Divulgação | Timor-Leste "Ciclo de Conferências 2012"

>> 20120422


 

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Debate: [Timor-Leste] tetum, português, língua indonésia ou inglês

No Público de hoje, versão para assinantes: Timor-Leste, tetum, português, língua indonésia ou inglês? Por José Ramos-Horta.

Alguns excertos:


O Censo Nacional de 2010 apurou que cerca de 90% da população usa tétum diariamente
"De quando em vez, um jornalista ou académico opina sobre a escolha de línguas oficiais feita por Timor-leste. Victor R. Savage, professor associado de Geografia na Universidade Nacional de Singapura, escrevia recentemente: “A actual eleição presidencial em Timor-leste trouxe visibilidade internacional a este Estado marginalizado do Sudeste Asiático”.  

Já nos chamaram “estado frágil” e “estado falhado”, mas “estado marginalizado” é um novo título que acaba de nos ser concedido. Savage prosseguia, proporcionando-nos a sua opinião académica sobre o que é, em Timor-leste, uma questão simples — as línguas.
Os artigos 13.º e 159.º da nossa Constituição determinam que o tétum e o português são as nossas línguas oficiais e a língua indonésia e inglês são línguas de trabalho. Será possível atitude mais aberta e pragmática do que esta?
A liderança e o povo timorenses, embora ilhéus, têm uma mentalidade voltada para o exterior, aberta a influências culturais, aprendendo e absorvendo o bom (e o mau) que vemos, ouvimos e lemos sobre o mundo. Estamos entre os povos mais poliglotas do mundo. Uma grande percentagem entre nós usa três a cinco idiomas — uma língua local materna, tétum, indonésio, português e inglês.
Aconselho sempre os jovens a terem uma atitude aberta à informação, ao conhecimento de outras culturas e a aprenderem tantas línguas quanto possível. Exorto-os a não terem a atitude provinciana do australiano médio, ou do americano ou britânico, que dominam apenas o inglês.
O número de jovens timorenses a familiarizarem-se com o inglês é crescente. Estima-se que a língua inglesa é entendida por 31,4%. Tem-me impressionado também o número de jovens com alguma fluência em espanhol, coreano, japonês ou chinês, após apenas meses de aprendizagem.
O Censo Nacional de 2010 apurou que cerca de 90% da população usa tétum diariamente. Uns 35% são utilizadores fluentes do indonésio e 23,5% falam, lêem e escrevem português. Este é um número impressionante, quando nos lembramos que menos de 5% dos timorenses dizia compreender português, em 2002.
No seu comentário, Savage pôs em questão a sensatez da política linguística de Timor-leste, sugerindo que devíamos optar pelo inglês, em vez do tétum e do português, ignorando o facto de a nossa Constituição proporcionar a utilização do inglês e do indonésio como línguas de trabalho.
Savage afirma, erradamente, que embora o tétum seja língua oficial, “no terreno, tem-se a impressão de que está a ser dada prioridade ao português por ser a língua de comunicação da elite política e social — em suma, uma língua elitista em Timor-leste. Uma política da língua como esta envolve desafios únicos”.
É óbvio que ou Savage ainda não foi a Timor-leste ou foi lá de passagem — no estilo aterra e descola. As sessões do nosso Parlamento Nacional, do Conselho de Ministros, seminários e conferências, etc. são maioritariamente realizadas em tétum.
A Resistência Timorense, o Governo e a Igreja Católica contribuíram mais do que ninguém para a generalização e modernização do tétum. O facto de o tétum ser hoje falado por perto de 90% é um grande indicador do nosso êxito na construção nacional. Mas o tétum está ainda a caminho de se tornar uma lingua plenamente funcional, perante os desafios da modernidade. Milhares de termos foram tomados de empréstimo do português, alguns do indonésio e do inglês, e creio que o tétum precisa de mais 10/20 anos para se tornar uma língua dinâmica e rica. A língua indonésia também adoptou centenas de palavras do português, em resultado da longa presença colonial no Sudeste Asiático.
Mais 10 anos e teremos metade da nossa população a dominar a língua portuguesa, uma versão local do português, com vivacidade tropical e musicalidade própria, como o português falado no Rio ou em Luanda. O tétum terá o mesmo encanto e colorido, mas estará mais apetrechado para responder a desafios da abertura do país ao mundo. 
Como outros anglófilos, Savage parece acarinhar a visão simplista do inglês a abrir, por si, as Portas do Céu a um Timor-leste pobre, resolvendo problemas sociais e económicos. E, sendo o inglês a chave do futuro de Timor-leste, presumo que será também o caminho da fortuna para os outros países pobres.
Inversamente, nesta linha de raciocínio, aquele académico quererá fazer crer que foi o inglês que catapultou nações como o Japão, Coreia, Alemanha, Itália, França para o estatuto de grandes potências industriais? E como explicar a emergência do Brasil, falante do português, como potência económica global, tomando à velha Inglaterra o lugar de sexta economia mundial? E como explicar o actual estatuto de “estado frágil” atribuído a Estados insulares do Pacífico ou africanos que no passado foram administrados pelo Reino Unido e adoptaram o inglês como língua oficial desde as suas independências?
E os nossos irmãos aborígenes australianos, cuja expectativa média de vida à nascença é 10 anos mais baixa do que em Timor-leste? Não deveriam eles estar muito melhor, após serem colonizados por falantes do inglês durante mais de 200 anos?
Contrariamente à afirmação do académico de Singapura, segundo a qual a nossa decisão de não usar o indonésio teve origem na sensibilidade política da questão, eu afirmo que não temos ressentimentos no que respeita à língua e às culturas da Indonésia.
Eu defendi até que deveremos dar ao indonésio o estatuto de língua oficial, após a necessária avaliação de custos e disponibilidade de professores. 35% do nosso povo fala indonésio, mas nos grupos etários dos 5-10 anos, especialmente em zonas rurais, aquela percentagem é muito menor.
Embora com respeito pelo que parece ser o grande conhecimento do académico sobre a Indonésia e estando reconhecido pelos seus alvitres, Timor-leste e a República Indonésia desfrutam de relações exemplares em todos os campos, graças à visão dos líderes dos nossos dois países, optando por uma abordagem pragmática, olhando para o futuro.
Timor-leste é desde 2005 membro activo do Fórum regional da ASEAN e participou ao longo dos últimos 10 anos em todas as reuniões ministeriais da ASEAN, que reúne os restantes países da nossa região natural e à qual esperamos aderir em breve. Abrimos já embaixadas em cinco Estados da ASEAN e, até 2013, vamos abrilas nos cinco Estados-membros restantes. Temos também representação ao nível de embaixada em Seul, Tóquio e Pequim. Há, por outro lado, 20 embaixadas estrangeiras em Díli. Timor-leste acolhe a presença de grande número de organizações internacionais.
Embora reconhecido a Richard Savage por nos indicar generosamente caminhos para sairmos da “marginalização regional”, atrevo-me a desafiar visões anglo-saxónicas centradas na ideia de que o mundo seria um lugar melhor se nos rendêssemos todos ao inglês.
Os nossos irmãos na Papuásia-nova Guiné, Libéria, Zimbabué, Suazilândia, para referir apenas um pequeno grupo de Estados da Comunidade Britânica, podem, aliás, rejeitar o pressuposto. E franceses, alemães, italianos, suecos poderão discordar também.
O inglês é uma língua importante, quase incontournable, se quisermos aceder a informação científica e tecnológica, ao comércio internacional ou mercados financeiros. Mas o facto de um idioma ter utilidade regional ou global não conduz inevitavelmente à conclusão de devermos abandonar as raízes históricas e culturais e fazê-lo língua oficial.
E ainda que fôssemos persuadidos, por Savage e outros académicos, da “superioridade” da língua inglesa, adoptando-a como língua oficial, enfrentarse-iam desafios quanto a recursos financeiros e humanos exigidos para pôr em prática tal política.
De novo, perguntaria aos meus irmãos da Papuásia-nova Guiné, Libéria, Suazilândia, Zimbabué, África do Sul, etc., se, após a sua experiência de uso do inglês há muitas gerações, essa língua, dir-se-ia milagrosa, os libertou de conflitos sociais e da pobreza.
A sua resposta poderia bem ser: “O inglês é muito útil, dá-nos acesso a informação indispensável ao desenvolvimento, mas em si mesma não é um atalho da pobreza para a prosperidade. Basta ver a situação em que nos encontramos, após gerações de administração pelo Reino Unido e de pertença à Comunidade Britânica.” 
Admito que nem todos somos tão práticos como os nossos irmãos de Singapura. Confesso que somos, na maioria, algo românticos, temos uma perspectiva histórica, porque temos uma longa história, nem sempre nos orientamos exclusivamente pela mentalidade comercial e prática ao estilo de Singapura. Significa isto estarmos condenados a um progresso lento, apenas por termos uma sociedade multilingue e uma cultura multifacetada, vibrante e colorida, que nos inclina a desfrutar mais frequentemente a beleza da vida? Tenho a certeza que não. "

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Viva Timor-Leste!

>> 20120418

"Aceito a responsabilidade que me atribuíram", diz Taur Matan Ruak num discurso na sede de candidatura 
O vencedor das eleições presidenciais de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, anunciou hoje que aceita a responsabilidade que as eleições  timorenses lhe conferiram, num discurso de mais de 20 minutos na sede de  candidatura, perante mais de duas dezenas de apoiantes. ( Sic Notícias)
© Sic Notícias | Taur Matan Ruak e Xanana Gusmão durante um a campanha para as presidenciais (AP)

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Timor-Leste / Eleições: Ramos-Horta reconheceu derrota

>> 20120321


19 de Março de 2012, 04:52


O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, reconheceu hoje a sua derrota nas eleições presidenciais de sábado e felicitou Francisco Guterres Lu Olo e Taur Matan Ruak, os dois candidatos que passam à segunda volta.

"No dia 19 de maio pela meia-noite um novo Presidente será empossado de entre os dois candidatos que vão agora à segunda ronda", afirmou em declarações aos jornalistas o chefe de Estado timorense.
"Felicito os dois por irem à segunda ronda e apelo aos seus apoiantes para que mantenham esse comportamento admirável de civilidade que todos testemunharam", acrescentou.
Na declaração, feita em tétum, português e inglês, o Presidente começou por felicitar os timorenses pela forma como decorreu o ato eleitoral.
"As minhas primeiras palavras são para felicitar o povo timorense pelo civismo, sentido de responsabilidade cívico em ter participado em esmagadora maioria neste processo eleitoral, apesar das chuvas, das intempéries, apesar das estradas, mais de 70 por cento do eleitorado foi às urnas", afirmou.
A seguir destacou o comportamento "admirável" de todos os candidatos e partidos políticos que participaram na campanha eleitoral e agradeceu o apoio das organizações internacionais, sublinhando que todos contribuíram para um processo pacífico e profissional.
Na declaração, o chefe de Estado timorense explicou que não fez campanha eleitoral, porque não queria fazer campanha contra algumas figuras que considera heroicas e históricas em Timor-Leste.
"Não são só os dois que vão à segunda ronda, presidente da Fretilin, Francisco Lu Olo Guterres, e general Taur Matan Ruak, mas também o vice-primeiro-ministro José Luís Guterres e o presidente do parlamento nacional, Fernando La Sama de Araújo", disse.
Aos seus apoiantes, José Ramos-Horta agradeceu por acreditarem em si.
"Deram-me uma lição de extrema generosidade. A todos eles agradeço publicamente aqui", afirmou.
O Presidente timorense concluiu, afirmando que vai entregar ao futuro chefe de Estado um país diferente do que aquele que recebeu em 2007.
"Um país tranquilo, o povo readquiriu a alegria, a fé e o otimismo, as ruas de Díli tranquilas, as nossas forças armadas, a nossa polícia razoavelmente organizadas", salientou.
Segundo os últimos resultados provisórios das eleições presidenciais, Francisco Guterres Lu Olo obteve 128.266 votos (28,45 por cento), seguido de Taur Matan Ruak com 113.553 votos (25,18 por cento) e de José Ramos-Horta com 80.291 votos (17,89 por cento).
As eleições presidenciais realizaram-se no passado sábado.
MSE.
Lusa/Fim

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Timor-Leste/Eleições - Lu Olo e Taur Matan Ruak continuam a liderar contagem de votos nas presidenciais Últimas Crónicas Presidenciais nos Districtos Timor-Leste/Eleições:Lu Olo e Taur Matan Ruak na segunda volta, depois de contados mais de 75% dos votos




Francisco Guterres Lu Olo e Taur Matan Ruak vão disputar a segunda volta das presidenciais de Timor-Leste, ainda sem data marcada, depois de apurados mais de 75 por cento dos votos do escrutínio de sábado no país.

Segundo os últimos resultados provisórios, divulgados pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) de Timor-Leste, Francisco Guterres Lu Olo obteve 128.266 votos (28,48 por cento) e Taur Matan Ruak 113.553 votos (25,18 por cento).

São os seguintes os resultados eleitorais provisórios divulgados pelo STAE quando estão contados 475.795 votos (75,94 por cento):
1 - Francisco Guterres Lu Olo - 128.266 (28,48 por cento)
2 - Taur Matan Ruak - 113.553 (25,18 por cento)
3 - José Ramos-Horta - 80.291 (17,81 por cento)
4 - Fernando La Sama de Araújo - 79.653 (17,67 por cento)
5 - Rogério Lobato - 16.090 (3,56 por cento)
6 - José Luís Guterres - 9.053 (2,01 por cento)
7 - Manuel Tilman - 2.080 (1,80 por cento)
8 - Abílio Araújo - 6.139 (1,36 por cento)
9 - Lucas da Costa - 3.826 (0,85 por cento)
10 - Francisco Gomes - 3.505 (0,78 por cento)
11 - Maria do Céu Lopes da Silva - 1.820 (0,40 por cento)
12 - Angelita Pires - 1.219 (0,38 por cento)
A nível distrital a classificação dos quatro candidatos mais votados é a seguinte:
Aileu
Taur Matan Ruak - 2.794 (15,74%)
Francisco Guterres Lu Olo - 2.598 (13,70%)
José Ramos-Horta - 6.818 (35,96%)
Fernando La Sama de Araújo - 3.269 (17,24%)
Ainaro
Taur Matan Ruak - 2.824 (11,48%)
Francisco Guterres Lu Olo - 3.357 (13,65%)
José Ramos-Horta - 5.106 (20,76%)
Fernando La Sama de Araújo - 9.637 (39,18%)
Baucau
Taur Matan Ruak - 18.509 (42,21%)
Francisco Guterres Lu Olo - 21.371 (48,74%)
José Ramos-Horta - 749 (1,71%)
Fernando La Sama de Araújo - 935 (2,13%)
Bobonaro
Taur Matan Ruak - 8.176 (20,11%)
Francisco Guterres Lu Olo - 8.268 (20,34%)
José Ramos-Horta - 9.260 (22,78%)
Fernando La Sama de Araújo - 10.215 (25,13%)
Covalima
Taur Matan Ruak - 5.613 (20,78%)
Francisco Guterres Lu Olo - 6.922 (25,62%)
José Ramos-Horta - 3.942 (14,59%)
Fernando La Sama de Araújo - 7.651 (28,32%)
Díli
Taur Matan Ruak - 27.697 (31,68%)
Francisco Guterres Lu Olo - 22.595 (25,84%)
José Ramos-Horta - 18.429 (21,08%)
Fernando La Sama de Araújo - 12.164 (13,91%)
Ermera
Taur Matan Ruak - 6.319 (13,75%)
Francisco Guterres Lu Olo - 9.014 (19,61%)
José Ramos-Horta - 16.617 (36,15%)
Fernando La Sama de Araújo - 7.584 (16,50%)
Lautém
Taur Matan Ruak - 8.749 (30,99%)
Francisco Guterres Lu Olo - 12.052 (42,69%)
José Ramos-Horta - 1.512 (5,36%)
Fernando La Sama de Araújo - 4.300 (15,23%)
Liquiça
Taur Matan Ruak - 5.575 (19,60%)
Francisco Guterres Lu Olo - 6.352 (22,33%)
José Ramos-Horta - 5.453 (19,17%)
Fernando La Sama de Araújo - 7.649 (26,89%)
Manatuto
Taur Matan Ruak - 7.026 (34,83%)
Francisco Guterres Lu Olo - 4.092 (20,28%)
José Ramos-Horta - 3.880 (19,23%)
Fernando La Sama de Araújo - 2.624 (13,01%)
Manufahi
Taur Matan Ruak - 4.131 (18,46%)
Francisco Guterres Lu Olo - 6.152 (27,50%)
José Ramos-Horta - 2.918 (13,04%)
Fernando La Sama de Araújo - 5.396 (24,12%)
Oecussi
Taur Matan Ruak - 6.380 (22,93%)
Francisco Guterres Lu Olo - 4.617 (16,59%)
José Ramos-Horta - 4.997 (17,96%)
Fernando La Sama de Araújo - 6.318 (22,70%)
Viqueque
Taur Matan Ruak - 9.760 (27,58%)
Francisco Guterres Lu Olo - 20.876 (58,98%)
José Ramos-Horta - 610 (1,72%)
Fernando La Sama de Araújo - 1.911 (5,40%)

Dos 475.795 votos contados, o STAE considerou 450.905 válidos, 18.115 como nulos e 6.478 em branco.
A taxa de abstenção ainda não é conhecida.
O STAE envia hoje os resultados provisórios para a Comissão Nacional de Eleições, que terá 72 horas para resolver reclamações e confirmar resultados provisórios.
Os resultados oficiais serão anunciados pelo Supremo Tribunal de Recurso o mais tardar até ao início da próxima semana.

19 de Março de 2012, 08:55

MSE. / Lusa/Fim

http://presidenciais.sapo.tl/2012/

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Presidenciais em Timor iniciam fase decisiva para consolidar democracia

>> 20120320



Primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e a mulher, Kirsty Sword Gusmão

Campanha decorreu sem sobressaltos. Dez anos após a independência, novo teste à estabilidade. Há 12 candidatos mas corrida parece resumir-se a três. Resultados projectam legislativas.
Será bem-sucedida a estratégia do Presidente Ramos-Horta, que optou por uma campanha minimal? O prestígio de ex-chefe das Forças Armadas, somado ao apoio de Xanana Gusmão, valerá a eleição a Taur Matan Ruak? O peso da histórica Fretilin permitirá a Francisco Lu-Olo Guterres melhorar o que fez em 2007, quando chegou à segunda volta?

Se nenhum dos candidatos conseguir hoje, na primeira ronda das presidenciais timorenses, mais de metade dos votos - cenário provável devido à existência de várias candidaturas fortes e ao elevado número de concorrentes, 12 - os eleitores regressam às urnas no dia 14 de Abril para escolher entre os dois mais votados. E a 29 de Junho serão chamados a eleger um novo Parlamento. 
Qualquer que seja o resultado das presidenciais, o que Timor-Leste está a viver - hoje e nos próximos meses - é um teste à estabilidade e ao estado da sua democracia. "Se a eleição for bem-sucedida vai demonstrar que o povo de Timor-Leste aceita e valoriza a participação eleitoral, o que reflecte a consolidação da democracia. No entanto, se não correr bem, se for marcada por violência ou práticas desleais, pode fatalmente enfraquecer a ideia de democracia", disse ao PÚBLICO Damien Kingsbury, da Deakin University, na Austrália, que se declara optimista sobre o processo.
Paulo Gorjão, director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança, concorda que a eleição presidencial é "um teste à estabilidade" de um país que em Maio completa dez anos de independência. E também não antevê problemas. "Toda a gente conviverá bem com o resultado", considera o investigador, para quem nas legislativas haverá "maior tensão". Porquê? Estará em causa o poder executivo e desenha-se um "confronto partidário com um traço de natureza pessoal" entre Xanana e Mari Alkatiri, actual e ex-primeiro-ministro, há muito desavindos. 
A campanha, marcada pela morte de Xavier do Amaral, Presidente efémero em 1975, e que também era candidato, decorreu em ambiente calmo. O que é um dado relevante. Há cinco anos foi diferente: estava bem viva a agitação de ex-militares que parecia ir mergulhar novamente o país no caos. Em 2008, os atentados contra Horta e Xanana mantiveram as preocupações na agenda. Um tal passado acentua a importância das eleições deste ano. 
Se não houver problemas será provável a partida, no fim do ano, das forças estrangeiras chamadas a estabilizar a situação, incluindo a GNR portuguesa. Ficará também facilitada a integração de Timor na ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). Além disso, como há dias assinalava a revista Economist, os investidores externos vão perceber "que o país deixou para trás os anos de violência". 

Os favoritos e os outros
Nas terceiras presidenciais em Timor, segundas desde a independência, Ramos-Horta, Matan Ruak e Francisco Lu-Olo Guterres são, para Damien Kingsbury, os candidatos com mais possibilidades de conseguirem a maioria dos votos dos 628.454 eleitores. O primeiro procura um inédito segundo mandato depois de em 2007, na segunda volta, ter derrotado Lu-Olo, com quase 70% dos votos. Tem como crédito uma "bem-sucedida presidência", considera o investigador australiano, autor de vários estudos sobre Timor. 
Matan Ruak, chefe da guerrilha na fase final da ocupação, e até há poucos meses chefe das Forças Armadas, entra em diferentes franjas do eleitorado e conta com o apoio de Xanana - que há cinco anos estava com Horta - e do seu CNRT (Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste, criado em 2007). Lu-Olo repete a candidatura pela histórica Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente, partido mais votado mas na oposição). Em 2007, foi o mais votado entre os oito candidatos da primeira volta, com 27,89%, mas perdeu depois para Horta. "Há outros que também podem ter bom desempenho, mas só dois passam à segunda volta e a maioria das pessoas espera que sejam dois desses três", acrescenta Kingsbury.
Para Paulo Gorjão, o leque de favoritos é ainda mais restrito. "Se houver vencedor à primeira volta é surpresa, se não forem Ramos-Horta e Matan Ruak a passar à segunda também", disse ao PÚBLICO. Lu-Olo tem o apoio do maior partido, mas "não tem muito carisma" nem "capacidade de ir buscar eleitorado a outros quadrantes", ao contrário dos rivais, considera. 
"A minha dúvida é se o facto de Ramos-Horta ser o incumbente e a popularidade lhe chegam", diz o investigador português, que vê na decisão do Presidente de não fazer campanha uma forma de "se proteger de uma possível derrota". A não-campanha de Horta não o impediu de fazer declarações nem promessas. Já com as eleições à vista defendeu, por exemplo, a revisão das pensões de deputados e governantes. 
Damien Kingsbury entende que, se passar à segunda volta, o Presidente, que avançou sem apoio partidário, tem boas possibilidades de ser reeleito, mobilizando o apoio dos não alinhados com o adversário. "Se enfrentar Lu-Olo, as suas hipóteses serão talvez maiores do que se tiver como adversário Ruak e depender do apoio da Fretilin, especialmente porque a Fretilin também simpatiza com Ruak - eles tentaram, sem êxito, que fosse ele o seu candidato", afirma.

Fernando La Sama de Araújo, presidente do Parlamento, que em 2007 foi terceiro, com mais de 19%, não é incluído no lote de favoritos. Rogério Lobato, ex-ministro, condenado por autoria indirecta de quatro homicídios, indultado por Horta; e José Luís Guterres, ex-vice-primeiro-ministro e aliado do CNRT, são também candidatos. Concorrem ainda Manuel Tilman, ex-deputado ao Parlamento português; Abílio Araújo; Francisco Gomes; Lucas da Costa; Angelita Pires, julgada e absolvida por instigação do atentado que em 2008 deixou Ramos-Horta gravemente ferido; e Maria do Céu Lopes da Silva.
O teste à democracia em Timor continua em Abril, ou pelo menos em Junho, com as legislativas. Os resultados das presidenciais permitirão perspectivar as eleições para a escolha do próximo Governo, ao qual se colocam como principais desafios a paz e a luta contra a pobreza - o país tem um Produto Interno Bruto per capita de 2220 dólares (Banco Mundial, 2010) e 41% da população vive com menos de um dólar por dia.

Para Paulo Gorjão, o confronto eleitoral com maior tensão serão as legislativas, não as presidenciais. Estará em causa o executivo e adivinha-se uma disputa acesa entre a Fretilin, com Alkatiri, e o CNRT, com Xanana, tendo como pano de fundo uma "pedra no sapato" da política timorense: a exclusão por Ramos-Horta, em 2007, da Fretilin, partido mais votado, do processo de formação do Governo. "Aí, de facto, é preciso que tudo corra bem."



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Timor-Leste: Eleições presidenciais - 17 Março 2012

>> 20120316


12 Candidatos à Presidência da República



Manuel Tilman

Manuel Tilman, de 60 anos, é um dos candidatos às Eleições Presidenciais em Timor-Leste. Estudou Direito na Universidade Clássica de Lisboa, é professor, e o presidente do partido Klibur Oan Timor Asuwa’in (KOTA). O filho do rei de Maubisse, foi deputado na Assembleia da República Portuguesa entre 1980 a 1984. Viveu em Açores e Macau. Pertenceu à direção do CNRT na Convenção de Peniche como jurista.

Taur Matan Ruak

Taur Matan Ruak candidata-se às eleições presidenciais em Timor-Leste porque acredita que conseguirá replicar a “transição bem sucedida” que conduziu nas Forças Armadas para a liderança política do país.

Francisco Guterres "Lu Olo"

Francisco Guterres, conhecido popularmente como “Lu Olo”, não é um estreante nas andanças políticas, mas foi na guerrilha que passou 24 anos. O atual líder da Fretilin é um dos 13 candidatos às eleições presidenciais em Timor-Leste.

Francisco Xavier Amaral

Francisco Xavier do Amaral, natural de Same, foi fundador e presidente da Associação Social Democrática Timorense que se tornou em Fretilin. Proclamou pela primeira vez a independencia unilateral de Fretilin que durou cerca de duas semanas antes de Timor ser invadido pela Indonésia. Ele era o único oponente a Xanana Gusmão nas eleições de 2002, onde obteve 17.31% dos votos. Também concorreu nas eleições de 2007 onde obteve  14.39% , na primeira volta.

Rogério Tiago de Fátima Lobato

Rogério Lobato, proveniente da família Lobato de Bazartete, Liquiçá. Irmão do herói timorense Nicolau Lobato; era o antigo Ministro da Defesa da República de curta duração Democrática de Timor-Leste proclamado em 28 de Novembro de 1975 e também serviu no primeiro governo constitucional de Fretilin como Ministro Interior e foi demitido 2006. Resultado de uma crise político-militar no país e condenado em 2007 com sete anos e meio de prisão.

Maria do Céu Lopes da Silva

Maria do Céu Silva nasceu em Ataúro em 1957 e sempre esteve ligada ao trabalho humanitário.

Angelita Maria Francisca Pires

Com 46 anos, Angelita Pires é a candidata presidencial mais nova. Viveu em Portugal e na Austrália após a ocupação de Timor-Leste pela Indonésia e é sobrinha da atual ministra das Finanças, Emília Pires, e do secretário de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires.

José Ramos-Horta

José Ramos-Horta é um dos mais conhecidos habitantes Timor-Leste, tendo ocupado todos os cargos possíveis, depois de receber o Nobel da Paz em 1996, até chegar a Presidente da República, função a que se volta a candidatar nas eleições de 17 de março.

Francisco Gomes

Um engenheiro timorense formado na Indonésia e que trabalhou numa empresa de telecomunicações indonésia até 1999.

José Luis Guterres

José Luís Guterres, também conhecido como Lugu era membro do Comité Central e ex-governante do Partido Revolucionário para um Timor Leste Independente. José Luís Guterres estudou na Universidade de Cambridge, Universidade de Western Cape, na África do Sul, no Instituto Malásia de Diplomacia e Relações Internacionais e no Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais em Portugal.

Abilio da Conceição Abrantes de Araújo

Abilio da Conceição Abrantes de Araújo, natural de Aileu, nasceu a 18 Outubro de 1949. Andou até à primeira classe em Aileu e continuou até à quarta classe na Missão Salesiana de Lahane, Dili. Continuou os seus estudos na Escola São Francisco Xavier em Dare. Em 1962 juntou-se ao Seminário de Nossa Senhora de Fátima, de Dare. Biografia: Abílio Araújo tem uma aptidão especial pela música e durante os seus anos de estudo na Missão Salesiana e no Seminário foi regente do corod do Seminário.

Lucas da Costa

Lucas da Costa é membro do atual parlamento do Partido Democrático e reitor da Universidade da Paz. Candidata-se nestas eleições como independente.

Fernando "La Sama" de Araújo

Fernando “La Sama” de Araújo é o candidato mais jovem às presidenciais em Timor-Leste e também aquele que mais apoios recolhe junto do eleitorado mais novo.Com 48 anos, Fernando “La Sama” de Araújo, é presidente do Parlamento timorense desde 2007.

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