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Timor-Leste: Pelotão de 300 ciclistas arrancou para "a corrida da paz"

>> 20090826



O primeiro "Tour" de Timor-Leste arrancou dia 24 em Díli, uma prova que o Presidente timorense, Ramos-Horta, qualificou como "a corrida da paz" e vai levar nos próximos cinco dias mais de 300 ciclistas ao maciço central do país.

Na hora da partida, de manhã cedo, junto ao palácio Nicolau Lobato, nova sede da Presidência timorense, Ramos-Horta desejou que os corredores cumpram a prova sem pernas partidas, desidratações ou quedas.

Os mais de 300 ciclistas de 15 nacionalidades, na maioria australianos, vão enfrentar 450 quilómetros por estradas estreitas, sinuosas e por vezes onde até o asfalto falta, enfrentando desníveis que podem atingir os dois mil metros de altitude.

O primeiro "Tour" de Timor-Leste é uma ideia antiga de Ramos-Horta, que espera aproveitar a prova para exibir as panorâmicas do país e promover o turismo, e mostrar que os timorenses são um povo pacífico e hospitaleiro.

"Que todos sejam vencedores nesta corrida da paz", desejou o Chefe de Estado, antes de dar a partida aos ciclistas do "Tour", uma prova enquadrada na semana de comemorações dos 10 anos da consulta popular de 30 de Agosto de 1999, que conduziu Timor-Leste à independência.

"É um grande pelotão", assinalou à Lusa David Butts, porta-voz da organização do "Tour" de Timor-Leste, recordando que na mais famosa das voltas, a francesa, correm 180 ciclistas.
David Butts informou que Timor-Leste e Malásia apresentam-se no "Tour" com as suas equipas nacionais.

Após a partida, à qual também assistiu o primeiro-ministro Xanana Gusmão, os ciclistas, de ambos os sexos, amadores e profissionais, percorreram em velocidade moderada a marginal de Díli, incitados com gritos "Viva Timor-Leste" pelos habitantes da capital, que puxavam sobretudo pelos atletas nacionais.

O pelotão trepou depois as montanhas que cercam a capital e dirigiu-se para Baucau, a segunda cidade mais importante de Timor-Leste, 120 quilómetros a Leste da capital.

Os ciclistas terão de cumprir ainda mais quatro etapas, entre Baucau e Loihuno, através do maciço central, seguindo posteriormente para Betano, na costa Sul, voltando a subir as montanhas rumo a Maubisse, a cerca de dois mil metros de altitude, e finalizando com uma descida vertiginosa até à meta, em Díli, ao nível do mar, no dia 28.

A organização da prova prevê distribuir 75 mil dólares (52,3 mil euros) em prémios nas diversas categorias, 15 mil (10,4 mil euros) dos quais para o camisola amarela na chegada ao mesmo local onde a corrida começou, junto ao novo palácio da Presidência, em Díli, erguido pela cooperação chinesa e que terá inauguração oficial no próximo dia 27.

O"Tour" de Timor-Leste tem como principal patrocinador a Digicel, a maior empresa de telecomunicações da América Central e sem presença em Timor, cujo sector é assegurado exclusivamente pela Timor Telecom, controlada pela Portugal Telecom, que também é "sponsor" do evento.


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