GNR ficará em Timor-Leste depois de 2012

>> 20111005

Timor vai manter tropa portuguesa a seu custo



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“Timor-Leste apresenta os Objectivos de Construção de Paz e Construção de Estados na reunião Anual com o Banco Mundial e o FMI em 2011”

>> 20111004


Secretário de Estado do Conselho de Ministros e Porta-voz Oficial do Governo de Timor-Leste
Ágio Pereira
30 de Setembro de 2011
Díli, Timor-Leste


Timor-Leste apresenta os Objectivos de Construção de Paz e Construção de Estados na Reunião Anual com o Banco Mundial e o FMI em 2011 S. Exa. Kay Rala Xanana Gusmão, Primeiro-Ministro de Timor-Leste, demonstrou o seu apoio à iniciativa global liderada (o g7+) e co-presidida (o Diálogo Internacional sobre Construção de Paz e Construção de Estados) pelo seu país, com S. Exa. Emília Pires, Ministra das Finanças, presidente do g7+ e co-presidente do Diálogo, a apresentar os recém lançados Objectivos de Construção de Paz e Construção de Estados (PSGs) a participantes vindos do mundo inteiro na Reunião Anual com o Banco Mundial e com o FMI. Os PSGs visam preceder os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio em países afectados por situações de conflito e de fragilidade.
Emília Pires, presidente do g7+, afirmou que “A prestação de serviços ao nosso Povo é essencial para se poder construir uma paz sustentável. A prestação de serviços ao nosso Povo requer o fortalecimento ou construção de instituições estatais sólidas. É isto que se entende por Construção de Paz e Construção de Estados. Os Objectivos de Construção de Paz e Construção de Estados foram criados para pôr fim a conflitos, construir nações e erradicar a pobreza”. O g7+ é formado por cerca de 17 países frágeis e afectados por conflitos que se reuniram pela primeira vez na sua história em 2010, a fim de defenderem entre outras coisas a Construção de Paz e a Construção de Estados, bem como para alterarem a forma como a ajuda é gerida e prestada em cenários afectados por conflitos.
Os cinco objectivos e metas concorrentes são Inclusão Política (Um Estado para Todos), Segurança dos Cidadãos (Segurança para Todos), Justiça (Igualdade para Todos), Alicerces Económicos (Empregos para Todos – de modo a que todos os cidadãos tenham papéis a desempenhar a nível da Construção do Estado) e Gestão de Receitas e Recursos (Serviços para Todos).
Emília Pires anunciou à audiência de parceiros de desenvolvimento e de líderes globais que “Juntos iremos construir a Paz utilizando os Princípios TRUST e construir Estados utilizando os Princípios FOCUS.”
Os Princípios TRUST (confiança) entre parceiros de desenvolvimento e países receptores incluem transparência nos dois sentidos, risco (partilhado e mútuo), utilização de sistemas dos países, reforço de capacidade e tempo (assegurando que a ajuda pode ser antecipada).
Os Princípios FOCUS (foco) incluem um novo processo para construir Estados sólidos juntamente com parceiros de desenvolvimento. Este processo começa com um espectro de fragilidade (para que uma nação possa identificar a sua própria situação em termos de fragilidade), seguindo-se uma visão, um plano. Surgem então os acordos (entre parceiros de desenvolvimento e países parceiros de implementação), usando os PSGs para medir e monitorizar o progresso e apoiando o diálogo político de modo a garantir inclusão constante.
Os conteúdos dos Objectivos e das Metas, bem como dos Princípios TRUST e FOCUS, foram acordados entre representantes de cerca de 40 países no Diálogo Internacional, incluindo os países membros do g7+, representantes de países parceiros de desenvolvimento tais como os EUA, o Reino Unido, o Canadá, a UE e a Austrália, e membros de organizações parceiras de desenvolvimento como sejam as Nações Unidas, o Banco Mundial e Organizações da Sociedade Civil.
Os PSGs constituem o New Deal relativamente à ajuda a países frágeis e afectados por conflitos, indo ser apresentados no Quarto Fórum de Alto Nível sobre Eficácia da Ajuda, o qual terá lugar no mês de Novembro em Busan, na Coreia do Sul. FIM
Ágio Pereira +670 723 0011

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ou

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Ainda sobre o documentário WHERE THE SUN RISES de Grace Phan

>> 20110930

Três recortes do Diário de Coimbra de 27 e 28 de Setembro de 2011, respectivamente.
Agradecimento especial ao Diário de Coimbra
(clique nas imagens para aumentar)


Com a apresentação deste documentário, no passado dia 28 de Setembro, no Salão Brazil em Coimbra, proporcionou-se uma simples mas sentida homenagem a Kay Rala Xanana Gusmão por parte de um conjunto de amigos/as que lhe têm o respeito merecido. Ficam aqui os agradecimentos, anonimamente, a todos/as aqueles/as que de uma forma ou de outra estiveram envolvidos/as neste processo... agradeço-vos! Destaco da assistência que presenciou a projecção, a presença de inúmeros estudantes do programa Erasmus em Coimbra: italianos/as, espanhóis, franceses, holandeses. Portugueses e timorenses também não faltaram. As conversas resultantes da apresentação deste documentário deixam-me particularmente feliz.


Agradecimento especial à UC.PT


No dia em que a Universidade de Coimbra prestou também a mais elevada atenção a este seu "aluno", não passa em branco chamar aqui à atenção para o discurso que Xanana Gusmão proferiu e que se aconselha vivamente a lerem aqui.


Obrigado Xanana por seres como és... resistente e acutilante!

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DISCURSO DE SUA EXCELÊNCIA KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA CERIMÓNIA DE DOUTORAMENTO HONORIS CAUSA ATRIBUÍDO PELA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

>> 20110929

Reitor Cancelário da Universidade de Coimbra,

Prof. Doutor João Gabriel Silva

Ilustre Director da Faculdade de Letras,

Prof. Doutor Carlos André

Prof. Doutor Eduardo Lourenço



Excelências

Prezados Convidados

Caríssimos amigos

É com incontrolável emoção que me encontro aqui perante vós.

A surpresa, como imediata resposta a um ‘sms’ que me foi dado a ver, acariciou o ego, que cada ser humano possui como reduto intocável, do bem e do mal, e afligiu a minha mente com uma curiosidade incrédula.

E, um ‘não, não, não é possível’ esboçava a busca do porquê deste imprevisto da vida, na tentativa de desvendar que potencial teria transparecido à magnânima leitura da Faculdade de Letras, para a induzir, assim, a uma escolha, talvez pouco merecida.

E em remorsos, descobri-me na consciência vagante de aluno ‘ad eternum’ da Faculdade de Direito, como cidadão latente de Conímbriga, munido de um passaporte de cumplicidades.

E foi assim nessa simples interacção, no repositório dos tempos, que uma pessoa, como eu, podia sentir-se integrada, por coação do acaso ou por suposição de mérito.

Infelizmente, a vida é esta interacção, do indivíduo com o colectivo, desde a sua dimensão ínfima à grandeza e expansão do macro, neste cosmos que se revolta contra si mesmo, por ineficácia das virtudes idealizadas e por acção das desvirtudes cumpridas.

A vida é, afinal, esta relação do indivíduo com o exterior de si mesmo, na rotina da sua proximidade ou imbuída de elementos que abraçam a lonjura do espaço e dos tempos.

E é aqui que a vida ensina, numa dialéctica de buscas e encontros, de exigências e respostas, de aspirações e compromissos. A vida, que absorve e transforma os actos, pode ainda equilibrar juízos, ou não, e temperar ou despoletar emoções e, assim, moldar o sentido que cada um dá à própria vivência... de si, para si e para fora de si.

Mas a vida dispõe, ao indivíduo e ao colectivo, de opções que se afiguram modelarmente como ideais, princípios e valores, traduzidos em ética, moral, justiça, direitos... e também todo o reverso, a que chamamos mal - para as consciências, pecado - para as almas, erro – para os intocáveis e crime - para os indivíduos comuns.

A liberdade é, tão somente, a escolha de opções, por parte do indivíduo, mas que pode perdê-la, sem se dar conta, quando essa escolha não se resguarda da estandardização fácil que o colectivo adopta... e assume... e impõe. E quando isso acontece, esse colectivo de indivíduos, que é a sociedade, vive... uma existência de inacção do espírito e de conformismo de atitudes, sacudidos apenas quando, no dia-a-dia, se sente oprimido pela angústia... de não poder encontrar solução aos seus desencantos.

Um dos elementos que avivavam a chama da resistência, no país que me fez indivíduo, foi o slogan de uma nova ordem mundial. Quatro décadas depois, a nova ordem mundial ficou subordinada à globalização de ideias, formuladas por um pequeno grupo de indivíduos... à globalização de actos, comandados por um reduzido número de indivíduos... à globalização de políticas, decididas por um pequeno grupo de indivíduos... à globalização de regras e critérios, estabelecidos por um reduzido número de indivíduos... numa globalização real da ... atrofia das mentes.

Hoje, o mundo, no seu colectivo maior, perdeu o rumo... porque só age por reflexo e perdeu a subtileza de ser humano, e se tornou refém da padronização do seu activo íntimo, que é o acto de pensar, de conhecer e de entender... para inspirar acções.

Defende-se a violência para se criar uma paz impossível, condenam-se os fracos para mitigar a absolvição das próprias culpas, preza-se a hipocrisia para dar sentido a ideologias ortodoxas de supremacia, recorre-se à falsidade para se dar valor à livre expressão.

A liberdade ficou subjugada pelos interesses dos poderosos, a democracia violentada para a defesa dos mais fortes, os direitos humanos espezinhados pelos interesses económicos e, a justiça, restrita aos segmentos mais frágeis de colectivos, compartimentados em cada país, por obediência a outros.

O mundo necessita de coragem para romper com as barreiras dos interesses que, pretensamente globais, conduzem a actos de injustiça, com que nos deparamos ou testemunhamos directa ou indirectamente. Hoje, o colectivo das pessoas reage, numa similaridade confrangedora aos revolucionários da década dos sessenta, que devoravam as máximas e as vomitavam, incendiando os ares de um outro fenómeno global... da ignorância inocente de uma humanidade, ainda descalça e analfabeta, isolada e sub-desenvolvida.

Mas o indivíduo, como o colectivo de hoje, está intoxicado pelo avanço da ciência de que ficou escravo, e continua descalço porque os sapatos estão sempre a pedir reciclagem; e continua analfabeto, porque não percebe que já percebeu que os problemas são sistémicos e estruturais.

O indivíduo, como o colectivo de hoje, preenche cada momento do seu dia no consolo das novas tecnologias, que transpõem fronteiras, mas continua isolado, porque embora se comunique com outros à distância, as palavras já nem confortam as suas penúrias; e continua sub-desenvolvido, porque ou lhe pagam para não produzir ou não tem emprego e lhe negam oportunidades.

O indivíduo, como o colectivo de hoje, ficou reduzido ao automatismo do pensar e tornou-se adicto à droga do ‘marketing’, tornou-se escravo da especulação dos grandes capitais e ficou refém da subida e descida das bolsas de valores, que não são suas, porque as suas magras carteiras só acumulam cartões de dívidas.

Num retrato amalgamado de indivíduos... sem rosto, sem cor, sem origem, sem futuro... o colectivo de hoje encontra-se estilizado nos mais altos ideais da ditadura moderna... que faz vénia aos poderosos de dinheiro e influentes na política. Sob outro ângulo, já numa dispersão espacial, vemos indivíduos... com rosto, com cor, com origem e com futuro, de promessas de miséria... tornados números adoptivos de grandes Organizações, que se pagam bem, para perpetuar a ajuda a pobres de participação e a esfomeados da justiça social.

Numa referenciação a grandes e pequenos colectivos, onde uns são dadores de sangue, enquanto outros, dependentes desse sangue, eles todos se confundem em ideais que se transformam em campos de batalha, que geram desconfianças e alimentam incertezas, que exaltam ódios e motivam vinganças.

Houve já demasiados debates sobre a não proliferação de armas. As empresas de armamento arrecadam triliões de dólares de lucro, com as guerras que não perspectivam um final decisivo, em tempos menos próximos.

Milhões de seres humanos estão sob a ameaça de morrerem de fome. As ajudas humanitárias vão chegando para distribuir comida e tendas, sem uma perspectiva clara de água para a agricultura que não existe, e assim dar força à apregoada sustentabilidade... na pobreza de milhões e milhões de crianças, mulheres e homens.

No mínimo, retenho a liberdade de pensar em voz alta: os indivíduos no poder perderam o sentido humanista no tratamento dos problemas do colectivo. No mínimo também, não estou impedido de perceber que a decisão desses indivíduos ficou enjeitada

nos volumosos relatórios dos ‘so called’ proeminentes grupos, prestigiados por analisar os outros. E responsabilizar os outros. Somente os outros.

Só assim, indivíduos, no colectivo, já podem dizer: nós e eles! E, em situações imperfeitas, onde não há aceno a alternativas, a doutrina da chantagem: ou nós... ou eles!

Hoje em dia, onde o fanatismo se agudiza para marcar supostas diferenças... em nada mais que aberrações ideológicas, nesta aldeia global onde todos somos chamados cidadãos do mundo, as Universidades seriam a escola de referência de cidadania. Os jovens de hoje são a promessa do futuro. Um futuro necessariamente diferente, um futuro de maior humanismo e de maior justiça social, um futuro de maior respeito mútuo e de verdadeira paz... em todo o globo e para todos os seres humanos.

E esse futuro já deveria ter dado início... como reparação do presente!

Deste presente... onde a vida já não é mais que uma previsão devastadora do imprevisível da aliciante ciência política e financeira, onde a tecnologia de mercado faz o ‘merger’ da necessidade com a dependência.

Peço desculpas por a ‘oração’ não ter sido nem ‘breve’ e muito menos ‘elegante’, como seria da praxe.

Foi apenas um rascunho no ócio do tempo e do espaço, no singular de um indivíduo, que quer sua integração ao tempo e ao espaço do colectivo. Retomei, por força das circunstâncias, o melancólico e o rústico mas reconfortante canto das aves, do meu país, que invariavelmente anunciavam, todos os anos, a chegada da época das chuvas, mas precisamente dessas aves que desapareceram, por acção e obra do ‘climate change’ que, afinal, nós os timorenses não provocámos.

Agradeço à Faculdade de Letras e à Universidade de Coimbra esta honra e agradeço também a presença de todos e o carinho dos amigos.

Muito obrigado.

Kay Rala Xanana Gusmão

28 de Setembro de 2011

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Notícias relacionadas com a visita de Xanana Gusmão a Portugal

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Convite: homenagem a Kay Rala Xanana Gusmão

>> 20110926

 "No dia em que a Universidade de Coimbra atribui o Grau de Doutoramento Honoris Causa a Kay Rala Xanana Gusmão, o Salão Brazil abre as suas portas a este fantástico documentário. Diversas foram as vezes que nos associámos a eventos sobre Timor-Leste, desta vez fica esta sentida homenagem a Kay Rala Xanana Gusmão. Seja Bem-Vindo a Coimbra! (...)" (Leia o texto completo no blogue do Salão Brazil)


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Xanana Gusmão em Portugal

"O Primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, chega a Portugal esta segunda-feira, 26 de Setembro, para uma visita oficial de três dias.
No segundo dia de visita, Xanana Gusmão será recebido pela Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, seguindo de imediato para o Palácio de São Bento, onde está previsto um almoço de trabalho com seu homologo português, Pedro Passos Coelho e onde se encontrará com o Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco e Silva.

Na qualidade de Ministro da Defesa e Segurança, Xanana Gusmão irá reunir com o Ministro da Defesa Nacional Português, José Aguiar Branco e com o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, onde serão analisados diversos acordos de cooperação nestas áreas, bem como nos sectores da Educação, das Finanças e das Infra-Estruturas.

No dia 28, Xanana Gusmão irá deslocar-se a Coimbra, onde irá receber o título de Doutor Honoris Causa, pela Universidade da cidade, onde também terá um encontro com estudantes timorenses

Durante a sua estadia em Lisboa, o Primeiro-ministro Xanana Gusmão terá encontros com a comunidade timorense residente em Portugal.

Fazem parte da delegação timorense, que será acompanhada pela embaixadora em Portugal, Natália Carrascalão, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, a ministra das Finanças, Emília Pires, o ministro da Educação, Câncio de Freitas, e o ministro das Infra- Estruturas, Pedro Lay."

(c) PNN Portuguese News Network | Jornal Digital

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