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Timor-Leste: Balística do 11 de Fevereiro «ainda não bate certo», diz PGR

>> 20090210


Díli, 10 Fev (Lusa) - O resultado dos exames balísticos do 11 de Fevereiro de 2008 «ainda não bate certo», admitiu hoje em Díli o Procurador-Geral da República de Timor-Leste.

«Ainda não bate bem, não bate certo», declarou Longuinhos Monteiro numa conferência de imprensa sobre a investigação aos acontecimentos de há um ano.

Longuinhos Monteiro anunciou que ordenou a realização de mais testes balísticos mas garantiu que a acusação será feita dentro do prazo legal, que termina a 04 de Março próximo.

«No resultado balístico anterior tinha algumas dúvidas e por isso ordenei nova examinação balística», explicou Longuinhos Monteiro.

Questionado pela Agência Lusa sobre se são os testes ou os arguidos que não batem certo, Longuinhos Monteiro foi taxativo, respondendo que são «os resultados».

As declarações foram feitas numa conferência de imprensa convocada hoje de manhã, com apenas meia hora de antecedência.

Passa amanhã um ano sobre o duplo ataque ao Presidente da República, José Ramos-Horta, e ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, por dois grupos armados liderados pelo major Alfredo Reinado e pelo ex-tenente Gastão Salsinha.

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No âmbito do processo do 11 de Fevereiro de 2008, foram constituídos arguidos 32 suspeitos, dos quais 23 estão em prisão preventiva

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O principal suspeito dos acontecimentos de há um ano, Alfredo Reinado, morreu no ataque à residência do Presidente da República.
José Ramos-Horta foi atingido a tiro e ficou em estado crítico para Darwin, Austrália, onde esteve até 17 de Abril de 2008.
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>> 20080929



Timor-Leste: "Acusar é fácil, justificar é difícil",

diz PGR Longuinhos Monteiro


Dili, 29 Set (Lusa) - O Procurador-geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, declarou hoje em Díli à Agência Lusa que "acusar é fácil mas justificar é difícil", acusando a classe política de "falta de maturidade".


Longuinhos Monteiro foi entrevistado pela Lusa horas antes da primeira inquirição de um elemento do Estado-Maior das Forças Armadas sobre a transferência de armas em 2006.

"Fazer justiça não é tão fácil como acusar as pessoas publicamente. Acusar é fácil, justificar é difícil", afirmou Longuinhos Monteiro à Lusa.

"O nosso trabalho é justificar. Mas não para satisfazer ninguém. Trabalhamos segundo a lei", explicou.
O Procurador-geral timorense reagiu às críticas e ameaças de que tem sido alvo, considerando que a PGR "está entre a espada e a parede".

"A verdade é a verdade e tem de ser esclarecida", afirmou Longuinhos Monteiro.


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Em paralelo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Presidente da República o levantamento da imunidade do chefe do Estado-Maior-general das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e do ex-ministro da Defesa, Roque Rodrigues.

"O pedido foi feito há quatro meses e até agora não tivemos nenhuma notícia", afirmou Longuinhos Monteiro.


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