, continuaram a ser o centro estratégico da resistência: se não houvesse frente militar, as frentes clandestina e diplomática não teriam a mesma força, nem o mesmo peso.

O nosso irmão Taur Matan Ruak tomou o comando das Falintil e desenvolveu o trabalho de Xanana.

Alguns pensavam que a resistência não recuperava da prisão do nosso líder. Mas a vontade do irmão Taur e a fé e coragem das Falintil não desistiram. Os nossos militares mantiveram a confiança do povo e continuaram a luta – até vencermos.

A boa liderança foi importante mas não foi suficiente.
O êxito das Falintil deve-se também à dedicação e espírito de sacrifício de milhares de militares, ao longo dos 35 anos da sua história. Deve-se aos grandes comandantes e aos humildes soldados.

Deve-se a muitos que faleceram em combate ou com doenças contraídas no campo de batalha, como se deve também a outros, que sobreviveram e estão aqui.
Deve-se a militares como Lere, Falur, Aluk, Trix, Bukar, Sabika, Ular, Daitula e tantos outros.

Como vosso Comandante Supremo, expresso a minha homenagem e o meu respeito por todos os militares das FALINTIL, pelos que deram a vida pela libertação e pelos que estão aqui e vestem orgulhosamente a farda das F-FDTL.

Todos foram importantes para a nossa vitória. Curvo-me humildemente perante a contribuição dos veteranos das Falintil e perante o sacrifício dos mártires. Saúdo as famílias dos militares, veteranos e mártires que hoje nos acompanham, nesta cerimónia e em todos os distritos do país.

Depois da libertação, Xanana Gusmão e Taur Matan Ruak dirigem a transformação das Falintil numa força de defesa moderna. O general Taur é um dos raros líderes guerrilheiros no mundo que preside à transformação de uma força de guerrilha num exército regular, profissional, moderno.

Mas o processo de transformação tem o consenso da Nação. O seu planeamento foi iniciado por decisão do ex-Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, sob tutela do ex-Ministro da Defesa Roque Rodrigues. Foi também apoiado por mim próprio, como Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa do II Governo Constitucional.


Militares das F-FDTL

Da mesma maneira que as Falintil, as F-FDTL existem para defender o povo e o país. Mas para terem êxito nas novas missões que o país vos pede, as F-FDTL têm de operar num ambiente de grande profissionalismo e exigência técnica.

As F-FDTL têm de se preparar para aprofundarem a sua contribuição para a estabilidade e a segurança da nossa região e para o reforço das boas relações do nosso Estado com os Estados da região.

As F-FDTL desenvolvem as suas missões num país livre, democrático e aberto ao mundo, enquanto as Falintil operavam num ambiente fechado e totalitário, que nos era imposto pela ditadura dos ocupantes. Mas em ambas as situações, a disciplina, o sentido de hierarquia, o sentimento de responsabilidade e o espírito de sacrifício são essenciais aos militares e são condição para estes merecerem a confiança do povo.

As prioridades das F-FDTL estão identificadas no Caderno de Orientações Estratégicas Força 20/20. As missões ligadas à Segurança Marítima são uma das prioridades nacionais, quer na fiscalização das nossas fronteiras, quer na nossa cooperação com os vizinhos para a segurança regional. Por isso, erguer e reforçar a componente naval têm um importante investimento do Estado, sempre dependente da necessidade de utilização equilibrada dos recursos do país.

O apoio desinteressado de Portugal foi fundamental para a constituição da componente naval, desde o seu início, e o seu apoio às operações de recrutamento e à formação do corpo de oficiais das F-FDTL contribui positivamente para desenvolver e modernizar as nossas forças.

O objectivo de construir e aprofundar relações de confiança com os países vizinhos tem tido resultados positivos. O recente exercício militar naval realizado com em conjunto com as marinhas norte-americana e australiana é um exemplo positivo do contributo das F-FDTL para o esforço nacional de integração regional e boa vizinhança.

Ainda quanto à Segurança das fronteiras, as F-FDTL vão continuar a melhorar os seus meios operacionais e logísticos no âmbito da fronteira terrestre, numa perspectiva complementar em relação à função da nossa polícia nacional.

As F-FDTL devem investir na sua capacidade técnica na área da engenharia. O enriquecimento das competências militares nesta área será um contributo importante para missões civis do Estado, seja no apoio a projectos de desenvolvimento, seja em missões de emergência de protecção civil, socorro ou apoio humanitário.

Também deve ser dada prioridade às competências para participação das F-FDTL em operações de apoio à Paz – a nível regional e internacional. As nossas forças devem participar de forma positiva na projecção pacífica do Estado, contribuindo para a estabilidade e a paz.

Para desempenhar as missões que o país espera das Falintil-FDTL, o Estado terá de continuar a investir fortemente na formação dos nossos militares.

Após a libertação, as Falintil-FDTL têm sido um grande exemplo de subordinação ao poder político democraticamente eleito e de respeito da Constituição da nossa República. Sob a direcção do poder político, o comando das F-FDTL e os seus militares têm dado contributos positivos, em vários momentos, para a paz e a estabilidade da sociedade.

O apartidarismo, a subordinação ao poder civil e o contributo para a estabilidade do país reforçam o respeito e a confiança que o povo se habituou a ter nos militares das F-FDTL.

Estou convencido de que o nosso governo e todo o Estado continuarão a empenhar-se em aprofundar a formação dos nossos militares porque é da qualidade das mulheres e homens fardados que depende o serviço que prestam ao nosso povo.

Militares em parada: vocês são herdeiros de um passado de que podem sentir orgulho. Como vosso comandante supremo peço a todos trabalho, dedicação e sacrifício para continuarem o trabalho iniciado pelos mais velhos e merecerem o respeito e admiração do povo.

Vivam as Falintil-FDTL!
Viva Timor-Leste!

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Militares em formação nas Filipinas com vista à criação de força aérea


As Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), que comemoram o seu dia nacional sexta-feira, vão enviar militares para formação nas Filipinas, com vista à criação de uma componente aérea, revelou o Chefe do Estado Maior, brigadeiro-general Taur Matan Ruak.

"Vamos enviar para universidades filipinas os primeiros candidatos à formação como pilotos, engenheiros mecânicos, engenheiros electrónicos e electromecânicos", disse o líder das F-FDTL.

De acordo com Taur Matan Ruak, os militares deverão partir para as Filipinas "ainda este mês ou no início do próximo".

A estada dos formandos nas Filipinas está a ser negociada através do Ministério da Educação de Timor-Leste, no sentido de poderem beneficiar de bolsas de estudo à semelhança de outros estudantes timorenses no exterior.

"Pelas características do nosso país, naturalmente que a força aérea é uma área que nos interessa desenvolver, mas prioritariamente temos de começar a investir em recursos humanos, porque é uma área altamente especializada", disse o brigadeiro-general.

Questionado sobre uma possível negociação com a empresa brasileira Embraer para a compra de aviões militares, atendendo a que as F-FDTL não possuem actualmente qualquer aeronave, Taur Matan Ruak esclareceu que existem contactos do Ministério da Defesa com o Brasil, mas que se destinam à realização de estudos sobre a possível criação da componente aérea.

"O Ministério da Defesa fez formalmente um pedido ao Brasil para nos ajudar a fazer o levantamento das necessidades, dos custos, que fases é que teremos de cumprir, as vantagens e desvantagens das diferentes soluções. Tudo isso carece de um estudo aprofundado", comentou.

As autoridades de Timor-Leste elaboraram um plano estratégico de desenvolvimento das suas forças armadas, tendo como horizonte o ano de 2020, tornado público em 2007, que se distanciou do relatório "King's College", elaborado em 2000, ainda durante a gestão transitória do território pelas Nações Unidas. Esse documento não previa componentes naval e aérea, considerando essas vertentes irrealistas e inadequadas.

Os EUA e a Austrália também criticaram o plano, considerando-o inacessível face aos escassos recursos financeiros de que o país dispunha na altura e excessivo para as necessidades de defesa de Timor-Leste.

Apesar das críticas, as F-FDTL avançaram com a componente naval após a oferta de dois barcos patrulha da classe Albatroz, por Portugal, que foi recentemente reforçada com dois navios da classe Xangai encomendados à República Popular da China, incluindo no contrato a formação das tripulações.

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Chefe das Forças Armadas e ex-ministro rejeitam imunidade

>> 20081008



"O chefe das Forças Armadas e o ex-ministro da Defesa de Timor-Leste pretendem ser inquiridos no processo de entrega de armas em 2006, "rejeitando" a sua alegada imunidade, afirmou hoje à Agência Lusa um dos seus advogados.

A equipa de defesa do Estado-Maior alega que "a imunidade nem sequer existe neste caso e neste momento do processo"."A troca de declarações entre a Procuradoria-geral da República (PGR) e a Presidência da República não faz sentido", adiantou a mesma fonte à Lusa.

"Por isso e porque não têm nada a esconder, Taur Matan Ruak e Roque Rodrigues querem ser ouvidos no processo das armas de 2006", declarou à Lusa um dos seus advogados.

O brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e o ex-ministro Roque Rodrigues são indicados como suspeitos no relatório final da Comissão Especial Independente de Inquérito (CEII) para Timor-Leste.

A CEII recomenda a abertura de uma investigação judicial a várias pessoas ligadas à distribuição de armas, incluindo o CEMGFA e o ex-ministro.

Três oficiais superiores do Estado-Maior timorense foram já inquiridos pelo Ministério Público no caso da entrega de armas a civis em Maio de 2006: os coronéis Lere Anan Timor e Falur Rate Laek e o major Mau Buti.

A PGR pediu há quatro meses à Presidência da República o levantamento da imunidade de Taur Matan Ruak e Roque Rodrigues, membros do Conselho Superior de Segurança e Defesa Nacional (CSSDN)."

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>> 20080929



Timor-Leste: "Acusar é fácil, justificar é difícil",

diz PGR Longuinhos Monteiro


Dili, 29 Set (Lusa) - O Procurador-geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, declarou hoje em Díli à Agência Lusa que "acusar é fácil mas justificar é difícil", acusando a classe política de "falta de maturidade".


Longuinhos Monteiro foi entrevistado pela Lusa horas antes da primeira inquirição de um elemento do Estado-Maior das Forças Armadas sobre a transferência de armas em 2006.

"Fazer justiça não é tão fácil como acusar as pessoas publicamente. Acusar é fácil, justificar é difícil", afirmou Longuinhos Monteiro à Lusa.

"O nosso trabalho é justificar. Mas não para satisfazer ninguém. Trabalhamos segundo a lei", explicou.
O Procurador-geral timorense reagiu às críticas e ameaças de que tem sido alvo, considerando que a PGR "está entre a espada e a parede".

"A verdade é a verdade e tem de ser esclarecida", afirmou Longuinhos Monteiro.


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Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Presidente da República o levantamento da imunidade do chefe do Estado-Maior-general das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e do ex-ministro da Defesa, Roque Rodrigues.

"O pedido foi feito há quatro meses e até agora não tivemos nenhuma notícia", afirmou Longuinhos Monteiro.


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FORUM-HAKSESUK RESPONDE AO SEMANARIO SOL

>> 20080705

FORUM-HAKSESUK RESPONDE AO SEMANÁRIO SOL

«As mentiras de Timor, do Caderno Tabu Nº 94, edição 28.06.08, autoria Felícia Cabrita»

Nós os timorenses sempre respeitámos todos os meios de comunicação social portuguesa, assim como nós respeitamos o Povo português.Todos os meios de comunicação social têm um código que se chama Código Deontológico, e têm princípio básico e fundamental, como agência noticiosa que cumpra os princípios da neutralidade ou imparcial.Timor-Leste já é um país Soberano e Independente, já deixou de ser o território não autónomo desde 20 de Maio de 2002, já não está sob a jurisdição portuguesa e Portugal já não é potência administrativa de Timor-Leste.

Estamos sensibilizados com todo o apoio incondicional e carinho da imprensa portuguesa durante os tempos difíceis como em Setembro e Outubro negros que o nosso povo enfrentou em 1999.

Foi sempre uma honra ter esse apoio e orgulhámos por isso. Mas não queremos ser “divididos” pela autoria de alguma imprensa portuguesa, muito menos pelo jornal tão credível como o Semanário SOL.O Povo de Timor-Leste e a sociedade timorenses já têm os seus próprios meios de comunicação e informação, embora ainda frágeis e inconsistentes no rigor informativo, mas os tem.Como tal, nós os timorenses condenamos e estamos contra com indignações o jornal Semanário SOL, pela ingerência nos assuntos com caracteres políticos internos que só cabem aos timorenses a tratarem.O Semanário SOL infringiu o seu princípio de neutralidade por dedicar, quase jornal inteiro em relatar as informações sobre os acontecimentos em Timor nos últimos dois anos, só e apenas com base nas versões de uma parte, de assuntos internos dos timorenses.

As informações divulgadas pelo Semanário SOL, apenas contar os efeitos que até mal contada sobre a crise de 2006, sem referir nenhuma das causas. Além de contar mal os efeitos da crise em termos cronológicos, o SOL relatou de forma tendencial todos os acontecimentos desde a crise de 2006 até aos atentados de 11/02 passado, a favor de um sector político – partidário timorense. Por exemplo, o SOL não referiu o erro crasso que o Mari Alkatiri cometeu como PM em ordenar os militares F-FDTL a intervirem nas manifestações.

A decisão em ordenar as F-FDTL feito pelo PM na altura implica dois erros graves : em primeiro lugar, violar claramente a Constituição da República Democrática de Timor-Leste, porque em matéria da segurança cabe as forças da segurança a competência.

Em segundo lugar, a actuação das FA F-FDTL em Tasi-tolu numa situação que se encontrava normal, sem qualquer sinais de emergência que precisasse de uma intervenção das FA. Mesmo que a dita situação com carácter urgência, e precisasse de intervenção por parte das FA F-FDTL, cabe ao PR anunciar o estado de sítio, depois de ouvir os Conselheiros de Segurança e da Defesa (CSD), Órgão Consultivo Político do PR. Mas o que aconteceu foi, a margem da lei e da Constituição, que o próprio Mari Alkatiri ter feita a escrita preto no branco desde 2001.

Em consequência disso surgiu a personagem central desta reportagem, o Comandante da Polícia Militar (PM), o saudoso Major Alfredo Reinado. Porque Alfredo Reinado? Foi Major Alfredo Reinado quem fez acompanhar o Ministro da Defesa e Chefe de Estado-Maior das FA para encontrar com o PM Mari Alkatiri na sua residência oficial em Farol, de onde o Alfredo Reinado tinha ouvido da boca do Alkatiri «ordem para disparar contra manifestantes». Depois de receber as ordens do PM, o Major Reinado perguntou ao Chefe de Estado-Maior, «onde está o mandato por escrito», a resposta do Comandante foi «já não tem tempo para escrever a carta».

Não citou o motivo da alegada discriminação no seio das F-FDTL, consequentes descontentes de 1/3 de elementos dos militares que deu origem aos peticionários, sendo principal causa da crise de 2006. O SOL também não disse nada sobre a incompetência do ministro da FRETILIN que tutela a pasta de defesa, o então Ministro Dr. Roque Rodrigues. Também nenhuma palavra a questionar sobre o porque as decisões unilaterais das chefias militares e aceitação do governo da FRETILIN à expulsão dos militares descontentes com consequências eminentes.

Tudo isso, são os sinais da parcialidade da parte SOL e em particular a jornalista Felícia Cabrita autoria da investigação e publicação dos acontecimentos em Timor-Leste depois da Independência.

O pior é que o Semanário SOL não só interferir nos assuntos internos, mas a divulgação de notícias falsas e especulações com base nas versões de pessoas anónimas e pessoas constrangidas pelo partido da oposição ao actual governo.

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Taur Matan Ruak: faltam recursos humanos nas F-FDTL/PNTL

>> 20080606


O Comandante Geral das F-FDTL Brigadeiro-General Taur Matan Ruak (TMR) salientou que a falta de recursos humanos é o principal desafio que as F-FDTL e a PNTL enfrentam.

"Precisamos de reforçar estas duas instituições," disse TMR após a reunião semanal com o Presidente José Ramos-Horta, Quarta-feira (3/6) em Farol, Díli. Falando do novo recrutamento para as F-FDTL , TMR disse que este recrutamento para as forças armadas decorrerá em Junho e Julho.

O Ministro da Defesa está a trabalhar no processo de recrutamento dos 300 novos membros das F-FDTL, de modo a que a sua formação se realize em Agosto próximo.


Fonte: Rádio Timor-Leste, Suara Timor Lorosa'e, Diário Nacional and Timor Post

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Relações Institucionais - Taur Matan Ruak / Roque Rodrigues / Mari Alkatiri

>> 20080518


Recebemos por e-mail, com pedido de publicação:

“Quanto à relação institucional entre Roque Rodrigues - Mari Alkatiri - Taur Matan Ruak/F-FDTL até o discurso do então PR Xanana Gusmão, de Março de 2006, nega e faz cair por terra todo o rol de especulações e disparates aqui escritos. Roque Rodrigues nunca deu um passo em relação às F-FDTL sem que o Brigadeiro-general Taur Matan Ruak estivesse de acordo. E Mari Alkatiri sempre respeitou essa postura.”

Factos
Que grandes Ministros!!! Roque Rodrigues nunca deu um passo sem que Alkatiri o autorizasse. Alkatiri sempre teve ambições de controlar as Falintil-FDTL.
É este o ponto fulcral do ódio que Alkatiri tem por Xanana Gusmão.
Porque Xanana Gusmão despartidarizou as Falintil no mato, contra as vontades dos extremistas como Alkatiri e Roque Rodrigues.

Por isso, forçou acrescentar Falintil às F-FDTL na Assembleia Constituinte e, sobretudo, por isso, na Lei Orgânica das F-FDTL ele forçou também o seu papel em comandar as F-FDTL em situações de crise, colocando-o igual ao Presidente da República, na sua ambição desenfreada. E, por certo, Roque Rodrigues não só concordou como, honestamente, não tinha outra alternativa, tinha que aceitar.
Não porque o BG Ruak assim o desejasse, mas porque Alkatiri assim o exigia. Deixemo-nos de fantasias sobre Roque não fazer nada sem o BG Ruak concordar.
Com certeza que em todas as pastas ministeriais de defesa ou doutras áreas, deve-se consultar, deve haver princípios pelos quais o processo de tomada de decisão se deve reger e a concordância do Estado-Maior das Forças Armadas, é sempre importante.

Não continuem com estas mentiras colonialistas. Não culpem as F-FDTL pelas asneiras politicas de Alkatiri, não culpem o BG Ruak pelas vossas asneiras, pelas vossas ambições políticas desenfreadas. Brincaram demais com o fogo e queimaram-se. Aceitem isso, honestamente!

E não culpem os doadores. Assumam a responsabilidade por nunca terem dado passos concretos para desenvolver planos para desenvolver as F-FDTL com a dignidade devida a estes extraordinários lutadores.

A CPLP já tinha dado enormes passos, na área da Defesa, que facilmente poderiam ter sido canalisados para o desenvolvimento das F-FDTL.
Portugal sempre esteve disposto a cooperar com planos concretos a nível bilateral. Angola sempre se mostrou aberta e disposta para dar todo o apoio. Mas nunca deram os passos necessários para apresentarem projectos específicos a serem apoiados.

“Roque Rodrigues nunca deu um passo em relação às F-FDTL sem que o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak estivesse de acordo” ?! Culpar o BG Ruak de ser o responsável pelos problemas dos peticionários?! O BG Ruak nunca deu os passos necessários para os resolver e o Roque Rodrigues concordava e o Alkatiri respeitava? Que besteira!
A falta de condições de vida, da logística, de regime militar adequado, de respeito pela herarquia e tudo o mais que contribuiu para que 45 % das forças abandonarem os quartéis é então culpa do BG Ruak?!

Meninos e meninas, deixem de assacar as culpas ao BG Ruak e assumam as vossas culpas! É, antes demais, responsabilidade do Ministro da Defesa e, ainda que seja apenas hierarquicamente, é em última análise, responsabilidade do Primeiro-ministro.
Não é assim em todas as democracias? Então o Ministro da Defesa não assume responsabilidade de nada? É só ‘pau mandado’ do Estado-Maior das Forças?...

Já explicaram porque nunca deram um passo para promover, com a devida dignidade e respeito, o BG Taur Matan Ruak a CEMGFA (Chefe de Estado Maior das Forças Armadas) em todo o período do Governo Alkatiri e Minsitro da Defesa Roque Rodrgiues?

Porque sempre subestimaram esta grande homem da Resistência BG TMR?...

Só durante o Governo do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão (que Alkaktiri diz ser inconstituiconal e só de facto) é que o BG passou a ser tratado com o devido respeito e promovido, de acordo com o que a lei exige, para CEMGFA!
Não é verdade que o Presidente da República, que é quem deve concluir esta promoção, solicitou várias vezes ao Ministro da Defesa Roque Rodrigues e ao PM Alkatiri para avançarem com a proposta do Governo para o Presidente da República nomear o BG Ruak para CEMGFA, mas o Ministro da Defesa Roque Rodrigues e o PM sempre ignoraram este pedido?

E deixaram o BG Ruak continuar sem um estatuto legal apropriado, porque o titulo de Comandante-Geral atribuído pelo regulamento da UNTAET, desde o tempo do Ministro Chefe Alkatiri, já foi ultrapassado pela nova lei de Timor-Leste independente, a Lei Orgânica das F-FDTL?
Esta lei foi útil para Alkatiri se assumir como Comandate da Forças na crise de 2006, sem o acordo do BG Ruak porque ele nem se encontrava no país na altura, mas esta lei não foi útil para o PM Alkatiri propor atribuição legal do posto de CEMGFA ao BG Taur Matan Ruak? Porquê?!
É simples. É razão ideológica, não há outra explicação. Não venham com rodeios. Estes são factos.

E o Primeiro-Ministro Alkatiri concordava com o Roque Rodrigues? Pois claro. É esta conversa: quanto menos fizeres para desenvolver as F-FDTL, Camarada, melhor é.
Eu, como PM, concordo plenamente. E o Ruak concorda também? Não sei, Camarada Secretário-Geral, mas vou fazê-lo concordar. Então já se esqueceu que sou psicólogo?!

E não tinham apoio jurídico? Até este ponto? Que vergonha! Por não poderem mexer no dinheiro do Petróleo?! Grande desculpa de irresponsaveis governantes.
E não souberam pedir a Portugal? Não souberam pedir a Angola, a Moçambique, ao Brasil, à Guiné Bissau, países amigos e irmãos com sólida amizade e solidariedade?
Porque não pediram? Porquê?

Sabemos bem: porque nunca tiveram a motivação, o genuíno respeito pelo Comando das F-FDTL, pelos guerrilheiros. Tiveram respeito em discursos e em demagogias, mas nunca no plano concreto. Os factos de cinco anos de controlo de Timor por Alkatiri e a sua ‘clique’, nesta área da Defesa, e as consequências deste desleixo em relação às Forças Armadas falam por si.

Podem dar todas as voltas que quiserem, que vão parar sempre ao mesmo ponto: são governantes irresponsáveis, por isso criaram a crise. Hoje, também e com certeza, que este Governo não dá passos sem o BG Ruak e o Estado-Maior concordarem com estes passos.
Ainda é o mesmo mas com uma diferença fundamental. A diferença é que se está a dar passos muito concretos porque existe motivação e porque existe respeito genuíno pelas Forças, porque se governa para todos e não só para a facção do próprio Partido.

Esta é a diferença!

Ass: Maria

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Taur Matan Ruak alertou há uma semana de que PR e PM poderiam ser alvos

>> 20080212


O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há uma semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque


«Disse há uma semana, na reunião do grupo de alto nível de segurança, que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país», afirmou Taur Matan Ruak.

Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontam para uma eventual acção do grupo de Reinado.

Lusa / SOL

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