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Mari Alkatiri em Portugal - Sic Notícias [Vídeo]

>> 20080610

"O mundo tem os olhos em Timor"


«O ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, preside o maior partido da oposição e senta-se no Parlamento no lugar de deputado. Actualmente em Portugal, vindo de Angola e em vias de partir para os EUA, o secretário-geral da Fretilin anda pelo estrangeiro a reunir apoios. Alkatiri considera que falta pouco para o Governo de Xanana Gusmão chegar ao fim.

Mari Alkatiri tenta reunir apoios para voltar a governar»

Fonte: SIC (Publicação: 09-06-2008 22:54 | Última actualização: 09-06-2008 23:11)

Comentário:

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As declarações de Mari Alkatiri espantam-me ...


LINKS [na imagem]:

ALGUMAS QUESTÕES:

Quando Mari afirma algo como: O "(...) Governo de Xanana Gusmão tem os dias contados" pretende passar a ideia de ameaça ou apenas constata aquilo que todos sabemos i.e. nada é eterno? - Prefiro ficar pela segunda apesar de não me sentir esclarecida quanto aos atentados ao Primeiro Ministro e ao Presidente da RDTL.

O Dr. Mari diz ter factos para provar bla bla bla e então, se se sente tão seguro, porque não agiu legalmente??? Enfim ... Tanto para desenvolver!

Apelo à SIC para que dê a Xanana um direito a resposta! Na verdade, nem todos os portugueses alinham no discurso desconexo dos Fretiliputianos ...

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Direito à informação e expressão

>> 20080609


Mari, diz coisas muito interessantes - como membro do Parlamento da RDTL, poderá estar a pisar alguns riscos contínuos (metáfora). [A leitura e interiorização da constituição é aconselhável ...]

Mari ... foi ouvido e visto, por nós, aqui neste cantinho amoroso a que chamamos Portugal, há alguns minutos. Como não tivemos a oportunidade de gravar, deixo uma pergunta a quem possa ter visto/ouvido a referida intervenção: - É impressão minha ou o Dr. Mari Alkatiri, veio aqui fazer queixinhas de Xanana Gusmão?

Nota: este 'post' tem seguramente continuidade.

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Relações Institucionais - Taur Matan Ruak / Roque Rodrigues / Mari Alkatiri

>> 20080518


Recebemos por e-mail, com pedido de publicação:

“Quanto à relação institucional entre Roque Rodrigues - Mari Alkatiri - Taur Matan Ruak/F-FDTL até o discurso do então PR Xanana Gusmão, de Março de 2006, nega e faz cair por terra todo o rol de especulações e disparates aqui escritos. Roque Rodrigues nunca deu um passo em relação às F-FDTL sem que o Brigadeiro-general Taur Matan Ruak estivesse de acordo. E Mari Alkatiri sempre respeitou essa postura.”

Factos
Que grandes Ministros!!! Roque Rodrigues nunca deu um passo sem que Alkatiri o autorizasse. Alkatiri sempre teve ambições de controlar as Falintil-FDTL.
É este o ponto fulcral do ódio que Alkatiri tem por Xanana Gusmão.
Porque Xanana Gusmão despartidarizou as Falintil no mato, contra as vontades dos extremistas como Alkatiri e Roque Rodrigues.

Por isso, forçou acrescentar Falintil às F-FDTL na Assembleia Constituinte e, sobretudo, por isso, na Lei Orgânica das F-FDTL ele forçou também o seu papel em comandar as F-FDTL em situações de crise, colocando-o igual ao Presidente da República, na sua ambição desenfreada. E, por certo, Roque Rodrigues não só concordou como, honestamente, não tinha outra alternativa, tinha que aceitar.
Não porque o BG Ruak assim o desejasse, mas porque Alkatiri assim o exigia. Deixemo-nos de fantasias sobre Roque não fazer nada sem o BG Ruak concordar.
Com certeza que em todas as pastas ministeriais de defesa ou doutras áreas, deve-se consultar, deve haver princípios pelos quais o processo de tomada de decisão se deve reger e a concordância do Estado-Maior das Forças Armadas, é sempre importante.

Não continuem com estas mentiras colonialistas. Não culpem as F-FDTL pelas asneiras politicas de Alkatiri, não culpem o BG Ruak pelas vossas asneiras, pelas vossas ambições políticas desenfreadas. Brincaram demais com o fogo e queimaram-se. Aceitem isso, honestamente!

E não culpem os doadores. Assumam a responsabilidade por nunca terem dado passos concretos para desenvolver planos para desenvolver as F-FDTL com a dignidade devida a estes extraordinários lutadores.

A CPLP já tinha dado enormes passos, na área da Defesa, que facilmente poderiam ter sido canalisados para o desenvolvimento das F-FDTL.
Portugal sempre esteve disposto a cooperar com planos concretos a nível bilateral. Angola sempre se mostrou aberta e disposta para dar todo o apoio. Mas nunca deram os passos necessários para apresentarem projectos específicos a serem apoiados.

“Roque Rodrigues nunca deu um passo em relação às F-FDTL sem que o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak estivesse de acordo” ?! Culpar o BG Ruak de ser o responsável pelos problemas dos peticionários?! O BG Ruak nunca deu os passos necessários para os resolver e o Roque Rodrigues concordava e o Alkatiri respeitava? Que besteira!
A falta de condições de vida, da logística, de regime militar adequado, de respeito pela herarquia e tudo o mais que contribuiu para que 45 % das forças abandonarem os quartéis é então culpa do BG Ruak?!

Meninos e meninas, deixem de assacar as culpas ao BG Ruak e assumam as vossas culpas! É, antes demais, responsabilidade do Ministro da Defesa e, ainda que seja apenas hierarquicamente, é em última análise, responsabilidade do Primeiro-ministro.
Não é assim em todas as democracias? Então o Ministro da Defesa não assume responsabilidade de nada? É só ‘pau mandado’ do Estado-Maior das Forças?...

Já explicaram porque nunca deram um passo para promover, com a devida dignidade e respeito, o BG Taur Matan Ruak a CEMGFA (Chefe de Estado Maior das Forças Armadas) em todo o período do Governo Alkatiri e Minsitro da Defesa Roque Rodrgiues?

Porque sempre subestimaram esta grande homem da Resistência BG TMR?...

Só durante o Governo do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão (que Alkaktiri diz ser inconstituiconal e só de facto) é que o BG passou a ser tratado com o devido respeito e promovido, de acordo com o que a lei exige, para CEMGFA!
Não é verdade que o Presidente da República, que é quem deve concluir esta promoção, solicitou várias vezes ao Ministro da Defesa Roque Rodrigues e ao PM Alkatiri para avançarem com a proposta do Governo para o Presidente da República nomear o BG Ruak para CEMGFA, mas o Ministro da Defesa Roque Rodrigues e o PM sempre ignoraram este pedido?

E deixaram o BG Ruak continuar sem um estatuto legal apropriado, porque o titulo de Comandante-Geral atribuído pelo regulamento da UNTAET, desde o tempo do Ministro Chefe Alkatiri, já foi ultrapassado pela nova lei de Timor-Leste independente, a Lei Orgânica das F-FDTL?
Esta lei foi útil para Alkatiri se assumir como Comandate da Forças na crise de 2006, sem o acordo do BG Ruak porque ele nem se encontrava no país na altura, mas esta lei não foi útil para o PM Alkatiri propor atribuição legal do posto de CEMGFA ao BG Taur Matan Ruak? Porquê?!
É simples. É razão ideológica, não há outra explicação. Não venham com rodeios. Estes são factos.

E o Primeiro-Ministro Alkatiri concordava com o Roque Rodrigues? Pois claro. É esta conversa: quanto menos fizeres para desenvolver as F-FDTL, Camarada, melhor é.
Eu, como PM, concordo plenamente. E o Ruak concorda também? Não sei, Camarada Secretário-Geral, mas vou fazê-lo concordar. Então já se esqueceu que sou psicólogo?!

E não tinham apoio jurídico? Até este ponto? Que vergonha! Por não poderem mexer no dinheiro do Petróleo?! Grande desculpa de irresponsaveis governantes.
E não souberam pedir a Portugal? Não souberam pedir a Angola, a Moçambique, ao Brasil, à Guiné Bissau, países amigos e irmãos com sólida amizade e solidariedade?
Porque não pediram? Porquê?

Sabemos bem: porque nunca tiveram a motivação, o genuíno respeito pelo Comando das F-FDTL, pelos guerrilheiros. Tiveram respeito em discursos e em demagogias, mas nunca no plano concreto. Os factos de cinco anos de controlo de Timor por Alkatiri e a sua ‘clique’, nesta área da Defesa, e as consequências deste desleixo em relação às Forças Armadas falam por si.

Podem dar todas as voltas que quiserem, que vão parar sempre ao mesmo ponto: são governantes irresponsáveis, por isso criaram a crise. Hoje, também e com certeza, que este Governo não dá passos sem o BG Ruak e o Estado-Maior concordarem com estes passos.
Ainda é o mesmo mas com uma diferença fundamental. A diferença é que se está a dar passos muito concretos porque existe motivação e porque existe respeito genuíno pelas Forças, porque se governa para todos e não só para a facção do próprio Partido.

Esta é a diferença!

Ass: Maria

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Parece que alguém quer mesmo estragar Ataúro...

>> 20080514

Recebemos por e-mail:

"Ainda sobre a viagem de Alkatiri e Loro Horta para Ataúro…

Loro Horta defende um governo de grande inclusão e parece acreditar que tal governo irá “domesticar” e civilizar os políticos e partidos timorenses. Acha então que eles se têm portado assim tão mal, senhor Loro Horta?

Os resultados obtidos pelo actual Governo

O IV Governo Constitucional, em menos de quatro meses, preparou dois orçamentos, sendo um transitório e outro para o ano em curso. Trabalhou ainda, em conjunto com o Parlamento, para alterar o ano fiscal e financeiro (1 Julho a 30 de Junho) para o ano civil (1 de Janeiro a 31 de Dezembro). O processo de aprovação de ambos os orçamentos passou, pela primeira vez na democracia timorense, por um debate exaustivo - o orçamento transitório foi debatido durante três dias e o do ano corrente durante dez dias! Um orçamento e programa de cerca de 100 páginas, sensivelmente o dobro dos orçamentos do Governo Alkatiri, que nem chegavam a ser debatidos - os camaradas votavam, de ‘braço no ar’, e estava aprovado!

Este Governo já conseguiu mudar os ‘deslocados internos’ do Hospital Nacional Guido Valadares para o subúrbio de Becora. Deslocados estes, quase todos de Baucau e Becora, uma zona onde eclodiu a maior violência em 2006 e onde ocorreu o tiroteio das F-FDTL com o major Alfredo Reinado. Conseguiu-se efectuar reuniões com a população local, dialogar com todos, por vários dias, com a participação activa das PNTL e F-FDTL, e conseguiu-se o consenso necessário para avançar com o processo de acolhimento, deste grupo de deslocados (oriundos de Baucau), pela população de Becora. O Governo conseguiu realojar também os ‘deslocados internos’ que ocupavam o jardim Borja da Costa em Ermera, sua região de origem. Todas as semanas, saem famílias dos campos de deslocados e regressam aos seus locais de residência, já seguros de que não irão encarar problemas. Naturalmente, é um processo que leva tempo mas estamos a trabalhar com grande determinação e com resultados encorajadores.

Outra meta deste Governo, que já foi alcançada, era a concentração de todos os peticionários em Díli. Já foram realizadas reuniões com eles para reflectir em conjunto sobre as reais opções e soluções para os seus problemas. Este Governo, em total sintonia com o Parlamento e a Presidência da República, geriu as consequências do golpe de Estado de 11 de Fevereiro com uma disciplina e responsabilidade extraordinárias, evitando a ocorrência de quaisquer consequências nefastas à vida da população e do Estado.

A operação conjunta PNTL/F-FDTL não só recuperou o prestígio destas duas importantes instituições, mas também, demonstrou uma nova capacidade de intervenção, isenta de qualquer interferência política e partidária ou de qualquer ministro. Só a liderança colectiva dos dois comandos, que efectuaram um trabalho digno e difícil, com o apoio do Governo, permitiu o sucesso total da operação, tão desejado como merecido pelo povo.
E tudo isso, sem disparar uma única bala!...
Gerir, desta forma, a grave crise de um Estado de apenas seis anos de idade, não será motivo de orgulho para os timorenses e amigos de Timor, senhor Loro Horta?

Todas estas questões são, para o senhor, mesquinhas e sem interesse nacional? Poderão estas medidas ser obra de um Primeiro-Ministro que, nas suas palavras, era um indisciplinado no mato?!
Analise bem antes de escrever e deixe de ser um 'pau mandado' dos camaradas ‘alkatiris’!

Não é verdade que a sua mãe foi presa por Alkatiri, em Maputo, quando você estava quase para nascer? A sua mãe também era ‘indisciplinada’? Em que sentido?
Pense bem e analise tudo isso.

Xanana odeia o Lobato? Gente de Xanana matou familiares do Lobato e queimou as mulheres e crianças, familiares do Rogério Lobato em 2006 ???
Esta merece o prémio de “maior asneira do ano” senhor Loro Horta.
António Lobato, marido e pai da senhora e crianças queimadas, era um dos apoiantes dos peticionários. Pense lá bem, quem teria razões para o odiar naquela altura?...

A Raiz da Crise

Mari Alkatiri, durante a crise de 2006, já confessava a muitos que suspeitava do Rogério Lobato e já não confiava nele, mas não tinha coragem de o retirar de Ministro do Interior. Tentou tirar Rogério do elenco governamental, na reestruturação do seu governo, mas Rogério ameaçou Alkatiri e este foi obrigado a ceder e a mantê-lo no Governo.
Alkatiri acusou insistentemente Rogério Lobato de estar por detrás dos peticionários, sobretudo depois de Alkatiri dar ordens a Rogério Lobato para reforçar o Palácio do Governo, durante a manifestação dos peticionários, quando ainda detinha o controlo da PNTL, e Rogério não acatou a ordem. Essa atitude levou Alkatiri a suspeitar ainda mais que Rogério Lobato estaria por detrás dos peticionários e decidiu começar a dar ordens directas ao Comandante da PNTL, “passando por cima” do seu ministro Rogério Lobato.

E o jogo politico destes dois senhores, Loro Horta, não tem nada a ver com a própria Fretilin, muito menos com a Igreja, com Xanana ou outros.
Só eles dois conhecem as razões de todas estas jogadas e ‘facadas’ por trás. É luta pelo poder sim, mas dentro do próprio Partido! E aí, Alkatiri não permitiu, nem permitirá, que Rogério Lobato o ultrapasse, custe o que custar.

É, pois, esta a raiz da crise de 2006, senhor Loro Horta. Alkatiri não detém uma sólida base de apoio no Partido e sempre viu Rogério Lobato como uma grande ameaça ao seu controlo do Partido. Aproveitou a questão dos peticionários para desacreditar o seu adversário politico número um - Rogério Lobato.
Começou a “minar” a confiança das F-FDTL afirmando que Rogério controlava a polícia e que estava por detrás dos peticionários, convencendo ainda o Comando das F-FDTL a intervir no plano civil. Desacreditou todos os apoiantes ligados ao Rogério, deixando-o arcar, sozinho, com as culpas do Rai Lós.
A intervenção das F-FDTL no plano civil, foi o certificado final de incompetência para o ministro Rogério Lobato, dado por Alkatiri, com o estatuto de ‘perigoso para a nação’. Alkatiri conseguiu libertar-se, em parte, das ambições do seu adversário político. Mas não lhe bastava. Alkatiri queria consolidar o golpe à Mahatir, e pôs o seu segundo homem na prisão de Becora.

Só que Rogério Lobato vai sair um dia e, mesmo na Malásia ( é na Malásia que está agora o Rogério, operando também politicamente, acompanhando o renascer do ex-prisioneiro de Mahatir), Rogério ainda poderá desafiar o Alkatiri publicamente para o controlo do poder no Partido. É este o pesadelo de Alkatiri.

O seu azar é que, após ter posto o Rogério e Mau Soko na prisão de Becora , recuperando assim o poder no Governo, por castigo de Deus, Xanana entrou na cena política, sendo este muito mais difícil de eliminar.
Com Xanana será muito mais difícil para Alkatiri manipular o Comando das F-FDTL, porque a solidariedade da guerrilha é um fenómeno sagrado. Silencioso, mas sólido!

Senhor Loro Horta, faça a sua pesquisa académica com integridade e deixe de escrever fantasias e de ser papagaio de Alkatiri e sua clique. Alkatiri terá ainda que explicar bem ao Rogério Lobato, porque mandou prender o polícia Abílio Mausoko, homem de confiança total do Rogério Lobato, armando-lhe uma cilada.
Abílio Mausoko esteve reunido com Alkatiri, em casa dele, saiu e recebeu do sobrinho do Alkatiri um envelope. Dirigiu-se então para o Restaurante Esplanada para se encontrar com José Teixeira, o ‘pau mandado’ de Alkatiri. Entretanto, Alkatiri telefonou ao então PM e Ministro da Defesa, Ramos-Horta, exigindo que o Ministro mandasse imediatamente as Forças Australianas prenderem Mausoko no Esplanada. E as forças internacionais, obedecendo à chamada, foram lá e prenderam o Mausoko. E este nem sequer suspeitava que tinha sido o próprio Alkatiri a dar ordem para o prenderem, no Hotel Esplanada, logo depois de o mandar ir ao encontro de José Teixeira…

Diálogo é sempre necessário, em todas as circunstâncias. Mas Diálogo de Ataúro?
Só se for, entre Alkatiri e Rogério e que Alkatiri explique bem ao Rogério porque razão fez o que fez.

Faça as suas pesquisas académicas como deve ser, senhor Loro Horta, para não se deixar enredar na teia ‘alkatirista’!

Alkatiri tem medo de Rogério e de Mausoko. Por isso lhe pediu para o levar para Ataúro.
Mas, sempre é preferível Ataúro do que Santa Cruz!


P.S. Tudo isto é um assunto muito sério, verdades que o tempo se encarregará de pôr a claro. E não há aqui racismo, nem colonialismo, nem medo!"

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NÃO ESTRAGUEM ATAÚRO...

>> 20080511



Maria disse...


'Vamos para Atauro' do Loro Horta nao e mais do que uma propaganda Alkatiri sob outro nome.

Fala de problemas que persistem e podem levar a uma nova onda de instabilidade e desuniao politica.

Mas que problemas exactamente esta a ver ou imaginar?!Que nova onda de instabilidade e desuniao politica?!Havera algum pais, na fantasia de Loro Horta, que nao tenha problemas? Que nao tenha desuniao politica? Que nao viva uma possivel instabilidade no seu dia-a-dia?!...

Loro Horta fala de sinais de tensao que comecam a surgir. Que sinais de tensao? E quando comecaram a surgir? Existe algum Pais sem sinais de tensao? Loro Horta fala da rivalidade entre Xanana Gusmao e Mari Alkatiri e a sua poderosa Fretilin, que tem de ser resolvida, se nao forem tomadas iniciativas urgentes para continuar com o dialogo entre os varios senhores da guerra.

Então e não ha rivalidades na Malasia, Indonesia, Portugal, EUA, Uniao Europeia, Singapura ou Filipinas?

Diz que Xanana fez uso do que, em Dili, ja comeca a ser visto como o seu exercito privado, a recem-criada ‘task force’, para deter certos membros da Fretilin pretensamente suspeitos de envolvimento no atentado de 11 de Fevereiro. Por aqui se ve a ‘capa’ deste propagandista de Alkatiri, nos meios de comunicacao social, para satisfazer os alkatiristas em Dili.

E quer ver Xanana e a Fretilin no mesmo governo para nao haver tendencia de um minar o outro. E quer continuar o dialogo em Atauro, para terminar com as questoes mesquinhas e pessoais.

Grande autoridade de estado timorense este Loro Horta!... Tudo indica que, para Loro Horta, tudo deveria ser como a politica de Singapura. Ou sera que o senhor Loro Horta esta a tratar os Timorenses como colonizados e incapazes de resolver os problemas do seu Pais, como os generais indonesios sempre propagandearam?

Vamos aos factos!

Os problemas politicos teem sido causados por Alkatiri desde que tomou conta do poder e do Governo. Alkatiri constantemente menosprezou os timorenses, incluindo os seus proprios camaradas do partido que nao pertençam a sua faccao.

Alkatiri criou a Fretilin Reforma, criou CPD/RDTL, criou rivalidades contra a juventude e criou problemas com a Igreja quando tentou retirar das escolas da Igreja Catolica o apoio de seis mil professores que leccionam nestas escolas catolicas, mas pagos pelo Estado. Essa foi uma das principais razoes dos 19 dias de manifestacao da Igreja contra Alkatiri, ate Alkatiri cair aos bocados, e que os media internacionais nunca entenderam.

Outro problema ,causado por Alkatiri, foi a guerra contra os jovens durante a sua governacao. Quando os jovens o criticavam, ele respondia com 'nao acordem o leao', ameacando-os com leoes, embora em Timor nao haja leoes. Ignorou sempre os meios de comunicacao social timorenses, menosprezou-os, nunca lhes concedeu apoio nenhum para o seu desenvolvimento e ameaçou-os de difamacao quando o criticavam.

Alkatiri fez guerra ao Presidente Xanana Gusmao, enquanto Chefe de Estado. Quando o Presidente vetou leis, como a Lei da Imigracao, Alkatiri veio a publico e ameacou o Presidente da Republica de que nao iria retirar nem um ponto, nem uma virgula. E disse ainda que ele nem deveria pronunciar-se porque era matéria de jurisdicao do Parlamento Nacional, nao do PM Alkatiri.

Este seu comportamento arrogante demonstrou sempre a sua falta de consideracao pelo Lu-Olo , que era Presidente do Parlamento e Presidente da Fretilin, bem como pelos seus camaradas no Parlamento Nacional. Interferia diariamente nos assuntos do Parlamento, chamava a atencao ao Lu-Olo e seus camaradas para que todos o obedecessem cegamente.

Alkatiri ate conseguiu dividir os seus proprios camaradas no Parlamento Nacional, prejudicando assim o Parlamento e Lu-Olo, que nunca mais conseguiu ter quorum suficiente para deliberar sobre legislacao de prioridade nacional. Os proprios membros da Fretilin no Parlamento, divididos e ‘beligerados’ por Alkatiri, nao compareciam na Reuniao Plenaria nem nas Comissoes, destabilizando assim o Parlamento Nacional. Nao foi por culpa da oposicao, que nem sequer tinha metade de representatividade.

Esta destabilizacao, causada por Alkatiri, so serviu para humilhar Lu-Olo e demonstrar que so Alkatiri e o seu estilo politico podiam governar Timor. E Loro Horta deixou-se convencer por esta fantasia do Alkatiri!

Alkatiri nunca criou emprego para os timorense nos seus seis anos de governacao! Mas criou condicoes para os seus familiares importarem armas, arroz, combustivel, carros, e ganharem todos os concursos publicos de Aprovisionamento. Se alguma companhia transparece com outro nome, podemos apostar que algum familiar ou pessoa chave de Alkatiri esta por dentro. Os 7.5 milhoes de dolares do ultimo orcamento do Governo Alkatiri destinavam-se a comprar arroz para a populacao.

As tantas, o monopolio do arroz ficou nas maos dos homens de Alkatiri - os que importavam armas, comecaram a importar tambem arroz.

E Alkatiri minou tambem o funcionalismo publico com quadros do partido, ate quase duplicar o numero de funcionarios de 12.500 para 23.000, pagando o excesso com bens e servicos, escondendo-os do quadro real de salarios e do Parlamento. Antes do Congresso da Fretilin em Dili, em 2006, Alkatiri ameacou que pelo menos 5.000 (cinco mil) funcionarios poderiam ter de sair, uma vez feita a avaliacao. Parecia certo, mas havia outra agenda. Quando Alkatiri forcou o voto por ‘braço no ar’, no congresso do seu partido, foi porque estava ciente de que os funcionarios publicos e os administradores (tambem funcionarios publicos) iriam ter medo de votar contra ele, correndo o risco de ficarem sem emprego.

Nova onda de instabilidade e desuniao politica?!

Nao ha nova onda! Apenas continua a velha onda de Alkatiri, causando desuniao politica entre os timorenses.

O tal acordo de 1 de Maio e a prova disso. Apos assinarem no dia 1 de Maio, como nao teve o impacto desejado, dias depois fizeram uma ‘encenacao’, assinando de novo, com a cobertura dos media.

Alkatiri tem feito uma campanha contra Gil Alves, secretario-geral da ASDT, eleito em Congresso. Conseguiu sulcar os tais coordenadores distritais da ASDT para a destabilizar e usar esta instabilidade para tentar assim destabilizar o Governo.

So que, como sempre, Alkatiri sobrestima-se e subestima a maturidade politica dos timorenses, porque continua a acreditar que so ele e que sabe de tudo e mais alguma coisa. Basta ver como Alkatiri fez a campanha para desacreditar o Presidente da Republica Ramos-Horta sobre a sua decisao 'inconstitucional' de dar posse ao Governo da AMP, uma campanha constante, para minar o bom nome do Presidente Ramos-Horta, mesmo sabendo que estava a dizer asneiras.

Os passos dados por Alkatiri e que tem sido as ondas de instabilidade, mas o Governo da AMP, o Presidente da Republica e o Parlamento Nacional tem negado a Alkatiri o resultado almejado - destabilizar o pais com o fim de provar que so ele, Alkatiri, sabe governar.

Loro Horta pergunta 'Quem em Timor-Leste tem a capacidade e competencia administrativa de Mari Alkatiri?'.

A resposta e simples: a experiencia adminsitrativa, seja qual for o significado atribuido a esta visao de Loro Horta, nao ajudou Timor a desenvolver-se antes o conduziu a beira do abismo de Estado Falhado.

O novo Governo esta a provar que existem muitos timorenses capazes que, daqui ate 2012, produzirão bons resultados para o bem-estar de todo o povo.

E este o medo do Alkatiri, porque estes timorenses podem provar o que Loro Horta nao acredita, que ha outros timorenses que sabem governar, podem governar e governar ate melhor que Alkatiri, governar com o orgulho e humildade timorenses, necessarios para unir todo o pais. Rivalidade entre Xanana e Alkatiri?

E esta a mesquinhice dos senhores de guerra?

Desde a elaboracao da Constituicao, Alkatiri sempre fez tudo para minar a possibilidade de Xanana ter poder. Sabendo que Xanana ira ser Presidente, tudo fez para a Assembleia Constituinte retirar todos os poderes ao PR. Copiou-se a Constituicao de Portugal mas eliminaram-se todas as hipoteses do Presidente de Timor ter o mesmo poder do de Portugal.

Rivalidades existem sempre, ate entre Padres e entre Bispos, ate entre Cardeais. Faz parte da vida e da natureza do ser humano.

Por isso, na politica e no poder, usam-se eleicoes democraticas e regimes democraticos para controlar estas rivalidades naturais e humanas.

Contudo, este miudo, doutor mal cozinhado, tem a ousadia de referir-se a estes homens, da idade do seu pai, como ‘senhores da guerra que promovem mesquinhices’. Que vergonha intelectual!

Mas qual exercito privado, senhor Loro Horta? A ‘Task Force’ e apenas uma copia da GNR, do seu modus operandi. Em vez de por sempre a GNR a frente, sendo sempre encarada como o ‘mau da fita’, e sem alternativas, treinam-se policias timorenses para actuarem com firmeza, dureza e obter resultados, aconselhados por peritos estrangeiros, para nao ultrapassarem os limites.

Se PNTL esta sob a alçada da UNPOL, de acordo com a resolucao do Conselho de Seguranca da ONU, como pode o PM Xanana Gusmao criar o seu exercito privado?
Mas que grande analise academica!

A ‘Task Force’ nao prendeu ninguem da Freitilin, desde o 11 de Fevereiro, excepto o famoso Teixeira que a Fretilin explorou para a sua propaganda e influenciou o Loro Horta ao generalizar a sua analise. Ate agora, a policia prendeu 24 arguidos que serao submetidos a justica, por actos relacionados com os atentados de 11 de Fevereiro, nenhum deles oficialmente quadro da Fretilin.

Dizer que em Dili se fala de um exercito privado de Xanana e não so um exagero mas tambem jornalismo barato.

Quem tentou criar o seu exercito privado foi Alkatiri, quando era PM, e criou a URP ou unidade da reserva da policia que Alkatiri e Rogerio Lobato tentaram usar contra a manifestacao da Igreja mas, como muitos se opuseram, Rogerio recuou.

Mas, ainda assim, usou-os para cercar toda a area da manifestacao da Igreja, com policias da URP todos armados, vigiando os manifestantes. Este exercito privado de Alkatiri (URP) contribuiu para aumentar a tensao entre as F-FDTL e a PNTL, porque comecaram a ter melhores armanentos e condicoes que as F-FDTL.

O analista Loro Horta deve tentar ver melhor a realidade, para alem do seu nariz, e tentar aprender mais antes de se querer projectar como um expert de Timor, se nao quiser contribuir para aumentar a confusao.

Os problemas sao provocados pelos grupos de artes marciais, incluindo o korka que e parte da faccao de Alkatiri na Fretilin. Quando a Fretilin atravessou a sua primeira crise em 2006, o CCF reuniu-se e Alkatiri ameacou Abel Larisina, Joao Alves e outros ministros seus, usando elementos do Korka. Os jovens elementos deste grupos de artes marciais foram introduzidos pela Indonesia, muitos eram parte dos ninjas que de noite atacavam membros da rede clandestina da resistencia, sao jovens bem treinados para lutar contra policias de uniforme.

'Vamos para Atauro' do Loro Horta promove Alkatiri como uma vitima que em vez de causador da crise.

Acusa Xanana Gusmao de ser irresponsavel, quando, pelo contrario, este tem demonstrado a coragem e humildade suficientes para enfrentar os problemas da Nacao que ele e os seus guerrilheiros, com o povo e a Fretilin, libertaram.

Loro Horta termina com ‘Quando o Dialogo de alto nivel que teve lugar no Hotel Timor, na presenca do corpo diplomatico acreditado em Timor-Leste, mas na ausencia de Mari Alkatiri’ - muito convenientemente, omitiu o facto de Mari Alkatiri, a meio do processo de dialogo, ter decidido ir passar ferias, com toda a sua familia, para Lisboa e Maputo, com as despesas pagas pelo Governo liderado pelo entao PM Ramos-Horta, gastando 30 mil dolares dos cofres do Estado, nestas suas ferias politicas.
A ausencia do Alkatiri nao afectou em nada o processo de Dialogo, porque todos sabem que o problema nao residia no confronto Alkatiri - Xanana mas sim na fraqueza institucional das F-FDTL e PNTL que o Governo de Alkatiri contribuiu para minar.

Loro Horta sonha com um pacto de estabilidade para as proximas eleicoes!

Parece que nasceu ontem e nao sabe nada da historia politica de Timor…

Quando se formou o primeiro governo, apos as eleicoes para a Assembleia Constituinte, o falecido Sergio V. de Mello deixou bem claro que iria ser formado um Governo de acordo com a proporcionalidade parlamentar resultante daquelas eleicoes. Todos concordaram.

Mas, uns dias antes, Alkatiri tendo acesso aos resultados, ele proprio foi contra Sergio V. de Mello, ameacando que nao iria colaborar com um governo constituido por proporcionalidade ou de grande inclusao ou unidade nacional, porque “a Fretilin ganhou dois tercos dos votos e tem o direito de governar sozinho”.

Os argumentos de Alkatiri eram de que um governo que incluisse outros partidos so iria jogar com os interesses dos partidos e nunca poderia governar bem.

Alkatiri, violou tambem o Pacto de Unidade Nacional, acordado com todos os partidos antes das eleicoes, e avancou sozinho controlando o Governo e Timor. O sonho dele tinha-se tornado realidade.

Contudo, ignorou uma realidade ainda mais importante: que os timorenses nao sao tao estupidos como ele pensa e acredita; e que irao fazer tudo para ele pagar por esta falta de honestidade politica e traicao ao Pacto da Unidade Nacional.

Senhor Loro Horta nao sabe da historia de Timor, obviamente…
Entao, mais dialogo com Alkatiri, mais acordos e pactos?

Não sera melhor, para o Povo de Timor, concentrar-se na governacao, prosseguir com o desenvolvimento nacional e preparar-se para as eleicoes em 2012?!

Quem sao os senhores da guerra, Senhor Loro Horta?

Sao os que constantemente destabilizam o pais do sandalo com propostas de eleicoes antecipadas, como o Loro Horta e Alkatiri, ou a maioria dos Timorenses que acreditam que podem ter sucesso e salvar o seu pais, com ou sem Alkatiri?S

Senhor Loro Horta, deve antes concentrar-se no dialogo entre Alkatiri e Rogerio Lobato.

Alkatiri prometeu a Rogerio Lobato que, apos as eleicoes, o Governo (vencedor) de Alkatiri e o Parlamento Alkatiri, iriam dar-lhe uma amnistia. Por isso, Rogerio Lobato deveria portar-se bem ate a amnistia e então ficar livre. Ainda antes das ultimas eleicoes, Alkatiri ainda usou o seu voto no Parlamento Nacional para fazer passar a Lei da Amnestia, mas ninguem a quis promulgar.

Alkatiri esta entre a espada e a parede. Por isso esta revoltado com o Presidente Ramos-Horta (que tambem nao quis promulgar a Lei da Amnistia de Alkatiri) e esta constantemente a tentar obter do Presidente Ramos Horta alguns rebuçados, denominados 'indultos'.

Rogerio Lobato continua a aguardar pela amnistia de Alkatiri, no hospital em Kuala Lumpur, onde foi para ser operado ao coracao. Mas, ate agora, so operou um bocado aqui, um bocado acola, tudo menos o coracao.

Alkatiri esta a correr contra o tempo e cada vez mais a sua meta se esta a distanciar dele.

Esta a tentar que o Presidente da Republica lhe salve a pele dando indulto ao Rogerio Lobato e, mais uma vez, “lixou” o Presidente Ramos-Horta, porque todos estao publicamente contra esta decisao do Presidente Ramos-Horta, por ele apresentada ao Parlamento Nacional, sem consulta previa aos Bispos e a outras entidades, ouvindo apenas Alkatiri e o seu grupo.

Alkatiri, sim, senhor Loro Horta, corre o risco de ir parar em Atauro!...


11 de Maio de 2008 7:35


VAMOS PARA O ATAÚRO - Loro Horta*

A CALMA QUE SE VIVE EM TIMOR É APARENTE E DEVE SER APROVEITADO O ACTUAL MOMENTO DE TRÉGUAS PARA SE INICIAR O DIÁLOGO
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Depois da rendição de Gastão Salsinha e do seu grupo, uma certa atmosfera de optimismo e alívio caiu sobre Timor-Leste.

Sem dúvida que o culminar pacífico das operações na sequência dos atentados de 11 Fevereiro é de saudar e pode abrir uma nova etapa na vida política timorense. Mas os problemas persistem e podem levar a uma nova onda de instabilidade e desunião política.

A calma que se vive em Timor é aparente e deve ser aproveitado o actual momento de tréguas para se iniciar um diálogo honesto. Infelizmente não há muito tempo e os sinais de tensão já começam a surgir.


A rivalidade entre Xanana Gusmão e Mari Alkatiri e a sua poderosa Fretilin continua por resolver e encontra-se neste momento numa fase dormente devido ao choque de 11 de Fevereiro. Este período de tréguas irá acabar muito rapidamente se não forem tomadas iniciativas urgentes para continuar o diálogo entre os vários senhores da guerra da ilha do sândalo.
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Não deixa de ser sintomático que Mari Alkatiri, logo após a tentativa de assassinato contra Ramos Horta, irresponsavelmente tenha dado a entender que Xanana fez uso do que em Díli já começa a ser visto como o seu exército privado, a recém-criada task force, para deter certos membros da Fretilin pretensamente suspeitos de envolvimento no atentado de 11 de Fevereiro.

O ódio pessoal que existe entre Xanana e a Fretilin continua a ser um perigo para Timor-Leste e, enquanto não for resolvido, continuará a afectar a polícia e as forças armadas.
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É imperativo que se inicie um diálogo urgente entre a Fretilin, Xanana, a Igreja Católica e as mais importantes forças políticas timorenses, como o PD, a ASDT e o PSD. Este diálogo deve ter como objectivo promover a criação de um pacto de estabilidade nacional onde certos princípios de conduta política sejam acordados por todas as partes envolvidas.

Um governo de grande inclusão devia ser seriamente considerado, pois nem a Fretilin nem Xanana têm legitimidade suficiente para governar sozinhos.

Independentemente de quem ganhe as previstas eleições antecipadas, é pouco provável que uma só força consiga sobreviver sozinha. Xanana e a Fretilin têm de estar no mesmo governo porque, estando um de fora, haverá sempre a tendência para minar o outro.

Com este objectivo, o general Taur Matan Ruak teria sugerido (1) um retiro na ilha de Ataúro de todas as personalidades influentes do país, para uma conversa franca e aberta em que tudo seja posto em cima da mesa. Muitos dos desentendimentos dos senhores da guerra de Timor são eventualmente resultado de questões pessoais e mesquinhas, que nada têm a ver com o interesse nacional.
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Porque é que Xanana odeia tanto a Fretilin? Será porque, quando estava no mato, era um indisciplinado e foi várias vezes castigado por comandantes das Falintil, que eram do Comité Central da Fretilin?

Por que é que o primeiro-ministro Xanana Gusmão tem aparentemente tanto ódio a Rogério Lobato e cria a percepção de, através dos seus associados, tentar sabotar um indulto presidencial? Xanana foi capaz de receber aquele que é tido como um grande criminoso, Hércules, no meio de grandes abraços e espalhafato, mas não é capaz de perdoar a Lobato. Será que o prestigiado nome Lobato lhe faz sombra?

A Igreja Católica, que prega o perdão, tem feito campanha contra o indulto e nada diz sobre a família de Rogério Lobato, incluindo crianças e mulheres queimadas vivas em 2006, por indivíduos ligados a facções supostamente apoiantes de Xanana, que já foram claramente identificados.

São estas e outras questões que os líderes de Timor têm de abordar de forma aberta. Chega de golpes pelas costas, vamos abrir o jogo, vamos pôr os nossos medos. complexos e dúvidas cara a cara, como fizemos durante os 24 anos de luta para libertá-lo.
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Vamos para Ataúro, onde Alkatiri poderá perguntar a Xanana o que é que ele sabe, sobre o que parecia ser um plano para raptar a família directa de Alkatiri, em plena crise de 2006.

Vamos para Ataúro, onde o general Ruak, outros veteranos da luta armada e Xanana podem deixar para trás eventuais desavenças e esclarecer desentendimentos do tempo da guerra.

Em Ataúro, os bispos podem esclarecer os seus medos e ódios à Fretilin e o seu escandaloso envolvimento em política, que contraria a sua própria doutrina de neutralidade.
Vamos para Ataúro para uma catarse nacional antes que seja tarde.
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Timor-Leste tem uma liderança com muitas qualidades. Quantos países têm alguém com o prestígio e a rede internacional de Ramos Horta? Quantos têm um líder com a capacidade de Xanana de conduzir e entender a psicologia do povo timorense? Quem em Timor-Leste tem a capacidade e competência administrativa de Mari Alkatiri?

Os bispos têm o respeito e a admiração do povo e a igreja, se o quiser, será sempre um elo forte de unidade nacional.

Unidas as forças acima mencionadas trariam estabilidade e paz a um país tão rico como é Timor-Leste.
É necessário humildade e perdão entre os timorenses. Todos cometeram erros. Vamos aceitar os nossos erros e discutir frente a frente.

Aceitemos o desafio do general Matan Ruak, um dos poucos que se têm comportado com honra nesta tragédia, e vamos para Ataúro.

Que se demore o tempo que for preciso, mas que se ponham as coisas frente a frente duma vez por todas.
Países como Portugal e a Austrália deveriam coordenar esforços para promover tal diálogo e a possível assinatura de um pacto de estabilidade nacional antes das eleições. Mas, no final, cabe aos líderes timorenses unir o seu país.
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(1) - Quando do diálogo de alto nível que teve lugar no Hotel Timor, na presença do corpo diplomático acreditado em Timor-Leste, mas na ausência de Mari Alkatiri.
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Público/*LORO HORTA - Investigador na S. Rajaratnam School of International Studies da Nanyang Technological University de Singapura.

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Os ataques de 11 de Fevereiro não foram um filme ...

>> 20080219

E é triste deparar com comentários, como os que se passam a transcrever, advindos de pessoas com grande responsabilidade (que a deveriam ter) e que só parecem estar bem a denegrir tudo e todos. Gente amarga ...

«Sobre o ataque a Xanana Gusmão, Mari Alkatiri sublinha parecer estar-se perante um "filme de ficção" porque, garante, numa "emboscada com espingardas-metralhadoras naquela curva, ninguém sairia vivo".

"Montagem! Quem o teria feito? Parece que estamos um pouco num filme de ficção", disse Mari Alkatiri (...).

O líder da Fretilin continua também com dúvidas sobre os ataques de 11 de Fevereiro, explica que para si "não há ainda luz ao fundo do túnel" e que se fosse investigador, as "primeiras pessoas que iria questionar eram aqueles que estavam em casa de Ramos-Horta".

"Depois de ter sabido que o Alfredo (Reinado) tinha morrido uma hora antes (de Ramos-Horta ter sido ferido) tornou-se ainda mais estranho para mim", afirmou ao interrogar "quem, afinal, tentou matar José Ramos-Horta?".» (RTP/ LUSA )

Se eu fosse investigadora, desconfiaria deste homem que insiste em não colaborar para que a paz se consolide... Por várias vezes, quando fala, passa a ideia de que sabe mais 'qualquer coisa'. O que saberá ele? O que saberia ele? Qual o seu papel no atentado de 11 de Fevereiro? E já agora ... como pequeno ser, da terra da magia, que truques preparará ou guardará nas suas pequenas mangas?

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Alguns vídeos e algumas questões [I]

>> 20080212








Nota pessoal: Mari Alkatiri tem transparecido uma nervoseira fora do comum. Oxalá a verdade venha ao cimo.

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