Um Sonho Descalço
>> 20110621
´Texto: Cinemateca Portuguesa
De: Kim Tae-gyun
Com: Park Hie-soon, Kei Shimizu, Gabriel da Costa, Júnior da Costa
Outros dados: Coreia do Sul, 2010, Cores, 121 min.
DAQUI
"Timor-Leste foi reconhecido como líder mundial na implementação de boas parcerias internacionais e gestão de melhores práticas de ajuda.
(...) Timor-Leste é precursor com o Portal da Transparência, onde disponibiliza todo o Orçamento Geral de Estado, incluindo a execução orçamental em tempo real on-line acessível a todo o Mundo, acrescentou ainda Ágio Pereira. «Estamos orgulhosos do reconhecimento de Timor-Leste e do papel importante que conseguimos ter. Trabalhar com países que enfrentam desafios similares ao nosso permite-nos advogar as mudanças que melhoram a efectividade da ajuda».
«Neste processo podemos beneficiar a nossa nação e contribuir de forma global para o bem-estar das gerações vindouras» afirmou ainda o Secretário de Estado do Conselho de Ministros." ((c) PNN Portuguese News Network)"
Eu, ainda estou a explorar o site mas deixo as referências! Vale bem a pena ver, ler, ouvir e divulgar!
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A minha aldeiaLinks relacionados: |
No interior das montanhas de Timor-Leste, nos locais mais remotos das ilhas, há um trabalho voluntário que merece destaque, o da ordem hospitaleira de S. João de Deus que tem em funcionamento um centro de saúde mental. (Fonte: RTP)
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© CARE |
Huddled together in a crowded room at the Tetum Language Book Fair in Dili, children as young as three waited with great anticipation to hear a story about their homeland. Adding to their excitement, Kirsty Sword Gusmao, the First Lady of Timor-Leste, was there to read to them in their native language, Tetum.
Stories were read to 40 eager primary school students from one of CARE’s Pen Pal schools in Dili, with many well-wishers and supporters looking on. Kirsty kept the children engaged as she playfully read stories symbolising the nation’s identity and culture.
As she reflected, ‘I loved this experience – the fun of it, the excited reaction of the children, the subtle cultural symbolism of the stories, the pride involved in reading – and listening to – stories in the Tetum language…the Storybook is a winner.’
Story reading is part of CARE’s Haburas Labarik Children’s Rights Promotion & Protection project, which promotes children’s rights through educational initiatives aimed at primary school children, teachers and women throughout Timor-Leste. The recently launched Child Rights Storybookis one of these.
In addition to stories about children’s rights from Lafaek Magazine, the storybook also includes activities for children and classroom resources for teachers. These help to provide Timor-Leste’s youngest citizens with an understanding of their fundamental human rights and, in the process, deepen their experience of the fun of learning.
‘Self-esteem is important to any child. Fostering pride in one’s country, a love of learning and an understanding of the rights and obligations involved in being a citizen helps build that self-esteem. These projects make a wonderful contribution to this goal’, Kirsty continues.
Kirsty’s reading was complemented by a live performance of Radio Lafaek from CARE’s partner Creche Foundation and a lively set of activities by the children, using the storybook. Overall, the day culminated a very rewarding three years for CARE’s Haburas Labarik project in the promotion of children’s rights and CARE’s passion and commitment to the fight for social justice for all in Timor-Leste.
Over 27,000 storybooks have been distributed to over 1,100 schools across Timor-Leste, with an additional 4,300 books for libraries and other children’s groups.
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| CONVITE A MANIFESTAÇÃO DE INTERESSE - TIMOR |
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
Aprovada em Outubro pelo parlamento de Timor-Leste, a resolução torna obrigatório o uso da língua portuguesa nas sessões plenárias e nas reuniões das comissões parlamentares, pelo menos uma vez por mês. "A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli. (Leia a notícia completa em Plenário no parlamento pela primeira vez em português | ionline | por André Rito com Lusa)
ADENDA: Auto-censurei-me. Estava mal disposta e como não gostei do que li .... saíram umas bocas escusadas ... até porque não andei foliona no Carnaval!!!. (Adenda publicada dia 10 às 19:08 de Portugal)
A diversificação das relações deveria constituir uma prioridade estratégica, de modo a atenuar o impacto da hegemonia indonésia e australiana
No livro "Tirania da Distância", o historiador australiano Geoffrey Blainey descreveu e analisou o modo como a distância a que a Austrália se encontrava da metrópole inglesa foi decisiva para moldar a sua identidade e a sua história. Invariavelmente, sempre que abordo as relações entre Portugal e Timor-Leste, lembro-me da relevância que Blainey atribuía à distância e ao modo como esta parece ser também muito importante para explicar as relações passadas, presentes e futuras entre Lisboa e Díli.
Quase uma década depois da independência de Timor-Leste, as relações bilaterais entre Portugal e Timor-Leste resumem-se, em larga medida, aos laços afectivos e históricos que, sendo naturalmente relevantes, são insuficientes para dar maior espessura e solidez ao relacionamento entre os dois países. Em retrospectiva, uma breve análise das relações bilaterais impõe a conclusão de que os últimos anos constituíram uma década perdida no que se refere à consolidação das relações bilaterais.
Este progressivo distanciamento é compreensível, por um lado. De certo modo, essa tendência corresponde à normalização de uma relação que foi, durante muito tempo, anormalmente emotiva, fruto das circunstâncias históricas que tiveram o seu epílogo com o referendo em 1999 e a independência de Timor-Leste em 2002. Mas, por outro, este afastamento é incompreensível, na medida em que reflecte a ausência de uma estratégia multidimensional, sobretudo da parte de Díli, que é quem tem mais a perder com o progressivo distanciamento bilateral.
Perante dois vizinhos poderosos, deveria constituir uma prioridade estratégica para Timor-Leste a diversificação das suas relações, de modo a atenuar o impacto da hegemonia indonésia e australiana. Nessa medida, a aposta na consolidação das relações bilaterais com a China, com o Japão, ou com Portugal, para citar apenas três casos, revelaria o mais elementar bom senso político.
Ora, na última década, se olharmos para além das declarações de circunstância, constatamos que Timor-Leste não fez tudo o que devia para manter vivo o relacionamento bilateral com Portugal. De facto, nos últimos anos, Díli pouco ou nada fez para assegurar o investimento de grandes empresas portuguesas - banca, telecomunicações, construção civil, energia - em Timor-Leste. E encerrada que parece estar a janela de oportunidade, tanto no plano político, como no económico, é notória a ausência de uma rede sólida de interesses comuns.
Ultrapassado que está o ciclo da boa vontade que caracterizou o período pós-independência, em que por vezes os investimentos não foram ditados apenas por critérios de estrita racionalidade económica, são poucos os interesses portugueses que restam em Timor-Leste - e mesmos esses, por vezes, parecem ser pouco acarinhados, como é o caso da Portugal Telecom - e menos ainda aqueles que planeiam investir no território num futuro não muito distante.
Perante este cenário de escassos interesses políticos e económicos em comum, se nada for feito, a relação bilateral manterá o seu plano inclinado na próxima década. Resta saber se os dois países aceitam que assim seja ou se, pelo contrário, vão à luta contra a tirania da distância.
Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS)
Organização conjunta ICS-UL Proj. FCT HC0089 / 2009 e IICT Proj. FCT HC0075/2009
Data – 24 e 25 de Maio de 2011
Local - Jardim Botânico Tropical (Belém)
Comissão Organizadora
Ana Cristina Roque e Vítor Rosado Marques (IICT)Ricardo Roque (ICS-UL)
Secretariado
Lívia Ferrão e Teresa Vilela (IICT) Gonçalo Antunes (ICS-UL)
PROGRAMA
24 de MAIO - MANHÃ
9.00h.-9.30h. Registo e entrega de documentação
9.30h. – 10.00h. SESSÃO DE ABERTURA
Welcome – Braga de Macedo (Presidente do IICT), Jorge Vala (Director do ICS-UL)
Embaixadora de Timor-Leste em Lisboa e/ou Adido Cultural
10.00h. – 10.15h. Apresentação dos projectos – Ana Cristina Roque (IICT) e Ricardo Roque (ICS-UL)
10.20h. -10.40h. Conferência de abertura
Vírgilio Smith, Secretário de Estado da Cultura de Timor-Leste
10.40h.-11.00h. Pausa para Café e Visita à Exposição Timor: património, ciência e saberes tradicionais através das colecções do Instituto de Investigação Científica Tropical
PAINEL 1 - Missões Científicas em Timor (I): Documentação histórica e colecções
Moderador – Fernando Figueiredo
11.00h. – 12.00h.
- Ana Cristina Roque, Vítor Rosado Marques e Lívia Ferrão (IICT), Missão Antropológica de Timor: materiais e documentação no Instituto de Investigação Científica Tropical
- Maria Cristina Duarte, Cristina Costa, Isabel Moura e Maria Manuel Romeiras (IICT): Na rota dos saberes orientais: o legado das colecções de Ciências Naturais de Timor no Instituto de Investigação Científica Tropical
- Ana Cannas (IICT): Documentação de arquivo sobre Timor no Arquivo Histórico Ultramarino
12.00h.-12.20h. – Debate
12.30h.-14.00h. – Almoço
24 de MAIO - TARDE
PAINEL 2 - Missões Científicas em Timor (II): Documentação histórica e colecções
Moderador – João Vasconcelos (ICS-UL)
14.00h-15.20h
- Joaquim Pais de Brito (Museu de Etnologia): Colecções de Timor no Museu de Etnologia
- Maria do Rosário Martins e Ana Rita Amaral (Museu da Ciência, Univ. Coimbra),
História e actualidade das colecções etnográficas de Timor na Universidade de Coimbra
- Ana Paula Cardoso (Museu Municipal da Figueira da Foz): Timor nas Colecções do Museu da Figueira da Foz
- Rui Costa Pinto (Sociedade de Geografia de Lisboa / Academia de Marinha): Considerações de Gago Coutinho sobre a sua Missão a Timor no espólio da SGL
15.20h-15.40h. – Debate
15.40h.- 15.55h. – Pausa para café e visita à Exposição - mostra documental
PAINEL 3 - Presença portuguesa e antropologia colonial
Moderador – Cristiana Bastos (ICS-UL) (a confirmar)
15.55h-17.15h
- Fernando Figueiredo, Timor na viragem do século XIX para o século XX: Tipo de colonização e seus agentes
- Frederico Rosa (FCSH-UNL), Os labirintos da “aculturação” em Timor da Monarquia à Primeira
República: os missionários como intérpretes culturais
- Ricardo Roque (ICS-UL-UL), A administração colonial e o inquérito sobre usos e costumes
- Maria Johanna Schouten (Univ. Beira Interior), Antropólogos portugueses e neerlandeses em terras de Timor
17.15h-17.35h – Debate
Visita à Exposição Viagens e Missões Científicas nos Trópicos: 1883-2010 e à mostra de documentos sobre Timor existentes no CDI (IICT)
(Palácio dos Condes da Calheta, Jardim Botânico Tropical)
Porto de Honra
25 de MAIO - MANHÃ
PAINEL 4 - Missões científicas, fronteiras e território
Moderador – Tiago Saraiva (ICS-UL)
9.30-10.30h
- Manuel Lobato (IICT), As fronteiras de Timor-leste: dos processos identitários à demarcação territorial
- Paula Santos (IICT), Missão Geográfica de Timor
- António Canas (Museu de Marinha), Gago Coutinho em Timor
10.30h.-10.50h. Debate
10.50h.-11.10h. Pausa para café
PAINEL 5 - Missões científicas, arqueologia e antropologia
Moderador – Pe. Peter Stilwell (FT-Univ. Católica)
11.10h. – 12.10h.
- Rita Poloni (Univ. Algarve/ICS-UL), A arqueologia e as Missões Antropológicas de Timor
- Cláudia Castelo (IICT), Ruy Cinatti em Timor: «a passagem do poeta-naturalista a antropólogo»
- Nuno Oliveira (Sec.de Estado da Cultura de Timor / Australian National University), Perspectivas Actuais de Arqueologia em Timor-Leste
12.10h.-12.30h. Debate
12.30h.-14.00h - Almoço
24 de MAIO - TARDE
PAINEL 6 – Etnografias de Timor: repensando o legado
Moderador – Rui Feijó (CES-UC)
14.00h- 15.00 h.
- Vicente Paulino (FL-UL), Crónica literária e relato jornalístico na revista A Seara, 1950-1970
- Susana de Matos Viegas (ICS-UL), Os Fataluku: percursos de um objecto etnográfico
- Gonçalo Antunes (ICS-UL), Timorenses em Portugal: antropologia e representação na exposição colonial do Porto
15.00h. -15.20h. Debate
15.20h.-15.35h – Pausa para café
PAINEL 7 – Etnografias de Timor: olhares sobre o presente
Moderador – Ricardo Roque (ICS-UL)
15.35h-16.15h
-Lúcio Sousa (Univ. Aberta), Espaços sociais e práticas rituais: paisagem(s) e
topografia(s) sagrada(s) em Timor-Leste
- Paulo Seixas (UTL), A sedução etnográfica: usos da etnografia nas pesquisas recentes em Timor-Leste
16.15h.-16.35h. Debate
PAINEL 8 – Timor: Antropologia e Imagem
Moderador – Ana Cristina Roque (IICT)
16.35h.-17.35h.
- Aida Freitas Ferreira (Centro Português de Fotografia), O álbum fotográfico do Distrito de Timor [1890-1910] como fonte de investigação
- Vítor Rosado Marques (IICT), Filmes etnográficos sobre Timor produzidos pela Missão Antropológica de Timor
- Ernesto Matos e Graça Afonso (Câmara Municipal de Lisboa), Timor a Cores
17.35h.-18.00h. Debate
Encerramento dos trabalhos
18.30h. Lançamento do Livro de Ricardo Roque, Headhunting and colonialism, com apresentação de Rainer Buschmann, Purdue University, US.

Ricardo Alves Silva*
12:59 Quarta feira, 5 de Janeiro de 2011Muito se tem escrito e especulado, ao longo das últimas semanas, acerca da possibilidade do Fundo Petrolífero de Timor constituir uma espécie de tábua de salvação para as contas públicas portuguesas.
Como se vem tornando hábito sempre que se fala de Timor, parece-nos que o coração falou mais alto do que a razão, pois a possibilidade do Estado timorense vir a investir em títulos da dívida portuguesa depende de vários fatores - mormente uma alteração à Lei do Fundo Petrolífero e, posteriormente, uma decisão financeira quanto à competitividade dos títulos portugueses. Por outro lado, não nos parece que esta solução resolva os problemas estruturais da economia nacional. Contudo, isto não significa que Timor não possa ter um papel importante para o relançamento da economia nacional.
O primeiro facto que um observador treinado em detetar oportunidades vê ao chegar a Timor-Leste é o enorme potencial de desenvolvimento do país. Um olhar desatento e pessimista dirá que falta quase tudo. Um olhar empreendedor verá facilmente que as oportunidades são inúmeras. De facto, como as empresas portuguesas têm descoberto, sobretudo em África, os países em desenvolvimento e, ou, em reconstrução apresentam ótimas oportunidades de negócio. Tem sido assim em Angola e Moçambique, em Marrocos e na Argélia, entre outros. Timor não só não é exceção, como ainda tem vários pontos que o distinguem de outros mercados emergentes.
Em primeiro lugar, a legislação local é flexível, moderna e atraente para o investidor, sendo de destacar a aceitação pelo Estado Timorense da arbitragem ICSID para resolução de litígios com investidores estrangeiros. De resto, não existem grandes entraves à entrada de capital estrangeiro na economia, nem obstáculos ao repatriamento de lucros e dividendos. O nível de tributação não é elevado, e a legislação fiscal é simples, prática e moderna, seguindo o modelo da OCDE. A lei laboral também é sobremaneira flexível. Por último, o Governo aprovou, recentemente, um novo pacote legislativo para regulamentar a atividade de construção civil. Se aliarmos ao panorama jurídico o estado atual das finanças públicas do país (com superavits sucessivos) e as opções orçamentais para 2011, podemos concluir com segurança que Timor constitui, neste momento, uma oportunidade de ouro para as empresas portuguesas.
A importância de Timor para o relançamento da economia portuguesa dever ser vista, pelo menos a curto prazo, mais nas oportunidades criadas pelo Orçamento de Estado para 2011, do que na eventualidade de investimento através do Fundo Petrolífero. De facto, com uma dotação orçamental de USD 405,9 milhões para despesas de desenvolvimento, e um plano ambicioso de construção de habitações e infraestruturas básicas, o país é tão atraente que seria um erro as empresas portuguesas deixarem passar mais esta oportunidade de internacionalização.
*Sócio da Miranda Correia Amendoeira & Associados"
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Londres - Documentos diplomáticos trocados entre o governo australiano e a Indonésia divulgados pelo WikiLeaks confirmam que ambos os governos tentaram gerir a crise despoletada pelo massacre de Balibó, quando o exército indonésio executou cinco jornalistas estrangeiros que se encontravam a cobrir a invasão indonésia a Timor-Leste.
Link
Os cinco jornalistas, de nacionalidades australiana, britânica e neozelandesa, mortos em Balibó a 16 de Outubro de 1975 (Gregory Shackleton, Anthony Stewart, Gary Cunnigham, Malcolm Rennie e Brian Peters) conhecidos como os cinco de Balibó, «foram mortos deliberadamente pelas forças especiais indonésias e não no campo de batalha» – como quiseram fazer crer as autoridades indonésias com a ajuda dos australianos.
A versão oficial do incidente falava em morte por fogo cruzado entre as forças indonésias e as forças timorenses da Fretilin. Mas, em 2007, um relatório de Dorelle Pinch, médica legista de Novas Gales do Sul, veio contrariar essa versão e reforçar testemunhos anteriores, como a do timorense Olandino Guterres, que assistiu às execuções.
Um telegrama datado de 21 de Novembro de 2007, citado pela imprensa australiana, refere que o chefe da secção política da embaixada australiana em Jacarta, Justin Lee, terá dito aos funcionários norte-americanos que «analisou o relatório [de Dorelle Pinch] com o governo de Jacarta». «Ele [Lee] sublinhou aos interlocutores indonésios que a Austrália queria trabalhar o caso cuidadosamente com o governo da indonésia. [Jacarta] respondeu que também queria ajudar a gerir o problema, embora tenha rejeitado categoricamente a alegação de que as forças de segurança indonésias tenham cometido violações de direitos humanos ou crime de guerra», segundo os telegramas citados pela imprensa australiana.
Link
Os telegramas diplomáticos da embaixada dos EUA em Jacarta agora tornados públicos revelam ainda que Camberra declarou Yunus Yosfiah - o capitão das forças especiais indonésias durante a invasão de 1975 do Timor-Leste que terá ordenado a execução - «pessoa non grata na Austrália», apesar de o executivo australiano "nunca ter apresentado qualquer acção formal contra Yosfiah pelos homicídios".
Link
O correio diplomático revela que esta sanção foi aplicada discretamente ao capitão das forças especiais indonésias numa altura em que Camberra já trabalhava nos bastidores com Jacarta para ajudar o executivo indonésio a gerir as consequências do escândalo.
De acordo com os telegramas, depois de o porta-voz do chefe da diplomacia indonésia, Teuku Faizasyah, ter visto o relatório afirmou: «Na nossa opinião, este caso está encerrado e deve permanecer encerrado». Camberra nunca comentou publicamente o estatuto de Yosfiah, mas por altura da divulgação relatório médico que veio contrariar a versão oficial, o actual ministro dos negócios estrangeiros da Austrália, Kevin Rudd, exigiu que fossem tomadas acções contra os militares indonésios envolvidos nas mortes, segundo a imprensa australiana.
(c) PNN Portuguese News Network
2010-12-27 19:59:04
Notícia:
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| Imagem daqui |
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| Imagem daqui |
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| Imagem daqui (recomendo a leitura do texto no link referido) |
Diposkan oleh Indoleaks di 09.55Dokumen ini berisi catatan percakapan antara Suharto dan Gerald Ford di Camp David pada 5 Juli 1975, lima bulan sebelum invasi Timor Timur.
Dokumen ini bisa diunduh di sini.
Documentos secretos divulgados pela versão indonésia do WikiLeaks mostram como Suharto usou o comunismo para convencer Ford
Gerald Ford e SuhartoO efeito WikiLeaks sente-se em todo o mundo. Agora foi a vez de a versão indonésia - IndoLeaks.org - publicar documentos secretos de 1975 com conversas entre o presidente norte-americano Gerald Ford e Suharto. Nestes, o presidente indonésio tenta convencer os EUA de que invadir Timor-Leste é a única alternativa depois da descolonização portuguesa, usando o perigo do comunismo como argumento. IONLINE | por Nuno Aguiar | publicado em 27 de Dezembro de 2010 | actualizado há 13 minutos |
Uma manifestação pacífica com centenas de apoiantes da autodeterminação do povo maubere foi violentamente reprimida pelos soldados de Jacarta.
Mais de 270 pessoas - o número exacto não é conhecido - foram mortas pelas balas indonésias no cemitério de Santa Cruz. Muitas mais tinham perdido a vida em ataques idênticos no passado, mas desta vez as imagens captadas por jornalistas estrangeiros, como o britânico Max Stahl, levaram o drama do povo timorense ao resto do mundo.
Em declarações à Renascença, o então chefe da Frente Clandestina da resistência e actual embaixador de Timor-Leste em Washington, Constâncio Pinto, recorda os acontecimentos de 12 de Novembro de 1991 e reconhece que foram um ponto de viragem.
Imagem, daqui
"Foi um massacre que alertou o mundo na altura, porque a sensibilidade internacional era muito pouca em relação a Timor. Infelizmente, foi preciso um massacre para acordar a comunidade internacional e o massacre de Santa Cruz não foi o único, houve muitos massacres antes de Santa Cruz e que ninguém viu, ninguém filmou. Santa Cruz foi apenas um massacre que foi gravado e enviado para o exterior”, sublinha Constâncio Pinto.
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